17.10.05

Fatti Sconosciuti VII















Vou falar-vos de mais um assunto de interesse geral e, ao mesmo tempo, continuar essa minha cruzada pelo bom gosto e bom senso.
Há dois dias atrás estava eu a ver um filme de Jean-Luc Godard, quando deparei com o seguinte problema: Qual a diferença entre o estado satori e o estado nirvana?
Consultei a enciclopédia e procurei na net, mas nada feito, não arranjava um esclarecimento para essa minha dúvida. Resolvi então mandar um mail para um site ligado ao budismo em Portugal. Recebi logo uma resposta no dia a seguir (imaginem só, se todos os funcionários públicos fossem budistas...).

"Olá Matias,
Boa pergunta... Não sei se é lícito comparar estas duas palavras ou conceitos, pois veêm de duas escolas/tradições budistas diferentes, a theravada, ou budismo primitivo, no caso do nirvana, e a zen japonesa, para o satori, com métodos e ênfases diferentes, e por isso não directamente comparáveis entre si.
No nosso caso, do budismo mahayana / vajrayana, referimo-nos a:
- libertação, como estado intermédio, como sendo a libertação do ciclo de existências através do reconhecimento da não existência de algo possamos chamar 'eu', como entidade autónoma e independente, libertando-nos assim de todos os sofrimentos;
- e, depois, ao objectivo final, à iluminação, com a completa realização da verdadeira natureza da mente e dos fenómenos, para benefício de todos os seres, eliminando assim os traços mais subtis de ignorâcia e atingindo a mais alta sabedoria e a omnisciência;
Comparando agora, libertação equivale ao nirvana, ou seja, extinção. Quanto ao termo satori, já o vi ser utilizado nos dois sentidos, como estado intermédio ou transitório, e como estado final, ou iluminação, ou estado de não-dualidade e de inseparabilidade de sujeito, acção e objecto.
Melhores cumprimentos,

L. B."


Sayonara e vá em paz, estimado leitor.

8 comentários:

João disse...

Porque que é que este Buda está a rezar um terço? E porque é que ele não o faz num quarto? Acho que ele deve ser meio gágá.

Mat disse...

Não digas mal do Buda!

João disse...

Ele só não gosta que lhe chamem gordo e que digam mal dos Nirvana. Quanto ao resto não há problema.

Mat disse...

Sabias que houve uma banda inglesa nos anos 60 chamada Nirvana?

João disse...

Eu estava a falar desses. Há outros?

K1111 disse...

O buda né gágá coitado... é só portanto... gordinho :p

Pedro disse...

Para mim, faz todo o sentido dar ouvidos a um deus - ou lá qual é o título deste badochas - cujos lóbulos quase tocam nos mamilos…

Anónimo disse...

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