26.12.07

Um adeus até sempre!

Estimados leitores,

Durante mais de três anos tive o privilégio de poder compartilhar aqui convosco alguns textinhos meus. Alguns bons, outros nem por isso. Ainda hoje coloquei aqui mais um a vossa disposição. Havia planos para mais…para muito mais, mas não foi isso que o destino quis. Com uma dor no peito e uma pequena lágrima no canto do olho despeço-me. O fascismo mais uma vez venceu.
Agora vou partir.

Um abraço e até para sempre!

Mais de 102000 visitantes!!!

Mais de 102000 visitantes!! É obra! O GM está de parabéns! Ainda mais, quando não se publicou rigorosamente nada nos últimos dois meses. É verdade…não foi por não ter vontade, mas como alguns já sabem certos elementos mudaram-se para a concorrência.
E eu, o único não vendido, o último dos últimos Gémeos Malvados; estive de viagem (e tinha também perdido a minha palavra passe).
Mas o hiato chegou ao fim, estimados leitores! Fica aqui a promessa desde já, que vou pegar em breve outra vez na caneta, perdão, teclado.
Para já vou meter aqui a minha listinha com os melhores álbuns do ano 2007.

1. Radiohead – In Rainbows
2. Ricardo Villalobos – Fabric 36
3. Apparat - Walls
4. PJ Harvey - White Chalk
5. Justice - +
6. LCD Soundsystem – Sound of Silver
7. The White Stripes - Icky Thum
8. Queens Of The Stone Age: Era Vulgaris
9. Tinariwen - Aman Iman: Water Is Life
10. Wu – Tang Clan – 8 Diagrams

Um péssimo ano de música diga-se de passagem. Além de que o reino de Timbaland dura, dura e dura; notou-se uma tendência que vem crescendo para pegar em velhos êxitos e cantar simplesmente por cima. Aconteceu com musiquinhas de Bowie, Depeche Mode, Michael Jackson e vai agora acontecer o mesmo com uma dos Boards of Canada. Sim, estimados leitores, é verdade; a irmã da Beijionse ou lá como se escreve o nome da moça, resolveu massacrar uma obra dos Board. Há tanta bosta por ai para gemer por cima, mas não...há que destruir o que é bom. Onde está o Al Gore agora?
Enfim, o futuro não é de facto risonho para os amantes de música. Vamos lá ver se pelos menos o nosso Benfica se consagra campeão.



15.10.07

O cozido é rei

Mudei de casa há dois anos. De próximo do Bairro Alto para outro lugar dentro de Lisboa e posso dizer que foi para melhor. Mas depois de dois anos, ainda havia uma falha: não tinha descoberto ainda um bom restaurante no bairro. Falha gravíssima!
Ontem fui outra vez a procura e por fim, a minha odisseia chegou ao bom porto. É um restaurantezinho pacato com preços normais e com gente bem simpática a servir. A sentar-me na mesa deparei logo com um majestoso Molotov na prateleira. Isso é bom sinal! Também tinha algo para dizer sobre este monumento das sobremesas Portuguesas, mas não posso divagar, ficará para uma outra vez, meus amigos. Porque ao abrir a ementa, salto-me logo para a vista o cozido. Para quem é apreciador do cozido, sabe bem qual é a sensação de alegria de fazer essa descoberta. O cozido é como um tipo de droga. Logo a primeira vez ficamos agarrados, sabe sempre bem e houve sempre um cozido melhor do que aquela que estamos a comer no momento (mas não sabemos quando e onde foi). E dá aquele sentimento de pura felicidade no fim. Caramba, agora que estou a falar nisso…apetecia-me já uma meia-dose.
Por norma meia-doses em restaurantes ou tasquinhas de jeito, dão para dar de comer a uma família de Eritreia uma semana inteira. E é assim que deve ser, um estabelecimento que a tem consciência que tem um bom cozido, deve ter orgulho nisso e mostrar o como tal no seu plenitude. Qual bacalhau, qual carapuça…o cozido, caros amigos, é o rei incontestável da cozinha Portuguesa. Até no Natal devia se mas é, manjar cozido.
Para acabar: alguns dias atrás tive mais uma vez uma conversa com um amigo meu, que é um feroz adepto do vegetarismo e que tenta sempre convencer-me ser me para a sua "religião".
Amigo: "Devias experimentar pá"
Mat: "Não conseguiria..."
Amigo: "Agora já há tudo feito à base de tofu ou soja: hambúrgueres, pizzas, almôndegas..."
Mat:"Mas eu nem como essas coisas feitas a partir de carne! E cozido? Há cozido vegetal?!"
Amigo:"Claro que não. Isso é impossível"
Mat:"Então como é que tu achas que eu podia ser vegetariano?"

7.10.07

Forma Estranha

Parte 1. As vezes tenho a ideia que não pertenço a este mundo. Ontem resolvi ver um programa de televisão em que famílias tinham de cantar. Chamava-se Família Superstar ou qualquer coisa manhosa assim. Não foi propriamente a minha escolha, mas sim de um elemento da minha família que gosta ver dessas coisas com música.
Como gosto de pegar no microfone de vez em quando para cantar karaoke e como já não via um programa popularucho há imenso tempo, resolvi contemplar também. Qual foi o meu espanto quando descobri que apenas conhecia uma música dos 5 ou 6 apresentadas. Só reconhecia a “Have I told you lately” do Van Morrison e nem se quer era a versão original. Era a de Rod Stewart, que para mim é um dos anticristos da música popular. Prefiro dez vezes mais ouvir um peido seco do que o som que sai da garaganta do velho Escocês. Exepção feita claro para “Do ya think I´m sexy.” Tema que também gosto de cantarolar por baixo do chuveiro.
De uma outra canção conhecia a autora, Sara Tavares, mas dela só conheço "Pássaros do Sul" e não a música que iam executar. Está visto, terei que ler mais revistas cor-de-rosa no futuro para estar a par da cultura das massas.
Parte 2. Por acaso até li, na semana passada algumas revistas cor-de-rosa. Fiz isso enquanto estava na sala de espera do oftalmologista. E numa dessas leituras deparei com algo muito estranho. Uma das meninas de prazer que esteve na festa nocturna do Cristiano e do Nani há poucas semanas disse numa entrevista que o último tinha um membro de forma estranha. Ora essa…

9.9.07

Material Escolar













Cada um diverte-se a sua maneira. Eu a escrever textinhos aqui para o blogue e o Cristiano com mulheres de aluguer às tantas da noite. Não há problema nisso, alias até a própria mãe do Nani disse que faz bem a saúde estar com mulheres (sempre pensei que ser homossexual não podia ser tão saudável).
Agora o que me faz alguma impressão é que o Cristiano aparece em determinados artigos escolares. Não sou de longe uma pessoa conservadora ou alguém que sobrestima o moral, mas achei estranho que uma figura dessas aparece nas capinhas dos cadernos dos miúdos. Porque não por também o Tomás Taveira em artigos escolares? É um arquitecto de sucesso e orgias também é com ele. Fica aqui então a sugestão.

27.8.07

Ícones Gay


Começou tudo com o S. Sebastião. Tinha um belo físico desnudado e uma lança a penetrar-lhe o corpo. Requisitos que lhe serviam para se tornar o primeiro ícone gay. Sebastian também é o nome do ajudante do primeiro ministro do Little Britain. Por outro lado, Maria Antonieta foi uma das primeiras ícones lésbicas. Não percebi bem porquê, mas se calhar tem a ver com a sua decapitação.
Vamos passar aos tempos modernos. Judy Garland tornou-se um símbolo graças ao filme "O Feiticeiro de Oz", onde faz de miuda irritante neste musical aberrante. Ficou tão famosa no mundo gay, que nos anos 50 se perguntava para saber se alguém o era ou não: "Is he a friend of Dorothy?"
Cá vai uma lista com ícones. Alguns são bastantes óbvios, outros nem por isso:

Julie Andrews, Lucille Ball, Shirley Bassey, Kate Bush, Mariah Carey, Cher, Joan Collins, Joan Crawford, Bette Davis, Ellen DeGeneres, Marlene Dietrich, Cary Grant, Rock Hudson, Paris Hilton, Elton John, K. D. Lang, Cyndi Lauper, Amanda Lear, Liberace, Madonna, Freddie Mercury, George Michael, Bette Midler, Liza Minnelli, Kylie Minogue, Marilyn Monroe, Dolly Parton, Miss Piggy, Debbie Reynolds, Jimmy Somerville, Barbra Streisand, Donna Summer, Superman, Elizabeth Taylor, Martina Navratilova, Amália Rodrigues, David Beckham, Billie Jean King, Cristiano Ronaldo

Agora junta-se a esta extensa lista, nem mais, nem menos, que o presidente da Federação Russa. Quem diria...mas é mesmo verdade. E logo depois de ter sido tirada esta foto enquanto estava a passar férias nas montanhas de Sibéria. A olhar para o torso do Vlad podemos verificar que faz muito exercício no ginásio e também depilação. Além disso estava na companhia de alguém que nunca enganou ninguém, a saber o príncipe Alberto de Mónaco. Eu não tenho gaydar, mas cheira-me aqui a Brokeback Mountain, caros amigos.

22.8.07

Entrevistas



Em primeiro lugar quero-me desculpar, estimados leitores, por causa da minha longa ausência aqui. Como alguns já sabem, tenho andado a procura de um novo emprego. É verdade, este vosso escritor humilde, é afinal também um ser mortal que precisa de ganhar o seu para poder pagar as contas correntes e não só..
Vou ser franco: gosto de entrevistas. Se houvesse a possibilidade de ser entrevistado profissional não desdenharia essa possibilidade. É porreiro, ficamos a conhecer gente e empresas novas, e no fundo, uma entrevista é uma pequena performance.
Para já vamos todos pimpões para lá, barba feita, aftershave, cabelo penteadinho, camisa limpa, às vezes fato e sapatos engraxados.
Eu se fosse empresário, mandava vir os candidatos na sua roupa preferida, dava para aprender bastante mais sobre o candidato; mas enfim não sou empresário.
Depois há também as partes difíceis: temos que ouvir os monólogos sobre o que a empresa faz e os seus objectivos, sem piscar muito os olhos ou bocejar. Nestes monólogos tento sempre dizer um “sim” de 5 em 5 segundos, só para mostrar que estou atento. É verdade, é muito chato, mas é um teste a nossa capacidade de resistência.
Há quem diga que o futebol é um espectáculo inútil, mas isso é mentira: eu tiro lições para a vida d´A Bola, meus senhores e senhoras. Uma das frases chave nas minhas entrevistas é sempre “prometo trabalhar muito”.
Fundamental também, caros amigos, é meter uma piada no meio, eventualmente dois se há capacidade para tal. Quebra o gelo, e ficamos com o rótulo de candidato poreiraço. Se o entrevistador deixa escapar que é natural de uma determinada localidade, agarrem essa oportunidade com unhas e dentes para criar laços. Ainda ontem dizia-me um que era natural de Mirandela, Trás-os-Montes. Contei-lhe que tinha família afastada lá, que era a zona mais bonita de Portugal e que as alheiras de Mirandela são as melhores do mundo.
O ponto auge de uma entrevista é sempre quando nós pedem quanto estamos a pensar auferir. Ou seja quando se chega a essência da nossa visita. É difícil essa, estimados leitores, mas a minha táctica aqui é o ataque! Eu retorquia com a pergunta quanto estão os senhores a pensar em pagar. Eu quando não tem uma proposta pronta, digo o que estou a ganhar nesse momento, um valor sempre superior ao que ganho na realidade. Claro, que não vou sair por menos.
O que é bom sempre é finalizar a conversa com uma pergunta inteligente. Para isso é sempre bom, ler qualquer coisa sobre a dita empresa na net antes de ir para entrevista.
Essencial também: meter uma pastilha na boca mesmo antes de entrar. Para ter um hálito fresco e para poder oportunamente, sem ninguém ver, mastigar para aliviar o stress. Não nós podemos esquecer que o entrevistador também é um ser humano, e levar com mau hálito nunca é bom.

20.8.07

A legendária lenda d´O Gémeo Malvado III

- “Xisa Oaoj! Não aguento esse cheiro ao bedum aqui, até parece que uma manada de brontossauros andou a defecar aqui...”
(nota do autor: o bedum dos brontossauros cheirava muito mal devido ao tamanho.)
O Oaoj corou...
- “Fostes tu, meu badalhoco?” perguntou o seu irmão com revolta”
- “Eu comi uma feijoada ao almoço, mas isso não quer dizer nada, já que temos o aparelho digestivo em comum.
- “O que? Não quer dizer nada?! Eu não aguento mais isso...” e o Ordep começou as cabeçadas com o seu irmão. E este respondeu-lhe da mesma forma.
Andaram as cabeçadas dois dias e duas noites, até que o Oaoj faleceu. O Ordep era de facto melhor cabeceador, tinha jogada nas camadas juvenis do Sporting.
Deixou de ter irmão, mas em contrapartida tinha ganho a sua liberdade.

Quando os vizinhos lhe perguntaram porque é que o seu irmão andava tão calado, o Ordep retorquia que ele tinha mordido a língua com muita força e que ficou sem ela.
Uma desculpa manhosa porque o corpo do seu irmão começou a apodrecer e a deitar um cheiro nauseabundo. Inventou então uma outra...que o irmão tinha apanhado lepra. A lepra, estimados leitores, apanhava-se nesses dias como hoje em dia se apanha uma constipação. Há obviamente diferenças: quando se tem constipação e se tosse saem alguns micróbios, com a lepra saem algumas partes do corpo.
Mas como o corpo do irmão, que estava pendurado ao seu próprio corpo, estava a apodrecer; partes do corpo do Ordep também começaram a ganhar bolor e a cair.
Lentamente e aos bocados o corpo dele estava também a ficar sem vida. Um dia, caiu lhe mesmo a cabeça e o gémeo malvado deixou de estar entre os vivos.
Aqui não acaba esta legendária lenda, porque não se sabe como, a hostilidade entre irmãos gémeos veio para ficar. Os milhares de gémeos do reino inteiro começaram a pancadaria.
Até que um dia chegou ao país, no seu cavalo branco com asas, um semideus de nome Tam. Perguntou a um dos populares ou que se passava no pequeno reinado.
- “Diz-me, caro ferreiro, porque é que toda gente anda a cabeçada?”
- “Estamos fartos de ter os nossos irmãos gémeos aprisionados ao nosso corpo e de os ter que aturar, ò nobre semideus” respondeu-lhe o ferreiro que tinha a cara coberto de sangue e miolos.

O meio deus lançou então um feitiço poderoso e separou todos os gémeos de todo o mundo. Desde então nunca mais houve gémeos siamêses na terra, ou quase nunca; porque o semideus Tam tinha passado a rasquinha na disciplina de feitiços na escola dos semideuses.

Pode acontecer ou já talvez aconteceu, estimado leitor, que encontra uma pessoa em tudo muita parecida consigo. Fica então a saber que, se não tivesse havido o feitiço do glorioso Tam, talvez essa pessoa poderia ter sido o seu irmão gémeo siamês. Dá que pensar, não?

FIM

24.7.07

Livros de Bolso


Sempre fui um leitor assíduo do "Diario de Notícias", mas desde que houve mudanças há uns tempos atrás cortei relações. Gosto de um matutino com muita leitura e pouca fotografia. Ao fim ao cabo é para ler e não para ver as fotos que compro o jornal. “O Público”, além de ser do Belmiro Azevedo, ainda peca mais nesse sentido. Caramba pá, se quero ver fotos leio o “Dica”. Além disso, o "DN" fez desaparecer sem mais nem menos o melhor suplemento que havia no mercado, a saber o “DNA”. Que saudades! Quem foi o mentecapto que se lembrou de acabar com esta guia cultural dirigido pelo mítico Nuno Galopim. Já agora...onde estará ele agora? A viver do subsidio de desemprego e a ouvir bootlegs dos Duran Duran, da sua banda preferida? Não sabemos.
O "DNA" deixa de existir, mas por outro lado "O Público" insiste naquela aberração que é "O Inimigo Público". Xiça! Mais valia meter publicidade de chamadas eróticas naquelas páginas, porque a piada era a mesma. Digo-vos caros amigos, essa gente dos jornais não sabe o que leitor quer.
Antigamente comprava um jornal diariamente, mas isso é passado. Agora é às vezes, e quando compro, escolho-o pela capa mais chamativa ou pelos brindes. E é aqui que o DN teve agora uma bela iniciativa. A publicação de Joaquim Oliveira lembrou-se de oferecer no próximo mês 24 livros de bolsos ao freguês. E para nós, um livro de bolso dá sempre jeito e ainda mais quando é de graça. "A colecção livros de bolso DN é uma delícia de verão para devorar até o fim", anunciam eles. Muito bem, vamos ver então a lista:

O Cão dos Baskervilles de Arthur Conan Doyle
O Senhor da Charneca de Ruth Rendell
O Inferno de Dante
A Máquina do Tempo de H.G. Wells
O Profeta de Kahlil Gibran
Boneca de Luxo de Truman Capote
Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett
Cartas de Inglaterra de Eça de Queirós
Os Europeus de Henry James
Narrativa de A.G. Pym de Edgar Allan Poe
O Último Adeus de Honoré de Balzac
O Caso dos Gémeos Desconhecidos de Ellery Queen
Daisy Miller de Henry James
O Pequeno Herói de Fiodor Dostoievsky
O Caso do Colar Desaparecido de S.S. Van Dine
Washington Square de Henry James
Estalagem das Duas Bruxas de Joseph Conrad
Cidade Escaldante de Chester Himes
A Dama de Espadas de Alexandre Puskine
Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
Assassínio do Parque de Ellery Queen
Persuasão de Jane Austen
Dom Casmurro de Machado de Assis
Morte na Universidade de Ellery Queen

Tenho que assumir que há aqui alguns nomes que desconheço. Como Ellery Queen e S.S. Van Dine, que me pareçem autores de policiais. O que de facto é óptima leitura para as ferias. Agora que Dante, Gibran, Assis, Dostoievsky, Poe, Garrett, Conrad e Balzac são leituras de verão é algo duvidoso. Mas esses fiquem bem lá na prateleira da sala para impressionar os meus convidados. É uma pena que as lombadas não são douradas ou prateadas...

15.7.07

Separados à Nascença



David Lee Roth e Ney Matogrosso

Dois cantores. Dois amantes de lycra. Dois habitantes do continente Americano. Dois homens com indícios de calvice. Um é gay assumido, o outro ainda nao saiu do armário. Se os Van Halen não conseguem que o David volte, poderão sempre pedir ao Ney .

11.7.07

A Mão Que Treme I

Olá, bem vindos a esta rubrica com bonecos, é muito parecido com o que o meu colega Matias faz no seu Blogurte . Deixo-vos um desenho feito por uma mão que treme:"Morrissey poderia ter ido ao Eurofestival."

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

7.7.07

Deusa IX

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


Anya Major

Uma Inglesa conhecida por ter participado no anúncio televisivo "1984" da Apple. Realizado por Ridley Scott, ela figurava, como uma atleta que derruba o sistema. O desporto é assim transfigurado, numa mensagem de esperança e paz.
Em 1985 participou no videoclip do Elton John "Nikita", aí vestia um belo sobretudo e um chapéu russo de Zebelina. Humm Quentinho, já sei vamos tirar-lhe as roupas.
Depois desta pausa para a imaginação, ponderamos o porquê de um homosexual como o Elton John escolher uma mulher para sua musa.
Em 1997, morreu a princesa Diana, e a canção "Candle in the Wind" trouxe Anya para o esquecimento.
Em 2000, a Apple anunciou a morte de Anya, mas parece que isso não era verdade.
Fica lembrada neste post, num blog underground que se quer garrido, daí a foto ser uma capa de um disco de Anya.

30.6.07

Lost in Transladation V



Elton John - Sacrifice*

Eltão João - Sacrifícios

It's a human sign
É um sinal humano
When things go wrong
Quando as coisas saem errado
When the scent of her lingers
Quando o cheiro dela persiste
And temptation's strong
A tentação é forte

Into the boundary
No limite
Of each married man
De cada homem casado
Sweet deceit comes calling
Vem a doce decepção e te chama
And negativity lands
Para as terras do "negativismo"

Cold cold heart
Coração frio, frio
Hard done by you
Duro feito você
Some things look better baby
Algumas coisas se vêem melhor, querida
Just passing through
Há uma passagem aqui

And it's no sacrifice
E não é nenhum sacrifício
Just a simple word
Só uma simples palavra
It's two hearts living
São dois corações vivendo
In two separate worlds
Em dois mundos separados

But it's no sacrifice
Mas não é nenhum sacrifício
No sacrifice
Nenhum sacrifício
It's no sacrifice at all
Não é nenhum sacrifício tudo isso,

Mutual misunderstanding
Engano mútuo
After the fact
Depois dos fatos
Sensitivity builds a prison
A sensibilidade construiu uma prisão
In the final act
No ato final

We lose direction
Nós perdemos a direção
No stone unturned
Não retornamos as pedras
No tears to damn you
Nenhuma lágrima para te condenar
When jealousy burns
Somente queimaduras de ciúmes

Cold, cold heart
Coração frio, frio
Hard done by you
Duro feito você
Some things look better baby
Algumas coisas se vêem melhor, querida
Just passing through
Há uma passagem aqui

* Esta tradução de lírica musical é da inteira responsabilidade da Rádio CLube de Campo Belo AM - 930 Khz

28.6.07

Playlist Açúcar



Rolling Stones - Brown Sugar
Esta canção fala-me directamente ao estômago - só uns génios como estes senhores para colocarem no imaginário mundial o açúcar mascavado; embora goste muito de todos os tipos de açúcar em geral, o mascavado é, sem margem para dúvidas o meu predilecto.

The Rubettes - Sugar Baby Love
Este tema é dedicado ao meu recente filho. O nome diz tudo: açúcar bébé amor. É que o fulano ama coisas com açúcar. Um verdadeiro hino a todos os que amam o açúcar. Ah! e se repararem bem, tem sinos e tudo como prova irrefutável da proveniência divina do açúcar.

Deff Leppard - Pour Some Sugar On Me
Sim! Ponham-me açúcar em cima. Ou então de uma modelo avantajada e desnuda, que eu vou lá buscá-lo.

Liam Lynch - Sugar Walkin'
Bom... uma vez vi um grão de açúcar a andar sozinho pelo chão, mas quando fui a ver melhor, era uma formiga que o carregava. foi daquelas alturas nas quais um tipo pensa que finalmente enlouqueceu de vez. ou que afinal talvez não fossem aspirinas.

The Guess Who - No Sugar Tonight
Esta foi uma vez em que fui a uma pastelaria, já de noite, e já não tinham bolo nenhum. Nunca mais lá fui.

Pam Tillis - Shake the Sugar Tree
...era bom era, que o açúcar proveniesse das árvores...era bom era. Hum... srá que cairía de maduro? Se acontecesse, não era nada aconselhável estar em baixo de uma açúcareira, ou ainda pensavam que eu tinha caspa.

Fall Out Boy - Sugar We're Going Down Swinging
Já me havia esquecido que no verão passado deixei cair um gelado na piscina; e era um daqueles com 4 ou 5 bolas. ah! swinging....percebi swiming...chiça! era um comentário tão bom. Enfim!

James Blunt - Sugar Coated Love
Esta não percebi... amor com um casaco de açúcar? Açúcar encasacado em amor?...não ...não entendo, isto é muito à frente.

The Tony Danza Tap Dance Extravaganza - God Ain't Got No Use for No 180lb Bag of Sugar
Correcto. Para que precisará Deus de tanto açúcar? Podias dar-mo, pá. Sabes a quanto está o açúcar hoje em dia?

The Temptations - Sugar Pie, Honey Bunch
Outra que não percebo... hum... tarte de açúcar com um monte de mel em cima... será bom? "Bunch" é um monte de, não é? Ou será um anglo-saxónico a dizer "lunch" enquanto come? Ora aí está mais uma coisa que nunca saberei.

26.6.07

Separados à Nascença



Adolfo Hitler - Pois é, descobri agora mesmo que o seu segundo nome era Luís. Facto que pelos vistos conseguiu evitar presença em qualquer compêndio de História. Pois bem, Adolfo era um rapaz austríaco imaginativo e prendado a nível das artes e ofícios. No entanto, como a sua carreira de pintor não o levou longe, experimentou ser ditador em part-time. Não demorou muito até aos seres votantes alemães acharem que giro era ele fazer a coisa a tempo inteiro. Dizem que matou seis milhões de judeus, mas tal como daquelas vez em que tentou fazer um bolo, desculpou-se com o facto de não saber regular bem o seu novo forno a gás. Popularizou um estilo discursivo, que ficou conhecido entre os entendidos como o estilo bué chateado. Tinha um bigode à Charlot e andava metida com a gaja da fábrica de electrodomésticos.

Giovanni Trapattoni - Italiano canhoto que jogava à bola na defensiva. A mãe afirma que sempre gostou muito de massa, mas no fundo era porque não havia mais nada para comer. Foi seleccionador em Itália e treinador do Benfica, tendo dado muita alegria a seis milhões, que pelos vistos é um número significativo para esta malta que se zanga muito com as coisas e que fala alto só naquela. Diz no Wikipédia que fartou-se de beber Redbulls ali na terra do Adolfo Luís. E pronto, tá feito!

19.6.07

Quando o Vinho Entra, o Juízo Sai.

Numa recente entrevista, Jô Bernardo afirmou que (meio) copinho à refeição, faz bem ao coração. Com isto só veio provar que, fora as acções, já tem tudo o que é preciso para presidir um grande clube como o Benfica.

14.6.07

Já Dizia o Povo


Já que se está para aqui a falar de marcas de carros, devo confessar que a minha preferida sempre foi a FIAT. Afinal de contas, foi a única que até agora conseguiu entrar nesse poço sem fundo que é a cultura popular, tomando a forma de um provérbio. Ou será que nunca ouviram dizer "FIAT na virgem e não corras"?

Tridedeta

O talento para a fotografia, de Matias não tem palavras para o descrever. Aqui uma foto de um Tridedeta, tirada pelo nosso colega Mat. Observem o momento, em que os três dedos do rapaz, se descolam da sua mão. Deixando-o para sempre condenado, a pedir menos de oito imperiais, por linguagem gestual.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

13.6.07

A Praia

Nunca, mas nunca gostei do mar. Sal, areia, vento, e sol; não são os ingredientes para eu passar bem um dia ou uma tarde. Algumas praias até têm animais perigosas na água, como tubarões ou medusas. Na água até encontrei uma vez, não que fosse um animal perigoso, mas lembrei-me disso agora, um penso higiénico a boiar ao pé de mim quando tinha acabado de dar o meu primeiro mergulho no mar Mediterrâneo. Vem-me agora à memória também, de ter ido em miúdo com os escuteiros à costa e ter ficado danado porque as deliciosas sandes que a minha mãe me tinha preparado, tinham ficado cheias de areia. Se há coisa desagradavel, é mastigar uma sandes com areia lá dentro.

No meu tempo de miudagem, não se falava nessas coisas de cancros das peles, a malta ficava a torrar o dia todo de baixo do sol. Já na altura pensava, que pequeno visionário que eu era, que isso não podia fazer bem. Eu nadava sempre com t-shirt para não me queimar e também porque achava que tinha mais pinta.

Quando tinha aí uns quatro anos, os meus pais deram-me um barquinho insuflável. Um dia os meus pais adormeceram, e de repente eu fiquei no meio do vasto oceano. Fiquei tão longe que só via uns pontinhos a mexerem-se. Felizmente fui salvo pelos nadadores salvadores, porque caso contrário meu estimado leitor, este texto que você está a ler nunca teria existido ou estaria escrito em Inglês, ou pior do que isso em Brasileiro, dependendo da corrente do golfo que eu tivesse apanhado.

Mas o pior de tudo, nisto das praias, é ter que ver corpos nús. Não me interpretem mal, não sou membro da Opus Dei ou Muçulmano ortodoxo. Não tenho nada contra corpos nus; apenas penso que, como nem toda gente tem o físico de uma mulher esbelta, as pessoas não podem andar por aí sem mais nem menos desnudado.



Há amigos que me dizem para simplesmente não olhar, mas eu quando vejo algo que não é comum, ainda preciso de olhar mais. É uma maldita mania minha, que já me meteu em situações bem embaraçossas. Lembro-me de ter trabalhado uns tempos com um tipo ao qual faltavam três dedos numa mão e que mesmo assim trabalhava comum teclado. Sempre que precisava de falar com ele, fixava atentamente essa sua arte de manuesar o teclado. E juro, palavra de escuteiro, que não o fazia por maldade. Apenas não consigo desviar o meu olhar de coisas diferentes. Não sei bem porquê.

Agora na praia, são os gajos com pelos nas costas e correntes ao pescoço que chamam a minha atenção; e asvelhotas com varizes também. Não havia necessidade de eu ter que ver isso. Porque não fecham essa gente à chave, em vez de me obrigarem a ficar em casa?

6.6.07

Lost in Transladation IV



Deep Purple - Smoke on the water

Borbulha Funda - Fumar e beber água ardente

We all came out to montreux,
Fomos todos à base de Monte Real,
On the lake geneva shoreline.
para andarmos de certeza na linha.
To make records with a mobile,
fizémos gravações com o telemóvel,
We didnt have much time.
pouco tempo a gente tinha.
Frank zappa and the mothers,
o Franclim Zundapp e a mãe,
Were at the best place around.
ficaram com o melhor que a base tem.
But some stupid with a flare gun,
mas um cigano com uma pistola-isqueiro,
Burned the place to the ground.
queimou o sítio inteiro.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.

They burned down the gambling house,
Ardeu a casa das gambas,
It died with an awful sound.
e diz que lá morreu um a grunhir.
Funky claude was running in and out,
O Cláudio larilas correu de pernas bambas,
Pulling kids out the ground.
empurrou os cachopos ao fugir.
When it all was over,
lá mais para o fim,
We had to find another place.
fomos a uma imobiliária.
But swiss time was running out,
O meu swatch tava sem pilha,
It seemed that we would lose the race.
e vimos um preto que parecia ter malária.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.

We ended up at the grand hotel,
Acábamos por dormir numa pensão,
It was empty cold and bare.
que era fria, mas tinha bar.
But with the rolling truck stones thing just outside,
Atirámos pedras a uma camião,
Making our music there.
que tinha uma cançoneta a tocar.

With a few red lights and a few old beds,
Dormimos com umas madalenas velhas,
We make a place to sweat.
que até nos fizeram suar.
No matter what we get out of this,
Não interessa qunato levaram,
I know well never forget.
pois delas para sempre me irei lembrar.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.

3.6.07

Não à Ota, não à Portela!


Pouca gente sabe que aqui na redacção do GM, também debatemos assuntos sérios e não estamos sempre na galhofa! Muitas vezes também falamos sobre coisas sérias como a fome no mundo, a guerra, a economia global, o desemprego, doenças mortais ou mesmo Deus, sem nos rirmos uma única vez. Até já discutimos se o aeroporto deve ou não sair de Lisboa.

A nossa resposta é sim e não. Achamos que o da Portela tem que ser desmantelado, mas que por outro lado também não se deve construir um novo aeroporto. Vou ser mais claro: pensamos que se deve simplesmente proibir aviões em Portugal.

"Que disparate!" - dirão alguns de vós leitores. Estão no seu direito de o fazer, mas antes de julgar a malta do GM, vou ser mais específico e explicar melhor a nossa ideia.
Toda gente sabe que um avião polui muito, mesmo muito. E só para sublinhar isso, vou meter aqui alguns factos verídicos, que nós não inventamos, mas que tirei simplesmente da net:
  1. A subir, um Boeing 747 gasta um galão (uma medida Inglesa) de combustível por segundo.
  2. Em cinco minutos um Jumbo queima a produção de oxigénio de um dia de 44.000 acres da floresta amazónica
  3. Um avião gasta tanto combustível por ocupante, como se cada um deles andasse sozinho de carro.
Pois é, meus senhores e senhoras, a poluição dessas máquinas é de facto preocupante, e além disso também há a chamada poluição sonora que é muita chata também. Nós pensamos então, que Portugal devia ocupar outra vez o seu papel de pioneiro, tal como já foi nos tempos de descobrimentos e banir simplesmente os aviões do seu espaço área. E é exactamente nos descobrimentos que fomos buscar a alternativa para os aviões: a caravela. Vamos sim, instituir outra vez, a gloriosa caravela como meio de transporte oficial Portuguesa. Este sim é um meio de transporte que não polui. Alguns vão dizer, é verdade sim senhor, não polui, mas leva imenso tempo para chegar ao destino.

Também reflectimos sobre isso, meus caros, e pensamos numa caravela para o século XXI. Aqui em cima podem observar esse nosso projecto ultra-secreto que tem o nome de Caravelim (é uma mistura de caravela com zepelim).

Acabaram-se os problemas com poluição e espaço para aeroportos. Em deriva desta esplendorosa ideia, tivemos logo mais uma visão para Portugal que é nem mais, nem menos que; transformar o pais inteiro no maior parque temático do mundo. "Portugal: the discoveryland!" Acabamos logo com os Disneylandias e outros do género, porque o que não falta aqui é ratos Mickey e patos Donaldo.
Enfim, voltaremos a falar acerca disso, numa próxima vez...

22.5.07

A legendária lenda d´O Gémeo Malvado 2

Neste reino viviam dois irmãos gémeos, siameses claro, de nome Oaoj e Ordep. Nomes invulgares para nós, mas que na altura eram muito comuns nessa língua já extinta há muito tempo. Um dos irmãos era artista, fazia desenhos e o outro, esse fazia biscates para os famosos da época, quando não estava a jogar jogos (não de computador, porque claro isso ainda não existia). Viviam felizes, até que um dia o gémeo de nome Ordep disse:

- Oaoj, cheira-me mal aqui, pá! Já levamos o balde de lixo lá para fora hoje?
- Sim, leva..
- Aaarrghhh...és tu que cheiras mal, badalhoco!
- Eu?
- Sim, da boca!!! Vai levar os dentes!


Depois desta pequena zaragata, os dois irmãos voltaram a sua vida. Até que um dia...

- Ordrep, o que vem a ser isso?! Cheira-me aqui ao queijo putrefacto de mamute, pá!
(nota do autor: os queijos putrefactos de mamutes cheiravam mesmo mal devido ao seu tamanho).
- Não sei de nada, Oaoj!
- Bolas meu, é o teu pé que tresanda a xolé!!
Cada gémeo tinha um pé, o Ordep o da direita e o Oaoj o outro...ou era vice-versa?
- Vai lavar aquilo já e corta-me essas unhacas também já agora!

Assim feito, os irmãos ultrapassaram também esta pequena escaramuça, mas helas...a paz não durou para sempre, porque um dia...

(continua)

20.5.07

A Legendária Lenda d´O Gémeo Malvado

Muitas vezes há gente que vem ter comigo na rua e pergunta-me onde fomos buscar o nome “Gémeo Malvado”. Como em breve vamos passar a marca histórica de 70000 visitantes, vou oferecer como pequeno brinde aos estimados leitores, a mítica lenda d' “O Gémeo Malvado” que até agora, perdida nas gavetas da história, era só conhecido pelos elementos do Gémeo Malvado. Juntem-se todos aqui a volta da fogueira, porque eis que vou vós contar a legendária Lenda d'O Gémeo Malvado.



Era uma vez, em tempos longínquos; nos tempos em que ainda existia a torre de Babel, em que ainda havia festins carnais em Sodoma e Gomorra e em que o Benfica ainda dava alegrias aos seus adeptos; um pais onde só havia gémeos. Mais exactamente gémeos xifópagos ou siameses como se diz na linguagem do homem comum.
Era um reino, com dois reis e duas rainhas que viviam num esplendoroso palácio chamado de Twin Towers.
Toda gente era alegre, porque ninguém passava um dia, nem se quer uma hora, de solidão. Cada pessoa tinha sempre a companhia do seu irmão ou irmã gémea.

(continua)

17.5.07

O Verao Chegou!













Todos os anos lá está ele de volta. Há gente que sente isso pelo bom tempo que faz, mas eu não, meus amigos. Eu sei isso através de um outro factor, a saber: a mulher.
Vou ser mais explícito: trabalho num grande escritório, onde o ar condicionado está sempre a bombar a mesma temperatura o ano inteiro e onde 2/3 é da espécie feminina. O último dado é para mim de facto louvável, já que me dou melhor com elas do que com eles. Quase sempre, porque quando começam a falar de esteticistas, cabeleireiros ou casamentos é melhor fugir.
Anyway, onde é que ia... como a temperatura é sempre a mesma no escritório, nem notamos que as coisas mudam lá fora; só vemos os sinais através das nossas colegas. Um ombro a mostra, às vezes dois, calças mais curtas, saias, sandálias, chinelinhas e até já vi alguns umbigos. A título de curiosidade: com o meu olhar de connaisseur consigo dizer em que estação estamos. No fundo é por isso, que olho para mulheres, para saber qual é o tempo.
Agora a sério, tenho é inveja da mulher nisso tudo. Eu, homem masculino, tenho de andar a carregar um fato e uma gravata, dia sim, dia sim; gostava também de andar por aí com mais frivolidade. A mulher sofre muito na vida: é menstruações, menopausas, dar luz aos filhos, arrancar os pêlos das pernas, casar com grandes anormais… é verdade, ninguém desmente isso. Mas andar com uma mini-saiazinha e sentir a brisa do mar na pernoca e não só... deve justificar muito sofrimento.

P.S. - Tenho há algum tempo esta fantasia de querer usar um kilt... serei o único?

11.5.07

Pizza Al Capone


Ingredientes:
1 telefone
dinheiro trocado
1 pizza
1 metralhadora
cinto de balas Q.B.

Preparação:
Pegue no telefone, ligue o 118 e pergunte pelo número da Pizza Hut mais perto de si, se não recebeu um daqueles panfletos que nos metem na caixa do correio dia sim dia também. depois ligue o número e encomende uma pizza qualquer. Aconselho vivamente a recusar as 5 colas de oferta, uma vez que fazem mal ao estômago. Espere cerca de 30 minutos em casa pela entrega, e tenha à mão dinheiro trocado para pagar ao sujeito das entregas. Posto isto, após ouvir a campainha, abra a porta sem levantar suspeitas e efectue a transacção. Feche BEM a porta.
Em seguida, pegue na metralhadora e no cinto cheio de balas e carregue a primeira com o segundo. Remova a pizza do invólucro. empunhe a arma, atire a pizza, ou peça a alguém para o fazer e tente acertar-lhe com umas valentes rajadas de metralhadora.
E já está!

BOAS OBRAS!

10.5.07

Wanted



Cheira-me que vocês, os visitantes do Gémeo Malvado, são malta para visionar pouca televisão e que jornais nem vê-los. Por isso decidi falar-vos acerca de uma criança, a Madeleine McCann, que é inglesa e segundo consta foi raptada no Algarve.

Anda meio país à procura dela. Polícia e tudo. Anda mais gente à procura dela do que quando a filha do Nuno Lopes, a Alice, desapareceu. As pessoas menos preguiçosas, vasculham os campos e os bosques, enquanto as outras, passeiam de carro, de barco e até de helicóptero.

No entanto há malta que adoptou outra metodologia: procuram-na na praia. Vão para lá de manhã cedinho, ficam no areal a olhar, andam à beira mar, vão ver se ela está junto à rede de voleibol, a jogar com aquelas raparigas assim um bocadinho boazonas, vão ao bar da praia, dão uns mergulhos para ver se ela se afogou, e no final do dia regressam a casa. À noite quando vão procurá-la em bares e em discotecas e se fala no assunto, dizem logo: "Pá, tive o dia todo na praia e não a vi! Ve lá tu que ainda por cima apanhei um escaldão".

A mim parece-me que em vez de andarem todos à procura da miúda, deveriam antes andar à procura da mulher que está na fotografia a pegar nela e a tentar levá-la da mãe, que está mais preocupada em ver se a cera das velas escorre para o bolo, do que a tomar conta dela. A mulher é claramente suspeita.

Eu sei que muitos de vós acham que eu não deveria estar a falar assim de uma forma tão ligeira e irresponsável acerca de um assunto tão sério, delicado e até sensível. Mas garanto-vos que não deixo de sentir um profundo pesar pelo sucedido e espero que os pais a encontrem sã e salva.

Consigo até imaginar o que eles estarão a sentir neste preciso momento. É que quando eu era pequeno e ia passar férias ao Algarve com os meus pais, também me perdi deles. E olhem que ainda foi durante uns bons cinco minutos.

Foi num centro comercial que como inaugurava naquela noite, estava à pinha. O problema foi quando passámos junto à máquina de videojogos que havia lá num corredor, eu fiquei pasmado a olhar e os meus pais continuaram a andar e a olhar para as montras. Quando dei conta que estava sozinho, e fiz o que é aconselhável nestas ocasiões: chorei que nem um desalmado e chamei pela minha mãe que nem um perdido.

Logo apareceu um velho estrangeiro, que disse: "Camone, que eu levo-te para não sei onde, que a tua mãe está lá à tua espera, alright?". Assim fiz. Ainda hoje vivo com ele e chamo-lhe avô Camone, que é para distinguí-lo do outro avô que mora connosco, o avô Darling.

E posto isto, faço a seguinte pergunta: será que já procuraram a Madeleine junto à máquina de videojogos?

8.5.07

Anti-Estilo XVI



No outro dia, estava a caminhar com um companheiro (para o qual já agora, vou mandar um abraço), e passamos ao pé de um casal de góticos-metaleiros. Eu ainda sou do tempo em que as tribos urbanas estavam bem delineadas. Havia punks, góticos, rockabilies, metaleiros, hippies, skins, betos e gajos normais como eu. Hoje em dia um metaleiro pode ser um gótico e um hippie ter atitudes punk e um beto pode bem ser um skin undercover. Enfim, são modernices.

Mas voltando ao início, estávamos então a passar por este casal, quando o meu camarada disse o seguinte: “Hás-de reparar, pá, estes gordos todos, são metaleiros ou góticos por causa do engate. Se não andassem aí todos de preto, com tatoos e piercings ninguém os queria.”
“Ahahah! Vens me com cada uma!”
Eu ria-me, porque não era a primeira vez que este meu compadre vinha com uma teoria excêntrica. Só que, nos dias a seguir, reparei pelas ruas que ele realmente tinha razão: vi muitos por aí acompanhados de moças (e algumas bem jeitosas).

É de facto verídico que grande parte dessa malta pesada segue este caminho para poder sobreviver sentimentalmente e não só. Daqui até podemos ir mais longe e chegar a algumas conclusões:
  1. Se há uma cor que disfarça bem a formosura, é o preto.
  2. É por isso que não há hippies gordos
  3. Heavy metal. O nome diz tudo.

4.5.07

É Como Quem Segue em Frente, mas Corta à Direita



Há muito tempo que eu não falava disto que vos vou falar a seguir. Mas como agora é moda falar disto que vos falar, decidi falar-vos disso mesmo. Afinal de que é que vos vou falar de seguida? Pois bem, vou falar-vos de pesquisas em motores de busca que vêm aqui dar ao blog. Bem sei que não é grande tema para vos falar, mas desta decidi falar-vos deste assunto de uma forma diferente. Nos outros posts desta rubrica, eu costumava deixar uma lista de frases que tiveram como resultado este blog e ficava-me apenas por aí. Desta vez não. Desta vez falar-vos-ei não apenas das frases que tiveram como resultado este blog, mas também farei comentários, que no mínimo, serão espirituosos e poderão até mesmo chegar ao engraçadote ou até roçar o sublime. Ficando esta questão esclarecida passarei, já de seguida, a meter as mãos à obra. Aliás, meter não, pôr.


meninos nus
Esta singela frase meramente composta por dois vocábulos: meninos e nus, é já um clássico. Aparentemente, para alguns pedófilos não basta ir à praia no verão, onde o que mais abunda logo a seguir a arcas termo-não-sei-quê, são meninos nus. Pelos visto, preferem ser apanhados pela polícia da Internet a ver imagens de meninos nus, do que serem multados ou repreendidos por um cabo do mar. Enfim, são gostos.

gasóleo mais óleo
O Matias é o nosso luso-belga residente e também é ele o autor dos posts acerca de como se deve salvar mundo e ser politicamente correcto, ou correctamente político. Geralmente quando ele escreve acerca dessas coisas, vejo só a imagem e sigo em frente. Não é que estas questões não me interessem, apenas estou a tentar poupar alguma energia e a fazer a minha parte nisto de salvar o planeta do mau ambiente.

desenho de bonequinhos palito
Pá, sempre pensei que o supra-sumo disso de ser uma anta na arte do bem desenhar fosse fazer bonecos palito. Pelos vistos não. O supra-sumo disso de ser uma anta na arte do bem desenhar é desenhar tão mal que cria a necessidade de ir à internet procurar desenhos de bonecos palito. Bonecos não, bonequinhos.

fotos doenças de pele
Quem nunca procurou no google por imagens de doenças de pele, que se levante e atire a primeira pedra. Dá imenso jeito para postais de Natal, aniversário e afins. Uns quantos indivíduos de má índole poderão vir para aí dizer que é de mau gosto e que é um bocadinho mórbido, mas não liguem. Se isso acontecer, levantem-se e atirem a segunda pedra.

unha dedo mindinho cumprida
E
sta frase, chamemos-lhe assim, é enganadora. Numa primeira leitura mais desatenta da mesma, poderemos julgar que a pessoa sua autora procurava informação acerca desse hábito ancestral que deixar crescer a unha do dedo mindinho para limpar os ouvidos, cortar queijo e palitar os dentes. Mas não, são apenas palavras. E agora eu pergunto: palavras para quê?

ogemeomalvado
De facto, isto da blogosfera é uma confusão. Um gajo liga o computador e quando dá conta é só blogs para aqui, e blogues para acolá. São tantos que depois queremos nos lembrar do endereço daquele que até era assim meio jeitoso e não conseguimos. "Epá, como é que era? ogemeomalvado.blogsepote.pt? Ou seria ogemeomalvado.beloguesapo.come? "

quanto custa corte cabelo masculino londres rua

Adoro estas pesquisas, que apesar de não terem um ponto de interrogação, são formuladas sob a forma de pergunta. Será que há mesmo um funcionário do google lê a pergunta e envia uns links de volta? Se sim, deve ser um emprego lixado, porque obriga uma pessoa a conhecer a internet como a palma da mão.

em que ano nasceu o kizomba
Eu a esta sei responder. Quero dizer, mais ou menos. O que posso adiantar aos interessados é que o Kizomba nasceu em África, onde os registos de nascimento são feitos quando calha, e que por isso o mais provável é que o Kizomba tenha nascido uns 5 ou 6 anos antes da data que tem no B.I.

tipos de penteado masculino
A
pesar de haver quem discorde em relação a este assunto, posso afirmar que só existem três tipos de penteado masculino: risco ao meio, risco de lado e cabelo rapado como se faz na tropa. Tudo o resto são mariquices.

no filme hellboy qual era a profissão john hurt (professor bloom)
Outra pergunta fantástica para qual a resposta é muito simples. A profissão do John Hurt quer no filme Hellboy, quer em qualquer outro filme onde ele entre é a profissão 'actor'.

playlist casamentos
Esta vou encarar apenas como uma sugestão para uma próxima playlist da Rádio Gémeo Malvado. Já ouviram a dos Animais? Não? Então vá, que só mudo depois disso.

frases fixes
E aqui temos outro clássico das pesquisas que têm como destino o Gémeo Malvado. De facto, o que não nos falta aqui são frases fixes. Já as imagens são, no máximo dos máximos, porreiras e as palavras ficam-se pela classificação de "bacanas".

bonecos animados toiro
Sempre preferi dizer "desenhos animados" e "touro". Mas pronto, é só mais uma mania que eu cá tenho. Podia ser bem pior, porque podia andar por aí a escavacar coisas às pessoas.

tempero para carne de coelho
Diz quem já comeu, que desde que esteja bem temperado, um gato sabe ao mesmo que um coelho. Eu cá, não posso confirmar porque nunca comi coelho.

quero jogar soldado da fortuna
Os Soldados da Fortuna era uma série gira. Chamava-se assim porque o B.A. em todos os episódios soldava umas chapas à carrinha, e porque gastavam uma fortuna em veículos que se despistavam e capotavam por causa duma rampa que estava mesmo ali a jeito. Já o jogo, não conheço.

29.4.07

Banalidades IV

O meu jornaleiro é hindu, pelo menos é o que eu gosto de pensar. Tem ar de indiano, mas é claro que pode ser do Paquistão ou Bangladesh. Não sou especialista na matéria. Neste caso deve ser provavelmente apenas muçulamano ou apenas um reles de um cristão convertido.

Mas gosto de pensar que ele é hindu. Tem mais pinta, se eu fosse crente gostaria também de ser hindu. O hinduísmo com todos os seus deuses fantasmagóricos coloridos é bem mais interessante, que os outros cultos aqui já mencionados. Tem uma resma de deuses: Ganesha, Shiva, Lakshmi, Hanuman, Kali, Surya, Vishnu, Krishna, Saraswati; só para citar alguns nomes, e a cena das castas tambem é porreiro, sobretudo para quem é das mais altas.

Gostava de falar com ele acerca desta matéria, saber qual a sua divinidade preferida e porquê; mas se calhar ele é apenas muçulmano ou cristão, ou pior que isso, um ateu. Tal como eu.

26.4.07

As Anedotas do Zé Socas

Todos os dias, no intervalo para o almoço, venho ao blog olhar para as fotografias. Não leio nada, apenas olho para as imagens porque aqui no trabalho não temos janelas. Quero dizer, ter até temos, mas só dão para vermos pés e cães a passar. É o mal das caves. Isso e o cheiro a mofo. Já as inundações não me chateiam tanto. Aliás, é como tudo. Tem dias.

Hoje aconteceu uma coisa estranha: ao olhar pela enésima vez para a fotografia do Sócrates, ali no post mais abaixo e que aqui reutilizo, apercebi-me que o Sócrates está a fazer um fixe. Afinal de contas, acho que desde o 25 de Abril de 74, que já se deixou de usar aquilo de meter o polegar para cima ou para baixo para votar na Assembleia da República, ou lá o que era aquilo, com os leões e as pessoas à volta. Logo o primeiro ministro já não faz fixes para ninguém. Isto é, se não considerarmos as ocasiões em que ele o faz em frente ao espelho.

Se analisarmos bem a imagem, com olhos de analisar e tudo, vemos que o polegar está um bocado esquisito. Cá para mim só pode ser uma montagem fotográfica, feita para uma campanha eleitoral. É claro que essa montagem foi feita antes do choque tecnológico, daí que as aptidões de photoshop da malta da sede de campanha não serem grande coisa. No fundo, até consigo encontrar uma outra explicação para o polegar esquisito do Sócrates. Mas é um bocado mórbida. Que se lixe, direi na mesma.

Então cá vai! Partida... lagarta... fugida! Ah bolas! Foi quase! Agora é que é... 1... 2... 2 e meio... e trrrr... ...ês! Eleestáasegurarnumpolegarquearrancouaoutrapessoapossivelmenteum
traidorouatémesmoumqualqueradversáriopolítico!
Querem que a repita mais devagar? Ok, então vá. Dizia eu que ele está a segurar num polegar que arrancou a outra pessoa, possivelmente um traidor ou até mesmo um qualquer adversário político.

Ou então é daqueles dedos falsos que se compravam nas lojas do chinês. Não destas d'agora, mas daquelas que apareceram aí à uma porrada de anos atrás e que até tinham coisas bem porreiras como candeeiros de lava e aquelas latas de coca-cola que eram um rádio e que tinham uns óculos de sol e uns phones e dançavam. De qualquer forma, o efeito pretendido com esta história do dedo é o mesmo em qualquer uma das hipóteses: melindrar os oponentes e ganhar o respeito da população recenseada. Porquê? Não sei.

Seja como for, e como não tarda é noite, o melhor mesmo é concluir este texto para chamar a vossa atenção para o aspecto mais relevante desta imagem, que até foi o que me deu a ideia para escrever mas depois quase que me ia escapando. Então não é que o Sócrates parece o Cantiflas Português nesta fotografia!? Pá, olhem bem para a zona assim mais da cara e isso. É ou não é? Hã? Claro que sim!


14.4.07

Rádio Gémeo Malvado: Animais



Animais. Quem é que não gosta de animais? Eu gosto sim, de alguns, porque tenho fobia de cobras. Ophidiofobia é como se diz no léxico do entendido.
Já tive vários animais: cães, gatos, hamsters, peixes, tartarugas, cabras, porquinhos da India, um porco, um pato, um burro e um corvo. Todos, um por um, animais bestiais e que deixaram muitas saudades. Sobretudo o porco que era um animal muito inteligente e simpático, e do qual não consegui comer as costeletas saborosas depois de ter sido abatido pelo meu pai.
Sempre dei muito importancia a escolha dos nomes dos animais: Flash, Fidel e Boris (gatos) , Eva (cadela), Heidi (cabra), Zeppelin (corvo)...só para mencionar alguns.
Como pequena homenagem a estes seres que me deram tanta alegria e também aos milhares de animais que deixam a sua vida por estas estradas fora, dedico esta playlist.

Pink Floyd - Pigs on the Wind
Os porcos andam na bosta e sempre achei esta banda uma bosta. Só os meti porque há malta que gosta e porque eu sou bacana.

Beatles - I am the Walrus
Eu sou a morsa dos Besouros. É uma música que gosto bastante, e que faz pensar, porque no fundo somos todos morsas.

David Bowie - Cat people
Gente felina do Eu sei... é da fase manhosa do senhor cameleão. Mesmo assim é melhor que qualquer uma dos Floyd Cor de Rosa.

Depeche Mode - Fly on the Windscreen
“Mosca na pára-brisa” das Noticias da Moda. É chato ter moscas na pára-brisa, mas mais chato ainda, é tê-las dentro do carro ou da casa-de-banho.

Duran Duran - Hungry like a wolf
“Faminto como o lobo” dos Duran Duran. Às vezes tenho fome como um lobo e como uma grande pratada de feijoda. Pouco depois, faço ouvir esta melodia sem usar a boca.

Elton John - Crocodile Rock
“Pedra do crocodilo” do Eltão João. Tal como o crocodilo, o Elton é carnívoro e gosta de nacos de carne.

Elvis Presley - Hound Dog
“Cão cão” do Elvis. Sei lá, isso é tão idiota, que não me vem nada a mente.

Ladysmith Black Mambazo - The Lion Sleeps Tonight
“O leão dorme esta noite” Este música é sobre quando o Sporting vai jogar a Luz.

Pixies - Monkey Gone to Heaven
Macaco foi para o Céu” dos Pixies. Essa é difícil, mas penso que o cantor está a cantar sobre o seu malogrado sogro.

B52's - Rock Lobster
“Lagosta de pedra” Isso vem do calão da droga. O que significa não sei, pois não sou drogado.

Stone Roses - Elephant Stone
“Pedra Elefante” é a dose máxima que se pode fumar. Fica-se com orelhas grandes e uma tromba rija.

Rolling Stones - Wild horses
“Cavalos Selvagens” Pedras, cavalos...o calão do mundo da droga continua...

13.4.07

Sócrates afinal não é licenciado coisa nenhuma



José Sócrates admitiu não ter concluído a sua licenciatura em Engenharia Civil, na Universidade Independente, “com aproveitamento”.

Foi no final do dia de ontem numa conferência de imprensa de última hora com os principais órgãos de comunicação social, que o Primeiro-Ministro José Sócrates anunciou que o seu diploma em Engenharia Civil não é válido.

Após ter afirmado que em questões de engenharia “só sei que nada sei” e apesar de não ter apresentado qualquer tipo de explicações que justificassem a sua situação, José Sócrates fez questão de salientar que as suas habilitações académicas não interferem em nada com o desempenho do seu cargo, visto que teve “uma quarta classe das antigas e que, como toda gente sabe, vale muito mais do que esses cursos superiores que para aí andam”.

Deixou ainda um desafio a todos os portugueses que ainda possam ter dúvidas em relação às suas competências, para que lhe perguntarem o nome de um qualquer rio de Portugal continental ou ultramarino, o nome e cognome dum rei português, duma qualquer dinastia, ou até mesmo qualquer uma das tabuadas, incluindo a do sete e a do nove. Afirmou ainda que consegue fazer, sem contar pelos dedos, todas as contas de somar, subtrair, multiplicar ou dividir, desde que não tenham mais do que duas casas decimais ou que o resultado não sirva para cálculos de estruturas de pontes e viadutos.

António Guterres, antigo Primeiro-Ministro e licenciado em engenharia, considerou estas declarações do actual Primeiro-Ministro como “umas bocas indirectas completamente desnecessárias e foleiras” e sublinhou ainda que “apesar de eu não saber fazer contas, ao menos ainda sei fazer de conta”.

10.4.07

Por Caminhos Pecaminosos III

Eu não sou daquelas pessoas que se refere à internet com metáforas marítimas, como navegar ou surfar, ou como aquelas outras que só por receberem a conta da internet ao mesmo tempo que recebem a da Via Verde, acham que computadores ligados por fios e isso, são uma auto-estrada de informação, ou lá o que é. Desde que o Papa considerou a internet um pecado, que decidi referir-me à rede mundial de conspurcação, heresias e afins, assim com uma linguagem mais bíblica.
Ao caminhar pelo negrume do vale das sombras da internet encontrei um blog duma malta de pessoal assim meio porreira, um bocado como aqueles padres que tocam viola, jogam à bola ao sábado de manhã e que até dizem "bolas", ou "chiça" quando falham um remate. Uma vez ouvi um a dizer "porra, que isso aleija!" por lhe terem acertado com um potente remate na zona testicular. Dizem que quando o Bispo soube do sucedido, que o excomungou, ou o despediu - uma dessas duas, não sei ao certo.



"Quarto Leis Espirituais". Acho que este é um daqueles títulos assim meio ao calhas, mas que deve ser propositado. Ou então falta-lhe uma vírgula ou algo assim. Tem também um logotipo que um gajo até se vira e diz:"Sim senhoras!". É uma representação do monte Fuji, com o raiar dum novo dia. Sempre curti estas coisas do budismo e do karaté, por causa do "Karaté Kid"- que significa "Cachopo Karateca", em português.
Deve ser um blog recente, porque ainda não tem muitos posts. O primeiro post é do João, e foi escrito às 3:16 - possivelmente escrito após uma noite de borga, enquanto um pizza era aquecida no microondas e reza assim:
O AMOR DE DEUS
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que nele cré não pereça, mas tenha a vida eterna"
(João 3:16).
João fala-nos de um filho de Deus, de seu nome Unigénito, da imortalidade e de uma nova conjunção do verbo crer. Claramente João estava bêbado. Mais tarde, e depois de ter dormido umas horas, João fala-nos de um sonho acerca do Plano de Deus e questiona-se acerca da vida de abundância. É no que dá a ressaca.
Outro elemento deste blog, é o 'Romanos' - este nome deve ser uma alcunha, porque na minha rua havia um "Fenícios de Morais" e também era alcunha. E entre outras coisas, o Romanos apresenta-nos um esquema e diz-nos o seguinte:
"Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa-os. Mas o homem sente que lhe falta algo, tem um vazio e está continuamente a procurar alcançar Deus e a vida abundante, através dos seus próprios esforços: vida recta, boa moral, filosofia, etc."
Eu já conhecia este tipo de quebra-cabeças com esquemas, mas numa versão em que um alentejano tinha de atravessar um rio com 3 metros de largura, tendo apenas duas tábuas de um metro. A solução para o problema era fazer um "T" na curva do rio. Também havia um outro com bispos, que não me lembro agora.
Mas este do homem pecador que tem um abismo entre si e Deus, parece-me mais lixado de resolver. Mas o João diz que sabe a solução:
ELE É O ÚNICO CAMINHO
Respondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim"


Pelos vistos para atravessar o fosso que o separa de Deus, o Homem tem que deixar de ser pecador, arranjar umas tábuas em cruz como aquelas do Jesus (não sei se há uma marca específica, mas em qualquer loja especializada ou casa de ferragens vos dirão), e depois é só esperar que Deus coise com uma seta na cabeça do Homem. É simples, e bastante semelhante à solução dos alentejanos.
Depois dizem mais umas coisas neste blog que eu não percebi muito bem - se calhar eu devia ter lido, porque diz que ler ajuda a perceber melhor as coisas. Mas eu cá sou daqueles que defende que se aprende mais a ler um homem do que a ler cem livros.
Após isto tudo, lá seguem logo de seguida para um esquema assim mais esquemático. O que no meu ver 'tá mais certo porque os livros com bonecos cansam menos a boca do que aqueles, que ao invés disso, são só letras.



Pelos vistos a vida controlada pelo "eu", que no meu caso sou eu, é assim como um queijo suíço perto dum cemitério, ou de uma campa, e é uma vida muito esburacada cheia de frustações e discórdias. A vantagem disto é que temos sempre lugar sentado. Por outro lado, uma vida controlada por Cristo, que neste caso não sou eu, um gajo senta-se no chão e tem harmonia materializada na forma de oito chupa-chups. É assim... se não se querem crer naquilo que vos digo, é visitarem vocês mesmo este blog, onde se forem optimistas (sendo que por 'optimista' se entende 'clicar num sim gigante') até podem deixar um comentário.

3.4.07

Flagrantes da Vida Real



Como alguns de vós já sabem, estou a estudar em Inglaterra. Nada de especial. Já o tinha feito aqui em Portugal, mas quis fazê-lo também no estrangeiro porque diz-se por aí que este tipo de experiências transfigura-nos, molda-nos o carácter. E passados apenas 6 meses já me sinto bem transfigurado, com um monte de coisas giras e interessantes para relatar.
Para já, tenho aulas completamente em inglês (nada como as aulas fajutas de inglês do liceu); um computador só para mim (dos grandes); e aprendi a teclar mais rápido (troco mais as teclas é certo, mas compenso usando o backspace com incrível destreza).
E sem ter de levantar o rabo da cadeira vou conhecendo o mundo, como fica exemplificado neste diálogo entre dois colegas da minha turma:
Colega Sul-Africano: É verdade que na Turquia perseguem-se prostitutas de automóvel para depois lhe baterem com tacos de baseball?
Colega Turco: Nós não jogamos baseball.
É assim a vida no estrangeiro, pronta a fascinar-nos.

23.3.07

Anti-Estilo XV


Depois de uma longa ausência, cá estamos de volta com um novo episódio da nossa rubrica anti-estilo. Desta vez, vamos falar-vos de uma campanha nova de um bem conhecida cerveja, a “Bohemia” de Sagres.
Qual não foi o meu espanto, quando vi no outro dia, que o novo rosto da campanha é, nem mais, nem menos, o Luís Represas. Fiquei espantado... alguém pode explicar-me como se vai buscar o Represas, depois do gentleman Pierce Brosnan ? É que eu não!
Existem one hit wonders, mas o Represas é o one song wonder: todas as suas músicas são iguais. Chateia também o corte do homem, à maneira de Richard Clayderman latino.
Aprecio bebericar uma Boehemia de vez em quando, que é diga-se de passagem bem melhor que a urina doce que a Super Bock lançou há uns tempos. Claro que depois de ver o Represas no cartaz fiquei com vontade de tocar jamais numa garrafa de Boehemia. Se esta moda pegar, brevemente vamos ter uma campanha de Sumol com seu sound-a-like “André Sardete” ou lá como se chama esse rufia. Deus que nos acuda!
Falta referir que o slogan é "Silêncio que se vai beber um bohemia". Era bom de mais, que cada vez que se abrisse uma bohemia o Represas se calasse.

18.3.07

Oh Pá!



É só para dizer que, relativamente a questões de actualidade, sou contra o Aeroporto da OPA.

17.3.07

Radio Ga Ga

Nunca oiço rádio, porque existem CDS e não preciso de ouvir as escolhas de outros. Ainda por cima, o que detesto mais é gente a falar no rádio. Notícias leio no jornal ou na net. Por mim, podiam bem acabar com o rádio.

Mas ontem liguei o rádio do carro, porque tinha lido algures que toda gente que paga a conta da luz, também paga uma taxa de rádio. Considero isso muito insólito, porque como não sou ouvinte de rádio, sou obrigado a pagar a sustentação dos rádios públicos (e televisão como li mais tarde).
Bem, mas tendo lido isso lembrei me então de ligar o aparelho radiofónico. Fui logo parar na Rádio Oxigénio. Estava a dar o “Close to me” dos Cure, uma das minhas músicas pop preferidas. Sempre achei que os Cure têm lugar garantido na Valhala da música pop, onde claro, estão também os Beatles, Stones, Velvet Underground e Bowie.

Qual então não foi o meu espanto, quando ouvi que afinal era um rap manhoso por cima da genial melodia? Ainda por cima um rap, do mais manhoso que há. Blasfémia! Já não há respeito e a minha vontade de continuar a ouvir rádio, era nula.
Mesmo assim, procurei outra estação e descobri...outra vez “Close to me”, mas agora versão jazz. Não sendo tão boa como a original, essa sim, era uma versão com dignidade.
Faltava ouvir ainda versão original e como tal, desliguei o rádio e pus o “Standing on the beach” a tocar.




2.3.07

Robinson Crusoe



Estava a navegar na internet, quando achei esta página acerca do famoso Robinson Crusoé (Crusoe). Quem quiser ler as peripécias deste náufrago inglês, e do seu companheiro Sexta-Feira (Friday), num facsimile da primeira edição, de 1719, já pode. Enquanto trabalha leia uns parágrafos, exercite o inglês, e converse com os seus amigos do ginásio, acerca desta obra.

26.2.07

Rádio Gémeo Malvado: Masturbação



A masturbação cega. Mas parece-me que é preciso ter uma pontaria do caraças para isso acontecer. E lembro-me sempre disto, da masturbação cegar, quando não dou nada aos cegos no metro. Acredite-se que é remédio santo para não se ficar com remorsos porque não se deu nada ao invisual. Basta pensar “pá, brincassem menos com a genitália” e fazer um olhar de reprovação. Eles não vêem, mas sentem os olhares na mesma. Diz a ciência popular que a masturbação também faz crescer pêlos nas palmas das mãos. O que não faz muito sentido. Não me parece que a fricção seja a melhor forma de fazer crescer pêlos, mas, enfim, factos são factos. Por falar nisso, aqui ficam doze odes ao amor-próprio.

All by MyselfEric Carmen
Isto principia logo com um género de masturbador bastante coiso: o choramingas. Eric Carmen, o próprio, começa esta sua cantiga com versos que não enganam. Diz ele que “quando era mai’ novo/nunca precisava de ninguém/copular era só um passatempo/mas esses dias já lá vão”. Diz ele, claro. Já lá vai a parte de ser só um passatempo, essa sim. Porque a parte de não precisar de ninguém lá se vai mantendo. Basicamente, o Eric choraminga por alguém que lhe faça o jeito. Mas não esconde de ninguém que, enquanto não aparece quem o ajude, se vai desenrascando all by himself.

First OrgasmThe Dresden Dolls
As bonecas de Dresden chegam-se à frente com esta bela canção, ao piano e tudo. Isto é sobretudo uma lição para os idiotas que pensam que basta a cançoneta ser calminha para, automaticamente, ser romântica e essas coisas. Pois bem, ficam a saber que esta “First Orgasm” é, entre outras coisas, sobre uma gaja que se masturba à janela a ver crianças a brincar em recreios. Vão agora dançar slows ao som disto, seus hereges.

I Touch MyselfDivinyls
Mais uma senhora que se toca. Sozinha. Nada contra, quase tudo a favor. Não chega a ser tudo a favor porque há gajas gordas. E, caraças, ninguém está para sequer imaginar bardajices dessas. Seja como for, a senhora cantora toca-se quando pensa num tal de “you”. Eu não sei quem é o “you”, mas, honra lhe seja feita, o gajo mete muita gaja a suspirar por ele. Não há rapariga cantadeira que não diga que o “you” é que é, e que o “you” é que vale a pena. Esta é mais uma.

Whip itDevo
Esta canção dos Devo tem várias interpretações. Mas há duas que se destacam. A primeira, e mais óbvia, diz que isto não passa um canto de triunfo à masturbação e ao sadomasoquismo. Faz sentido e é agradável. A outra interpretação diz que isto, afinal, é uma celebração do saudável acto de inalar óxido nitroso de latas de chantily. Eu acho que estas hipóteses não têm que ser mutuamente exclusivas. Sim, porque se há a hipótese duma canção ser sobre masturbação, sadomaso e inalação de óxido nitroso de latas de chantily, então essa hipótese passa logo a facto científico.

Imaginary LoverAtalanta Rhythm Section
Nem sei que raio de banda é esta. Sei que não presta. Sei que “Imaginary Lover” é a pior metáfora que já vi para “caramba, lá vou ter eu que usar outra vez a canhota para parecer que é outra pessoa que me está a gratificar”. Sim, presume-se que os canhotos usem a direita para conseguir o mesmo efeito. Os ambidestros é que estão lixados. Também, que se fodam esses mutantes! Não merecem nada.

Mary Anne with the Shaky HandThe Who
Os The Who são os camaradas que cantam no genérico daquelas bodegas de CSI’s. Muito antes dessa decadência, escreveram esta canção, que, em traços latos, mostra como a doença de Parkinson não é só chatices. A Mary Anne soube logo que fazer à shaky hand que a doença lhe trouxe. Tem que ser assim. Ver sempre o lado positivo das coisas, mesmo quando as coisas são degenerativas.

Tonight I fancy myselfThe Beautiful South
Estes Beautiful South nasceram depois de metade dos Houseartins terem decidido continuar nesta vida de cantorias. Mas agora têm uma senhora a cantar também. Não tenho mais nada para dizer sobre isto. A cantiga fala d’alguém que, esta noite, se quer comer, em vez de andar a tentar convencer outras pessoas. Pois. Simplifica muito mais as coisas. Sai barato. Não tem que haver converseta depois, nem miminhos. Não se percebe como é que não há mais gente a optar por esta via. Deve ser por desconhecimento.

She’s vibrator dependentMojo Nixon & Skid Roper
Estes dois parolos são os Cebola Mol de onde quer que seja que tenham nascido. Parece que um deles apanhou a mulher na cama com um utensílio em plástico. Ainda por cima daqueles a pilhas. E, pronto, como não vale a pena competir com cenas a pilhas, ao menos que se cante sobre isso. Passávamos é bem sem o pormenor das bolhas nas mãos, ò camaradas. E a música é muito grande.

Hand in my pocket Alanis Morissette
A Alanis, quando apareceu, era toda revoltada e arranhava tudo. Dizia asneiras e assim isso. Agora ‘tá mais calma, a fazer covers dos The Police. Este “Mão no meu bolso” é que não engana ninguém. As mulheres não usam as mãos nos bolsos a não ser para afagar o berbigão com grelo. Li isto num livro que explicava como é que elas pensam e agem. Portanto, se virem uma mulher a procurar trocos nos bolsos durante meia hora – ou mais, que aquilo é gente para demorar mais de uma hora só para aquecer –, desconfiem. Ou fiquem atrás do arbusto a ver, com a mão nas calças. A vida é vossa.

Alone but not lonely Mary Chapin Carpenter
A Mary, e os apelidos não deixam margens para dúvidas, é fruto do amor de ocasião entre os Carpenters e o Charlot. Cresceu num ambiente familiar fragilizado e, corolário lógico, agora é uma maníaco-depressiva masturbadora e psicótica. Sozinha, mas não solitária. O mesmo é dizer sem homem que a aqueça, mas há tanta coisa fálica numa cozinha. Só vegetais são para aí uns cinco. Já não para falar em pequenos electrodomésticos. A varinha mágica, etc. Ou coisas em materiais naturais, como o rolo da massa. Pronto, é como diz a Mary, mulher só fica solitária se quiser.

Give yourself a hand - Crash Test Dummies
Cá estão eles, os Crash Test Dummies. Os obreiros daquela mítica música de murmúrios ou a porra que os valha. Realmente, pensar num refrão decente ainda cansa, por isso dá sempre mais jeito gemer ou mesmo cantar com a boca fechada. Também dá muito jeito para os fãs, que assim não têm que se cansar a decorar letras. Esta “Give yourself a hand” é sofrível, claro, mas a mensagem percebe-se. Esfrega-te com a tua própria mão, pá. É só vantagens e, se for no banco de esperma, até te pagam. Convém é não ser na fila. Não cometam esse erro. Parece que eles têm salas especiais.

Dancing with Myself – Billy Idol
E terminamos com um dos maiores sucessos do Billy Ídolo. Uma música do caraças que nos relembra que é natural e saudável dançar sozinho. Faz-se figura de parvo na discoteca, mas quem o faz não quer saber. É um bocadinho como o que acontece com os masturbadores de jardim. Toda a gente acha que são maluquinhos depravados. Mas eles gozam à brava. Enfim, é deixá-los estar. Ou então, como se devia fazer aos parolos que dançam sozinhos, é matá-los à paulada. Das duas, uma.

22.2.07

Oceanos



Muito antes de Galileu, e muito antes da Terra ser quadrada, o mundo era plano. A planificação do globo terrestre dividia-se em duas partes: a página 30 e página 31. O nosso planeta não só mudou de forma, como também mudou de cor - antes era amarelo torrado e vermelho e hoje é verde e azul. Acho que agora o planeta é mais alegre e colorido.
Os nossos livros mostram a Terra planificada em páginas seguidas para que nao haja confusões. Num mapa, geralmente situamos os Estados Unidos à esquerda do Oceano Atlântico e Portugal á direita. Raramente nos aparece a vista oposta, onde a Austrália está à esquerda, o Oceano Pacífico ao centro e Outros Paises á direita. E isto porquê? Para mim, o problema é da lombada dos cadernos. Na apresentação clássica apenas se perdem 3 ilhas dos Acores, da outra forma metade da Polinésia desaparece.Será que existem mapas de jeito na Polinésia?

14.2.07

Banalidades III


Hoje vi na cantina um rapaz de vinte e tal anos. Por norma, não olho para homens, mas desta vez olhei. Tinha longos cabelos à surfista, com uma franja para o lado, mas sorrateiramente notava-se uma grande mancha de calvície atrás.
Fiquei a pensar se ele realmente pensava que ninguém notava. Ao menos as pessoas do seu meio podiam ter-lhe dito: “Júlio" - não sei se é esse o nome dele, mas tinha aspecto disso - "toda gente já notou a tua calvice pá, não havia necessidade de tentares disfarçar, e ainda por cima tão mal.”
Ou então: “Toma lá bacano, fizemos uma vaquinha para te comprar uma peruca"- até mesmo um implante de cabelo, para o caso de serem amigos endinheirados.
Penso que o melhor seria mesmo que ele saísse simplesmente da sua concha e rapasse tudo, porque não há necessidade para esconder a calvície. Há milhares de homens nessa situação.
Eu é que não estou!

11.2.07

Sim, Senhoras!



Ora bem, de modos que estive até agora a visionar aquele programa televisivo d' "O Gato Referendo" e pelos vistos ganhou o SIM. Não me vou pronunciar em relação a este resultado, mas no entanto não posso deixar de congratular os vencedores da noite: todas as associações e movimentos cívicos que apelaram a voto favorável nisso de votar a favor. Destas gostaria ainda de destacar a associação "Fetos pelo SIM", que apesar de ser uma associação que visa proteger o ambiente, acabou por fazer uma excelente campanha. Parabéns a todos voçês por serem a pessoa que pessoalmente são, e obrigadinhas por existirem. Até mai' logo!

5.2.07

Abortar, Repetir ou Cancelar?



Vai já para mais de uns quinze dias, que meti um daqueles autocolantes dos correios que dizem "Publicidade Não!" na minha caixa do correio. Mas depois tive que meter outro que diz "Dica Sim!", porque gosto de ver promoções de coisas assim meio coisas que às vezes há lá. Meti também um autocolante daqueles da RR, para que no caso do repórter de trânsito passar por aqui perto e não haver carros em circulação, e eu poder encher o blusão com uma bela maquia. Finalmente, decidi meter um autocolante com o meu nome porque tava farto de receber cartas destinadas a pessoas que já morreram.
Mas todo este trabalho foi em vão. Claramente que eu não estava prevenido para uma ocorrência que seguidamente se sucedeu ali mesmo naquele local. Então não é que um bando de pessoas em manada enfiou-me um panfleto na caixa por causa deste assunto de que se fala muito agora e que tem a haver com aquilo que se debate amiúde na televisão por causa daquela coisa do aborto!? Não tenho nada contra as pessoas que são contra coisas assim do género de implantes, transplantes, lapidações, barulho ou abortos. O que me chateia é não respeitarem os autocolantes. É sabido, e até vem em livros, que os autocolantes com avisos são a argamassa que unifica esta pilha de tijolos que são as regras de conduta social desta nossa forma de vida colectiva e conjunta que é a nossa sociedade.

O tal panfleto (que na verdade até devia ser uma brochura ou mesmo um desdobrável), tinha pontos de vista, argumentos e até opiniões. E como toda a gente sabe, isto de emitir opiniões e pontos de vista é meio caminho andado para se cair no ridículo. Pelo menos é o que, do meu ponto de vista, eu acho. O pior é que o tal documento que já foi aqui previmente referido, tinha o seguinte slogan: VOTA NÃO! E isso, no meu prisma e no meu ver das coisas, está mal! E porquê? Bem, se o assunto aqui é votar, julgo que deveria existir o cuidado e o aprumo de marketing que uma coisa destas exige. É impressão minha ou isto do VOTA NÃO é muito dislexicamente parecido com NÃO VOTA!? Pois tá claro que é! Então não venham depois reclamar que muita gente absteve-se e não sei quê. Pudera! Pois tá claro que pudera! Quando se lê de esguelha, a mensagem não passa. Olhem para a malta do SIM, esses pensaram nisso! Pois tá claro que sim! VOTA SIM, SIM VOTA!

Mas o pior ainda estava para vir. Quem é que raio foi desencantar argumentos sob a forma de interrogações assim meio p'ró filosóficas? Assim daquelas que nos fazem pensar e tudo. Não sei. Só sei que eram francamente parvas. Ora vejam:
"Queremos viver numa sociedade que desprotege o início da vida humana mas protege os ninhos das cegonhas?" - O quê!? Mas que raio é isto? Então o início da vida humana e as cegonhas não são a mesma e uma só coisa? Eu cá não acredito na treta de que as crianças que nascem nas couves - se bem que isso explicaria o facto das crianças nunca as quererem comer - ou que vêm de França de comboio. Isso são os emigras e é só em Agosto, e eu por exemplo, nasci em Julho. Todos viemos das ou com as cegonhas. É esse o início da vida humana! Então e agora querem evitar o aborto mas depois não se importam com os ninhos das cegonhas!? Afinal em que ficamos?

A outra interrogação que este manifesto de defesa da vida nos fazia era a seguinte: "Queremos viver numa sociedade que por um lado dá às mães o direito de eliminar a vida do bebé, só porque têm menos de 10 semanas mas por outro lado multa quem transporta crianças sem cadeirinha?" Eu esta até percebo. De facto acho mal que em pleno século XXI, ainda exista desigualdade nos direitos entre homens e mulheres. Se dão um direito às mulheres de eliminar a vida dos seus filhos logo às 10 semanas, porque que é multam homens e mulheres quando conduzem os seus filhos sem cadeirinha? Justo seria que, aprovada a lei do aborto, multassem apenas as mulheres por não usarem a cadeirinha quando conduzem os seus filhos porque, ao contrário dos homens, estas já tiveram anteriormente a sua oportunidade de eliminar a vida dos filhos. As mulheres não podem continuar a serem umas privilegiadas como têm sido até agora. Acho bem que os homens travem estas batalhas da igualdade de direitos e fico contente por saber que a última batalha até já foi ganha - a do cancro da mama. Viva a igualdade de direitos!

Não quero com isto que me julguem um daqueles defensores ferrenhos de uma causa que ataca os argumentos da oposição e que os tenta ridicularizar ao retirá-los do contexto e que albarda o burro à vontade do dono. Não senhor! Caso ainda não tenham compreendido, eu sou a favor do NÃO, apesar de não ser contra o SIM. No fundo eu até gostaria era de militar pelo TALVEZ. Ou até o mesmo o TALVEZ NÃO ou o TALVEZ SIM. Militaria certamente pelo o LOGO SE VÊ. Com certeza que talvez sim!

Tenho em mim que isto do aborto é como o futebol. O que me mais interessa é a argumentação e não o resultado. E as semelhanças nem se ficam só por aqui: tal como alguns jogos, o aborto também calha a um Domingo. Se a ideia dos senhores que fizeram o panfleto era que a ralé votasse NÃO, então porque não usaram um argumento assim de peso? Eu passo a exemplificar: como todo o país já reparou, os finalistas d' "O Melhor Português de Sempre"são assim um bocado para o fanhoso. E eu pergunto: "Isto porquê?" Porque pelos vistos, ainda não nasceu um português que fosse suficientemente bom para ser "O Melhor Português de Sempre". E a culpa de quem é? É do aborto, pois é claro!

3.2.07

Banalidades II

Todos os dias tenho uma pequena esperança quando vou de carro para o trabalho. A de não precisar parar nenhuma vez perante um dos vinte-e-oito semáforos que encontro pelo trajecto.
Não me interpretem mal, não é por causa da ânsia de não querer chegar atrasado ao labor. Sou daqueles que chega sempre com 10 minutos de antecedência ao ofício. Apenas gostava de passar por todos os semáforos sem precisar de parar. E isso sem carregar mais no acelerador.

1...2...3...4...5...6...7...8...9...10...11...12...13...14...15...16...
17...18...19...20...21...22...23...24...25...26...27...28!!
Bingo!!!

Sinto que algo de importante acontecerá nesse dia.

14.1.07

Lost in Transladation III



Led Zeppelin - Stairway to Heaven
Dirigível de Chumbo - Pasmando a Caminho do Céu

There's a lady who's sure all that glitters is gold
Há uma senhora que deixa, de certezinha, tudo num brilho
And she's buying a stairway to heaven
E ela ganha o Céu lavando escadas
And when she gets there she knows if the stores are closed
Quando ela chega as lojas ainda estão fechadas
With a word she can get what she came for
Palavra que ela consegue tudo com desvencilho.

Woe oh oh oh oh oh
Uau uh uh uh uh
And she's buying a stairway to heaven
E ela ganha o Céu lavando escadas

There's a sign on the wall but she wants to be sure
Com certeza que está um aviso no hall
And you know sometimes words have two meanings
E tu sabes que às vezes as palavras também têm significado
In the tree by the brook there's a songbird who sings
Na árvore partida canta um rouxinol
Sometimes all of our thoughts are misgiven
Às vezes o nosso pensar é mal interpretado

Woe oh oh oh oh oh
Uau uh uh uh uh
And she's buying a stairway to heaven
E ela ganha o Céu lavando escadas

There's a feeling I get when I look to the west
Quando olho para o litoral, sinto um sentimento de desafogo
And my spirit is crying for leaving
E o meu espírito chora para viver
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
E eu cá penso que onde há fumo, há fogo
And the voices of those who stand looking
Oiço as vozes dos que em pé estão a ver

Woe oh oh oh oh oh
Uau uh uh uh uh
And she's buying a stairway to heaven
E ela ganha o Céu lavando escadas

And it's whispered that soon, if we all call the tune
E diz que mai' logo, se todos chamarmos o atum
Then the piper will lead us to reason
Que o canalizador vai chumbar-nos com razão
And a new day will dawn for those who stand long
E um novo dia vai madrugar para aqueles que em pé estão
And the forest will echo with laughter
E a floresta rir-se-á de forma incomum

If there's a bustle in your hedgerow
Se está um busto na tua sebe
Don't be alarmed now
Não ligues o teu alarme, não
It's just a spring clean for the May Queen
É apenas a nascente onde a Rainha bebe
Yes there are two paths you can go by but in the long run
Sim há um atalho no qual podes correr muito
There's still time to change the road you're on
Mas ainda há tempo para mudares de circuito
And it makes me wonder
E isso maravilha-me

Your head is humming and it won't go because you don't know
Tens uma enxaqueca e tu sabe sque não passa
The piper's calling you to join him
O canalizador telefonou-te para ires com ele
Dear lady can't you hear the wind blow and did you know
Minha senhora tá cá uma aragem que até estilhaça
Your stairway lies on the whispering wind
Espero que com o vento sua escada não se desmantele

And as we wind on down the road
E quando a gente assobia na estrada
Our shadows taller than our souls
As nossas sombras são maiores que uma sola
There walks a lady we all know
Lá anda aquela que toda a gente já conhece
Who shines white light and wants to show
diz que é pouco iluminada mas boa de tola
How everything still turns to gold
Mas nem tudo o que luz é oiro
And if you listen very hard
E se fores duro de ouvido
The tune will come to you at last
Atum é carne de toiro
When all are one and one is all
Um e um são dois, é sabido
To be a rock and not to roll
Se queres ser do rock tens que ir à escola

Woe oh oh oh oh oh
Uau uh uh uh uh
And she's buying a stairway to heaven
E ela ganha o Céu lavando escadas

Outras líricas traduzidas:
Lost in Transladation II
Lost in Transladation I

12.1.07

Banalidades I

"Bom fim-de-semana!"- disse-me a senhora da caixa registadora do Mini Preço.
"Para si a mesma coisa!"- retorqui-lhe, simpático como sou.
Logo a seguir fiquei a pensar, enquanto a senhora continuava o seu trabalho:
Se calhar não tinha fim-de-semana e devia lhe ter dito “Continuação de um bom trabalho!”
Se calhar ela acha o seu trabalho uma tristeza e está ali apenas para ganhar o seu.
Se calhar devia devia lhe ter dito “Uma sorte melhor para a sua vida miserável!”
Às vezes o que parece óbvio, não é tão óbvio.



P.S. - Já agora, quero lançar aqui uma ideia que tenho há algum tempo. Na nossa escolha de supermercados, em vez de nós guiarmos pelos preços, porque não nós orientar pelas condições laborais que ofereçem aos seus empregados? Deixo aqui esta proposta no ar.

28.12.06

O Português é Ecologico



Já estive em outros países por esta altura e aquilo era só aquecimentos centrais, lareiras, salamandras e outros aquecimentos acessos em qualquer estabelecimento. Aqui não, aqui as casas, autocarros, bancos, escolas e mesmo hospitais, raramente têm dessas modernices.
Muita estrangeirada não tem noção disso, porque pensa que o sol abunda todo o ano em terras lusas. Aí é que se enganam, esses bifes, porque cá temos também uns bons meses de frio e chuva, sem essas paneleirices de aquecimentos. Aqui poupa-se em petróleo, gás natural, carvão e madeira; fontes de energia cada vez mais escassas. Sim, é verdade meus amigos, o povo Português no fundo é um povo ecológico.

Faz parte da pedagogia Portuguesa, que as crianças desde cedo têm que estar nas aulas de casaquinho e às vezes com luvas. Serve para fortalecer o carácter, prepara a criançada para o grande combate que é, no fundo, a vida. Muitas casas além de não ter aquecimento, também não têm essas coisas do vidro duplo ou isolamento térmico. Isto também poderá ter a ver com o pensamento ecológico, o vidro (isolamento térmico é feito de fibra de vidro) ainda é abundante, mas um dia poderá vir a acabar.

Mas tudo isto que referi, não se prende apenas à Ecologia, porque quando o vento gélido entra nos lares portugueses, por baixo das janelas ou por rachas no telhado, podemos traçar uma linha directamente para nossos gloriosos antepassados. Esses marinheiros destemidos que navegavam por grandes tempestades e que também rapavam grandes frios e humidades nas suas caravelas. Sentir o frio na pele, e até ao osso, faz parte da Alma Portuguesa. E até digo mais, o Fado foi sem dúvida inventado numa noite chuvosa e fria, ao pé de uma lareira e com o dente a bater. E não debaixo do Sol, numa qualquer "ocidental praia Lusitana".

26.12.06

Mitos Infantis IV



Ontem não comi a sopa toda. Não comi e pronto! E sabem que mais? Não me aconteceu absolutamente nada. Nada! Não veio um polícia buscar-me, não me cresceram pelos nas mãos e nem fiquei cego. Não só não me aconteceu nada disso, como ainda tive direito à sobremesa. Repeti e tudo. Várias vezes, até.

“E então?” – perguntam em uníssono os meus estimados leitores, ou pelo menos os que conseguiram ler isto tudo até aqui sem ficarem à rasca da vista, ou os que sabem que não vale a pena tentar arranjar ocupação melhor do que esta de ler blogs e isso. Pois bem, é que diz – o povo e gente assim dessa – que se não comermos a sopa toda, que nos acontecem calamidades trágicas, tragédias catastróficas e até mesmo catástrofes calamitosas, como aquelas que descrevi anteriormente ali para os lados do primeiro parágrafo.

A mais famosa das consequências de não comer a sopa até ao fim, e que ainda não tive oportunidade de referir, (aliás, até tive, mas quis criar suspense, ou “suspende” que é como o processador de texto que utilizo me sugere que escreva) é então vir o “Velho do Saco” e levar quem não comeu a sopa toda.

Mas ele ontem não veio e não me levou com ele. E agora pergunto: “Porquê isto?” Ora, sucede-se que ontem era Natal e o fulano de idade avançada que se encontra sempre na posse de um saco andava ocupado com outras coisas. Vamos mas é lá chamar as coisas pelo nome: ele andava ocupado com outras “ocupações”. Pois é, o “Velho do Saco” andava sim a fazer de Pai Natal. Não como muitos malandros que só nesta quadra é que se lembram de fazer alguma coisa que não procrastinar no sofá, e que vestem uma fatiota, tiram as barbas de molho, metem uma barba falsa e badalam uma sineta nas ruas da baixa de uma qualquer cidade da Beira Alta, por exemplo. O “Velho do Saco” é na verdade, verdadinha, o verdadeiro “Pai Natal”. É verídico sim senhores, estas duas figuras míticas são apenas e somente, a mesma e uma só pessoa.

É por isso que não nos acontece nada se não comermos a sopa no Natal, que até, coincidentemente, nem faz parte da ementa da Consoada. O “Velho do Saco” cessa assim as suas funções habituais para andar a distribuir presentes bonitos às crianças que se portaram bem, e um pedaço de carvão às que se portaram mal. E isso de nos portarmos bem é mesmo o quê? Lá está: comer a sopa toda. E quem é que se encontra mais habilitado do que o “Velho do Saco” para saber quem é que se portou bem? As coincidências não se ficam por aqui, senão reparem: tanto o “Pai Natal” e o “Velho do Saco” são velhos e têm sacos. É a isto que nós chamamos em Economia, “economia de recursos”, pois utilizam-se determinadas capacidades, neste caso ser velho e andar com um saco, para desempenhar diferentes funções e aumentar a produtividade da coisa. Até porque não faria sentido nenhum estar a descontar para a segurança social e a ter outros encargos assim género só para ter um “Pai Natal” no activo um ou dois dias por ano. Deus, o gestor do Universo, sabe-a toda.

E o menino Jesus no meio disto tudo? Pois bem, todos nós sabemos que isto de celebrar o Natal é a forma que temos de dizer “Feliz Aniversário” ao Jesus. E como é o Seu aniversário, neste dia ele é o bebé, e tem de ser feita a Sua vontade. Tanto na Terra como no Céu. Antes era Ele que punha as prendas no sapatinho, mas fartou-se de estar sempre de serviço no dia de anos, e pediu ao Seu Pai para arranjar alguém para essa tarefa. Assim, o Seu Pai mandou um dos Seus empregados, o “Velho do Saco”, encarregar-se disso. Deu-lhe uma farda e tudo, para demonstrar que aquilo era uma tarefa mesmo importante e o velho não reclamar. Porque se há coisa que os velhos adoram mais do que reclamar, são fardas como deve ser e farpelas assim das jeitosas.


Outros Mitos:
Mitos Infantis III
Mitos Infantis II

Mitos Infantis I

18.12.06

A Minha Táctica



Começou mais uma vez vez a corrida de Natal. Milhares de pessoas a gastar as poupanças nas lojas e milhares lojistas a esfregar as mãos de contentes. Eu também comprei prendas, estimados leitores, mais por obrigação que propriamente por livre vontade. Houve uma altura na minha vida em que tentei dizer não a esta festa de consumo. Todos os anos é a mesma coisa, o que hei-de comprar para o tio Manel, mais uma gravata ou mais uma garrafa de whisky? ...uh...Vai mais uma gravata... porque a tia Zulmira não gosta que o tio Manel beba. E para tia Zulmira...vai pela 20ª vez uma caixa de chocolates?

Para mim isso tudo acabou, porque desde há um par de anos, só compro livros, DVDs e CDs, ou seja apenas cenas culturais. O tio Xavier só fez a terceira classe e mal sabe ler!? Não importa, porque um livro pode servir como um incentivo para começar a adquirir este hábito tão bom. Neste caso se a leitura for banda desenhada pode ajudar também. A Tia Gertrudes já não ouve bem e ofereceste um CD? Não faz mal, desde que seja Sepultura ou Napalm Death.

Nós, os compradores da prenda, também ganhamos com esta táctica. Sempre quiseste ter o triplo da Maria Callas ao vivo na La Scalla ou a caixa com a filmografia completa de Ingmar Bergman, mas não podias porque tinhas sempre de te conter por causa das tuas finanças? Agora já podes comprar, porque com uma só prenda fazes duas pessoas felizes. Pois claro, os DVDs, os CDs, os livros vejo, oiço e leio antes de oferecer. Isso é, no fundo, uma situação win–win, como se diz no jargão do mundo empresarial. Usufruo dos bens à pala e quem os recebe, fica logo a saber se o presente é bom ou mau.

9.12.06

Mad World



Que há muita loucura neste mundo, isso toda gente sabe, mas vejam esta história que li há uns dias atrás :
Uma mulher suspeita de um furto num talho foi perseguida por dois polícias. Ao ser apanhada, tentou fugir baixando as calças. "Não conseguia acreditar os meus próprios olhos" disse um dos agentes. A mulher, que mais tarde saiu em liberdade condicional, tinha roubado três nacos de carne de cordeiro.
Um homem de 38 anos que viu tudo da sua casa, tirou a foto. "Não se vê algo assim todos os dias" afirmou o homem. E nós acreditamos nas suas palavras. Era de facto bom, se todos os dias uma mulher baixasse as calças em frente da nossa janela.

4.12.06

Rádio Gémeo Malvado: Coros




Gregorian -
Losing My Religion

Quando disse aos mandriões dos meus colegas aqui do blog que esta playlist iria ser acerca de coros, vieram logo com a conversa de que a ideia não tinha jeito nenhum porque iam ser só coros “acapella” e gregorianos. Eu disse que não, que de certeza que havia muita escolha e que não ia meter nada disso.
Mas um dia, ao entrar na loja de produtos isotéricos que há aqui no prédio ao lado, estava a tocar este tema e eu pensei: “Epá, esta vai ter que entrar porque é assim meio irónica e tudo!”. Senão vejamos, esta música tem uns monges a cantarem que perderam a religião e assim essas coisas. Ok, eu sei que não são monges a sério, e que na verdade estas músicas são gravadas por outros cantores normais. Mas quem acaba por dar a cara por debaixo dos capuzes daqueles hábitos, são monges verdadeiros. E eu respeito isso, quase tanto como respeitava os Milli Vanilli. Se calhar até mais.


Langley School Music Project - Mandy

Se eu tivesse tido um professor de música amalucado no ciclo preparatório, em vez de um daqueles que demorava um ano inteiro para nos ensinar o “dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó” e que agora anda para aí a contestar o estatuto da carreira à Sra. Ministra, talvez as coisas tivessem sido diferentes quando decidi formar um conjunto musical e fazer da venda de discos compactos, a minha carreira. Quem sabe se eu não seria agora um ex-Silence 5, que viveria dos rendimentos dos seus anos de glória? Glória não... Sofia!
Pois bem, já há muitos anos num país do estrangeiro onde se fala “o inglês” correctamente, existiu o professor que sabia que isto de tocar flauta na festa de final de ano lá da escola, não era assim tão giro. Vai daí, que pegou em todos os seus alunos e pô-los a tocar as músicas que faziam furor nas salas de baile que essa juventude, outrora tão promissora, frequentava. Foi assim que nasceu este projecto. Meia dúzia de alunos tocaram vários instrumentos, sendo que o garoto mais gandim que para lá havia tocou bombo, de forma a descarregar o excesso de energia que geralmente tinha como destino uma qualquer parte do corpo dos colegas. A Ana Sofia, ou Ana Rita, lá da turma cantava solos sem desafinar, era a melhor aluna e tinha cincos a tudo, mesmo a Educação Musical. O não-sei-quantos que estudava no “orfeon” tocava órgão e o resto do maralhal cantava como podia e isso não tinha mal nenhum, pois em coro tudo soa bem.


Rockapella - Bohemian Rhapsody

Pá, o que podem fazer meia-dúzia de gajos que andaram juntos no coro da paróquia, quando já começam a ter barba suficientemente rija para arranhar a pele ao padre, continuam a ter gosto naquilo do cantar, mas não têm dinheiro para comprar instrumentos nem os livros do Eurico A. Cebolo, de forma a poderem fazerem um grupo de baile que toca tributos aos Queen?
Diz o povo e muito bem, que o melhor mesmo é formarem um conjunto coral que canta músicas do cancioneiro pop, e que faz os barulhos assim, só com a boca. Julgo que os únicos requisitos para criar um destes grupos são que um dos elementos tenha uma voz assim fininha, e que outro soe sempre como se aquele sapo gordo da música dos sapos do Paul McCartney fumasse dois maços por dia.


St. Fiachras Junior School Choir - The Sweetest Thing

Quando eu era mais novo, um primo da minha mãe levou-me, sabe-se lá porquê a uma audição de um coro infantil. Quando cheguei lá, aquilo estava cheio de gente que, pelo que me pareceu, frequentava aquilo com alguma frequência. Eles começaram a ensaiar, cantavam bem e tudo. Quando fizeram um intervalo, o maestro chamou-me e pediu-me que cantasse uma escala de “Dó”, como eu não sabia o que isso era disse os nomes das notas que me lembrei, sempre no mesmo tom. Fui-me embora e nunca mais ninguém me disse o resultado da audição. Apesar de eu não ter telefone na altura, bem que podiam ter dito aquilo que as pessoas dizem sempre nos filmes: “Ah e tal, mais vale a gente telefonar-lhe do que estar você a ir à cabina gastar o credifone”.
Se eu tivesse sido aceite, que é azeite em espanhol, podia ser que tivesse feito assim uma cover dos U2 lá com o pessoal do coro. É assim a vida...


The Red Army Choir – Bella Ciao

Quem é que há uma mão cheia de anos atrás seria capaz de dizer que uma música italiana, de protesto contra a guerra, de origem incerta e intitulada “É boazona!” se viria a tornar um hino revolucionário de dimensões assim das grandes por todo o mundo? Eu não. Até porque à uma mão-cheia de anos atrás eu tinha umas coisas para fazer nesse dia e não podia estar a perder tempo com respostas a perguntas dessas assim tão coisas.
Vá-se lá saber porquê, um ex-funcionário do partido comunista russo decidiu falar com o Maestro Vitorino de Almeida lá do sítio e propor-lhe que pusesse os tropas que para lá tinham sem nada para fazer desde que deixaram de escoltar carro alegóricos de carnaval acerca do tema “guerra”, e que até cantavam bem, a cantar esta canção. A moda das cantorias destes rapazes pegou e até cantaram músicas daquele grupo… aquele que tocava aquela música do... bem, não interessa.


The Metropolitan Police Male Voice Choir - When I'm 64

Reparei há pouco tempo naqueles senhores vestidos de preto que andam pelas estações do metro e perguntei a um primo meu se ele sabia o que raio andavam eles ali a fazer. Ele não fazia ideia. Por isso fui à Internet pesquisar e lá percebi que são polícias do metro. E pronto era só isto que eu queria dizer.
Ah não!... falta ainda dizer que estes senhores têm uns equivalentes no estrangeiro já há uma porrada de tempo e que isto só agora é que foi implantado cá em Portugal por causa de uns assaltos que têm havido e assim, e que também são coisa recente. Diz que lá fora eles aproveitam o eco do metro e formam grupos corais masculinos e que o seu repertório é habitado sobretudo por músicas que falam de direitos dos trabalhadores, desde que se é o “gajo novo” até ao último ano de serviço antes da reforma aos 65 anos de idade.


Sidney Gay and the Lesbian Choir – Dancing Queen

Pouca gente sabe que antes de ter participado no Eurofestival do Cação, o grupo musical ABBA, já existia com outra designação. Pois é, antes da fama e do estrelato, os ABBA intitulavam-se “Sidney Gay and the Lesbian Choir” e cantavam em coro com mais umas trinta pessoas. Mas essas trinta pessoas meteram-se na droga e morreram com uma overdose. Assim, o Sidney, o Gay e o casal de lésbicas que sobraram, decidiram rebaptizar o grupo com o nome pelo qual ficaram conhecidos. E o resto é História, com “H” maiúsculo.
Mas como na verdade a História é feita de micro-histórias, posso ainda acrescentar a estas palavras de verdadeira sapiência universal, que a uma dada altura o grupo passou por outra transformação, que acabou por originar o seu próprio fim: diz que fizeram uma operação para ficarem espanhóis e foram morar para Maiorca. É esta a explicação da edição do seu disco multiplatinado “ABBA – Oro”. A sério...


Scala – I Touch Myself

Então e quantas músicas orelhudas acerca de masturbação é que vocês conhecem que possamos cantarolar todo o santo dia sem que ninguém nos diga em tom de repreensivo: “olha aí as pessoas!”? Certamente que não muitas.
Isso também não interessa nada agora, pois o que vos trago aqui é bem melhor do que isso. “Mas o que poderá ser melhor do que uma música orelhuda acerca de masturbação e que possamos cantarolar todo o santo dia sem que ninguém nos diga em tom de repreensivo: ‘olha aí as pessoas’?” – interrogam-se vossecelências. Pois bem, eu digo-vos. Melhor que isso de “uma música orelhuda acerca de masturbação e que possamos cantarolar todo o santo dia sem que ninguém nos diga em tom de repreensivo: ‘olha aí as pessoas!’?” é uma música orelhuda acerca de masturbação cantada em uníssono por um bando de miúdas colegiais de 16 anos, mas com corpo de dezoito ou mais. E pronto é mais ou menos isso.


The Cheshire Chord Company - I Predict a Riot

Fazem ideia de o que é ser roadie duma banda que até teve uns sucessos no verão passado e depois vir a vossa mãe com as amigas do coro e roubar uma malha da banda da qual vocês quase fazem parte e ter assim sucesso e coisas dessas? É lixado, posso-vos eu dizer que quase passei por isso uma vez. E foi exactamente o que aconteceu com um roadie dos Kaiser Chiefs há uns tempos.
Como raio se ultrapassa o estigma de ficar conhecido assim no mundo da indústria musical e no meio roqueiro? É que a linha de engate “eu sou roadie dos não-sei-quê” já não funcionava muito bem com as groupies e incluir a palavra “mãe” na frase também não vai compor o ramalhete de certezinha absoluta, sintética e analítica.


Gunter Kallman Choir - Day Dreamin

Antes diziam que a miúda que aparecia na capa do segundo cd dos Portishead e que entrava num videoclip deles, era a vocalista e que estava assim tão magra porque sofria de anorexia. Também diziam que aquelas pulseiras de metal com duas esferas nas pontas faziam bem às costas. Tá visto que as pessoas dizem muita coisa quando têm interesse em vender produtos. Eu cá não vendo nada, logo sinto-me livre para dizer o que bem me apetecer e às vezes até mesmo a verdade. E a verdade é esta: aquela música dos Portishead que as gajas tanto gostavam na altura só teve sucesso por causa daquela introdução, que foi sacada a este coro do Gunter Kallman, que era alemão. E já agora diga-se também que os alemães agora são assim mais coisos, mas que a uma dada altura foram bem lixados. Essa é que é essa.


The Kop Choir - You'll Never Walk Alone

Sempre achei que deveria haver uma qualquer razão para aquele senhor que toca “O Submarino Amarelo” numa corneta em todas transmissões de jogos de futebol da televisão fazer o que faz. Ou fazia, porque já ouvi dizer que morreu. A verdade é que ainda o oiço, e isso é que interessa. Mas como estava eu a dizer, por detrás daquilo havia uma razão, uma lógica e até mesmo um motivo. Por essa mesma razão as claques e as audiências dos mais variados eventos musicais e desportivos, batem palmas, cantam sempre aquela música do “Oeh, oeh, oeh ô ou, oeh ô ou” e gritam “Portugal” ou o nome do clube. E a razão é tão simples como isto: é que se eles tentassem cantar qualquer outra coisa, não se iria perceber nada. Esta música é a prova disso. E não me venham com a história do “Ah e então a claque do clube de futebol de não sei onde que gravou um disco?”

2.11.06

E logo eu que sou um cidadão honesto e nem sequer faço mal a uma mosca... morta.



Hoje acordei com a mosca. Não foi com a mosca do sono, nem com uma daquelas que alguns homens usam entre o lábio inferior e o queixo e que são feitas de barba. Odeio essas. Aliás, odeio todas as barbas que não sejam a de três dias ou barba assim p'r'ó crescida. Nem percebo sequer de onde vêm os nomes de tais opções capilares... mosca, pêra e Suiça!? Pá, são ridículos! Mas que raio estavam os gajos ordem dos barbeiros a fazer naquele primeiro congresso em que ficaram de definir a deontologia profissional, o nome das ferramentas e os estilos de barba? Cá para mim só podiam estar a fazer uma coisa: jogar ao stop. Em que outra altura é que alguém escreve num papel um nome de um animal, dum fruto e dum país? Só mesmo num jogo do stop. Seria bem mais fixe se tivessem jogado à Batalha Naval. Quem é que não gostaria ter um estilo de barba chamado "Torpedo", "Porta-Aviões" ou "Submarino"? Para começar, as mulheres...

Voltemos então à mosca. Acordou-me, foi defecar para o vidro da janela e ficou a olhar para mim, enquanto esfregava as mãos, com aquele ar de quem está a fazer porcaria só para me provocar. Lá tive eu que ir lavar os vidros. O meu pai só me deu dois conselhos na vida e ambos, curiosamente, envolviam jornal. O primeiro era que se algum dia eu dormisse na rua, que me embrulhasse em jornal por causa do frio. O outro enunciava as qualidades do papel de jornal na limpeza de vidros.

Posto isto, comecei a interrogar-me acerca da razão das moscas gostarem tanto de sarapintar tudo quanto é sítio e porque é que são sempre tantas nesta época. Mas como as únicas coisas que sei acerca de moscas foram aprendidas no filme "A Mosca", não concluí grande coisa e lá fui chamar um cidadão sénior, daqueles que já por diversas vezes caiu num poço de sabedoria popular e quase se afogava em provérbios. Disse-me que agora "as moscas estão moles". Arre gaita! - pensei cá para mim - moles também estão os ovos e não é por isso que me vêm cá a casa cagar as paredes e os vidros.

18.10.06

Rádio Gémeo Malvado: We are the world



Esta playlist tem, como seria de calcular, um tema. Um tema temático, até, com uma acentuada aura de assunto e uns pozinhos de motivo. Não me apetece é explicar qual é. Mas posso, desde já, adiantar que se tratam de canções e cantigas cantadas por cantores. Em várias línguas. 15, para ser mais exacto. Cada uma delas é uma versão de um célebre sucesso do mundo da canção ligeira e popular. Portanto, é favor ler esta merda toda e adivinhar de quem são as músicas originais. O primeiro a fazê-lo acertadamente ganha não levar um murro nas fuças com força. Andor com isso!


Lissette y Sophy - Eclipse Total del amor

Espanha não é só mamas e tapas. Mas não sei quem são estas pessoas. Diz que a Lissette é uma cantora peruana. Os únicos peruanos que conheço do mundo do espectáculo são aqueles índios que tocam Pan Pipe Moods no Rossio. Nunca dou nada a esses índios. Desvirtuaram completamente a ideia que tinha deles. Nem têm flechas, não querem escalpes, nem uma vez os vi a fazerem aquela coisa de bater com a palma da mão na boca e fazer aquele “uohuohuohuohuohuho” aos saltinhos. Se grito “Sigam o Kemosabe, vamos!” enquanto passo a correr por eles, limitam-se a ficar com aquele olhar de “moñedita, señor?”. Santa pachorra. Arriba! Coño, cabrones!


Patrizio Buanne - Alta Marea

Itália não é só mamas e massa. Não. Itália também é a casa do Papa. A julgar pela quantidade de visitas e amigos que tem, é de supor que o Papa tenha uma piscina do caraças. Ou então já tem a Playstation 3. O que eu gostava mesmo era de ser cozinheiro do Papa por um dia. Só para lhe poder perguntar “Papa, açorda?”. Ou então ser o desinfestador do Vaticano e, quando ele me ligasse, eu interrompia-o logo com a dúvida “Papa, formigas?”. Mas devia ser baratas. Não me ia ligar por causa de formigas. Digo eu, sei lá. Assim de longe, o Vaticano não me parece sítio para ter baratas. É seco, tem aragem com fartura, e até deve ser aspirado todos os dias ou, na pior das hipóteses, às terças e quintas. Formigas ainda é com’ò outro. Basta deixar um bombom esquecido em qualquer lado para aparecerem. Porco Dio! Vaffanculo!


Quietschboy - Kammermusik

Alemanha não é só mamas e salsichas. É também a terra dos maus do Indiana Jones. Há uns que até morrem derretidos porque abriram um baú e saíram de lá uns pirilampos muito grandes. Um era o Herr Flick do Alô Alô, que eu bem sei. Tal como nós, portugueses, também os alemães tiveram um baixinho de bigode que ficou famoso. Só que o deles não se chama Vitorino, nem tinha um irmão que se vira se, perto dele, dissermos à nossa filha pequena, que se chama Salomé, onde deve ir fazer a mijoca. Eu já fiz isto. A minha filha chama-se exactamente Salomé e eu, uma vez, na festa de angariação de fundos para um carro dos bombeiros novo para os voluntários de Almeirim, e porque reparei que ela se preparava para mijar no canto do pavilhão gimnodesportivo daquela simpática povoação, gritei “Sanita, Salomé!”. Quando me virei, estava o irmão do Vitorino a olhar. Tinha uma filhós na mão. Parecia ter muito óleo, mas ele lá sabe. Da tua vida sabes tu, Janita. Hundeschiss!


Svetlana Razina - Noch' bez muzhchiny

Rússia não é só mamas e solho-rei com saramago-maior. Rússia é frieiras, daquelas nas orelhas. Rússia é Derlei. Rússia é Estaline. Rússia é Rasputine. Rússia é o Portugal da Angola que é a Ucrânia. Terra de bolcheviques e mencheviques. Terra da Laika, que eu ainda hoje confundo com a Lassie sem ninguém reparar. A Laika foi o primeiro cão no espaço. A Lassie, por seu turno, foi o protótipo do inspector Max. Como se tratavam de outros tempos, a Lassie era apenas uma camponesa, ao passo que o Max já é um respeitado inspector da PJ e ladra ordens para o Médico de Família e aquele estrábico que tinha um anúncio no Metro em tronco nu sobre não sei quê. E é uma coincidência engraçada, o facto da Laika ser confundida com a Lassie, que, como se disse, é o protótipo do Max, que, claramente, é um nome se confunde com Marx, o inventor do comunismo. E adivinhem lá quem foi o bastião das comunices? A ex-União Soviética, actual Rússia. Nem mais, nem menos, que a terra da Laika. Chiça, que até me arrepio todo com estas coincidências. Yebat'-Kopat'!


Faye Wong - Moong Joong Yun

Olha a china. A China não é só mamas e arroz chau-chau. Pá, mora é aí muita gente. Tratem lá disso. Além do mais, para um país tão grande, já vai sendo tempo de inventarem mais qualquer coisa. Galinha com amêndoas é bom e o Ping Pong até dá para distrair, mas, quer dizer, n’é? Desde a pólvora que não fazem nadinha, caraças! E sim, descobrir a pólvora foi porreiro. Agora até se diz “eh pá, o gajo parecia que tinha descoberto a pólvora”. Por acaso nunca ouvi “descoberto”. As pessoas, o povo anónimo, a massa inculta e suja de polvilho; essa gente diz sempre “descobrido”. A praça de Tian'anmen é na China. É aquela praça onde um gajo quis bater num tanque. Mas o tanque até nem queria confusão. Desviou-se e tudo. Viu-se bem isso nas imagens. O gajo é que continuou a teimar e a mandar bocas. Ni shi hun dan!


Bollywood Freaks - Don’t stop ‘till you get to Bollywood

Índia não é só mamas e chamuças. Nunca fui à Índia. Mas hei-de ir, claro. E até já sei algumas coisas sobre a Índia. Não se pode beber água de lá. Nem ir à casa de banho. E, se se respirar pela boca, apanha-se tuberculose e/ou escorbuto. Apesar de tudo, imagino que lá, na Índia, as pessoas sejam felizes. Imagino que é um país onde toda a gente passa a vida a ensaiar coreografias em cima de comboios. É também o país para onde os índios foram viver, depois dos cowboys os terem expulso do faroeste. Agora andam em elefantes, em vez de cavalos, e adoram vacas, em vez de totens. Isso é que foi evoluir, hã, Índia? E eu que escolhia sempre o Ghandi no Street Fighter a pensar que coiso. Basicamente, era porque só sabia fazer o Yoga Fire e deixava-me num canto sempre a fazê-lo. Era mais fácil que o Ayuken do Ryu e do Ken, os Wham do Street Fighter. Os meus amigos diziam-me “foda-se, metes nojo com essa merda de ficar num canto a fazer sempre essa merda de fogo”, mas era só inveja porque eu ganhava. Chodu bhagat!


Mo Hiromi - Golfinger 99

Japão não é só mamas e sushi. Japão é também a pátria da pornografia mais mórbida do planeta. Mas alguém tinha que ser, n’é? Eu, pessoalmente, nem vejo nada de estranho na pornografia japonesa. Só disse aquilo porque li num livro e às vezes é de bom-tom citar coisas e assim. Ah, não foi num livro. Foi na TV Guia, num artigo de opinião do João Gobern. Ele estava a falar daqueles desenhos animados em que, todos os dias, uma planta gigante com tentáculos violava colegiais. É também no Japão que o meretrício é um curso superior. Sim, as Geishas. Cá também há um curso mais ao menos parecido, mas chama-se “casting para apresentadora/actriz”. O que, a meu ver, acaba por não dar muito boa imagem dos nipónicos é o facto de, aqui há coisa de uma quinzena de anos, 38 pessoas terem morrido no seguimento de uma erupção vulcânica. Pá, é ridículo. Este tipo de tragédia não faz sentido nos nossos tempos e dá uma imagem muito medieval do país afectado. Era como se, amanhã, cerca de uma centena de delegados comerciais da PT fossem chacinados por um exército de sarracenos a cavalo. É desajustado. Mocca-Mocca Su Su!


Alkistis Protopsalti - Ola afta pou fovamai

A Grécia não é só mamas e mousaka de vitela. A Grécia é, e isto é um facto reconhecido pela ONU e tudo, um país que devia ter acabado uns bons séculos antes de Cristo. E porquê? Essencialmente, para saírem em grande. Saírem quando eram os maiores, quando estavam no auge. Quando aquele pessoal que vestia cortinados e gostava muito de falar e inventar democracias e teoremas e assim. E coiso e isso. Mas era. Tinha-se acabado com a Grécia nessa altura e, hoje, os gregos eram um sucesso de marketing, que ninguém duvide disto. T-shirts, canecas, bonés. Assim um Ché Guevara em país. Aliás, era o que nós, portugueses, devíamos ter feito depois dos descobrimentos. Descobríamos o mundo e íamos embora. Ser outro país. Como Portugal já estávamos no topo e, a partir daí, seria sempre a descer. Gregos, afinal de contas, Aristóteles ou Demis Roussos? Hipócrates ou Katsouranis? Arquimedes ou Yanni? Teria sido tão simples. Tsoula!


Abbacadabra - Carabosse Super Show

França não é só mamas e aquelas porcarias de palitos de champanhe que ninguém gosta e que inexplicavelmente toda a gente tem em casa. A França é um país ridículo. Logo para começar, o hino deles é igual ao início do All you need is love, dos Beatles. E os Beatles nem são franceses, acho eu. Se ainda fosse igual ao início de uma música do Joe Dassin, ainda pronto, n’era? Assim, é apenas ridículo. É também a terra da Brigitte Bardot, actualmente uma empenhada activista dos direitos dos animais. Brigitte, pá, as pessoas pareciam ligar ao que tu dizias quando esse peito tinha bastante mais vigor. É que nem o meu tomate, o descaído, está nesse estado lastimável. Agora não passas de uma daquelas velhas que tem centenas de gatos vadios em casa e que vamos ver na TV um destes dias quando os vizinhos se queixarem do cheiro. E, já agora, se um dia quiserem desenterrar o Jim Morrisson ou o Oscar Wilde, para ver se eles foram soterrados com carcanhol nos bolsos, é só comprar uma pá e abalar para França. Mas, cuidado, que o Oscar era maricas e aquilo diz que se pega. Va te faire foutre!


Miracle - Boheemse Spijtoptant

A Holanda não é só mamas e salsichão com batata. Foi lá, na Holanda, que nasceu o inventor do Programa Erasmus que, em traços latos, consiste na oportunidade de estudantes de diversos países europeus se irem comer num outro país europeu qualquer.
Em 1667, os vacões dos holandeses trocaram Nova Iorque pelo Suriname. Esta troca é quase tão má como a dum vizinho meu que, em 1990, trocou o cromo do Gascoigne com o do Ally McCoist. O do Ally McCoist calhava em todas as saquetas. E o gajo trocou. De referir ainda que era um daqueles gajos que depois encomendava os cromos que lhe faltavam. Enfim, um batoteiro. Descansem, que levou que chegue no recreio. Hoje é maníaco-depressivo e toma 50 comprimidos por dia, mas duvido que tenha sido por isso. Eu não tenho remorsos e ainda hoje lhe dou caldos por causa da batotice dos cromos. E, claro, por causa da pior troca de sempre a seguir à de Nova Iorque pelo Suriname. A Holanda é ainda o país de mais não sei quê, mas agora não m’a lembra e tenho não sei quê para fumar. Dizem que fumar isto afecta a… ai, como é que se chama aquilo… aquela coisa de não nos lembrarmos das cenas e assim, mas eu sou contra. Aliás, sou… eu? Sei lá, às vezes parece que… barulhos e tal. Kontneuker!


Vopli Vidopliassova - Halyu, prykhod

Ucrânia não é só mamas e zelenyisyr. Tenho um carinho especial por ucranianos. São as únicas pessoas que, como eu, arranjam esquemas para não ter que comprar os sacos do Minipreço. É uma questão de princípio, porra. Comprar sacos é ridículo. Qualquer dia, começam-nos a dizer “Bom dia, quer respirar aqui dentro? Então são 30 cêntimos, se faz favor.” Bem se lixam, que eu aguento um minuto e tal sem respirar. Entro a correr e ponho-me a andar dali para fora num ápice. Sim, num ápice! A verdade é que se cria, entre mim e os ucranianos, uma solidariedade muda. Há ali uma energia que nos une quando estamos a meter as compras na mochila ou em sacos de outros supermercados que trouxemos de casa. Se calhar por isso, sonho em ir ao Minipreço de Kiev. Não sei, é uma coisa cá minha. É como aquela coisa dos israelitas quererem ir todos a Jerusalém. Por falar em judeus, ficam a saber que a Golda Meir nasceu exactamente em Kiev. Aquele incidente de Chernobyl também foi na Ucrânia. Deve ter sido lixado. Uma vez ardeu aqui uma fábrica de esferovite ao pé de casa e aquilo foi um cheiro que até fazia dor de cabeça. Mas, claro, só Chernobyl é que teve publicidade. É só politiquices. Admito que um incidente que faz nascer pessoas com duas cabeças e peixes com asas tenha muito mais impacto visual. Mas, caramba, já alguém cheirou toneladas de esferovite queimado? Ainda hoje tenho pesadelos com aquele cheiro. Kholera v dupi!


Elakelaiset - Ellan Humpalla

Finlândia não é só mamas e kalakukko. É a casa do Pai Natal e dos duendes que fazem os brinquedos. Ser anão é lixado. Ou trabalham na loja de brinquedos do Pai Natal, que depois, feito parvo, os oferece. Logo, não há retorno financeiro e, claro, não há salário para os duendes. Ou então trabalham numa mina e “aquecem” gajas para príncipes. Sempre me fez confusão é o Pai Natal parecer muito mais velho que o Avô Cantigas. Parece que fazem questão de confundir as crianças. Um pai mais velho que um avô? Depois admiram-se que se metam todos na droga e na gandulagem. Independentemente disso, a Finlândia é ainda o país anfitrião do Campeonato do Mundo de Bofetões em Mosquitos e do Campeonato do Mundo do Carregamento de Mulher. O campeão mundial desta primeira modalidade deve ser um qualquer país do Médio Oriente. Se fosse de moscas, qualquer país Africano era candidato. Na Finlândia têm um provérbio que diz que “se comeres bolor, ficas a cantar bem”. O bolor é a cenoura de lá. E este “ficas a cantar bem” é o nosso “ficas com os olhos bonitos”. É tudo um grande esquema para comermos o que eles querem! Syö paskaa!


Sakarin BoonpitKotmorn Yoop Yap

A Tailândia não é só mamas e khao mangal. Diz que o nome completo da cidade de Bangkok é o maior do planeta, ostentando umas simpáticas 163 letras. Complicado de dizer com um só arroto, portanto. Ah, e também deve ser lixado fazer uma composição sobre a visita de estudo a Bangkok. Quem perde, está visto, é a actividade turística da cidade. A Tailândia é o sítio ideal para quem aprecia fenómenos culturais como a transexualidade, a pedofilia e o tráfico de órgãos. Mas órgãos tipo fígados e assim. Não é pianos. É natural que a confusão ocorra. Quando era mais novo, também confundia. E havia aquele senhor da gabardina que, no Parque, perguntava aos miúdos se queriam tocar no órgão dele. Ele também confundia. Segundo o calendário tailandês, eles estão no ano 2548, mas, estranhamente, não têm naves, nem sequer Chewbaccas. Anda um gajo a ver filmes como aquele “2001: Odisseia no Espaço” e não sei o quê mais, a confiar nas pessoas, e depois afinal nem em 2548 parece que há naves. Cinco anos de atraso ainda se toleravam, mas, c’um raio, 543? É brincar com quem trabalha, francamente! Farang keenohk!


CarolaHej Mickey

A Suécia não é só mamas e almôndegas. Vinte por cento de todos os acidentes rodoviários em solo sueco estão directamente relacionados com um alce. Não sei se é sempre o mesmo. É possível. Estruturando um paralelismo ímpar, no que à sinistralidade rodoviária diz respeito, pode-se dizer que o alce está para os suecos como o álcool está para nós, portugueses. Acho que prefiro beber uma cerveja que um alce. Por outro lado, deve ser mais porreiro atirar pedras a um alce. Bem, ambos têm qualidades. Parece também que, no Natal, cada sueco come um quilo de presunto. Será que os ABBA comem quatro quilos de presunto? Não necessariamente, aprendizes. Porque isto é uma estatística. Eu explico. Por exemplo, imaginemos que o Bergman come dois quilos de presunto, o Magnusson come quatro quilos e o gordo que toca órgão nos ABBA come outro. Ora, com base nesta amostra, a média de presunto que cada sueco come é, de facto, um quilo. Mas, como se percebeu, o ABBA que toca guitarra, a Agneta e a morena não comem presunto nenhum. Será, então, deontologicamente justo afirmar-se que os ABBA, enquanto vectores de uma essência sueca com diversas incongruências a nível metafísico, já para não falar nas barbaridades que toda esta teoria atropela a nível idiossincrático, enfardam quatro quilos de presunto em cada Natal? Não sei, porque entretanto já me perdi, mas há dias vi o Magnusson na Baixa e o gajo está bem mais adiposo. Aproximei-me dele, para ver se ele cheirava a presunto e assim, e sabem o que é que aconteceu? Den fete jäveln slog mig!


Onda ChocAmores Desencontrados

Portugal não é só mamas e bacalhau. E, para fechar em beleza, nada melhor que uma música dos Onda Choc. Se isto fosse uma refeição, os Onda Choc eram o palito. Mas um palito quando estamos cheios de comida entre os dentes. Bocadinhos daqueles mesmo fininhos. Fininhos, pá. Aqueles fiozinhos de carne ou bacalhau, ò meus. Assim mais lixados de tirar, mesmo com a chave do correio ou a ponta do BI. Daqueles bocados que estamos tão aflitinhos para os tirar, mas tão aflitinhos para os tirar, que nem adoptamos aquela postura ridícula, a única socialmente aceite em público, em que parecemos que estamos a contar um segredo ao palito. Não! É ali, tudo aberto. Em liberdade. Em desespero. É assim que um palito sabe bem. É assim que se valoriza um palito! E no manjar dos Deuses que foi esta playlist, os Onda Choc são esse palito! Pá, e a quantidade de nomes que se dizem nesta música? Foda-se, c’uma porra!

17.10.06

Always Think Happy Thoughts...



Olá rapaziada e afins. Hoje, e ao contrário do que é costume, não venho para aqui maldizer nada nem ninguém. Também não venho falar do meu emprego novo, de entrevistas para empregos novos, gravatas ou refeitórios que servem 5 pratos diferentes.
Venho sim trazer uma boa nova e uma mensagem de esperança para todos nós. Jovem, gosta de ler? Então vá...

Recentes estudos científicos de alto gabarito concluem que até 2013, o Sol irá aumentar a emissão de raios ultravioleta (UV) na direcção do nosso planeta. Esses raios UV entrarão em plena actividade hoje, 17 de Outubro de 2006 a partir das 10h17 e continuarão a Terra até à 1h17 de amanhã, sendo a hora cúspide hoje às 17.10.
E o que significa isto? Muita gente deve estar a interrogar-se: "Vamos ter de usar aqueles óculos de ver o eclipse? Ou aqueles óculos 3D d' "O monstro da lagoa negra"? Uns óculos da loja do chinês não servirão? E é verdade que os chineses raptam pessoas em suas lojas para tráfico de orgãos? Isto dos UV não dá para nos bronzearmos como tivéssemos ido para os trópicos?"
Nada disso, meus caros! Nada disso! Dizem os cientistas e alguns seres isotéricos, que estes raios UV irão provocar o aceleramento da matéria a nível molecular, ou uma coisa assim do género, não sei explicar muito bem porque fui do agrupamento de Artes, e não do Científiconatural. Mas é como se o nosso metabolismo fosse amplificado por estes raios vindos do espaço. As nossas ligações neurónicas, sinapses e coisas assim do género ficarão assim dum modo que nos darão super-poderes, tão a ver? Algumas correntes de pensamento assim mais filosófico e metafísico afirmam que toda a matéria manifestada é o resultado dos nossos pensamentos. Isto significa que estes raios UV potenciarão os pensamentos focados naquilo que desejamos, manifestando-os um milhão de vezes mais rápido do que é normal.
Ora, como isto tanto pode dar para o bem como para o mal, e tendo em conta que a coisa já não anda nada bem, mais vale termos pensamentos assim bonitos, hã? Então vá, toca a ter pensamentos bonitos e altruístas durante todo o dia e lá por volta da hora de despegar do serviço façam-no com mais intensidade, OK?
Até porque será meu desejo que, quem não tiver pensamentos felizes hoje, vá parar a um campo de milho para todo o sempre. E olhem que não é para dois terços do sempre, é para todo o sempre mesmo. Ouviram?

10.10.06

Lost in Transladation II



The Eagles - Hotel California
Os Águias - Residêncial Californiana

On a dark desert highway

Numa deserta estrada do interior
Cool wind in my hair
Soprava-me a aragem no cabelo
Warm smell of colitas
Senti um pivete, cólicas e calor
Rising up through the air
O que me deu um ar de desmazelo
Up ahead in the distance
E mesmo lá ao fundo
I saw a shimmering light
Vi uma luz de gambiarra
My head grew heavy, and my sight grew dim
A cabeça e olhos doíam-me
I had to stop for the night
mas fui para a noite e para a farra


There she stood in the doorway
Junto ao porteiro estava uma mulher
I heard the mission bell
que dava catequese e tocava o sino da missa
And I was thinking to myself
mas lembrei-me a mim mesmo que
This could be Heaven or this could be Hell
ela já tinha sido noviça
Then she lit up a candle
ela já me tinha "acendido a vela"
And she showed me the way
e mostrou-me o caminho
There were voices down the corridor
Mas as más linguas no corredor diziam
I thought I heard them say
que ela levava dinheirinho

Welcome to the Hotel California
Benvindo à Residêncial Californiana
Such a lovely place
O sítio onde o Amor
Such a lovely face
Arde como uma chama
Plenty of room at the Hotel California
Há muitos quartos livres na Residêncial Californiana
Any time of year
Seja na época alta ou baixa
You can find it here
Podes comê-la aqui
You can find it here
É só pagar na caixa

Her mind is Tiffany twisted
Chama-se Tiffany e é torcida e triste
She's got the Mercedes bends
E já só anda de Mercedes
She's got a lot of pretty, pretty boys
Rapazinhos fazem-se homens, em seu chispe

That she calls friends
amiga-os contra as paredes
How they dance in the courtyard
e dançam "inclusivé" no pátio
Sweet summer sweat
Transpiram como um doce de verão
Some dance to remember
Uns lembraram-se ao chegar ao àtrio
Some dance to forget
outros esquecem-se da roupa no chão
So I called up the Captain
Ela a mim chama-me Capitão
Please bring me my wine
e traz-me copos de vinho carrascão
He said:
Ela diz:
We haven't had that spirit here since 1969
"Já não tenho licor aqui, bebo um VAT 69"
And still those voices are calling from far away
Mesmo assim malta telefona-lhe e vem de longe
Wake you up in the middle of the night
de noite, quando troveja e quando chove

Just to hear them say
Marujos, padres e um monge

Welcome to the Hotel California
Benvindo à Residêncial Californiana
Such a lovely Place
Um sítio tã' bonito
Such a lovely face
Eu nem acredito
They're livin' it up at the Hotel California
Eles fazem-na boa na Residêncial Californiana
What a nice surprise
Levam-lhe surpresas bonitas
Bring your alibis
E escondem-se em sua cama

Mirrors on the ceiling
Espelhos nos tectos
Pink champagne on ice
Champomix fresquinho e “uísqui”
And she said:
E ela diz:
We are all just prisoners here
"Prendo-os todos assim aqui"
Of our own device
Parelhas de avôs e netos
And in the master's chambers
E no quarto mais caro
They gathered for the feast
Eles juntam-se para um “fist”
They stab it with their steely knives
Ambiente de cortar à faca, punho em riste
But they just can't kill the beast
No meio de bestas eu me deparo
Last thing I remember
A ùltima coisa que me lembra
I was running for the door
estava eu de saída
I had to find the passage back to the place I was before
pela porta das traseiras, que dá para a rua comprida
Relax said the nightman
Relaxe disse o guarda nocturno
We are programed to recieve
A receber estou habituado
You can check out any time you like
pode passar-me um cheque pré-datado
But you can never leave
O que não me deixou nunca soturno


Outras líricas traduzidas:
Lost in Transladation I

27.9.06

Mama Mia Ink

Deixei de ver a serie sobre a pequena fabrica de motorizadas de Orange County. Já me cansei, e construir uma mota foleira deixou de ter segredos para mim. Se me derem os ferramentas certos, consigo construir num piscar de olhos, uma mota em honra dos Descobrimentos ou do 25 de Abril. Mas não é só isso, há também uma serie nova que tenho andado a ver em vez da Orange, a Miami Ink.
A Miami Ink é basicamente a mesma coisa, só que aqui em vez de motas temos tatuagens. Por uma tatuagem no meu corpo nunca me passou pela cabeça. Verdade seja dita que, as vezes até tenho pena: anda uma pessoa a criar filhos e a gasta fortunas com seu bem-estar, e depois estragam o corpinho todo com desenhitos que nunca mais saem. Ainda por cima esta cena dói que se farta. Mas o que me tem dado vontade fazer, a ver esta serie, é fazer tatuagens. Ou seja, fazer desenhitos idiotas na pele das outras pessoas. Picar à maneira antiga Polinésia, um dragão gigantesco nas costas de um Portista....deve dar um gozo tremendo, não? Sobre a serie em si, bom...mostra como se faz tatus e temos varias personagens, todos tatuados claros. Se eu me tornasse tatuador, seria o primeiro sem tatus. O que não tem nada de mal, também há barbeiros carecas, certo?
Temos o chefe que é o Ami, que chegou a ser soldado nas forças armadas Israelitas. Ainda não vi nenhum muçulmano entrar na loja, mas dava de certeza um belo episódio. Nuñez é o engatatão do grupo, parece e é Cubano. Kat von D, é a única moça de serviço. Já deve ter sido jeitosinha mas estragou...perdão...tatuou-se todo. O careca Chris Carver é o crack do conjunto. Depois há um mais gordinho, de qual não me lembro o nome, que parece um Mexicano, mas que tem antecedência Polaca. E por fim, temos o aprendiz, algo imbeciloide, que tenta fazer tatus, mas que por enquanto ainda tem que limpar a loja e a retrete, o Yoji.
Já sabem então, se alguém quiser ter uma tatu e só contactar-me. As agulhas estão em princípio bem afiadas e tenho bastante tinta de china. Posso tatuar, sem problemas, nos vossos braços "Amor de Mãe", "Angola 1971" ou "Rangers".

25.9.06

O Gestor Malvado

Image Hosted by ImageShack.us


Hoje é o meu dia de reentré! No mundo bloguista certo, porque não andei parado no mundo real. Comecei um capítulo novo na minha carreira profissional. Há um mês atrás fui contratado para me juntar nas fileiras de uma multinacional. Para quem ainda não sabe, é apenas nos meus tempos livres que tiro a minha capa cinzenta de gestor, para ser o Gémeo Malvado divertido que sou no fundo.
Até agora só laborei para empresas portuguesas, ou seja, fui mal pago e as horas extras nunca me foram pagas. Só tive patrões lusos duros, que nunca tinham uma palavra carinhosa para mim. Isso tudo acabou, meus senhores e senhoras, porque agora estou numa multinacional.
É verdade, tive de me sujeitar a certos compromissos que não são da minha natureza, como por exemplo, usar diariamente uma gravata. Foleiro, dizem vocês? Não, apenas juntei-me ao grupo da malta com classe. Os gajos dos Red Hot e Green Day, Avril Lavigne, e o James Bond são somente algumas das pessoas que utilizam também este utensílio de pouca utilidade.
E o que mudou mais? Tenho que presentemente frequentar uma cantina com 5 pratos diários diferentes. Hoje tive a tarefa difícil de escolher entre: Frango à passarinho, Solha grelhada, Cozido, Empadão de espinafres e Filetes de pescada com arroz tropical. Foi o Cozido que ganhou, porque é um prato pelo qual sempre nutri um carinho especial.
Também há um buffet de legumes, outro de pratos frios e um de sobremesas. É de facto bom ter uma oferta assim tão grande, o que está mal é, que não há um sítio para os empregados fazerem o powernap, a chamada “sesta” em linguagem vulgar, depois do almoço. Fico sempre com sono depois do almoço.
Por enquanto, não me lembro de mais nada muito relevante, mas se me sugerir algo, cá estarei para vós contar…

15.9.06

Rádio Gémeo Malvado: Drogas



Olá criançolas, como está aí o regresso às aulas e a escola não é mais do que um antro de droga, trago-vos uma playlist com músicas que têm nomes de drogas. Até porque se fossem apenas músicas que no seu título referissem drogas, nunca mais sairíamos daqui, pois são imensas. Aliás, até desconfio que são todas acerca de droga, sobretudo no universo do rock. Todas falam de drogas ou de amor, e o amor é uma droga e aleija. Por isso, vai tudo dar ao mesmo.
Em vez de vos falar das músicas e dos seus autores, decidi fazer um útil guia acerca das substâncias, pois a uma dada altura das festas o tema "Drogas" acaba sempre por surgir e temos que mostrar que não "semos" burros nenhuns. Mesmo em casamentos e bapitzados.

The Tiger Lillies - Heroin & Cocaine
Ao consumo simultâneo de Heroína e Cocaína dá-se o nome de “speedball”. É das misturas mais letais: a cocaína aumenta a batida cardíaca mas o seu efeito é bastante mais passageiro do que o da heroína, que por sua vez reduz o ritmo cardíaco. Ou seja, fica-se aparentemente na mesma. Na verdade, isto pode resultar numa overdose atrasada. Digamos que o efeito da cocaína faz com que a overdose de heroína perca o autocarro e tenha que vir a pé. O termo “speedball” também pode ser aplicado a qualquer mistura de uma droga opiácea com uma estimulante. Eu cá prefiro chamar a estas misturas o “panaché” da malta realmente fixe.
E perguntam “vosselências”: “Malta fixe!? Mas quem?” Pois bem, eu respondo: os actores John Belushi, Chris Farley, Diogo Infante Morgado e River Phoenix, o comediante Mitch Hedberg, Layne Staley dos Alice in Chains, todos eles foram encontrados mortos devido aos “speedballs”. Dizem que o Jim Morrisson também foi vítima deste cocktail letal, no entanto continuo acreditar que a morte dele se deve ao esquentador que tinha instalado na casa-de-banho. Dave Gahan, dos Depeche Mode, sofreu um ataque de coração depois de ter tomado um “speedball” e de ter percebido que o seu albúm a solo não valia nada.


The Velvet Underground - Heroin
A heroína foi criada em laboratório, durante a busca de substituto seguro para a morfina. Em 1898, o Laboratório Bayer, na Alemanha, anuncia ter encontrado a diacetilmorfina, três vezes mais potente que a morfina. Devido à sua potência, a Bayer deu-lhe o nome de heroína. Hoje está provado que a heroína vicia ainda mais que a morfina. Geralmente injectada, modera as emoções e provoca sensação temporária de bem-estar. De certa forma, é como a grade dos recintos dos concertos, que modera as emoções fortes das multidões, e dá a temporária sensação de bem-estar quando nos sentamos nela.
O consumo de heroína desenvolve a percepção do espaço, daí que os seus utilizadores se tornem em exímios arrumadores de carros. A ressaca disto causa diarreias e vómitos fortes, sempre nas piores alturas. Também dá para morrer de sede.


Marcy Playground- Opium
O ópio vem do Oriente. O ópio vem dos campos em flôr. O ópio vem das papoilas, não das vermelhas, mas das brancas. O ópio é a religião do povo! O ópio dá vontade de escrever poesia:

“É antes do ópio que a minh' alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.”

Fernando “Pessoas”


“Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eterizo?”

Mário de Sá Carneiro


Cibo Matto - Marijuana
Produz efeitos físicos e psíquicos de forma aguda ou crónica, olhos avermelhados, boca seca, aceleração do coração e vontade de rir. Basicamente, é o mesmo que beber uns goles de querosene, subir uma ladeira a correr e enfiar a cabeça num fumeiro. Pode também provocar calma e relaxamento ou angústia e tremores, por vezes tudo isto ao mesmo tempo. Altera as percepções de tempo e distância, e do “eu interior", com prejuízos da atenção e da memória, a chamada burrice. Com o uso prolongado pode baixar a produção de espermatozóides, sobretudo nos homens, a diminuição da resistência às infecções, interfere na capacidade de aprendizagem e memorização, levando a um estado de falta de motivação. Em pessoas filhas de uniões consanguíneas, favorece o aparecimento de doenças psíquicas e de pêlos nas plantas dos pés.


Sly & the Revolutionaires - Cocaine
A cocaína produz euforia, sensação de poder, sensação de brilho, estado de excitação, hiperactividade, insónia, falta de apetite e perda da sensação de cansaço. Pode ainda produzir dilatação das pupilas, aceleração do coração, degeneração muscular, ansiedade, mudanças de ânimo e humor, pânico, pensamentos paranóicos, irritabilidade, agressividade, inquietação, crises convulsivas, respiração rápida e irregular podendo ocorrer a morte por overdose. Só coisas boas portanto.
É uma droga cara, e por isso as pessoas consomem-na muitas vezes em espelhos, para parecer que há mais quantidade do que realmente há. Fazem-se inaladores com notas enroladas, mas depressa se passa para os tubos de P.V.C., daqueles das obras, pois as notas começam a estar em falta, e a depedência começa a exigir quantidades maiores.
Há uma versão "roscoff" da cocaína, que se chama crack, e que é basicamente restos da pasta de cocaína misturados com bicarbonato de sódio, aquilo que os espanhóis usam nas tortilhas.


Michael Jackson - Morphine
A morfina é a mais conhecida das várias substâncias existentes no pó de ópio. A palavra morfina vem do deus da mitologia grega Morfeu, deus dos sonhos. Foi isolada em 1806, sendo uma das mais potentes drogas analgésicas.
Após a constatação das desastrosas consequências do seu emprego, a morfina e os monstros de Frankenstein foram relegados para um plano secundário da medicina. A morfina só está disponível em algumas situações médicas onde se impõe o uso de um analgésico potente (como cancro, queimaduras extensas, grandes traumatismos e ronha crónica).
Os seus efeitos são variados, tais como: a contracção muscular, a vasodilatação com calores na pele, o prurido cutâneo, ansiedade, alucinações, pesadelos, vómitos, o aumento do tonos dos esfíncteres (mais uma bela palavra-chave para trazer visitas a este blog) do tracto gastrointestinal, "pedra na vesícula” e retenção urinária.


Beck - Alcohol
O álcool etílico ou etanol é um líquido volátil sem cor e com odor e sabor característico, produzido pela fermentação de frutas, cereais ou hortaliças. O álcool é a droga mais consumida, pode provocar vários tipos de problemas no estômago, fígado, pâncreas, rins, coração, cérebro e provocar várias doenças mentais - sobretudo na cabeça - tais como irritabilidade constante, e depressão.
Com o uso prolongado a pessoa pode desenvolver dependência química de natureza compulsiva e excelentes capacidades de condução nocturna de viaturas em contra-mão sem necessidade de uso dos faróis. A pessoa sob o efeito do álcool modifica seu comportamento, diminui os reflexos, tem dificuldade em andar, falar, e pensar. No entanto, consegue encontrar beleza em camafeus e dançar como se não houvesse amanhã.
Diz que uma pequena quantidade de álcool não prejudica, e até pode diminuir o colesterol. Mas quem beber pequenas quantidades corre o risco de ir aumentando as doses e se tornar alcoólico e perder tudo de bom que tem na vida. É uma questão de opções, lá está.


Rammstein - Benzin
A benzina é um derivado do “petroil” e é uma droga inalante. Estes tipo de droga funciona como depressordo sistema nervoso central e geralmente apresentam-se na forma líquida, e liberta vapores. Os seus efeitos são euforia, excitação, relaxamento, lapsos de memória, alucinações, tonturas, náuseas, vómitos, e o bem-estar.
Os riscos do seu consumo passam por convulsões, ataques cardíacos e o contacto com o líquido pode causar queimaduras na pele e no interior dos órgãos. No entanto, é das melhores drogas para se usar na limpeza manchas de tinta e tirar o verniz das unhas.


Jackson Browne & Warren Zevon - Cocaine
Caso sejam chonés, e já não se lembram do que leram há uns segundos, voltem lá a cima. Ah! E já agora, deixem a droga...


New Order - Ecstasy
A batida seca da bateria, hipnótica, ruídos, uma nave extraterrestre, as luzes fortes, e cítricas, alternam vibrantes e fluorescentes, malabaristas mascarados, círculos de fogo, pequenos bastões de neon verde, uma tenda de circo, fumo colorido. Está visto... é uma rave.
O ecstasy é a droga das raves. Provoca a dilatação da pupila dos pastilhados, as luzes ganham um brilho especial e os olhos ficam mais sensíveis – daí os óculos de lentes amarelas, comprados na loja do chinês.
O efeito mais notável é a hipersensibilidade do tacto. Qualquer toque no corpo, sob o efeito do ecstasy, provoca várias multi-sensações em simultâneo e ao mesmo tempo. As pessoas, incluíndo homens e tudo, tocam-se e abraçam-se como se todo o corpo fosse uma grande zona erógena. As mulheres, principalmente, falam do aumento do desejo sexual – uma sensação tornou o ecstasy conhecido como a “droga do amor”. Enfim… tudo ficará bem se houver uma torneira de água da companhia por perto.


Hallucinogen - L.S.D.
O ácido lisérgico teve sua explosão de consumo durante os anos 60, altura em que foi considerado "ácido da felicidade" pelos jovens da época, ou seja, os nossos pais. Diziam que o álcool matava e por isso deveriam consumir o L.S.D.
Era utilizada com o intuito de "aumentar o estado de consciência das pessoas em geral e de algumas em particular". As sensações apresentadas por viciados em L.S.D. passam pela perda do limite do próprio corpo e o espaço envolvente, impressão de que os odores podem ser tocados e que os sons podem ser vistos, sindroma do palhaço de classe média (alegria e tristeza simultâneos) e sensação de que se pode voar, mesmo sem uma toalha de mesa às costas a fazer de capa. Devido aos efeitos retroactivos, esta droga faz com que as pessoas fiquem presas nos anos 60 para todo o sempre. Muitas vezes esta droga é referida em conversações do dia-a-dia, tais como “Fui ao hipermercado e tinham lá um ecrã gigante LSD, mesmo barato”.

9.9.06

Steve Irwin



56 Km. É este o comprimento da linha que um lápis inteiro consegue desenhar. Mas quanto medirá a linha que Deus traça com o seu lápis mágico e a que muitos chamam de vida? Ninguém sabe. É que por muito grande que seja o lápis, o bico pode partir-se em qualquer altura. Por isso digo sempre, a quem se chega a mim em busca de um conselho sábio ou de indicações para chegar à farmácia de serviço, o seguinte: “A vida é como uma lapiseira porta-minas, há que aproveitar cada bocadinho como se fosse o último, pois num instante se acabam as minas 0,5 e quando vamos ver o colega do lado só tem minas 0,3”. E as pessoas lá seguem o seu caminho, felizes e contentes... coitaditas.

Isto tudo para dizer o quê? Ah! Probabilidades! Pois... a vida é feita de probablidades. Já dizia o outro que para morrer num acidente aéreo, seria preciso voar todos os dias durante vinte e nove mil anos pois em termos de mortes, os aviões são sete vezes mais seguros do que as bicicletas e sessenta vezes mais do que andar de moto sem capacete. Não me parece que isto seja inteiramente verdade, até porque não me recordo de nenhuma vítima de acidente aéreo que tivesse uma idade assim tão avançada. Enfim... diz também que, a cada segundo caem oito raios em qualquer lugar da Terra, e as hipóteses de se morrer atingido por um raio são de uma em um milhão, isto quer dizer que um gajo... coiso... ora bem... três vezes nove vinte sete e aí vão dois... isto em euros dá... arredondando por cima... coisa pouca, uns dois vá. Ou seja, uma moeda das grandes. E a vida é isso, uma moeda grande que às vezes sai cara, outras coroa. E ninguém sabia isso melhor do que Steve Irwin (quero dizer, talvez as quinze pessoas que já morreram por terem sido esmagadas por máquinas de bebidas quando tentavam abaná-la de modo a obterem bebidas grátis, talvez também já tivessem essa consciência).

Steve Irwin nasceu na cidade de Melbourne, em 1962, mas quando tinha oito anos, os pais mudaram-se para Queensland que despertou o seu interesse pela vida selvagem. Apanhou o seu primeiro crocodilo à mão e sem qualquer tipo de talher, mas já antes disso caçava ratos para alimentar a sua pitão de estimação, que se chamava “Monty”. Colocou o seu talento ao serviço da comunidade, caçando crocodilos que ameaçavam casas e assim, trazendo-os para casa dos pais, prometendo aos mesmo que lhes daria banho, de comer, que os passearia todos os dias e que limparia as porcarias que eles fizessem no tapete da sala. A determinada altura, a confusão lá em casa era tanta que a mãe perguntou-lhe: “mas isto agora é um jardim zoológico, é?” Não era, mas passou a ser. Steve abriu o ‘Australia Zoo’, que se tornou rapidamente numa das principais atracções da Austrália.
Foi lá que apanhou a esposa Terri, - usando apenas as suas próprias mãos e, novamente, sem qualquer tipo de talher - e de quem teve dois filhos. Passaram a lua-de-mel a “caçar crocodilos” e o filme que daí resultou lançou-o para a fama mundial. Intitulava-se “Crocodile Dundee”, acho eu .

Em 2004, este “Noé dos nossos tempos” foi criticado por alimentar um crocodilo enquanto segurava o seu filho Robert, de apenas um mês. O caçador de crocodilos defendeu-se afirmando que “os crocodilos são a minha profissão, e que seria bem pior se tivesse a alimentar o meu filho enquanto segurava num crocodilo”. Foi também acusado de perturbar baleias, focas e pinguins numas filmagens de um documentário na Antárctida, onde pelos visto, têm gente de sono leve e de feitio implicativo.

Steve afirmava nunca ter sido mordido por uma cobra ou de ter sofrido nenhum ferimento grave nos seus arrufos com os crocodilos. Também nunca foi atingido por um raio, até porque como referi anteriormente as probabilidades disso acontecer são bastante remotas.
Uma outra coisa que é um bocado perigosa é o “ser-se atingido por uma raia”. Ninguém fala disso e eu acho mal, o que é que querem? Acho e pronto! Diz quem sabe que os ataques das raias não são muito comuns. A raia é um animal pacífico e há apenas registo de três ataques mortais no último meio século. Pois bem, especialistas, risquem lá mais um traço de giz na lousa onde estão a fazer a contagem, porque na passada segunda-feira, durante a filmagem de um documentário, Steve foi atingido pela cauda de uma raia, e o espigão trespassou-lhe o músculo cardíaco, e coiso... morreu.

É uma porra! Com tanto australiano para picar, o raio da raia teve de escolher este! O Russel Crowe não servia, era? Resta-nos agora, prestar a devida homenagem a este herói da televisão do domingo de manhã, e chorar por ele grandes e sentidas lágrimas de crocodilo. See you later, Aligator…

27.8.06

Lost in Transladation

Como estamos em época alta, e malta estrangeira é o que para aí não falta, "lembrou-me" de criar uma rubrica que nos ajudasse a compreender "o falar" dessa gente, falar esse que também se usa muito na música de lá de fora. Para quem gosta de cantarolar e não percebe o que eles dizem nas suas líricas, esta é a solução.
Os moços que vos trago hoje fizeram muito furor lá terra deles, a América, país que apesar de não ser tão flagelado com o drama dos incêndios florestais como a gente por cá, mereceu na mesma este aviso sob a forma de canção acerca de juventude embriagada, que só está bem a fazer mal. Se não é a profanar cemitérios, é a puxar o fogo ao pinhal. Que malandragem pá! Vão "mazé" cortar esses cabelo e trabalhar. É o que é...



Os Portas - "Ateia-me a Labareda" / The Doors - "Light My Fire"


Tu sabes que seria inverdadeiro
You know that it would be untrue
Tu sabes que eu seria um falso
You know that i would be a liar
Se eu te fosse a dizer a ti
If i was to say to you
Miúda, não chegaríamos muito mais fininho
Girl, we couldn't get much higher

Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, acende-me o lume
Come on baby, light my fire
Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, acende-me o lume
Come on baby, light my fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire

Tempo de hesitar findou
Time to hesitate is through
Nenhuma equipe para engolir a mira
No time to wallow in the mire
Agora experimenta apenas perder
Try now we can only lose
E a hora do amor torna-se num pires funerário
And our love become a funeral pyre

Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire

Ah! Uh! Cidadã estrangeira
Aouh, come on!
Cidadã estrangeira, Boazona!
Come on, babe!

Oh Sim! Cidadã estrangeira
Yeah! come on!
Cidadã estrangeira
Come on!

Ua ah uh! Oh sim!
Woaouh! yeah!

Foi a noite mais demorada da minha vida
It was the greatest night of my life.
Apesar de ainda não ter encontrado moçoila casadoira para desposar
Although i still had not found a wife
Tinha lá os meus amigos
I had my friends
Junto à minha beira
Right there beside me.
Éramos amicíssimos
We were close together.
Empoleirámo-nos no muro do cemitério
We tripped the wall, we scaled the graveyard
Navios antigos rodeavam-nos
Ancient shapes were all around us.
Tava muito nevoeiro e humidade
The wet dew felt fresh beside the fog.
Dois fizeram o amor com um velho borbulhento
Two made love in an ancient spot
Um era caçador e acordava cedo
One chased a rabbit into the dark
Uma miúda não aguentava a "buída" e jogou ao "mata"
A girl got drunk and balled the dead
E eu dei cabeças de salmão desovado
And i gave empty sermons to my head.
Cemitério, frio e quedo
Cemetary, cool and quiet
Detesto as folhas e a tua sagrada batata frita
Hate to leave your sacred lay
Bacano bebo leite pela manhã
Dread the milky coming of the day.

Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Ah, ah, ah, ah!
Rir em estrangeiro
Aah, aah, aah, aah, aah
Rir em estrangeiro
Aah, aah, aah, aaah !

Tempo de hesitar findou
Time to hesitate is through
Nenhuma equipe para engolir a mira
No time to wallow in the mire
Agora experimenta apenas perder
Try now we can only lose
E a hora do amor torna-se num pires funerário
And our love become a funeral pyre

Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire

Tu sabes que seria inverdadeiro
You know that it would be untrue
Tu sabes que eu seria um falso
You know that i would be a liar
Se eu te fosse a dizer a ti
If i was to say to you
Miúda, não chegaríamos muito mais fininho
Girl, we couldn't get much higher

Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Cidadã bebé de nacionalidade estrangeira, puxa-me o fogo
Come on baby, light my fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite
Try to set the night on fire
Experimenta sentar-te ao lume de noite!
Try to set the night on fire!

Tudo fino! Tá tudo fino!
All right, all right!
Tudo fino!
All right!

11.8.06

Rádio Gémeo Malvado: Canções com nome de bandas



Ora bem, em termos de introdução, apraz-me dizer que, sim senhoras, estamos assim-assim e que, vá lá, poderíamos estar melhorzinhos assim ao nível das articulações, conjuntivites e, na generalidade, das cartilagens. Esta vida na poda arreia-nos o canastro todo e ainda por cima já sabemos que não podemos contar com ninguém em termos de mediante apresentações junto das autoridades competentes. Mas, pronto, já se sabe que quando a porca torce o rabo, todos choram e ninguém tem razão. Por essas, e por outras, é que a playlist desta semana apresenta a temática que apresenta. Para aquela cambada de proxenetas engravatados saber o quanto elas custam. Biltres, pá, que bom nome é melhor que riqueza, hã? Adeusinho e continuação.

Nino Tempo & April StevensDeep Purple

Este electrizante duo estaria longe de imaginar que o título de uma das canções do seu vasto repertório de cerca de algumas, seria, alguns anos mais tarde, também o nome de uma banda. E não uma banda qualquer. Não. Uma banda que, em tempos, o Guiness chegou a eleger como a mais barulhenta do planeta. Questiono-me sobre que país ostentaria, na altura, o recorde de maior pão com chouriço do planeta. Sim, porque barulho qualquer um pode fazer. Um pão com chouriço gigante é outra conversa. É por essas e por outras que Viseu será sempre maior que os Deep Purple.


Alice in ChainsGod Smack

Uns jovens rapazes resolveram pegar numa música da sua banda favorita e formar uma, enfim, banda. Por isso, e porque tinham o space empanado, nasciam os Godsmack. Sim, space. Pessoas que dizem “barra de espaços” deviam acordar todos os dias com um corte de papel no dedo indicador. É particularmente complicado porque o dedo indicador passa o dia a tocar em coisas e depois dá assim uma sensação de ardência bastante frequente. É lixado, mas a opção por “barra de espaços” até merecia maior punição.


Dr. Feelgood
- Roxette

Dizer “barra de espaços” talvez mereça uma punição inferior a pensar que estes Eurythmics da Suécia eram casados um com o outro. Deviam ser atacados por coceiras e formicações cíclicas em zonas inatingíveis. Portanto, vamos lá a acalmar e a calar, porque os Roxette não eram marido e mulher. Lançaram foi um álbum em espanhol, facto que, por norma, é indicador inequívoco de qualidade. Se concebermos os Roxette como um queijo, o tal álbum em espanhol será então o seu bolor. Uma das canções era “Una reina va detras de un rey”, melodia que, a julgar pelo título, parece promover o uso de strap-ons entre a realeza.


Talking Heads
Radio Head

Os Radiohead, ainda sem nome, ouviam na sua garagem os Talking Heads a cantar a “Radio Head”. Vai daí, os Radiohead decidem pegar no título “Radio Head” e formar uma banda, os Radiohead. Não consta que os Radiohead tenham alguma vez cantado a “Radio Head”, o que é chato, até porque, afinal de contas, foram os Talking Heads, com a sua “Radio Head”, que inspiraram os Radiohead. David Byrne, o Rui Reininho britânico, ainda hoje quer saber porque raio os gajos dos Radiohead não prestam homenagem à “Radio Head”. E, cuidado com ele, hã? Se ele até já cobriu a “I wanna dance with somebody” da Whitney Houston, não lhe deve custar muito bater nuns tísicos de Oxford.


Jesus and Mary ChainSugar Ray

Incrível como uma canção, a “Sugar Ray”, pode ser tão melhor que uma banda, os “Sugar Ray”. Era como se os Jesus and Mary Chain se chamassem “Sou como um rio”. Aliás, isso era ao contrário. Porque era uma banda muito melhor que a canção que lhes deu nome. Bem, mas… enfim… é… por vezes… portanto, estava-se a falar de quê exactamente?


Leonard CohenSisters of Mercy

Leonard Cohen, “o tio da França” do Figo – sendo que França é, como se sabe, o representante de qualquer país para onde s’emigre – cantou baixinho este Sisters of Mercy. Parece que as irmãs da misericórdia têm um bordel em Montreal e o tio do Figo dedicou-lhes esta canção. À espera de umas borlas, claramente. Esteve ainda noivo da Rebecca de Mornay, a actriz que disputa o título de mais tempo d’antena na TVI com a Sofia Alves e a Xana Lencastre. Quanto à banda, os Sisters of Mercy, era giro que visitassem o tal bordel. Era espirituoso. Era os sisters of mercy nas sisters of mercy. Literalmente.


Bernard CribbinsRight said Fred

Bernard Cribbins era um pau para toda a obra e chegou a entrar no Espaço 1999. Antes disso, cantou umas coisas. Uma delas, quase trinta anos depois, levou dois carecas, constantemente em tronco nu, a dizer que eram demasiado lúbricos para o seu amor, para a t-shirt, para Milão, Nova Iorque e Tóquio, para a festa não sei de quem, para o seu carro, chapéu e gato. Sim, sei isto de cor. Seja como for, é este o legado de Cribbins e dos “Right said Fred”, a primeira banda depois dos Beatles a conseguir, com o seu single de estreia, um número #1 em território norte-americano. E o Líbano é que é bombardeado. Enfim, critérios.


T-RexMister Mister

Antes de ingressar no mundo do cinema e fazer de dinossauro mau do Parque Jurássico, “T-Rex” foi um grupo musical. Já os “Mr. Mister” tinham, claramente, outra genica. A começar por um teledisco onde o vocalista usava um blazer com as mangas arregaçadas e acaba, cheio de sede, a olhar para uma águia ou um pássaro grande qualquer. O título dessa cantoria, “Broken Wings”, deve ser uma metáfora e assim essas coisas das interpretações e segundos sentidos. O teledisco até era a preto e branco e normalmente as coisas a preto e branco têm muitas metáforas e coisas para pensar.


Prince Buster
Madness

Simultaneamente com uma carreira musical, o jamaicano Prince Buster formou, junto com os Ghostbusters, uma força especial que visava livrar os 80’s de duas das suas maiores assombrações: os fantasmas e, claro, o Prince. Em termos musicais, a sua canção “Madness” terá ajudado a formar um grupo de sete marmanjos que se tornou famoso a cantarolar que a casa deles ficava mesmo no meio da rua. Grande avaria, sim senhoras. Digna de se cantar sobre isso.


The Music MachineTalk Talk

Uma coisa assim meio para o psicadélico, estes The Music Machine. Tinham algum talento, mas estão condenados a que, décadas depois do seu fim, ainda os confundam com os Miami Sound Machine e, por arrasto, com a Gloria Estefan. O seu maior sucesso, este “Talk Talk”, inspirou uma banda aparentemente obcecada com a palavra “life”. Ainda há pouco tempo, os “Sem Dúvida” cobriram uma dessas músicas dos “Fala Fala”.


The Electric PrunesBangles

Mais uma banda dos 60’s com bastante de psicadélico. Não sei muito bem quem são estes ameixas eléctricas, mas a Susanna Hoffs era a Bangle gira. Quanto às Bangles, consta que eram umas malucas à segunda-feira e que andavam como faraós a atear pinhais com labaredas eternas. Depois da Susanna, a Bangle mais…como dizer isto sem ofender e ser bravio…“tragável”, vá, era capaz de ser a ruiva. Acho eu. Certezas, certezas, só mesmo que a Susanna era gira e que havia uma loura demasiado grande para não ter, em algum momento da sua vida, mijado em pé e sacudido. A mulher quer-se é pequena, como a sardinha. E não grande, como o Obikwelu.

10.8.06

Surströmming

Surströmming (arenque azedo) é uma especialidade sueca que consiste em arenque Báltico fermentado. É vendido em latas, que quando abertas, largam um cheiro intenso e repugnante. Por causa do seu cheiro particular, semelhante ao de peixe podre ou carne putrefacta abandonada ao sol por alguns dias, que surströmming deve a sua impopularidade na cultura popular, e diz quem já experimentou, que nunca mais esquecerá essa experiência. Por causa do cheiro, esta refeição muitas vezes é consumida ao ar livre. Chega-se ao cúmulo de se abrir a lata por debaixo de água, não só por causa do cheiro, mas também porque a pessoa pode ficar embebida na salmoura, devido a pressão que a lata acumula por causa da fermentação.
Uma explicação para o uso deste método para preservar peixe, é que, antigamente o sal era muita caro na Escandinávia. No processo de fermentação usa-se apenas o mínimo para não deixar apodrecer o peixe.
A fermentação é tão explosiva, que a lata se disforma passado algum tempo e é proibida levar nos aviões de companhias como a Air France and British Airways. Uma potencial arma terrorista! As empresas de Surströmming retorquem que é tudo uma grande treta, que nunca na vida uma lata dessas pode explodir. E se alguem se lembrar de abrir uma lata em alto vôo? Deve ser pouco agradável, não...senhores fabricantes?
Depois de saber da existência deste prato excêntrico fiquei com uma enorme vontade de experimentar. Por isso, peguei no teclado e escrevi uma carta electrónica para a embaixada de Suécia em Lisboa:

"Exmo. Sr /Exma. Sra,

Venho por este meio colocar vos uma pergunta que podeser de certa maneira estranha. Recentemente li um artigo sobre um dos vossos pratos nacionais: o mítico surströmming. Gostava de saber se há algum sítio em Portugal onde poderei adquirir ou provar esta iguaria. Li que é proibido levar no avião, dai que mandar vir pelo correio também não deve ser opção.
Sem outro assunto de momento,
Atentamente,

Mat"

2.8.06

Escravo do capitalismo

Como milhares de habitantes neste país e neste mundo, procuro um futuro melhor. Essa procura passa em primeiro lugar, pela procura de um emprego melhor (leia-se mais bem pago). Claro que a minha ocupação principal, é ser colaborador aqui do GM, mas esse infelizmente não paga. Ou seja, sou como a malta da Opus Dei e da Maçonaria, que também não é paga.
Mas voltando à procura de emprego, sou também da opinião que se devia dar o direito a uma pessoa de poder mudar de profissão de vez em quando. É chato fazer sempre a mesma coisa. É uma prisão mental. Vejam o meu exemplo: durante anos saltitei de emprego para emprego e sempre a ganhar ordenados de miséria. Gostava experimentar por uma vez só um emprego fixo, muito bem pago, durante um largo período de tempo. Substituto de Hugh Hefner, por exemplo.
Esta semana lá fui eu mais uma vez à uma entrevista. E para dizer a verdade, as entrevistas nunca me meteram medo. Pelo contrário, até aprecio uma boa entrevista. Sempre tive o bicho do teatro e as entrevistas são sempre bons momentos para mostrar o Marlon Brando que há dentro de mim. Faço sempre de conta que estou super-interessado e minto sempre como um coxo quando digo à descarada: “o ordenado não é o mais importante para mim”.
Infelizmente o esforço do meu "method acting" nunca foi muito bem recompensado. Devo ser um mau actor.
A senhora dos recursos humanos tinha me dito que para entrevista, chegava uma camisa por cima das calças. No entanto, ao chegar à sala reparei que todos os homens estavam de fato e gravata! Dei logo sinal da minha exclusividade.
Depois da apresentação, tivemos direito a dois testes psicológicos. No primeiro meteram um chocolate na mesa e tivemos que dizer porque é que deveríamos ficar com ele e os outros candidatos não. Ôbviamente que não fiquei com o chocolate.
O segundo consistia numa pequena parábola, sobre um abrigo subterrâneo numa zona que vai ser bombardeada, onde devíamos colocar apenas 6 pessoas de um total 12. Nada fácil, porque na lista só havia canalha do pior: um advogado, um padre de 75 anos, uma prostituta, uma criança demente, um declamador fanático, um físico com uma arma, uma estudante casta, etc.
Após este exercicio, ainda tivemos de dizer as razões pelas quais escolhemos aquela empresa. Dizer a verdade, que tinha sido apenas para auferir um melhor salário, não valia obviamente a pena. De qualquer modo, vou ficar à espera de uma boa notícia.

27.7.06

Separados à Nascença



Albino Ribeiro Cardoso – Tem 54 anos e é licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Queria ter entrado para Filosofia Germânica, mas enganou-se a preencher o impresso.
É titular da carteira de jornalista profissional n.º 258, e foi sócio-fundador do jornal "O Jornal", redactor-fundador do diário "O Diário" e redactor do matutino lisboeta "Europeu". Inspirando-se no livro "As Aventuras de Tintim, O Lótus Azul", embarcou direito a Macau onde trabalhou como "free-lancer" e correspondente do "Jornal do Notícias" e da RDP para a Ásia.
Regressado a Portugal, foi redactor (gajo que inventa tretas) do semanário "Tal & Qual". Actualmente é director do Gabinete de Projectos Especiais da TV Guia Editora, onde dirige as revistas "Rua Sésamo" e "TV Guia Internacional".
Foi membro do Conselho de Imprensa, Presidente do Conselho Técnico e de Deontologia, vice-presidente da Direcção do Sindicato dos Jornalistas, vice-presidente da Organização Internacional de Jornalistas. Em Macau foi sócio-fundador do Clube de Jornalistas Luso-Chinês, do qual veio a ser vice-presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral. Imaginem a reforma que ele irá receber...
Como produtor independente de televisão assinou, para a RTP, duas séries de filmes-reportagens sobre crianças fugidas de casa, porque os pais não lhes compravam a revista "Rua Sésamo". Foi co-autor, com Rogério Beltrão Coelho, do filme "Exílio Dourado em Macau", realizado por Manuel Tomás e que aborda o quotidiano dos portugueses em Macau.
Podemo-lo ver às quartas-feiras na :2, a ralhar, interromper, mandar bocas e, por vezes, a debater com os convidados d' "O Clube de Jornalistas".


Dennis Farina
– Nasceu em Chicago a 29 de Fevereiro de 1944, uma vez que a sua mãe aguentou adiar o trabalho de parto para este dia, de forma a poupar em futuras prendas de aniversário. Alistou-se na polícia antes de se ter tornado actor, garantindo assim um lugar do elenco de "Law &Order". Juntamente com Dennis Salt, Dennis Sugar, Dennis Eggs, Dennis Water e Dennis the Pepper, formou uma banda chamada "Cake", e têm uma cover bem porreira do "I Will Survive".
A sua carreira resume-se , basicamente, a fazer de "mau" ou de "polícia". Foi também, a nemésis de John Travolta em "Get Shorty" e fartou-se de beber shots num avião num filme, que foi feito com intuito de engatar a Madonna, o "Snatch". Ficamos por aqui, porque não me apetece escrever mais. Adeusinho!

18.7.06

Viva o óleo vegetal!

Sempre fui de certa maneira um idealista. Sempre tentei lutar para um mundo melhor. Reutilizo os saquinhos de plástico do hipermercado, separo o meu lixo, tomo duche de água fria, vou de bicicleta para o trabalho, tento não comprar produto “made in China”, sou activista contra as touradas, visito todos os anos o Avante, etc. etc.
Tendo isso tudo em conto acerca da minha pessoa, podem calcular que me deu uma certa alegria quando li a seguinte notícia sobre holandeses que andam com óleo vegetal comprado no Lidl, em vez de gasóleo.
Diz o senhor Gerard Búhr: “Um litro de gasóleo custa-me 1,05€ e um de óleo de girassol 0,57€! É uma roubalheira o que o governo Holandês nós está a fazer. Semanalmente vou agora ao Lidl e encho o meu depósito de 40 litros do meu Ford Fiesta 1.8 diesel Courier com ¾ de óleo de girassol e ¼ de gasóleo, para o motor arrancar melhor e também porque com temperaturas baixas, o óleo pode se tornar mais duro. Óleo de soja funciona também bem, azeite é que não, este pode mesmo polimerizar. Também só um louco meteria azeite no depósito, já que é ainda mais caro que o próprio gasóleo.”
“Eu fui mesmo à procura do óleo mais barato do mercado. Foi assim que cheguei ao Lidl, que é ainda por cima aquele que mais Joules tem, ou seja o que tem mais energia. Não que dê para notar a diferença, mas dá para medir.”
"Vocês acham mesmo que o inventor do motor a gasóleo, o sr. Diesel, tinha mesmo gasóleo para meter nos seus primeiros motores (usava se óleo de amendoins nos primeiros motores - nota do tradutor)?” -pergunta o Búhr.
“E é quase nada nocivo para a natureza, só um bocadinho de CO2, mas de resto nada.”

Toca a plantar girassóis, camaradas!

P.S.- Por uma vez temos sorte em viver neste canto, porque só com temperaturas mais baixas é que óleo vegetal se torna mais grosso. Logo uma adaptação aqui não é tão necessario como por exemplo na Alemanha.

fontes:

Rádio Gémeo Malvado: Dias da Semana



Aviso: o seguinte texto deverá ser lido com um tom de voz anasalado e com uma jovialidade inexplicável. Se for lido com sotaque brasileiro nordestino, melhor ainda.

Ora viva, seja bem-vindo a mais uma edição da Rádio Malvada. Hoje temos connosco vários convidados especiais e muitos passatempos. Fique sintonizado pois voltaremos a seguir aos compromissos comerciais, com a nova playlist desta semana.

(Jingle)

PJB Costa - Construção Civil, Lda.
Paulo Jorge Bento Costa Construção Civil, Lda. tem como actividades principais construção, remodelação, recuperação de edifícios, moradias e obras públicas bem como a compra e venda de imóveis e revenda dos mesmos.

Confecções Muñequita
Confecções Muñequita - A Arte e o Bom Gosto ao Serviço da Criança, confeccionamos todo o tipo de vestuário para bebé e criança dos 0 aos 16 anos.

A Joaninha - Serviços de Limpeza 24 Horas
A Joaninha é um especialista da higienização e limpeza, reconhecido no mercado pela sua competência e eficiência junto dos seus Clientes Limpezas Pontuais e Periódicas,Trabalhamos em toda a Grande Lisboa – Serviço 24 horas - Tel. 969853778

(Jingle)

Estamos de volta e não perca já a seguir a playlist desta semana, cujo o tema é "Dias da Semana" e que começa com uma "que houver" da banda mais popular do mundo. Adivinhe lá esta: "Têm lã como as ovelhas, mas berram como carneiros. Um é casado e três são solteiros."
É isso mesmo! Os "Bitles" com o tema "Eight Days a Week" aqui interpretado pelos "The Mirza Men".

Logo a seguir a esta redundância redundante seguem-se os "New Order" com o tema "Blue Monday", a banda que ainda se chamaria hoje "Joy Divison" se não vendessem cordas em Manchester. Ai o que eu gosto de blues!

A representar as terças-feiras, temos os "Estones", é isso mesmo! A banda de Mick Jagger que deu um o concerto da minha vida e aqueceu o coração da sua velha legião de fãs em Coimbra, em 2003. É isso mesmo! "Ruby Tuesday" só aqui na Rádio Malvada.

E se achar o tema de quarta-feira familiar, posso já dizer-lhe que se trata de Emiliana Torrini com "Wednesday's Child". Este nome não lhe diz nada? A mim também não, mas a música soa mesmo à versão que o Beck fez de "Everybody got to learn sometimes", mas com a voz de Nene Cherry. Confuso? Passemos então à próxima.

Quinta-feira, conhecido também como o dia do estudante, traz-nos o Camaleão, não o do karma, mas o que se baptizou com o nome da faca que quase lhe vazava uma vista e lhe deixou um olho com outra cor. David Bowie com o tema "Thurdays Child".

E quem não fica apaixonado à sexta-feira!? Pelo fim-de-semana é claro! Robert Smith e os seus Cure a cantar "Friday I´m in Love".

Sábado à noite temos não a Wighfield, mas sim Langley School Music Project interpretando um tema original dos Bay City Rollers. Já não ouvia garotada cantar com tanto entusiasmo desde a "Ana Faria & os Queijinhos Frescos". É isso aí!

E para finalizar acabamos com a última música! É do mais previsível que há: "Sunday, Bloody Sunday" dos "Tu também", música se inspirada no "Sundae" de morango.

5.7.06

Preços mais baixos...

Ontem encontrei na minha caixa de correio (não electrónica, mas sim verdadeira) um folheto do Pingo Doce. Um folheto diferente dos das habituais das cadeias de supermercados, porque não trazia publicidade a promoções ou produtos. Apenas fazia alusão ao artigo na Proteste onde o Pingo Doce é, juntamente com o Mini Preço, a cadeia mais barata.
Há alguns anos atrás não era. Sim, no panfleto, trazia um gráfico no qual podíamos ver a descida dos preços do Pingo e a subida dos preços no resto de Portugal. Porque é verdade, a vida em Portugal não se tornou mais barato nos últimos anos. Os impostos, os combustíveis, os serviços, os cigarros…tudo têm preços mais elevados, menos o pingo Doce. Como é que eles conseguiram isso, pergunta eu? Apenas vendem agora produtos do terceiro mundo em prol dos nacionais (que vão assim a falência) e fabricados por presos políticos? É a custo do salário da simpática rapariga da caixa? É a custa do ti Manel que tem de lavrar a sua plantação de couves, sete dias por semana para ser sustentável? Ou é a custa da fortuna do Jerónimo Martins que já não cresce tão depressa porque há menos lucro?
Vou deixar estas perguntas no ar….

2.7.06

A Mais Dura VII



GRACE JONES

Grace Mendoza nasceu no ano da graça de 1952, na localidade de Kingston, na Jamaica. Diz que tem um irmão gémeo chamado Bishop Noel Jones, não sei. O seu pai era um pregador, uma espécie de carpinteiro especializado em pregar, que um dia decidiu que levaria a sua família para Syracuse em Nova Iorque e que não se falava mais nisso. Lá, Grace estudou teatro universitário e usou o seu metro e oitenta de altura e o seu aspecto exótico para se tornar modelo numa agência de -por mais estranho que possa parecer- modelos.

Nessa altura, nos idos finais dos anos setenta, andou pela Europa a trabalhar como modelo e quando regressava a casa era sempre vista a dar um pé de dança nos clubes nocturnos, vulgas bôites. O seu estilo de vida vadio chamou a atenção da Island Records que a levou a assinar um contrato musical que originou muitos êxitos, como o tema "I Need Man", causador dum furor imediato na comunidade homossexual e que lhe valeu o título de "Queen of the Gay Discos".

As suas performances eram de cariz arrojado, nas quais envergava vestes ousadas e fazia-se acompanhar por strippers masculinos e leões daqueles mesmo a sério, e ocasionalmente, de leopardos. Obviamente que a cocaína que consumia então era em parte responsável por todo este circo, assim como pela detenção de Grace na Jamaica por posse de drogas. Um outro facto que contribuíu para o mediatismo de Grace foi o ataque desta ao jornalista britânico Russel Harty, que no seu programa de televisão virou as costas a Grace Jones para falar com os outro convidados (que pena ela ainda não ter sido convidada para os pastéis de nata, só para aviar no gordo da boina).

Para além da sua carreira musical, Grace direccionou o seu talento para o cinema, o que a levou a participar no filme de 1984, "Conan the Destroyer", onde interpretou o papel de "Zula" ao lado do nosso amigo Arnolas. No ano seguinte, o mesmo em que figura no "Playboy Video Magazine vol.8", participa em "A View to Kill", mais um título da série Bond, no qual fez de Bond Girl/ vilã e contracenou com o seu futuro marido e antigo guarda-costas Dolph Lundgren (também conhecido como o "Russo do Rocky V ou IV"). Em "Vamp" (1986), faz de "chefa" de vampiros que frequentam um bar de motoqueiros e que atacam pobres estudantes universitárias indefesas (sim, tal como acontece nas queimas das fitas um pouco por toda a parte). Em 1987, contracena com os músicos-actores Joe Strummer e Courtney Love no western cómico "Straight to Hell" e com actores a sério como Jodie Foster, Ellen Barkin, Isabella Rosselini, Martin Sheen e o diabo em pessoa, Gabriel Byrne, no filme "Siesta" onde faz o papel de "Conchita".

Passam-se uns anos, grava uns discos e tal, e volta ao cinema pela mão de Eddie Murphy, em "Boomerang" (1993) onde faz dela mesma mas com outro nome. Entra num sci-fi manhoso intitulado "Cyber Bandits" em 1995, e ao lado de Hulk Hogan na comédia ridícula "McCinsey's Island" de 1998. Para acabar a década em grande, participa em "Palmer´s Pick Up" outra comédia ridícula na qual figuram personagens absurdas como uma drag queen, um ex-presidiário gay, uma maníaca das armas, e uma celebridade de tv, que juntos tentam libertar satã no virar do século.

Enfim... a década de noventa foi a desgraça para Grace, que revelara um futuro promissor enquanto durona nos anos 80, mas que não conseguiu manter-se à altura das expectativas. Foi também nos anos noventa que Grace, ao passar por Portugal engatou o Carlos Sampaio, que é aquela anta narcisística a quem alguns chamam "modelo". Caraças pá! Só por isto merecia a desqualificação...


Outras Duras:

A Mais Dura VI

A Mais Dura V

A Mais Dura IV

A Mais Dura III

A Mais Dura II

A Mais Dura I

30.6.06

Rádio Gémeo Malvado: Plágios



Estimado(a) leitor(a),
se quiser verificar se tem realmente um ouvido treinado como sempre afirmou ao longo destes anos todos, pedimos-lhe então que oiça a Rádio Malvada. Esta semana o tema da lista é plágios e portanto só constam músicas que forma plagiadas.

Andrew Oldham Orchestra - The Last Time
Os Verve tiveram que entregar 100% dos lucros aos Rolling Stones pelo uso de um sample de 5 notas anteriormente pago, porque a música se tornou um grande êxito. Andrew Loog Oldham, autor desta versão orquestral, também os meteu em tribunal porque achou e bem, que tinha sido a sua versão a que tinha sido samplada. Para piorar ainda mais as coisas dos pobres Verve, eles tiveram, sem poder recusar, a sua música utilizada numa publicidade da empresa Americana (mas que faz os seu produtos na China) Nike.

Aha - The Sun Always Shines On TV
Pois é… Beautifull Day dos U2, agora a própria banda Irlandesa foi imitada pelos Keane no seu novo single.

Kinks - All Day And All Of The Night
Deve ser das imitações mais descaradas que alguma vez foram feitas. Tomar doses industriais de droga deveria ter dado aos Doors inspiração para a criação e não para a pilhagem.

Steve Winwood - Valerie
Quem não se lembra de um êxito do ano passado chamado Call On Me? Se eu disser que tinha muita mulher a fazer aeróbica, muita gente se lembrará....

Kraftwerk - Neon Lights
Li que a Madonna veio cá buscar inspiração para Lucky Star. Não sei... mas fica sempre bem ter Kraftwerk numa lista.

The Chiffons - He's So Fine
George Harrisson cheio de inveja dos seus compinchas Paul e John, queria se também afirmar como grande songwritter. Mas como não tinha tanto dom, "Porque não pegar numa música já existente e desconhecida?" - pensou ele. Assim, teve de pagar bastante do seu próprio bolso aos verdadeiros autores.

Tom Petty - Refugee
Quem diria que o autor do horrível "Free Falling" já foi plagiado pelo menos duas vezes!? No último single dos Red Hot Chili Peppers e pelo seu próprio colega de mau gosto, Bryan Adams. Pois é....Run to you.

Muddy Waters - You Need Love
É verdade que os Led Zeppelin pilharam muito. Normalmente iam ao bau de velhas músicas folk, onde de certeza não era preciso pagar direitos. Mas desta, abusaram de uma música de afro-americanos. Anos mais tardes foram castigados com um rap do Piffy Diddy por cima de “Kashmir”.

Killing Joke - Eighties
Kurt Cobain também não era nenhum santo. Os Killing Joke tiraram a queixa quando este morreu. Mais tarde, em 2003, Dave Grohl tocou bateria e muito bem no álbum homónimo de “Killing Joke”.

David Hasselhoff - Crazy For You
E para finalizar....um final infeliz, porque para acabar escolhemos David Hasselhof que foi imitado pelos Village People ou terá sido ao contrário?

21.6.06

Boas Pessoas

Ainda há boas pessoas neste mundo. Vejam por exemplo o Jürgen Klinsmann. O homem entrega todo o seu salário que recebe como seleccionador da Alemanha a uma boa causa. Pois, devem pensar alguns entre vocês… se tivéssemos amealhado o que o tipo juntou como jogador fazíamos também isso. É fácil dizer isso e já agora, pergunto: quantos ex-jogadores fazem isso?
Desde 1995, o Jürgen apoia a “Agapedia”, uma organização que desenvolve projectos sociais para crianças maltratadas em países como Roménia, Bulgária, Moldávia e Alemanha. Para este projecto, que procura também famílias de adopção, já adquiriu varias casas que servem como lares. Milhares de crianças já foram socorridos. Não é a primeira vez, que Klinsmann mostre ser diferente do resto do mundo da bola. Como jogador nunca andou a ostentar viaturas das gamas mais altas, sempre preferiu o seu velho Golf. Também nunca aceitou fazer publicidade para álcool ou cigarros, enquanto apoia intensamente as campanhas contra a sida.
Depois de uma época intensa, o Jürgen pega na sua mochila e faz viagens pela América. Mudou-se já há alguns anos para Califórnia, onde pode passear incógnito, o que é óptimo para ele que escondeu sempre a sua vida particular aos paparazzi. Vive lá com a sua mulher asia-americana e os dois filhotes.
Este mundo não está fácil para milionários que se vestem de calças de ganga e t-shirt, e que não se vangloriam com o seu próprio luxo.

12.6.06

Países desconhecidos

Há países que estão a participar no Mundial, dos quais nunca ou raramente ouvimos falar. Tenho a certeza que a maior parte do público que assistiu ao jogo de Suécia – Trinidade e Tobago nunca tinha ouvido falar do último. Dai que pensei que seria bom por um pequeno resumo de cada um destes países misteriosos.



Trinidade e Tobago:
É um país caribenho situado ao largo da costa da Venezuela. Menor país da América do Sul, é constituído pelas ilhas de Trinidade e de Tobago e faz fronteira marítima com a Venezuela, a sul e a oeste, e com Granada, a noroeste.

Capital: Port of Spain, onde tem a sede do Secretariado-geral da ALCA.
Tamanho: 5,128 km²
Habitantes: 1,104,209
Conhecido por: steel drum, instrumento de percussão fabricado com barris usados para armazenar petróleo.

Togo:
É um país africano, limitado a norte pelo Burkina-Faso, a leste pelo Benin, a sul pelo Golfo da Guiné e a oeste pelo Gana. Localizado no oeste da África, Togo é constituído por um estreito território que reúne povos de diferentes origens. O grupo étnico euê, o mais numeroso (45,4% da população), concentra-se no sul, perto do litoral, a região mais desenvolvida. A maioria dos habitantes vive da agricultura, cujos principais produtos são o algodão e a cana-de-açúcar. O país é importante centro de comércio regional.

Capital: Lomé.
Habitantes: 5,018,502
Tamanho: 56,785 km²
Conhecido por: a casa típica feita pelo tribo tamberma é constituída por varias torres unidas por muros de barro.

Costa Rica:
É um país da América Central, limitada a norte pela Nicarágua, a leste pelo Mar das Caraíbas e pelo Panamá e a sul e oeste pelo Oceano Pacífico. É também costa-riquenha a ilha do Coco, no Oceano Pacífico.

Capital: San José.
Habitantes: 3,835,000
Tamanho: 51,100 km²
Conhecido por: ao pequeno-almoço come-se o prato nacional tradicional que é gallo pinto e que feito de arroz, feijão, coentros e cebola misturados e por vezes ligeiramente fritos.

República do Gana:
É um país da África ocidental, limitado a norte pelo Burkina-Faso, a leste pelo Togo, a sul pelo Golfo da Guiné e a oeste pela Costa do Marfim.

Capital: Acra.
Habitantes: 19,533,560
Tamanho: 238,540 km²
Conhecido por: o tecido conhecido como kente, que é amplamente reconhecido por suas cores e simbolismo. O kente é feito por habilidosos tecelões ganeses, e os principais centros de tecelagem situam-se em volta da cidade de Kumasi.

Costa do Marfim:
É um país africano, limitado a norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. Denomina-se ebúrneo ou marfinês a quem é natural da Costa do Marfim.Apesar de normalmente se usar em português o nome Costa do Marfim, o governo marfinês solicitou à comunidade internacional em outubro de 1985 que o país seja chamado apenas por Côte d'Ivoire. O uso do termo no entanto não é difundido em língua portuguesa devido ao desconhecimento generalizado da pronúncia em língua francesa.

Capital: Yamoussoukro
Habitantes: 17.298.040
Tamanho: 322.460 km²
Conhecido por: a Costa do Marfim é o maior produtor e exportador de cacau do mundo. Entre os principais produtos de exportação estão : banana, abacaxi, café e, até a segunda metade do século XX, era o maior explorador de marfim, daí o nome do país.

9.6.06

Separados à Nascença



Sylvester Stallone vs Rock Hudson


A mesma estratégia de comunicação por grunhidos e monossílabos.
A mesma desenvoltura herdada de um elefante.
A gravata vai à vida, o cabelo torna-se um pouco mais desgrenhado, mas a iconografia de galã subsiste no cinema de Hollywood. O estrelato pertence-lhes.
Ao longo da história apenas se fizeram reajustes nos géneros cinematográficos mais apropriados a esta escola de actores. O futuro promete ser radioso.


1954 . . . . 1959 . . . . 1982 . . . . 1992

5.6.06

Rádio Gémeo Malvado: Nomes parecidos com outros



O tema da minha segunda playlist tem um tema deveras altíssono, como aliás é meu apanágio. Escolhi músicas de 11 artistas que, por razões claras ou menos luminosas, têm nomes que se podem confundir com outros 11 artistas, também eles do mundo da cantoria. No imediato, segue a lista dos cantores e das cantigas, sendo que, entre parêntesis, surge o tal artista com o nome parecido. O critério para escolher um dos artistas com nome parecido em detrimento do outro artista com nome parecido foi, enfim, nenhum.

Johnny Nash (Johnny Cash): I can see clearly now
Ficará nos anais da História como a música do anúncio da Nescafé. Aquele em que alguém parava o carro perto duma ribanceira ou duma praia, aquecia água com o isqueiro do carro e bebia um café ali mesmo. Belo departamento de marketing tinha a Nescafé, hem? Será que pensaram que alguém, ao ver aquilo, iria exclamar “sim, vamos comprar o café preferido deste falhado que vive no carro”? Além disso, o Johnny Nash tem voz de mulher.

OMC (OMD): How bizarre
Foi o grande sucesso da maior banda neozelandesa depois dos Crowded House. É complicado conseguir este feito de ser a maior banda neozelandesa depois dos Crowded House. Basicamente, é preciso nascer na Nova Zelândia. Mas isso é difícil, porque há muitos países no mundo. O teledisco consistia num casal de aborígenes a passear um cambojano num descapotável vermelho.

Bryan Adams (Ryan Adams): Heaven
Heaven é céu em inglês. Bryan é Bruno no Canadá. A família do Bryan é a Família Adams. Quem ouve o Heaven fica com o desejo de usar vestidos e dedicar uma vida a laços e desenhos de arco-íris. Foi uma voz na minha cabeça que me disse isto. E, vendo bem, não é a canção mais masculina do mundo, não.

Jan Hammer (MC Hammer): Crockett's theme
Quando se ouve esta música, a vontade de calçar uns sapatos brancos, vestir umas calças, também elas brancas, e usar uma t-shirt com gola em V de cor roxa ou pastel, é irrefreável. Já venho.

Medicine Head (Machine Head): One and one is one
Repeti o título desta música 5 vezes muito depressa e tive o meu primeiro início de ataque epiléptico. Agora é só dominar a maravilhosa arte de ter ataques epilépticos quando quiser e onde quiser, e facilmente subjugarei a humanidade em breve.

Jim Diamond (Neil Diamond): I should have known better
Jim foi o James Blunt dos inícios dos anos 80. Esta música foi “You’re beautiful” da altura. É uma choradeira interminável sobre não sei quem que não sei quê por causa de coisas que tinham acontecido ou deixado de acontecer algures acolá. Ao menos este “Should have known better” não tinha teledisco. Mesmo que tivesse, dificilmente teria o tema “Jim a chorar em tronco nu num icebergue debaixo de chuva torrencial”.

Everclear (Everlast): Brown eyed girl
O original é do Van Morrison, pai do Jim Morrison e dos Van Halen. Esta versão é muito merdosa, mas a banda, os Everclear, também. Mesmo dentro da mediocridade, é sempre de bom-tom que se vá mantendo a coerência.

John Legend (John Lennon): Don't you worry 'bout a thing
Mais uma cobertura. Desta vez, o original pertence a Stevie Wonder. Esta versão do João Legenda (como Gabriel Alves tão bem traduziu este vocábulo anglo-saxónico aqui há uns anos) faz parte da banda sonora do Hitch, que é um filme. Segundo consta pelo menos. Sim, o Hitch é um filme, asqueroso, com o príncipe de Bel-Air. Esta música é pior.

Dread Zeppelin (Led Zeppelin): You should be dancing
Outra. O original é dos Bee Gees, que, até há bem pouco tempo, eram o Trio Odemira do Reino Unido, mas assim mais admiradores do falsete. Seja como for, entretanto morreu um e agora já não são. Morreu um Bee Gee, que o Trio Odemira está bem de saúde. Os Bee Gees, sendo dois irmãos, agora podem ser os Anjos do Reino Unido, vá.

The Slits (The Smiths): I heard it through the grapevine
C'um caraças, mais uma. O original desta canção é do Smokey Robinson & Os Milagres e já muita gente a cobriu. As Slits, que cobrem esta versão, mostram as mamas na capa do seu primeiro disco. E cheias de lama. Será que estiveram a lutar na lama em topless? Na minha cabeça, estão sempre.

The Thrills (The Kills): Big Sur
Duas bandas da vaga “The uma palavra qualquer”. Até devia ter qualquer coisa para dizer sobre esta banda ou a música. Mas ainda estou a pensar nas Slits a lutar na lama com as mamas ao léu e não me consigo concentrar.

Water closet manager

Que viagens podem ser actividades muito lúdicas, isso já toda gente sabe. E foi exactamente o que aconteceu na minha ultima visita aos Países Baixos. Descobri, entre outras coisas, uma solução para dois problemas portugueses. A saber: o desemprego e a falta de casas de banhos públicas e limpas.
Na Bélgica, existem pessoas que tomam conta de casas de banhos e que são pagas pelos utentes precisamente por isso. Eu sei que também há cá em meia dúzia de lugares públicos do género, mas a diferença está no facto de, por lá, haver não só em todos os WC’s públicos, mas como também há em todos os cafés, restaurantes e centros comerciais.
Isto pode provocar alguma revolta no freguês português…pagar para cag…desculpem…para fazer a sua necessidade…mas o que vem a ser isso!
Mas é isso mesmo. Paga-se 50 cêntimos, mas em contrapartida temos a certeza que a casinha vai cheirar a fresco e estar limpinha.
Há sítios que são de facto uma verdadeira vergonha. Se alguém já foi, por exemplo, ao wc do café Brasília no Chiado sabe do que estou falar. Há boatos que dizem mesmo que a famosa cena do Trainspotting foi filmada lá.
Acaba-se também com outras facetas importunas que rodeiam o acto: como ter que fazer um consumo apenas para usufruir da casa a de banho do estabelecimento, ter que pedir a chave, não haver papel ou portas que não fecham.
Ainda não consegui averiguar como o estado Belga faz com que estas pessoas fazem os seus descontos (com recibos verdes não é), ou se elas chegam mesmo a pagar aluguer ao estabelecimento onde trabalham, mas, seja como for, é uma solução para muitos milhares de pessoas que estão no desemprego. WC madam, Toilet madam ou mesmo Madam pipi, é o que os compatriotas do Tintin lhes chamam, nomes que não são de facto prestigiosos. Será sem duvida preciso arranjar um nome mais sonante para este emprego. Water closet manager ou sanitairian supervisor por exemplo, soam bem melhor e mais atraente.
Lá no norte, normalmente são pessoas com poucos estudos que exercem este métier, mas como aqui o que vale mesmo é ser senhor doutor, e como há tantos no desemprego, este tipo de actividade deveria ser apenas só para licenciados e com um estágio de pelo menos dois anos. Ser fluente em pelo menos três línguas será obviamente uma mais valia.
Abrir um curso superior também é uma opção no sentido de trazer mais encanto a este novo emprego. Como na maior parte dos cursos superiores, seria coisa fácil encher o programa com disciplinas que não servem para nada e mais fácil ainda seria arranjar professores doutores para leccionar. Obviamente que se podia abrir mais um instituto superior: o I.S.W.C. Que, claro, teria o seguinte lema: “It’s a dirty job but someone got to do it.”

31.5.06

Mascotes aos magotes

Há, neste mundo, muitas coisas que são intrinsecamente asininas. Cães ou flamingos de louça à escala real. Camisolas para animais. Bicicletas tandem. Balões de ar quente. Papagaios e a arte de os empinar na praia ou onde quer que seja. Fogo de artificio. A palavra piquenique e tudo aquilo que representa. Fruta cristalizada. Bolsos em pijamas. Salsa, o condimento. Salsa, a dança. Salsa, a marca de calças. Mimos e qualquer espécie de malabarismo de rua. Telediscos em que, apesar de haver só um vocalista, todos os restantes elementos do grupo acompanham a letra com sincronização labial e sentimento. Palitos de champanhe. Roletas nos matraquilhos. Dança do limbo. Corridas de sacos. Animais empalhados, sobretudo cabeças de alce. Aqueles cães com uma textura meio aveludada que abanam a cabeça na parte de trás dos carros. Tudo parvoíces. É certo que umas são mais que outras, mas a verdade é que o mundo seria um melhor lugar sem estas coisas. Presença obrigatória, quando se fala no absurdo número de coisas que, a bem dizer, não serve para nada e são estúpidas, é a das mascotes. Olha, aqui está uma e tudo.


A criatura da foto é o Goleo. Título que decorre da extraordinária fusão entre o vocábolo “Golo”, que, óbvio, remete para o único desporto que encanta o mundo, e “Leo”, o “Manel” dos leões, ou seja, o nome mais comum entre os imperais predadores que governam as selvas desde sempre. O Goleo é a mascote do campeonato do mundo. A sua companheira chama-se Pille (alemão para pílula) e, como se pode ver, tem boca de quem parece ter acabado de comer um mamífero vivo e olhos que, se os fitarmos durante tempo demais, nos hipnotizam para fazermos o trabalho sujo desta criatura esférica. Já o Goleo, tem cara de parvo. Tira fotos com a boca aberta. Nem parece o leão que dizem ser. Parece uma mistura de leão com um tapete, um urso, o Rui Bandeira e aquele bicho d’A História Interminável. Aquele que voava e tinha umas narinas enormes. Usa camisola e chuteiras, mas, onde deveria ter uns calções, está ao léu. Além disso, é esquizofrénico. Tanto oferece flores à Pille, como lhe dá joelhadas, pontapés e cabeçadas. Raios, pá! Eu tive uma camisola do Naranjito e um porta-chaves do Pique. Além disso, sou do Sporting. Este Goleo e a sua partenaire não passam de uma desconsideração desumana. Desde o Subi que uma mascote não dava azo a tanta revolta. Seus pulhas!

25.5.06

O Gémeo Malvado apoia oficialmente:



A selecção de Angola no mundial de 2006, assim como as selecções de todos os outros países que tenham uma catana - ou qualquer outro tipo de arma - nas suas bandeiras. Também apoiamos, mas não oficialmente, as selecções Reader´s Digest durante o referido campeonato.

23.5.06

O Circo Voltou à Cidade

Mal tinha pus os pés em terra, no aeroporto da Portela, regressado de umas bem merecidas férias, pude logo avistar que o circo tinha voltado a cidade... perdão… país. Sim estimados leitores, começou o triste espectáculo nacional da adoração da bola. Bandeirinhas com as cores nacionais e imagens dos jogadores da equipa das quinas por todo o lado. Já não é a religião, mas sim a bola, que é o ópio do povo.
As pessoas tornam-se de livre vontade meras marionetas do jogo de marketing como se pude ver no outro dia. Uma empresa qualquer organizou a mega-acção e juntou milhares de mulheres para fazer a bandeira mais bonita (será que os adeptos gays também acham isso?) do mundo. Uma acção só para mentecaptos de certeza, mentecaptas aliás, e me faz lembrar as acções de propaganda dos tempos do Estado Novo. Se fosse para arranjar malta, para uma simples acção humanitária, nem um centésimo do número dos participantes se arranjava.
É o inicio de um mês de nonsense. O país está totalmente perdido na cauda da Europa: o desemprego continua a subir em flecha, as empresas fogem para outros países, os hospitais e as escolas são de um nível de terceiro mundo, os idosos recebem reformas miseráveis, há cada vez mais criminosos nas ruas, etc., etc., mas por um mês inteiro, vamos esquecer isso tudo graças à divinal bola.
Quem é que vai pensar agora nos idosos que estão na lista de espera para serem operados há 3 anos? Nós é que não… vamos mas é pendurar bandeirinhas em tudo quanto é sítio, porque os 11 milionários que vão defender as cores nacionais no relvado, esses sim, precisam de sentir o nosso apoio.
Bem-vindo a narcose nacional!

20.5.06

Mitos Infantis III

Às duas espécies de mitos infantis previamente identificadas (aqui e aqui), pode-se acrescentar uma terceira espécie: a espécie “ainda não tenho os neurónios todos por isso estou sempre a ser ludibriado”. Todos nós fomos vítimas desta espécie.

Quando entrei para a primeira classe, disseram-me que havia um miúdo morto numa poça de água no recreio. E eu acreditei. Durante uma semana inteira. Acho que só comecei a desconfiar quando passou a época das chuvas e a poça secou.

Porque não desconfiei antes já que os professores da escola não tomavam medidas e nem sequer comentavam uma situação desta gravidade? É preciso ver que ir para a 1ª classe era como entrar numa terra sem lei em que os miúdos mais velhos nos podiam bater quando quisessem e, dizia-se, havia sempre uma dezena de ciganos à espera que passássemos os portões da escola para nos roubarem o relógio. Era cada pequenino por si! Por isso é que estávamos sempre a correr de um lado para o outro sem motivo aparente. Estávamos a praticar a nossa velocidade.

No entanto, tudo era esquecido quando acabava o recreio e entrávamos dentro da sala de aula; solo sagrado onde voltávamos a acreditar piamente na professora.A Sra. Professora dizia-nos para passarmos horas intermináveis a picotar um papel em cima de uma esponja e nós, maravilhados, cumpríamos a tarefa de bom grado. Fazia-nos esquecer a manhã exaustiva de volta das contas de somar. “Quando for grande eu quero ser picotador” diziam alguns alunos cheios de orgulho. “Sinto que a minha formação como pessoa é mais completa desde que iniciámos as aulas de picotagem” diziam outros (talvez).

E, olhando para trás, posso dizer com segurança que os meus companheiros que mais subiram na vida foram os que, em vez de irem para o recreio no intervalo, pediam à professora para continuarem na sala a praticar a arte cheia de significado que é a picotagem. Hoje, alguns são mesmo professores primários.


"Já temos os dentes todos. Agora estamos à espera que nos nasçam os neurónios".

16.5.06

Rádio Gémeo Malvado: Carros de Choque



José Nogueira Ferreira de Carvalho, nasceu no ano de 1959, em Condeixa a Nova e residia em Pedrouço, na Maia. Tem cabelo bastante curto, pele branca e faces muito rosadas, olhos castanhos, 1,70m de altura e pesa cerca de 80 kg (tem uma estatura forte, portanto).
José é analfabeto e sofre de perturbações mentais, e a última vez que foi visto (em 1998), estava num autocarro da cidade do Porto, transportando uns sacos, afirmando que se ia ausentar para Espanha. Já havia estado naquele país por períodos de cerca de dois anos, trabalhando num circo e numa pista de carros de choque.
Qualquer informação relativa ao seu paradeiro deverá ser comunicada para qualquer serviço de piquete da Polícia Judiciária, ou preferencialmente, para o seguinte endereço:

Polícia Judiciária - Directoria do Porto
Rª. Assis Vaz, nº 113,
4200 Porto
Telefone: 225 070 800
Piquete: 225 088 644
Fax: 225 023 642
Email: directoria.porto@pj.pt


O tema da playlist desta semana é "Carros de Choque", e foi escolhido não só por estar a decorrer a "Feira de Maio" em Leiria, mas também para prestar homenagem ao José Nogueira que, esteja ele onde estiver, esperamos que se encontre bem.

2 Unlimited - Megamix
Dr. Alban
- It's My Life

KLF - KLF Is Gonna Rock You
Ace of Base
- The Sign

Los Del Rio - Macarena
Tecnotronic - Ultra Mega Mix
Videokids
- Woodpeckers From Space

Vários Artistas
- 80s & 90's Club Mega Mix

Whigfield
- Saturday Night

Santa Maria
- Falésia Do Amor

Vários Artistas
- Dance 90's Medley Megamix

14.5.06

Separados à Nascença



Bernie Kopell - É um actor que conseguiu a proeza de ter entrado em quase tudo o quanto era série que ficou para a história da televisão, e apenas ser reconhecido por uma delas. Senão vejamos, Bernie participou em "The Alfred Hitchcock Hour", "Green Acres", "The Streets of San Francisco", "Bewitched" (onde fez de médico), "Get Smart", "Mary Tyler Moore", "Charlie's Angels", "Fantasy Island" (onde contracenou ao lado de Toy), "Love Boat" (a tal série que lhe deu fama e fortuna e onde fez de médico dum barco), "Sledge Hammer!", "The Fresh Prince of Bel-Air" (onde fez de médico) , "Beverly Hills 90210" (onde fez de médico) , "Charmed" (onde fez de médico legista) , e "Scrubs" (onde também fez de médico) . Está ainda a negociar a sua participação em "O.C.", série na qual irá fazer o papel de médico. Fazer de médico, é obviamente, a sua especialidade, visto que ao longo da sua carreira fez onze vezes esse papel.
É claro que isto lhe deu a volta à cabeça e hoje em dia trabalha num consultório que ele mesmo montou no anexo do seu quintal, acreditando que é mesmo um médico "à séria". O actor negro que fazia de bartender no "Barco do Amor" é que o ajudou com as obras, e faz de enfermeiro nesse mesmo consultório de segunda a sábado.

Mário Crespo - Este antigo correspondente da RTP em Washington - que por vontade de sua mãe seria hoje um médico especialista numa daquelas especialidades que dão dinheiro - é conhecido pelo seu estilo único de apresentação dos noticiários, criando um conceito de noticiário televisivo inédito, e classificado pelos os peritos em ciências jornalísticas como o estilo "que se lixe o teleponto, que eu a esta hora já devia ir a caminho de casa e ainda aqui estou".
É famoso também por traduzir reportagens americanas em uma hora e apesar de ser conceituado e bem pago, "diz que" ele agora canta em aniversários para juntar umas massas extras para ver se compra uma farda da marinha e vai num cruzeiro não sei aonde no Pacífico.

12.5.06

Feira de Maio em Leiria



Chega uma altura na vida de toda a criançola, e labregos que já namoram, de serem levados e levarem-se à feira de Maio em Leiria, uma cidade bela no centro de Portugal que se torna, com efeito, na capital da bimbolândia em Maio.
Feirantes gordurosos, vendem as suas traquitanas, e apergoam aos microfones viagens destemidas nos seus carróceis. Pavilhões de circos multicolores com as bandeirinhas orgulhosas desfraldadas ao vento, cada bimbo canta a sua música pimba em surdina, e esse fenómeno comove quem vê; ao ponto de pensar que estamos num país novo, mais moderno, mais alegre, mais saloio.
Quem entra, admira Edison e as suas lâmpadas eléctricas, quem se senta numa viagem lembra-se de Edison, e a nossa lei da gravidade.
Percorre-se à pressa as barracas que vendem briquabraque, e entra-se numa barraca de campanha, grande com comes e bebes, a comida meditrânica foi substituída por uma gastronomia de feira, os templos de oração; as capelas, os santuários deram lugar a um estaminé chamado cantinho místico, e no meio do New Age, o visitante torna-se pagão. Por isso é que Deus castiga, e manda chuvas em Maio, para desbaratar de Sodoma, os pecadores.
Deste modo, é com pleno alívio de um crente que não descrê que vejo chegar o dia da cidade, o nosso feriado 22 de Maio. A vida chega a ser um pouquinho mais normal a partir desse dia.

7.5.06

A Mais Dura VI



SHARON STONE

Nascida em 1958 em Meadville, uma pequena cidade da Pennsylvania, era filha dum operário fabril e de uma construtora de casas. Percebe-se logo quem é que usava calças lá em casa. Sharon sempre foi uma rapariga jeitosa e esperta, e como os homens – e algumas mulheres- não se medem aos palmos, as suas medidas em polegadas são 36B-25-35-154. Sendo que, infelizmente, 154 corresponde ao Q.I. e o 36B ao busto.

Aos quinze anos entrou na Universidade Estatal da Pennsylvania e não saiu de lá enquanto não lhe deram um diploma em escrita criativa e belas-artes. Mas como a arte e os livros não enchem a barriga a ninguém, foi trabalhar aos 17 anos para uma casa de hamburgers da cadeia que o doninha anuncia na rádio e na tv. Com essa mesma idade ganhou o concurso de Miss Pennsylvania. Daí rumou para Nova Iorque e foi bater à porta da agência de modelos da mãe do vocalista dos Strokes, a Ford, e passou a figurar numa série de anúncios e reclamos a produtos de renome internacional.

Como todos nós sabemos, tudo na vida tem uma ordem natural: as lagartas transformam-se em borboletas, os futebolistas passam a treinadores, e as modelos tornam-se actrizes. E assim, seguindo as leis da natureza, Sharon entrou para o mundo do cinema, representando o árduo papel de “menina bonita no comboio” no file Stardust Memories (1980) de Woody Allen, realizador que já tinha lançado um outro grande vulto feminino do cinema de acção num outro filme seu. De seguida, protagonizou um filme horrível (horror movie) de Wes Craven, intitulado “Deadly Blessing” (1981). Quatro anos depois entrou n’ “As Minas de Salomão”, o único filme que conheço que inclui uma fuga nesse magnífico meio de transporte que é o caldeirão. Por essa altura, casou-se com o produtor do "MacGyver”.

Não conseguido o papel da Glenn Close n’ A Atracção Fatal”, acabou por fazer o “Academia de Polícia 4”, o que não foi mau de todo, pois deu inicio ao seu currículo de dura, uma vez que fica sempre bem fazer de polícia quando se quer fazer carreira na dureza. "Òsdepois" o seu status de durona subiu em flecha, pois fez de mulher do Steven Seagal em “Above the Law” e de mulher do Arnold Schwarzenegger em “Total Recall”, realizado por Paul Verhoven, o génio por detrás de êxitos como “Robocop”, “Starship Troopers” e de “Showgirls”.
Mas o grande golpe de mestre de Verhoven foi o descruzar de pernas de Stone, em “Instinto Fatal”. Ainda tentaram fazer a acrobacia de novo, mas esqueceram-se que Sharon estava sentada na cadeira “à americana”- que para quem não sabe consiste em sentarmo-nos numa cadeira ao contrário, ficando as costas da mesma viradas para a frente - o que fez com que o filme se tornasse num fracasso. Diz que Sharon já planeia realizar "Instinto Fatal 3 - Ressurection", em Inglaterra.

Em 1994, Sharon viola Stallone num chuveiro, no filme “O Especialista”, e no ano a seguir fez a versão feminina de Trinitá em “The Quick and the Dead” e de mulher drogada e maluca do De Niro num “Casino”. Ganhou um globo de ouro - daqueles como os da SIC, mas melhores - quando fez a versão feminina de Sean Penn no “Dead Man Walking”, no filme “Last Dance”. Em “Antz”, um filme da animação 3D de 1998, ela fez a voz da Formiga Rabiga.

Em “Gloria” (1999), Stone anda à porrada com uns mafiosos e aprende a falar italiano. Por esta altura era já sem dúvida alguma, uma dura de respeito, mas faltava-lhe fazer uma coisa que os duros fazem frequentemente: comer gajas. Daí o filme “If These Walls Could Talk 2” ( 2001) ter caído que nem ginjas, pois Sharon faz o papel duma lésbica. Mas como Deus castiga estas coisas do “contra-natura”, enviou-lhe um raio, ou sei lá o quê, que lhe provocou uma aneurisma cerebral. Isso explica que desde então não tenha feito nada de especial, sendo “Broken Flowers” (2005), o filme mais representativo desse “não fazer nada de especial”.

É pena mas é assim… a vida. Sharon Stone seria uma forte candidata ao título d’ “A Mais Dura” – e note-se que até uma cicatriz no pescoço tem, como facilmente se pode verificar na sessão fotográfica para a Playboy- se não fossem estes senãos: Sharon é asmática, diabética e defensora dos direitos gays. E se isto não são sinais de fraqueza meus amigos, então já nem sei o que vos diga...

Outras Duras:

A Mais Dura V

A Mais Dura IV

A Mais Dura III

A Mais Dura II

A Mais Dura I

5.5.06

Rádio Gémeo Malvado: Sítios



O que eu adorava jogar ao Stop quando era mais gaiato… Pouco ou nada, para ser sincero. Mas, entre sessões de Bate-pé, lá calhava ter que escrever uns nomes próprios, umas marcas ou uns frutos mais depressa que os outros. A primeira categoria, pelo menos cá na minha comarca, era sempre a “sítios”, esse elaborado conceito infantil que corresponde ao “zonas geográficas” mais adulto. Portanto, em jeito de homensagem, aqui ficam onze músicas de onze bandas com nomes de sítios.

Na baliza, temos Europe e o seu “Final countdown”, esse magnífico golpe de rins que não parece sair nunca de moda. Como laterais, na direita, Asia com “Heat of the moment”, uma música que, a bem dizer, possui uma letra que mais parecem as justificações d’alguém que acabou de violar outra pessoa; e, ocupando a banda esquerda e recuperado de uma lesão grave ao nível dos adutores, Nazareth com “Love hurts”, essa reconhecida alegoria relativa “àquela vez nos duches da prisão”, por ocasião da pena que cumpria devido a apostas ilegais. Por sua vez, a zona central da defensiva é ocupada por Berlin, com “Take my breath away”, um central que os especialistas catalogam como “clássico”. Algo lento e parado, mas técnico, e que sabe ocupar muito bem os espaços. A seu lado, Boston e “More than a feeling”, que, sendo muito mais explosivo que o seu companheiro de defesa, acaba assim, Rui Tovar dixit, por ser o seu complemento perfeito.

No meio campo, como vértice mais recuado, Japan, aluno aplicado da escola synth-pop e das suas componentes mais viradas para disposições tácticas, com “Life in Tokyo”. Nas faixas do meio campo: Texas e “Say what you want”, cantoria que remete automaticamente para a série “Riscos” e que, por isso, será sempre uma opção controversa aos olhos dos adeptos e pessoas de uma maneira mais geral; e Buffalo Springfield, ele que, com “For what it’s worth”, regressa após uma experiência internacional na banda sonora do Forrest Gump. Finalmente, America e “Last unicorn”, uma espécie de Zahovic, mas ainda mais lento e ainda menos eficaz, no apoio aos pontas de lança. Que são, Kansas, com “Dust in the wind”, melodia que prova como pó e ventania são coisas que nunca combinaram bem em lado nenhum; e Chicago, que, com o seu “If you leave me now”, parece finalmente ter convencido o seu treinador de que é um avançado que não pode jogar sozinho na frente.

Uma equipa vencedora? Não. Mas que dá um jeitão do caraças para jogar ao Stop. É também a playlist perfeita para fazer verter uma lágrima a cinquentões divorciados utentes de uma qualquer estrada de província às 4 e meia da manhã num dia de semana. Uma terça-feira, parece-me.
EuropeFinal Countdown
AsiaHeat of the moment
NazarethLove hurts
BerlinTake my breath away
BostonMore than a feeling
JapanLife in Tokyo
TexasSay what you want
Buffalo SpringfieldFor what it’s worth
KansasDust in the wind
AmericaLast unicorn
ChicagoIf you leave me now

Work in Progress

Como o leitor pode calcular, ter um blog de sucesso como “O Gémeo Malvado”, não é de maneira nenhuma, uma tarefa fácil. Em primeiro lugar é preciso trabalhar arduamente. É determinante o desenvolvimento de ideias novas, diariamente, para poder permanecer no cume do mundo blogista. Em outras palavras, um blog é um verdadeiro work in progress.
Há que fazer muitas reuniões (briefings) para desenvolver e discutir os rumos a seguir. Aqui em baixo, podem ver uma foto que tirei de uma das reuniões da direcção do GM. Em frente, o chefão João e a sua direita, o seu braço direito, o Pedro. Atrás outros dois Gémeos, dos quais agora não me estou a lembrar dos nomes, porque tanto texto já cá escreveram. Obviamente eu não apareço, porque estou a tirar a foto.














Como se pode observar na foto, o talento que se tem para escrever para blogs não se traduz necessariamente em talento para escolher camisolas. Tanto o Pedro como o João, precisavam de uma ajudinha. Um servicinho para o desempregado Esquadrão G?
Outro pormenor: sendo os Gémeos apreciadores do bom gourmet, estão a bebericar de copinhos brancos Chateau Mouton Rothschild de 1982.

3.5.06

Por Caminhos Pecaminosos II

Estamos sempre a aprender ao longo da vida e quando se está muito tempo por dia na net, isso então é uma constante. Ontem, por exemplo, estava eu descansadamente a surfar quando deparei com a palavra “chapeiro”. Sendo que português não a minha língua materna, perguntei aos meus colegas do trabalho o seu significado. Ninguém sabia. Ainda sugeri que podia ser uma alguma profissão ligada a chapinhar na água. Uma pessoa que fabrica ou que restaura chapéus é chapeleiro.
Fui ver então ao dicionário e é uma pessoa que trabalha a chapa de carros, vulgarmente conhecido com bate-chapas.
Na net descobri este site interessante sobre o assunto. É o site do Paulo, um jovem chapeiro, que tem muito orgulho na sua arte e onde podemos ler que, além de muita prática, são precisas três “coisitas” fundamentais para ser chapeiro, a saber:

- HONESTIDADE
- PERFEIÇÃO
- CRIATIVIDADADE

É bonito. Ser chapeiro deve ser algo como pertencer a uma seita misteriosa, ser um jedi ou templário.



29.4.06

Dica da Semana

Que se pode ler muita coisa útil no “Dica da Semana”, o jornal gentilmente e gratuitamente distribuído pela cadeia Lidl, toda gente já sabia. Agora que também se pode saber qual o estado do país, isso é que não. Posso, desde já, dizer-vos, que as coisas vão muito bem para Portugal.
Ontem passei pelo aeroporto e comprei um jornal Belga (quem escreve para o GM tem que estar a par das notícias estrangeiras), e lá dentro havia uma página inteira com publicidade do LIDL que observei meticulosamente.
Em primeiro lugar, descobri que o LIDL faz promoção aos mesmos produtos ao mesmo tempo cáe lá, porque no “Dica da Semana” estavam exactamente os mesmos produtos anunciados. Mais, os preços de lá não são iguais que cá:

-colchão (em Portugal) 19,99; (na Bélgica) 13,99
-ténis de ciclismo (P) 24,99; (B) 21,99
-binóculos (P) 19,99; (B) 17,99
-toldo de protecção solar (P) 49,00; (B) 39,99

Isto só pode querer dizer uma coisa, estimados leitores: o poder de compra em Portugal é superior à desse país minorca lá do Norte. Durante anos ouvimos essas mentiras sobre como Portugal está na cauda da Europa, mas acabou…toca mas é a alargar o cinto!



O homem do colchão é o mesmo! Apenas está a olhar para outro lado e mudou o relógio de braço. Truques de marketing, cá para nós.

27.4.06

Rádio Gémeo Malvado: Super Heróis



O tema da playlist desta semana, segundo o seu criador "Mat", é "Super-Heróis". Certamente que ninguém se lembra dum personagem chamada "Garbage Man", mas na verdade existe. Na banda desenhada "Dilbert" há um homem do lixo que manda umas bocas e que respondes a perguntas existenciais. Seguindo uma lógica um tanto ou quanto tubercular, podemos considerá-lo também um super-herói. E as músicas desta semana são então as seguintes:

Queen - Flash
Black Sabbath - Iron Man
Entombed - Wolverine Blues
Ramones - Spiderman
Elton John - Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy
Felix Gallardos y Su Academia Norteña - El Superman
REM - I Am Superman
Breeders - Invisible Man
The Cramps - Garbageman
The Fall - How I Wrote Plastic Man
XTC - Thats Really Super, Supergirl
Flaming Lips - Waiting on Superman

Por Caminhos Pecaminosos



Zé Lino representa na perfeição aquilo que os americanos há muito definiram como um “one man show”. Não no sentido “toca acordeão, gaita-de-beiços e ainda equilibra pratos, tudo ao mesmo tempo e com um pequeno macaco ao ombro que toca ferrinhos com a mestria que a sua existência simiesca lá vai permitindo”. Zé Lino será antes um “one man show” no sentido em que é só um gajo e dinamiza aquilo que, em rigor, até se poderá considerar um espectáculo. Espectáculo, não na sua essência adjectival, claro, mas na sua natureza meramente nominal. Especificando um bocadinho mais a coisa, adiante-se já que Zé Lino é um músico. Faz casamentos, baptizados, karaoke, bares, eventos e diversos eteceteras e tal. Portanto, actua basicamente em todo o lado onde o bom gosto não seja tido nem achado. Como não podia deixar de ser, nesta era da inovação, Zé Lino tem um site pessoal: o www.zelino-music.com. Music, para não confundir com os outros Zé Linos que já existiam e tinha um site a promover os seus serviços. Nomeadamente o Zé Lino Magic, o Zé Lino Tarot e o Zé Lino Instalação de Alcatifas, Laminados e Lamparquetes.

Para entrar no site de Zé Lino propriamente dito, temos que carregar num botão vermelho e, de imediato, somos recebidos pelo “Dancing in the Dark”, esse célebre hino de Bruce Springsteen. E, francamente, explorar o Zé Lino Music é um bocadinho como dançar às escuras. Há várias secções. Na secção “Quem sou” o músico fala de si na terceira pessoa. Não porque sempre lhe custou mais conjugar a primeira pessoa do singular, mas porque quer que os seus leitores pensem que foi outra pessoa que escreveu aquilo. O seu biografo? Talvez. Mas percebe-se que foi ele. Foste tu que eu sei. Foste tu, Zé Lino. Musicalmente, gosta de tudo um pouco. Por exemplo, e vou citar inteiramente o autor, “na sua opinião tocar Jazz não é pera doce e para quem conhece, mais ou menos, a linguagem é muito giro.” Sim senhoras! O próprio José Duarte não poria a coisa em melhores termos.

Zé Lino é também um homem de ideais. Luta por aquilo que quer. “Aos 17 anos participou num concurso na Rádio Cidade que consistia em juntar o maior número de assinaturas, seguido do respectivo número de bilhete de identidade” (…) “Zé Lino começou a juntar assinaturas já havia decorrido 1 mês e meio. Conseguiu arrecadar 3600 assinaturas. Muita gente não acreditava que conseguia e diziam que era um tempo perdido pois nunca penasaram que arranjava 3600 assinaturas, ganhando a guitarra de Slash. Ainda houve um segundo classificado com 3300 assinaturas. Por isso se diz que querer é poder”. Exacto. Por isso! Porque Zé Lino conseguiu 3600 assinaturas e o outro gajo só conseguiu 3300. É daí que vem este celebérrimo adágio.

Mas Zé Lino não é só jazz e assinaturas. Zé Lino é pândega. Zé Lino é folia. Zé Lino é regabofe. Zé Lino é patuscada. Zé Lino é funçanata. E a realidade é que eu podia estar aqui bem mais tempo. Conheço umas boas centenas de sinónimos do vocábulo “festa”. Aquela da boa. Da grossa. Da rija. Mas vou avançar. Verdade, verdadinha, é que Zé Lino e os amigos “faziam trinta por uma linha nos montes”, com os seus jipes, os “Guerreiros”, que, não raras vezes, ficaram atascados por esse Portugal fora. “Agora, diz que a predisposição para ficar atascado não é tanta, pois tem muitas outras coisas muito interessantes para fazer e não quer ter trabalho a desatascar Jipes.” Mas leiam lá o relato daquela vez em que “um dos Jipes ficou atascado ao pé de um desaguamento de esgoto”. Só vos digo que “foi fartar de rir” e que envolveu um “tractor daqueles grandes.

Zé Lino “gosta muito de açorda de marisco, leitão, choco frito e um bom vinho, mas claro quem o conhece sabe que come tudo.” Pessoalmente, nunca duvidei. Bastou-me olhar para ele uma vez para duvidar, isso sim, se o próprio oxigénio que consome não será também altamente calórico. Diz ainda que a melhor banda do mundo são os Pink Floyd (Roger Waters), mas o melhor concerto foi do Roger Waters (Pink Floyd). Também preza o Roberto Carlos. Afinal de contas, “como dizia num site que viu na internet ‘Roberto Carlos está para o Brasil como o Elvis esteve para a América e os Rolling Stones estão para a Europa.’”

Existem ainda os vídeos, esse manancial de qualquer coisa que agora não m’a lembra. Há pelo menos um do Zé Lino, que, não esquecer!, praticou judo durante anos, a lutar com o Nuno. Não sei quem ganhou porque o judo, essencialmente, consiste em dois gajos abraçados a passar rasteiras um ao outro. E há vários vídeos com actuações ao vivo. Vi alguns. Muitos deles são em bailes de máscaras em que só para aí metade das pessoas é que estão mascaradas. Sobretudo a malta mai’nova. Os velhotes não se mascaram. Portanto, basicamente, estes vídeos do Zé Lino parecem o teledisco do “Thriller” se o Wacko Jacko tivesse gravado aquilo num lar de idosos. O resto são vídeos em cafés e associações. Caras de pessoas em cafés e associações. E o Zé Lino ao fundo. A fazer a sua arte.

Aproveitem. Casem mais cedo. Tenham um filho para o baptizar à pressa. Promovam um karaoke. Abram um bar. Organizem um evento. É que, caraças, o Zé Lino anuncia na secção “Orçamentos”: há uma nova campanha de descontos!

21.4.06

Eurovisão

Sempre achei o festival de Eurovisão uma amostra de kitsch no seu estado mais puro. Quando era criança, eu ainda achava alguma piada àquilo, mas quando cresci, a música sem originalidade nenhuma e o vazio de ideias para o espectáculo em si, deixaram de me entusiasmar. Sejamos francos, mesmo o Waterloo não é das músicas mais fortes dos ABBA.
Mas eis que, esta semana, li sobre as participações deste ano de Finlândia e da Alemanha.

Da Finlândia, virão os Lordi:



Esta banda que já vendeu mais de 50.000 cópias e tiveram um single com o título "Would you love a Monsterman" em primeiro lugar no top. Tem influências de bandas como Twisted Sister, WASP e Iron Maiden, ou seja, o bom gosto reina neste conjunto.

Da Alemanha, virão os Texas Lightening:



Foram buscar o nome a um filme, sobre o qual li o seguinte comentário: “It's so bad that when I searched the credits for a director--it wasn't to see who he was but if the movie even had one.” Isto só já promete, mas não é só o nome que chama a atenção. A sua música é uma mistura de Patsy Cline, Loretta Lynn, Johnny Cash e …. ABBA.

Voltou a criatividade, se alguma vez houve, a este festival que parecia moribundo há decadas e só para ver estas duas bandas, não vou falhar este ano o festival Eurovisão. Não seria boa ideia para Portugal, mandar outra vez o grandioso José Cid, mas a cantar por cima de uma batida drum ´n bass ou hardhouse?

19.4.06

Rádio Gémeo Malvado: Covers


É com muito prazer, orgulho, e uma série de outros nobres sentimentos, que convido todos os nossos leitores a ouvirem, e quem sabe até escutarem, a nossa nova rádio online. Todas as semanas iremos ter uma playlist temática, recheada de músicas escolhidas a dedo por um dos nossos colaboradores. O tema desta semana, que é da minha responsabilidade, é "O melhor género de música do mundo", que como toda a gente sabe, são as covers. Desafio-vos ainda, a descobrirem os temas originais aqui "cobertos" e a fazerem um feedback ali na caixa dos comentários. E já de seguida, vamos ouvir doze músicas sem falar...

Beck
- Everybody's Gotta Learn Sometimes
Bjork & PJ Harvey - Satisfaction
Cat Power & Karen Elson - I Love You (Me Either)
Faith No More - Glorybox
Johnny Cash & Fionna Apple - Bridge Over Trouble Water
Mesa - No One Knows
Nick Cave - Disco 2000
Nixon - Summer of 69
The Ukrainians - Batyar
Tom Waits - Return Of Jacky & Judy
Yeah Yeah Yeahs - Hyperballad
Jeff Buckley - If You Knew

17.4.06

I LOST



Há duas semanas atrás participei num concurso da RTP sobre a famosa série de televisão “Lost”. O concurso consistia em escrever o ultimo episódio da série com o máximo 350 caracteres para poder ganhar uma mochila, e mais alguma marroquinaria. Mais pelo prazer de escrever um texto sobre Lost, do que para ganhar essa tralha, participei e eis o resultado que enviei:

"Afinal a ilha tropical onde os sobreviventes do desastre de avião foram parar é a ilha de Madeira. No último episodio, serão atacados por Alberto João Jardim, que pensa que se trata de uma invasão de Cubanos. Os nossos heróis vão conseguir fugir e depois de uma longa e dolorosa travessia, vão parar a costa de Portugal. Lá vão andar também perdidos, mas isso juntamente com mais 10 milhões de pessoas…"

Não ganhei, o que já é normal; mas qual não foi o meu espanto quando vi as participações que ganharam:

Luís Rosado - Vila Viçosa
"Michael acaba por desistir de recuperar o filho. A ilha é coberta por um denso nevoeiro e tudo fica claro para ele. Nada naquela ilha foi real! Apenas o local de transição entre a vida e a morte. Há muito que morreram, apenas ali estão para serem julgados pelos seus pecados. Todos os restantes têm motivos para continuar no purgatório, e lá continuarão presos até se libertarem dos assuntos os prende ao reino dos vivos."

Luís Miguel Teixeira - Oeiras
"Divididos em turnos, cada um deve introduzir a sequência numérica a cada 108 minutos, para evitar a revelação do segredo. Na vez de Hugo, este resolve deixar passar o tempo sem o fazer. Aí concluí-se que, de facto, nenhum deles alguma vez abandonou a instituição psiquiátrica onde são pacientes e estavam submetidos a um teste que os simulava numa ilha remota e abandonada como sobreviventes de um acidente de aviação."

Duarte Carreira - Lisboa
"“Os únicos sobreviventes, Jack e Locke, aproximam-se do helicóptero que agora aterrava na ilha. A câmara mostra a cara de surpresa dos dois, ao reconhecerem a cara do homem que de lá surge: Alvar Hanso, da Hanso Foundation, financiadora da Dharma Iniciative. Sem rodeios, o magnata revela-lhes: “4 anos, 8 meses, 15 dias, 16 horas, 23 minutos e 42 segundos depois, termina a experiência L.O.S.T, Life Observation Survival Test."

Cristina Manuela Nunes Francosco - Sobreda
“ ... um laboratório de clonagem, escondendo um ser nunca antes visto onde trabalham 3 cientistas, apenas o governo dos EUA sabe. A queda do avião põe em perigo este segredo... e coisas estranhas acontecem. Mas os PERDIDOS descobrem tudo, até um barco com tudo o que precisam para saírem da ilha. Então entendem porque é que nunca foram encontrados pelas equipas de salvamento....”

16.4.06

Páscoa

Há países, católicos, onde os rituais pascais recriam o sofrimento de Cristo. Algum dele, pelo menos. Nada de lavar os pés de doze apóstolos. É que não eram uns pés quaisquer. Eram vinte e quatro pés que, amparados apenas por umas sandálias, tinham acabado de atravessar um deserto. Ninguém se atreve a recriar este tipo de sofrimento. Mas recriam outros. Como as chibatadas, o carregamento da cruz, a coroa de espinhos ou a famosa crucificação. Outras coisas poderiam ser recriadas. Outras amarguras por que passou Jesus. Por exemplo, e apesar de ser o salvador da humanidade, ter recebido prendas manhosas como mirra e incenso, que eram as meias e o enxoval da altura. Ou ter tido um padrasto que, como nos explicam as novelas e os filmes, é sempre uma entidade má e que bate nos enteados com o cinto. Mas, como se sabe, estes tormentos não são muito populares entre os cristãos mais radicais. Pelo menos para ilustrar e animar o Domingo de Páscoa, dia em que nem futebol há.


É sobretudo quando vejo fotos como a de cima que dou graças a Deus pelas chamadas “diferenças culturais”. Sendo eu um orgulhoso cidadão português, geneticamente pouco dado a esforços e chagas, o meu sacrifício pascal, de homenagem e devoção, não incluiu nada de chibatadices e outras coisas dessas que até podem infectar e ganhar pus. Mas, durante todo o Domingo de Páscoa, e de todas as amêndoas que comi, acabei por enfardar quatro daquelas que, descobre-se quando se chega ao seu núcleo – à amêndoa propriamente dita –, são amargosas como o raio. Nas Filipinas e na Colômbia, por exemplo, há crucificações e outros sacrifícios igualmente racionais e adequados ao século XXI. Eu apanhei com dois pares de amêndoas das amargosas. Cada qual com a sua cultura e, vendo bem, a coisa até acaba por ficar ela por ela.

13.4.06

Separados à Nascença



Manuel Luís Goucha - Fala com saber sobre a gastronomia portuguesa. Admirador dos sabores alentejanos, adora os doces tradicionais, cantorias, gravatas e fatos espalhafatosos, mulheres de ares "acavalados" (não confundir com cavalonas) e doçaria conventual.
É uma Teresa Guilherme em versão feminina, se considerarmos que ela é uma versão masculina do Manuel Luís. Diz o povo que é espontâneo, comunicativo, inteligente, aberto, sociável, divertido, ousado, irreverente... e coiso e tal.

Walter Benjamin - Foi um conhecido ensaista, tradutor e crítico literário. Enquanto sociólogo e crítico cultural Benjamin combinou ideias baseadas no misticismo judaico com o materialismo histórico, dando um novo contributo à teoria da estética e à filosofia Marxista.
Tinha um grande fascínio por cinema (diz-se até que possuiu um dos primeiros "King Kards"), Fotografia, fotocopiadoras, papel químico, e kalquitos, fascínio esse que o levou a escrever o livro "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica ".
Obviamente, que os Nazis não iam muito à bola com o Walter, e por isso teve que fugir. "Suicidou-se" em França enquanto aguardava por um visto para atravessar a fronteira para Espanha, onde planeava comprar caramelos. Consigo levava um livro, que como não estava tão bem encadernado como "Os Lusíadas" de Camões, acabou por se perder para sempre.

11.4.06

Sofás, Camas,Transformistas e Afins


Como é certo e sabido, os homens que se prezam (não no sentido de homens que usam cremes, mas sim no de "homens à séria") não querem saber nada acerca de decoração de interiores, cortes de cabelo e , obviamente, de dançar fora do âmbito dos bailaricos dos almoços de convívio para divorciados ou das boîtes com brasileiras nordestinas alternadeiras.
Mas para os que mesmo assim se interessam por essas coisas, tenho boas notícias a dar. O IKEA, que para quem não sabe é uma espécie de Moviflor sueco, tenta agora consquistar um nicho de mercado que se caracteriza peos seus membros, nos anos 80, terem brincado aos penteados, experimentado as roupas e maquilhagem das mães ou das irmãs mais velhas, e de se auto-intularem de "material girls". A esse público nós no marketing chamamos de - e este é um termo técnico - "mariconços".

Esta nova linha de produtos, que tal como todos os outros produtos se caracterizam por "terem design", um preço acessível e serem de fácil montagem. Esta última característica deu origem à denominação de "IKEA PS", e que significa "IKEA Para Sodomitas". As instruções destes produtos também fazem referência a essa característica, da quais passo a citar: "Uma cama extra para os seus convidados. Mesmo que viva numa casa pequena, ter convidados que fiquem para dormir já não será problema..."

10.4.06

O que é preciso, é agir!













Há duas semanas atrás, a chegar a minha casa, depois de um longo dia de labor árduo, eu e a minha companheira chegamos a conclusão que não havia nada para manjar. Resolvemos então mandar vir uma pizza. Não somos grandes apreciadores de fastfood, mas uma vez por ano tem que ser.
Como gostamos mais das pizzas da “Pizzahut” (o segredo está na massa), do que das da “Telepizza” fomos ver a net se havia entregas dos primeiros na nossa zona. Não dizia nada sobre onde fazem entregas, apenas “ligue já para o nº 707221122”. Calculo que quem viver no meio da Serra de Estrela terá dúvidas se fazem entregas ao seu domicilio, mas eu não, porque vivo no centro de Lisboa.
Liguei para o dito número e fiz a minha encomenda, mas quando dou a minha morada, a senhora diz-me que não fazem entregas lá!
Indignado, por causa do tempo e do telefone gasto (2 €!), retorqui que, se não fazem entregas em Lisboa, seria talvez uma boa ideia mencionar isso na sua página na net.
A senhora respondeu-me que faziam entregas em Lisboa, mas não para todos os sítios.
Agradeci e desliguei o telefone, porque afinal, a senhora também não tinha culpa. De certeza ganhava um salário de miséria, tinha que trabalhar em turnos e já não podia com o cheiro de pizzas.
O que fiz foi mandar prontamente um mail para o quartel geral da Pizzahut, a denunciar essa sua pratica de enganar as pessoas. É preciso agir contra esses larápios capitalistas!
Até agora contudo, continuo sem receber uma resposta.

3.4.06

Nomes Falsos

Muitas estrelas têm nomes falsos. Há gente que tem nomes feios, é verdade, mas há outros em que não se entende o porquê da mudança…vejamos:

Woody Allen - Allen Stewart Konigsberg
Fred Astaire - Frederick Austerlitz
Tony Bennett - Antonio Dominic Benedetto
Lauren Bacall - Betty Joan Perske
Anne Bancroft - Anna Maria Louisa Italiano
David Bowie - David Robert Hayward-Jones
Charles Bronson - Charles Bunchinsky
Albert Brooks - Albert Einstein (!)
Richard Burton - Richard Jenkins
Nicholas Cage - Nicholas Coppola
Michael Caine - Maurice J. Micklewhite
Truman Capote - Truman Streckfus Persons
David Carradine - John Arthur Carradine
Eric Clapton - Eric Clapp
Elvis Costello - Decian Patrick McManus
David Copperfield - David Kotkin
Chick Corea - Armando Anthony Corea
Tony Curtis - Bernard Schwartz
Tony Danza - Anthony Iadanza
Doris Day - Doris Kappelhof
Kirk Douglas - Issur Danielovitch Demsky
Michael Douglas - Michael Kirk Demsky
Dianne Keaton – Dianne Hall
John Ford - Sean O´Fearna
Whoopi Goldberg - Caryn Johnson
Hulk Hogan - Terry Jean Bollette
Harry Houdini - Ehrich Weiss
Elton John - Reginald Kenneth Dwight
Boris Karloff - William Henry Pratt
Danny Kaye - David Daniel Kominski
Michael Keaton - Michael Douglas
Michael Landon - Eugene Michael Orowitz
Bruce Lee - Lee Yuen Kam
Jerry Lewis - Joseph Levitch
Lou Diamond Phillips - Lou Upchurch
Mickey Rooney - Joe Yule, Jr.
Winona Ryder - Winona Horowitz
Wolfman Jack - Robert Smith
Stevie Wonder - Steveland Judkins
Brigitte Bardot - Camille Javal
Bob Dylan - Robert Zimmerman
Chuck Norris - Carlos Ray
Omar Sharif - Michael Shalhoub
George Michael - Georgios Panayiotou
John Wayne - Marion Morrison
Serge Gainsbourg – Lucien Ginsberg
Nuno Markl – Nuno Marques


Michael Keaton, que tem no seu B.I. Michael Douglas, mudou o seu apelido para Keaton, quando outro Michael Douglas, que na realidade se chama Michael Kirk Demsky, começou a ter sucesso. Optou por Keaton, porque a sua actriz preferida na altura era Diane Keaton, que na verdade se chama Diane Hall. Nome que foi utilizado pelo seu namorado, na altura, Woody Allen (Allen Stewart Konigsberg) para um dos seus melhores filmes de sempre: Annie Hall.
David Jones, vulgarmente conhecido como David Bowie, mudou o seu nome porque no início da sua carreira havia outro David Jones (dos Animals) a ter sucesso. Um par de calças do tempo antes da mudança de nome, podem ser apreciados no Hard Rock Café em Lisboa.


Carlos Ray Vs Lee Yuen Kam

29.3.06

Ecce Homo

Também há notícias boas do mundo da música. Uma delas é o disco de homenagem a Serge Gainsbourg. Para os leitores que não são familiarizados com esse nome, Gainsbourg é um dos grandes ícones da música Francesa. Um verdadeiro génio que nadou como um peixe nas aguas do jazz, chanson, rock, pop e reggae; isso muitas vezes de forma polémica. Ele que já tinha sido homenageado de certa forma pelo Mick Harvey (musico dos Bad Seeds do Nick Cave e irmão da P.J.), pelos Trash Palace e pela colectânea electrónica “I love Serge”, mas não de forma tão bem conseguida. Outra vantagem dessa colectânea nova é que todas letras são cantadas em Inglês, o que é bom, para quem não domina muito bem a língua de Molière.
Ver a lista dos artistas que colaboraram neste projecto, dá para ter uma pequena ideia da sua importância na música popular:
Portishead (de volta após longo hiato de mais de 8 anos), Michael Stipe, Tricky, Marc Almond (dos Soft Cell),Placebo, Marianne Faithfull, Sly and Robbie, Carla Bruni e Jarvis Cocker. Gosto de quase todas as versões (a dos Placebo é que não), mas a versão de “Je suis venu te dire que je m'en vais” do regressado (que saudades dos Pulp) Jarvis Cocker e Kid Loco é verdadeiramente fabulastica. Aconselho vivamente, a quem gostou, a ouvir o proprio Gainsbourg e para começar nada melhor que um "Best of" que abrange toda a sua longa carreira.
Para finalizar gostava de dizer ao crítico do Diário de Noticias, que achava a versão da Carla Bruni má por ser tão simples, o seguinte: “vai plantar batatas!”

Eu não vou.

Eu, enquanto filho adoptado da bela cidade de Lisboa, fico indignado cada vez que vejo um cartaz desse festival de nome “Rock in Rio Lisboa”. Que raio de nome é esse? Porque é que não optaram pelo nome de de “Rock in Lisbon” ou “Rock in Rio Tejo”? Ou já que é para a palhaçada, por que não “Rock in Rio Portugal” ou “Rock in Rio Europa”? Vamos lá perceber essas mentes brilhantes. Mais, se vejo o esplêndido cartaz, deparo que muitos nomes que estão lá de rock muito pouco têm:

- Shakira
- Carlos Santana
- Sting
- Ivete Sangalho
- Jamiroquai
- Anastacia
- D'ZRT

De todos os artistas que vêm, um que gostava de ver é o Jamiroquai. É verdade que a melhor fase dele já passou há algum tempo, mas continua a gostar de ouvir de vez em quando, o “Emergency on planet earth” e sou apreciador de música funky. Agora verifiquei que, no mesmo dia em que o Jay Kay actua com a sua banda vão actuar também: Shakira, Ivete Sangalho os D'ZRT!! Estimados Brasileiros, sei que os Portugueses fizeram muitas barbaridades no vosso pais, mas depois das vossas telenovelas, musiquinhas, carnavais, a I.U.R.D.; agora este festival...puxa, caras, chega de vingança. Entendeu?


Parece a Shakira, mas é o Ozzy!

28.3.06

A Sentinela

Alguém falou em Testemunhas de Jeová? Pois, posso dizer, que tenho uma grande admiração pelos Testemunhas. Em primeiro lugar, gostava de dizer, que é preciso coragem, para bater em portas de desconhecidos só para falar sobre a Boa Nova. Mas são sobretudo as belas ilustrações que as publicações dos “Jeovás” ostentam, que me espantam. Em casa tenho já vários exemplares da “Nosso Ministério do Reino” e da “Sentinela”. Sempre que vejo um crente, tento conseguir um exemplar. Às vezes tenho sorte, outras vezes não. Já tenho alguns repetidos e nem sempre as publicações trazem imagens, e o pior é que, se podem apanhar belas secas.
Ao fim ao cabo, os Testemunhas andam na estrada para poder converter. É preciso sofrer para conseguir as belas ilustrações, mas já tenho um truque: se vos perguntarem: “Acredita em Deus?” , respondam: “Sim senhora”. Normalmente ficam com poucos contra-argumentos.
Aqui ficam alguns dos melhores exemplos da arte Testemunhista:

É reconfortante saber que toda gente ri no reino do Senhor...desde o Mr. Steel ao Bin Laden sem barba e desde o indio não extinto ao Brokeback.


Há coisas no Reino de Deus que são iguais tal como na vida terrestre: o leão continua mansinho.



Preparem-se para comer eternamente fruta e legumes, porque como podem observar no Além, não há costeletas, chouriças ou presuntos. Há que aproveitar agora!