21.3.05

Casas de banho públicas



Se há uma coisa que realmente odeio (além de matemática aplicada), são casas de banho públicas. O meu ódio à estas casas é tanto, que uma vez num acampamento de escuteiros, aguentei 5 dias sem expelir. Ainda no outro dia, estava na Fnac do Chiado à espera da minha cara metade, quando senti uma pressão muito forte nas minhas entranhas. Penso que tenho uns intestinos saudáveis, normalmente visito duas vezes por dia a retrete do doce lar, mas desta vez não havia hipóteses. Fui a casa de banho de cima dos Armazéns, quando deparei que só havia um retrete para os homens. Além disso havia pelo menos três homens à espera para fazer a sua necessidade e sou mesmo incapaz de utilizar uma retrete pré-aquecida e aromatizado com o fedor do cliente anterior. Felizmente, chegou entretanto a minha miúda, e resolvi aguentar a dor e ir até ao Yorn que fica no outro lado da rua.
A casa de banho lá é bastante cosy e cheirosa (parece que entramos numa cabana de um lenhador); mas helas...como é um estabelecimento todo fashion tinha de ter sanitas de design. Gosto muito de objectos de design, mas não sou nada fã de retretes de design. Feita de inox, pequena e sem tampa (e também sem coconuts!), parece-me que o Philippe Starck se tenha esquecido que uma retrete serve em primeiro lugar para cagar. E mais, ao lado da obra do Starck estava o balde plástico (quase de certeza da loja Chinesa) para o papel usado, o que é também algo contraditório.
Sou bastante ecológico, mas nestas situações não sou nada, porque limpo primeiro a tampa toda com uma quantia consideravelmente grande de papel, e depois ponho três camadas de papel. Há gente que diz que não se deve sentar, mas como falhei uma vez o alvo, deixei-me disso. As vezes utilizo um página de um jornal, onde faço um buraco; mas essa técnica, sendo mais ecológica; tem o inconveniente de deixar as nádegas escuras.
Sorte minha, que aqui também só havia uma sentina, porque perco sempre a concentração quando oiço os sons dos outros.
Mas enfim, correu tudo bem e a missão foi cumprida...

2 comentários:

João disse...

Obrigado caro colega, por este precioso bloco de informação, sem o qual a minha vida poderia decorrer dentro de padrões de qualidade mais elevados. Enfim...
Mas o meu principal objectivo neste comentário, é questionar a sequência aparentemente aleatória deste post e o do Eric Roberts. Será de facto uma coincidência? Ou parte dum esforço deste so called actor, feito com o intuito de mais uma vez, de se destacar dos seus pares?
Afinal, como diz a populaça: "Diz-me com quem andas, e dir-te-ei quem és."

Mat disse...

Não sei, estimado colega, se há alguma ligação. Mas posse mencionar um facto, que não apareceu no teu artigo sobre o Eric Roberts. Em 1981, Eric sofreu um accidente de carro e lesionou-se gravamente na cara. De fontes seguras, sei que tiraram peles dos seu traseiro para reconstruir a sua cara...é esta talvez a ligação.