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27.8.07

Ícones Gay


Começou tudo com o S. Sebastião. Tinha um belo físico desnudado e uma lança a penetrar-lhe o corpo. Requisitos que lhe serviam para se tornar o primeiro ícone gay. Sebastian também é o nome do ajudante do primeiro ministro do Little Britain. Por outro lado, Maria Antonieta foi uma das primeiras ícones lésbicas. Não percebi bem porquê, mas se calhar tem a ver com a sua decapitação.
Vamos passar aos tempos modernos. Judy Garland tornou-se um símbolo graças ao filme "O Feiticeiro de Oz", onde faz de miuda irritante neste musical aberrante. Ficou tão famosa no mundo gay, que nos anos 50 se perguntava para saber se alguém o era ou não: "Is he a friend of Dorothy?"
Cá vai uma lista com ícones. Alguns são bastantes óbvios, outros nem por isso:

Julie Andrews, Lucille Ball, Shirley Bassey, Kate Bush, Mariah Carey, Cher, Joan Collins, Joan Crawford, Bette Davis, Ellen DeGeneres, Marlene Dietrich, Cary Grant, Rock Hudson, Paris Hilton, Elton John, K. D. Lang, Cyndi Lauper, Amanda Lear, Liberace, Madonna, Freddie Mercury, George Michael, Bette Midler, Liza Minnelli, Kylie Minogue, Marilyn Monroe, Dolly Parton, Miss Piggy, Debbie Reynolds, Jimmy Somerville, Barbra Streisand, Donna Summer, Superman, Elizabeth Taylor, Martina Navratilova, Amália Rodrigues, David Beckham, Billie Jean King, Cristiano Ronaldo

Agora junta-se a esta extensa lista, nem mais, nem menos, que o presidente da Federação Russa. Quem diria...mas é mesmo verdade. E logo depois de ter sido tirada esta foto enquanto estava a passar férias nas montanhas de Sibéria. A olhar para o torso do Vlad podemos verificar que faz muito exercício no ginásio e também depilação. Além disso estava na companhia de alguém que nunca enganou ninguém, a saber o príncipe Alberto de Mónaco. Eu não tenho gaydar, mas cheira-me aqui a Brokeback Mountain, caros amigos.

9.9.06

Steve Irwin



56 Km. É este o comprimento da linha que um lápis inteiro consegue desenhar. Mas quanto medirá a linha que Deus traça com o seu lápis mágico e a que muitos chamam de vida? Ninguém sabe. É que por muito grande que seja o lápis, o bico pode partir-se em qualquer altura. Por isso digo sempre, a quem se chega a mim em busca de um conselho sábio ou de indicações para chegar à farmácia de serviço, o seguinte: “A vida é como uma lapiseira porta-minas, há que aproveitar cada bocadinho como se fosse o último, pois num instante se acabam as minas 0,5 e quando vamos ver o colega do lado só tem minas 0,3”. E as pessoas lá seguem o seu caminho, felizes e contentes... coitaditas.

Isto tudo para dizer o quê? Ah! Probabilidades! Pois... a vida é feita de probablidades. Já dizia o outro que para morrer num acidente aéreo, seria preciso voar todos os dias durante vinte e nove mil anos pois em termos de mortes, os aviões são sete vezes mais seguros do que as bicicletas e sessenta vezes mais do que andar de moto sem capacete. Não me parece que isto seja inteiramente verdade, até porque não me recordo de nenhuma vítima de acidente aéreo que tivesse uma idade assim tão avançada. Enfim... diz também que, a cada segundo caem oito raios em qualquer lugar da Terra, e as hipóteses de se morrer atingido por um raio são de uma em um milhão, isto quer dizer que um gajo... coiso... ora bem... três vezes nove vinte sete e aí vão dois... isto em euros dá... arredondando por cima... coisa pouca, uns dois vá. Ou seja, uma moeda das grandes. E a vida é isso, uma moeda grande que às vezes sai cara, outras coroa. E ninguém sabia isso melhor do que Steve Irwin (quero dizer, talvez as quinze pessoas que já morreram por terem sido esmagadas por máquinas de bebidas quando tentavam abaná-la de modo a obterem bebidas grátis, talvez também já tivessem essa consciência).

Steve Irwin nasceu na cidade de Melbourne, em 1962, mas quando tinha oito anos, os pais mudaram-se para Queensland que despertou o seu interesse pela vida selvagem. Apanhou o seu primeiro crocodilo à mão e sem qualquer tipo de talher, mas já antes disso caçava ratos para alimentar a sua pitão de estimação, que se chamava “Monty”. Colocou o seu talento ao serviço da comunidade, caçando crocodilos que ameaçavam casas e assim, trazendo-os para casa dos pais, prometendo aos mesmo que lhes daria banho, de comer, que os passearia todos os dias e que limparia as porcarias que eles fizessem no tapete da sala. A determinada altura, a confusão lá em casa era tanta que a mãe perguntou-lhe: “mas isto agora é um jardim zoológico, é?” Não era, mas passou a ser. Steve abriu o ‘Australia Zoo’, que se tornou rapidamente numa das principais atracções da Austrália.
Foi lá que apanhou a esposa Terri, - usando apenas as suas próprias mãos e, novamente, sem qualquer tipo de talher - e de quem teve dois filhos. Passaram a lua-de-mel a “caçar crocodilos” e o filme que daí resultou lançou-o para a fama mundial. Intitulava-se “Crocodile Dundee”, acho eu .

Em 2004, este “Noé dos nossos tempos” foi criticado por alimentar um crocodilo enquanto segurava o seu filho Robert, de apenas um mês. O caçador de crocodilos defendeu-se afirmando que “os crocodilos são a minha profissão, e que seria bem pior se tivesse a alimentar o meu filho enquanto segurava num crocodilo”. Foi também acusado de perturbar baleias, focas e pinguins numas filmagens de um documentário na Antárctida, onde pelos visto, têm gente de sono leve e de feitio implicativo.

Steve afirmava nunca ter sido mordido por uma cobra ou de ter sofrido nenhum ferimento grave nos seus arrufos com os crocodilos. Também nunca foi atingido por um raio, até porque como referi anteriormente as probabilidades disso acontecer são bastante remotas.
Uma outra coisa que é um bocado perigosa é o “ser-se atingido por uma raia”. Ninguém fala disso e eu acho mal, o que é que querem? Acho e pronto! Diz quem sabe que os ataques das raias não são muito comuns. A raia é um animal pacífico e há apenas registo de três ataques mortais no último meio século. Pois bem, especialistas, risquem lá mais um traço de giz na lousa onde estão a fazer a contagem, porque na passada segunda-feira, durante a filmagem de um documentário, Steve foi atingido pela cauda de uma raia, e o espigão trespassou-lhe o músculo cardíaco, e coiso... morreu.

É uma porra! Com tanto australiano para picar, o raio da raia teve de escolher este! O Russel Crowe não servia, era? Resta-nos agora, prestar a devida homenagem a este herói da televisão do domingo de manhã, e chorar por ele grandes e sentidas lágrimas de crocodilo. See you later, Aligator…

2.7.06

A Mais Dura VII



GRACE JONES

Grace Mendoza nasceu no ano da graça de 1952, na localidade de Kingston, na Jamaica. Diz que tem um irmão gémeo chamado Bishop Noel Jones, não sei. O seu pai era um pregador, uma espécie de carpinteiro especializado em pregar, que um dia decidiu que levaria a sua família para Syracuse em Nova Iorque e que não se falava mais nisso. Lá, Grace estudou teatro universitário e usou o seu metro e oitenta de altura e o seu aspecto exótico para se tornar modelo numa agência de -por mais estranho que possa parecer- modelos.

Nessa altura, nos idos finais dos anos setenta, andou pela Europa a trabalhar como modelo e quando regressava a casa era sempre vista a dar um pé de dança nos clubes nocturnos, vulgas bôites. O seu estilo de vida vadio chamou a atenção da Island Records que a levou a assinar um contrato musical que originou muitos êxitos, como o tema "I Need Man", causador dum furor imediato na comunidade homossexual e que lhe valeu o título de "Queen of the Gay Discos".

As suas performances eram de cariz arrojado, nas quais envergava vestes ousadas e fazia-se acompanhar por strippers masculinos e leões daqueles mesmo a sério, e ocasionalmente, de leopardos. Obviamente que a cocaína que consumia então era em parte responsável por todo este circo, assim como pela detenção de Grace na Jamaica por posse de drogas. Um outro facto que contribuíu para o mediatismo de Grace foi o ataque desta ao jornalista britânico Russel Harty, que no seu programa de televisão virou as costas a Grace Jones para falar com os outro convidados (que pena ela ainda não ter sido convidada para os pastéis de nata, só para aviar no gordo da boina).

Para além da sua carreira musical, Grace direccionou o seu talento para o cinema, o que a levou a participar no filme de 1984, "Conan the Destroyer", onde interpretou o papel de "Zula" ao lado do nosso amigo Arnolas. No ano seguinte, o mesmo em que figura no "Playboy Video Magazine vol.8", participa em "A View to Kill", mais um título da série Bond, no qual fez de Bond Girl/ vilã e contracenou com o seu futuro marido e antigo guarda-costas Dolph Lundgren (também conhecido como o "Russo do Rocky V ou IV"). Em "Vamp" (1986), faz de "chefa" de vampiros que frequentam um bar de motoqueiros e que atacam pobres estudantes universitárias indefesas (sim, tal como acontece nas queimas das fitas um pouco por toda a parte). Em 1987, contracena com os músicos-actores Joe Strummer e Courtney Love no western cómico "Straight to Hell" e com actores a sério como Jodie Foster, Ellen Barkin, Isabella Rosselini, Martin Sheen e o diabo em pessoa, Gabriel Byrne, no filme "Siesta" onde faz o papel de "Conchita".

Passam-se uns anos, grava uns discos e tal, e volta ao cinema pela mão de Eddie Murphy, em "Boomerang" (1993) onde faz dela mesma mas com outro nome. Entra num sci-fi manhoso intitulado "Cyber Bandits" em 1995, e ao lado de Hulk Hogan na comédia ridícula "McCinsey's Island" de 1998. Para acabar a década em grande, participa em "Palmer´s Pick Up" outra comédia ridícula na qual figuram personagens absurdas como uma drag queen, um ex-presidiário gay, uma maníaca das armas, e uma celebridade de tv, que juntos tentam libertar satã no virar do século.

Enfim... a década de noventa foi a desgraça para Grace, que revelara um futuro promissor enquanto durona nos anos 80, mas que não conseguiu manter-se à altura das expectativas. Foi também nos anos noventa que Grace, ao passar por Portugal engatou o Carlos Sampaio, que é aquela anta narcisística a quem alguns chamam "modelo". Caraças pá! Só por isto merecia a desqualificação...


Outras Duras:

A Mais Dura VI

A Mais Dura V

A Mais Dura IV

A Mais Dura III

A Mais Dura II

A Mais Dura I

21.6.06

Boas Pessoas

Ainda há boas pessoas neste mundo. Vejam por exemplo o Jürgen Klinsmann. O homem entrega todo o seu salário que recebe como seleccionador da Alemanha a uma boa causa. Pois, devem pensar alguns entre vocês… se tivéssemos amealhado o que o tipo juntou como jogador fazíamos também isso. É fácil dizer isso e já agora, pergunto: quantos ex-jogadores fazem isso?
Desde 1995, o Jürgen apoia a “Agapedia”, uma organização que desenvolve projectos sociais para crianças maltratadas em países como Roménia, Bulgária, Moldávia e Alemanha. Para este projecto, que procura também famílias de adopção, já adquiriu varias casas que servem como lares. Milhares de crianças já foram socorridos. Não é a primeira vez, que Klinsmann mostre ser diferente do resto do mundo da bola. Como jogador nunca andou a ostentar viaturas das gamas mais altas, sempre preferiu o seu velho Golf. Também nunca aceitou fazer publicidade para álcool ou cigarros, enquanto apoia intensamente as campanhas contra a sida.
Depois de uma época intensa, o Jürgen pega na sua mochila e faz viagens pela América. Mudou-se já há alguns anos para Califórnia, onde pode passear incógnito, o que é óptimo para ele que escondeu sempre a sua vida particular aos paparazzi. Vive lá com a sua mulher asia-americana e os dois filhotes.
Este mundo não está fácil para milionários que se vestem de calças de ganga e t-shirt, e que não se vangloriam com o seu próprio luxo.

7.5.06

A Mais Dura VI



SHARON STONE

Nascida em 1958 em Meadville, uma pequena cidade da Pennsylvania, era filha dum operário fabril e de uma construtora de casas. Percebe-se logo quem é que usava calças lá em casa. Sharon sempre foi uma rapariga jeitosa e esperta, e como os homens – e algumas mulheres- não se medem aos palmos, as suas medidas em polegadas são 36B-25-35-154. Sendo que, infelizmente, 154 corresponde ao Q.I. e o 36B ao busto.

Aos quinze anos entrou na Universidade Estatal da Pennsylvania e não saiu de lá enquanto não lhe deram um diploma em escrita criativa e belas-artes. Mas como a arte e os livros não enchem a barriga a ninguém, foi trabalhar aos 17 anos para uma casa de hamburgers da cadeia que o doninha anuncia na rádio e na tv. Com essa mesma idade ganhou o concurso de Miss Pennsylvania. Daí rumou para Nova Iorque e foi bater à porta da agência de modelos da mãe do vocalista dos Strokes, a Ford, e passou a figurar numa série de anúncios e reclamos a produtos de renome internacional.

Como todos nós sabemos, tudo na vida tem uma ordem natural: as lagartas transformam-se em borboletas, os futebolistas passam a treinadores, e as modelos tornam-se actrizes. E assim, seguindo as leis da natureza, Sharon entrou para o mundo do cinema, representando o árduo papel de “menina bonita no comboio” no file Stardust Memories (1980) de Woody Allen, realizador que já tinha lançado um outro grande vulto feminino do cinema de acção num outro filme seu. De seguida, protagonizou um filme horrível (horror movie) de Wes Craven, intitulado “Deadly Blessing” (1981). Quatro anos depois entrou n’ “As Minas de Salomão”, o único filme que conheço que inclui uma fuga nesse magnífico meio de transporte que é o caldeirão. Por essa altura, casou-se com o produtor do "MacGyver”.

Não conseguido o papel da Glenn Close n’ A Atracção Fatal”, acabou por fazer o “Academia de Polícia 4”, o que não foi mau de todo, pois deu inicio ao seu currículo de dura, uma vez que fica sempre bem fazer de polícia quando se quer fazer carreira na dureza. "Òsdepois" o seu status de durona subiu em flecha, pois fez de mulher do Steven Seagal em “Above the Law” e de mulher do Arnold Schwarzenegger em “Total Recall”, realizado por Paul Verhoven, o génio por detrás de êxitos como “Robocop”, “Starship Troopers” e de “Showgirls”.
Mas o grande golpe de mestre de Verhoven foi o descruzar de pernas de Stone, em “Instinto Fatal”. Ainda tentaram fazer a acrobacia de novo, mas esqueceram-se que Sharon estava sentada na cadeira “à americana”- que para quem não sabe consiste em sentarmo-nos numa cadeira ao contrário, ficando as costas da mesma viradas para a frente - o que fez com que o filme se tornasse num fracasso. Diz que Sharon já planeia realizar "Instinto Fatal 3 - Ressurection", em Inglaterra.

Em 1994, Sharon viola Stallone num chuveiro, no filme “O Especialista”, e no ano a seguir fez a versão feminina de Trinitá em “The Quick and the Dead” e de mulher drogada e maluca do De Niro num “Casino”. Ganhou um globo de ouro - daqueles como os da SIC, mas melhores - quando fez a versão feminina de Sean Penn no “Dead Man Walking”, no filme “Last Dance”. Em “Antz”, um filme da animação 3D de 1998, ela fez a voz da Formiga Rabiga.

Em “Gloria” (1999), Stone anda à porrada com uns mafiosos e aprende a falar italiano. Por esta altura era já sem dúvida alguma, uma dura de respeito, mas faltava-lhe fazer uma coisa que os duros fazem frequentemente: comer gajas. Daí o filme “If These Walls Could Talk 2” ( 2001) ter caído que nem ginjas, pois Sharon faz o papel duma lésbica. Mas como Deus castiga estas coisas do “contra-natura”, enviou-lhe um raio, ou sei lá o quê, que lhe provocou uma aneurisma cerebral. Isso explica que desde então não tenha feito nada de especial, sendo “Broken Flowers” (2005), o filme mais representativo desse “não fazer nada de especial”.

É pena mas é assim… a vida. Sharon Stone seria uma forte candidata ao título d’ “A Mais Dura” – e note-se que até uma cicatriz no pescoço tem, como facilmente se pode verificar na sessão fotográfica para a Playboy- se não fossem estes senãos: Sharon é asmática, diabética e defensora dos direitos gays. E se isto não são sinais de fraqueza meus amigos, então já nem sei o que vos diga...

Outras Duras:

A Mais Dura V

A Mais Dura IV

A Mais Dura III

A Mais Dura II

A Mais Dura I

3.4.06

Nomes Falsos

Muitas estrelas têm nomes falsos. Há gente que tem nomes feios, é verdade, mas há outros em que não se entende o porquê da mudança…vejamos:

Woody Allen - Allen Stewart Konigsberg
Fred Astaire - Frederick Austerlitz
Tony Bennett - Antonio Dominic Benedetto
Lauren Bacall - Betty Joan Perske
Anne Bancroft - Anna Maria Louisa Italiano
David Bowie - David Robert Hayward-Jones
Charles Bronson - Charles Bunchinsky
Albert Brooks - Albert Einstein (!)
Richard Burton - Richard Jenkins
Nicholas Cage - Nicholas Coppola
Michael Caine - Maurice J. Micklewhite
Truman Capote - Truman Streckfus Persons
David Carradine - John Arthur Carradine
Eric Clapton - Eric Clapp
Elvis Costello - Decian Patrick McManus
David Copperfield - David Kotkin
Chick Corea - Armando Anthony Corea
Tony Curtis - Bernard Schwartz
Tony Danza - Anthony Iadanza
Doris Day - Doris Kappelhof
Kirk Douglas - Issur Danielovitch Demsky
Michael Douglas - Michael Kirk Demsky
Dianne Keaton – Dianne Hall
John Ford - Sean O´Fearna
Whoopi Goldberg - Caryn Johnson
Hulk Hogan - Terry Jean Bollette
Harry Houdini - Ehrich Weiss
Elton John - Reginald Kenneth Dwight
Boris Karloff - William Henry Pratt
Danny Kaye - David Daniel Kominski
Michael Keaton - Michael Douglas
Michael Landon - Eugene Michael Orowitz
Bruce Lee - Lee Yuen Kam
Jerry Lewis - Joseph Levitch
Lou Diamond Phillips - Lou Upchurch
Mickey Rooney - Joe Yule, Jr.
Winona Ryder - Winona Horowitz
Wolfman Jack - Robert Smith
Stevie Wonder - Steveland Judkins
Brigitte Bardot - Camille Javal
Bob Dylan - Robert Zimmerman
Chuck Norris - Carlos Ray
Omar Sharif - Michael Shalhoub
George Michael - Georgios Panayiotou
John Wayne - Marion Morrison
Serge Gainsbourg – Lucien Ginsberg
Nuno Markl – Nuno Marques


Michael Keaton, que tem no seu B.I. Michael Douglas, mudou o seu apelido para Keaton, quando outro Michael Douglas, que na realidade se chama Michael Kirk Demsky, começou a ter sucesso. Optou por Keaton, porque a sua actriz preferida na altura era Diane Keaton, que na verdade se chama Diane Hall. Nome que foi utilizado pelo seu namorado, na altura, Woody Allen (Allen Stewart Konigsberg) para um dos seus melhores filmes de sempre: Annie Hall.
David Jones, vulgarmente conhecido como David Bowie, mudou o seu nome porque no início da sua carreira havia outro David Jones (dos Animals) a ter sucesso. Um par de calças do tempo antes da mudança de nome, podem ser apreciados no Hard Rock Café em Lisboa.


Carlos Ray Vs Lee Yuen Kam

22.1.06

A Mais Dura V



SIGOURNEY WEAVER

Susan Alexandra Weaver nasceu a 8 de Outubro de 1949, em Nova Iorque. Dia que , para além de ser um feriado qualquer por cá, é também o dia de aniversário do Matt Dammon, um conhecido contínuo que percebe de contas de matemática.
Seu pai,
Sylvester "Pat" Weaver Jr. foi presidente da estação NBC durante um par de anos e inventou os talk-shows de sofá e secretária, onde as pessoas conversam e têm sempre canecas de café, por serem demasiado impacientes para esperarem pelo "intervalo do café".
A sua mãe Elizabeth Inglis, além de inglesa como o próprio nome indica, era uma actriz que abandonou a carreira pela vida familiar. Tem ainda um irmão com o nome parecido com um tipo de vírus informático, Trajan, e acerca do qual eu não sei absolutamente nada.

Aos 14 anos, decidiu mudar o seu nome para Sigourney, porque andava a ler um livro em que uma das personagens também se chamava assim. Advirto desde já os pais e futuros pais para um dos mais graves riscos que a leitura tem, sobretudo a de livros de literatura, nas cabeças dos mais novos que ainda não têm pensar de gente: A leitura provoca ideias!
Sigourney frequentou uma escola de teatro, mas o seu 1,85m de altura fez com que ficasse sempre com papéis de prostituta ou de velha. Não percebo o que raio tem a altura a haver com isto, mas é o que está escrito no IMDB. Eu cá acho que também há prostitutas baixas... quanto muito ela poderá parecer um travesti, ou um drag-queen, visto que tem altura de homem.

Como todas as actrizes de quem eu já aqui falei, estreou-se numa "ópera de sabão" intitulada "Madman" de 1976. Mas o seu primeiro papel de relevo, foi em 1978, em que fez de "acompanhante dum gajo à porta do cinema" no filme "Annie Hall" de Woody Allen, e que teve a fantástica duração de seis segundos. Deve ter percebido que não seria em comédias pseudo-intelectuais que estava o seu futuro, e logo no ano seguinte dedicou-se à matança bicharada do espaço no filme "Alien" de Ridley Scott.
Foi graças à cena em que despe a roupa de astronauta que ganhou o 81º lugar na classificação das actrizes mais sexys do cinema e um lugar cativo no imaginário libidinoso dos fans de ficção científica. O monstro deste filme foi criado pelo artista alemão RH Gigher, que também fez retratos da Debbie Harry na altura em que ela ainda era jeitosa.

Os filmes que se seguiram foram "Ghostbusters" e "Aliens", de novo com muita bicharada . Esta sequela foi dirigida por James Cameron que abandonou o projecto de "Rambo II", mas que no entanto aproveitou o guião que já tinha, substituíndo o nome "Rambo" por "Ripley" e os vietnamitas por "aliens".
Em 1988, Weaver decide trocar o fato de macaco que usara em "Alien" por uma roupa do Coronel Tapioca e ir para "Bruna" morar com gorilas. Caso não saibam, os gorilas nesse filme eram bonecos robotizados, uma espécie híbridos de macaco Adrinano com um androide do "Alien". Ainda no mesmo ano, fez de "gaja que partiu a perna" num filme com a Mellanie Griffith e foi convidada a dar continuidade à sua personagem na sequela de "Ghostbusters" , antes dos produtores se terem apercebido que aquilo dava era uns bons desenhos animados.

David Fincher realizou o segundo melhor filme da saga "Alien", no qual Sigourney Weaver volta à personagem "Ellen Ripley". Desta a acção do filme desenrola-se na prisão para onde enviaram o grupo de "skinheads" que mataram o Carlos (o cabo-verdiano assassinado no Bairro Alto) e no qual "Ripley" faz justiça ao adjectivo "dura", pois salta para dentro dum balde de fundição, com muita mais pinta do que o Arnie no "Terminator 2". Afinal de contas um mergulho para a morte em estilo livre é mais impressionante do que descer agarrado a umas correntes a fazer um "fixe".

Participou ainda, numa série de filmes onde teve a oportunidade de torturar o "Ganhdi" e mostrar que tem mais caparro que o John Hurt, ser a primeira-dama dos E.U.A e brincar à branca-de-neve.
Susana Alexandra protagonizou também o último (?) filme da série "Alien", realizado pelo gajo do "Amélie", fazendo-se acompanhar dum "Milli Vanilli", do "Hellboy" que era também o atrasado do "Nome da Rosa", um anão paraplégico, o "Eddie" dos Iron Maiden e de uma miúda que rouba nas lojas de confecções e pronto-a-vestir.

De facto, Sigourney Weaver em tudo para ser "A Mais Dura", é alta, tem caparro, maneja armas e explode com coisas, pilota naves e até nem sequer fez muitos filmes "sensíveis". Só tem um problema: tem medo de andar de elevador. Como raio é que se faria um "Die Hard" com ela?

4.12.05

A Mais Dura IV



LINDA HAMILTON

Linda Carrol Hamilton nasceu no dia 26 de Setembro de 1956, na cidade Salisbury (onde se localizam os montes onde o músico Pedro Gabriel vai buscar montes de inspiração), nos Estados Unidos da América. Seis minutos depois de vir ao mundo, veio uma outra criança idêntica a ela, a quem chamaram Leslie.
O pai, que era um general não-sei-quê, morreu num acidente de viação quando elas tinham 5 anos. A mãe, essa meretriz voltou-se a casar, desta com o xerife lá do burgo.
Aos 16 anos, Linda rapou o cabelo (onde é que já ouvi isto?) , cortou as pestanas e engordou, só para se diferenciar da irmã, que era uma chefe de claque do liceu.
Apesar de ter começado a sua carreira de actriz muito cedo, Linda nunca a encarou como profissão com futuro, e em vez disso aspirava (não literalmente) tornar-se arqueóloga ou bombeira. Chegou até a trabalhar como guarda do jardim zoológico, numas férias de Verão.
Na universidade, o professor de teatro disse-lhe que nunca ganharia a vida como actriz, mas depois de se mudar para Nova Iorque e ter estudado no Instituto Lee Strasberg, começou a vingar no mundo do showbizz. Logo, seu manager sacou-lhe a massa, o cacau e o guito e ela viu-se à nora para pagar a prestação da casa de Malibu. Ela não teve com meias medidas e meteu-se na droga, que como toda a gente sabe, é a solução para todos os problemas imobiliários e do reumático.
Depois de ter aparecido na ópera de sabão "Search for Tomorrow", consegui um papel (de dura) num filme de James Cameron intitulado "Terminator", ao lado do duro Arnie. Chegou mesmo a torcer um tornozelo de tanto correr nesse filme.
Seguiram-se uns filmes todos thriller horror sci-fi e coiso, tais como o remake de "Children of the Corn" (1984), "Black Moon Rising" e "King Kong Lives" (ambos de 1986), e ainda a popular série de TV "Beauty and the Beast" (de 1987 a 1990). Em 1991, participou na melhor sequela de sempre, "Terminator 2 - Judgment Day", filme onde prova constatemente que merece esta nomeação de dura. A sua irmã - que por essa altura era enfermeira de profissão- também participou neste filme, onde fez de reflexo da "Sarah Connor" e até mesmo de "Sarah Connor ao longe". Em 1995, Linda fez uma audição para o papel de Capt. Kathryn Janeway no filme "Star Trek: Voyager", mas não o conseguiu.
Linda casou-se várias vezes, a última das quais com o supracitado James Cameron, mas o seu casamente afundou-se quando descobriu que ele mantinha um caso com uma actriz de "Titanic". Talvez por isso tenho recusado o papel em "Terminator 3: The rise of the Machines", onde o seu ex-marido era produtor e ia mandar nela, o que não era grande ideia depois de ela ter-lhe sacado 50 milhões do bom e do belo com o divórcio.
Mas afinal o que faz Linda Hamilton uma verdadeira dura? Isto é, para além do caparro, das armas e da porrada, hã? Pois bem, uma dura tem que ter o seu quê de loucura e Linda nesse aspecto ganha muitos pontos, pois sofre de desordem bipolar há mais de vinte anos. Diz que agora anda a tratar-se, não sei...

24.10.05

Anti-Estilo XIV



Também sou daquelas pessoas que apesar de ter televisão por cabo, continua a não ver nada de jeito. Os filmes, as séries, os desenhos animados, e os bons eventos desportivos, simplesmente não passam pelos mais de 30 canais. Verdade seja dita... às vezes tenho direito a um episódio já visto de 'Seinfeld ' e até já me tornei já, um espectador assíduo da oficina das motas.
Um dos canais, nos quais também paro às vezes, depois de longos tempos de zapping, é a RTP Memória. Normalmente para ver um jogo da bola de há 20 anos, mas por vezes para ver também antigos programas de entretimento. Não por serem bons...não senhor, mas sim, por serem tão maus.
E quando vejo um programa do Júlio Isidro, vem-me sempre a mesma pergunta à mente: “Como é que foi possível que este homem se tenha tornado um dos mais famosos apresentadores do país!?”
Obviamente que naquela altura, o povo não tinha as capacidades mentais que tem agora, devido aos muitos anos de ditadura, à falta de escolaridade, à pobreza, aos 2 canais de televisão, que ainda por cima eram a preto e branco. Sim, estes factores poderão ter sido contributos para a carreira televisiva deste homem. Mas na verdade, até não foram, porque depois do 25 de Abril - depois do povo se ver livre do fascismo - o apresentador mais chato do mundo continuou a reinar por mais de 15 anos o meio televisivo.
Sejamos francos... ninguém no seu perfeito juízo, consegue ver de livre vontade o “Clube dos Amigos Disney” ou o "Regresso ao Passado".
E mais, o homem casou há poucos anos atrás, com uma mulher, 27 anos mais nova do que ele.
A minha teoria é que, o Júlio é um hipnotizador e dos bons.

13.10.05

A Mais Dura III



ANGELINA JOLIE

Angelina Jolie Voight nasceu a 4 Junho (não me enganei, estou mesmo a falar dela e não do Tom Cruise) de 1975, na 'Cidade Californiana dos Anjos dos Seios de Silicone' (que aparece como 'Los Angeles' no Atlas só porque o outro nome era muito grande e não cabia). É filha do 'Cowboy da Meia-Noite' Jon Voight e da senhora da livraria, Marcheline Bertrand, que pelos vistos também era actriz, modelo e tal. A sensualidade de orquídea selvagem, deve vir-lhe da madrinha que é a Jacqueline Bisset.
Na infância sonhava ser agente funerária, mas ao ver uns episódios d´"Os Sete Palmos de Terra" percebeu que era profissão de gente feia e/ou maluca. E uma vez que ela apenas bonita e maluca decidiu seguir uma carreira de modelo aos catorze (quatorze para os leitores do norte) anos. Daí até aparecer em videoclips como "Out of Hell II: Picture Show" do MeatLoaf, vídeos do seu colega de liceu Lenny Kravitz, dos Rolling Stones e dos Lemonheads, foi um instantinho. Tornou-se Embaixadora (da) Boa (Vontade) das Nações Unidas, cargo que o nosso Tony Guterres também ambiciona ou detém, não sei bem como isso ficou.
O seu primeiro papel cinematográfico de relevo foi no filme "Cyborg 2", que é como sabemos um filme dum gajo duro, ao qual se seguiram "Hackers" no qual fazia de pirata informática boazona, "Gia" onde desempenhava o papel de uma modelo drogada boazona, "Girl, Interrupted" no qual se fazia passar por maluca boazona,"Gone in 60 seconds" onde representava a personagem de uma mecânica boazona, "Tomb Raider" no qual encarnava uma "Indiana Jones" boazona, "Original Sin" onde foi a boazona que o Banderas comia, "Alexander" no qual assumia a pele de uma boazona dos tempos antigos, e finalmente, "Mr. & Mrs. Smith" onde fazia de Mrs. Smith. Com todos estes papéis construiu uma imagem de dura, de vilã e de mocinha nada sonsa, mas também de amalucada e rebelde. E usou armas, deu porrada, conduziu carros depressa, saltou e deu piruetas.
Mas se é uma dura, também o é devido às suas imensas tatuagens, que deixariam muito motard envergonhado na concentração de Faro. Vamos lá então enumerá-las: tem um 'H' no pulso direito, que é para se lembrar que letra vem a seguir ao "G" e antes do "I"; Tem uma citação do Tenesse Williams que vai do seguinte modo "A prayer for the wild at heart, kept in cages", que é para dizer que lê livros; Tem uma janela azul no fundo das costas, porque é patrocinada pela Microsoft®; Tem o símbolo japonês da morte, emblemas ameríndios e uma cruz de Cristo, para que quando morrer, nenhuma divindade ficar lixada com ela; Tem também uma frase em Latim que diz "Quod me nutrit me destruit" entre a púbis e o estômago, que significa 'O que me nutre/alimenta, destrói-me' e é apenas para que saiba.
É também dura porque adoptou uns putos e deu-lhes uns nomes esquisitos, tendo por isso, que bater nas mães dos 'outros meninos lá do infantário que gozaram com o meu nome, mamã'.
Tal como o gato maltês, colecciona facas e fala francês. O que dá imenso jeito para entender o seu próprio nome e cortar queijo.
Casou-se com um dos gajos do "Hackers", e com um barbeiro chamado Billy Bob (que também é maluco) e agora anda a deixar-se comer pelo sonso do Brad Pitt (sim ele tem um), o que deixou a Jennifer muito triste e faz com que a 'Anjolie Jolina' não seja considerada "A Mais Dura". Paciência, olha...

26.9.05

Estrela Brasileira

Este fim-de-semana vi no Continente do Colombo, a estrela Brasileira Maitê Proença numa sessão de autógrafos. Quando passei por ela com o meu cesto, ela olhou fixamente para mim.
A minha dúvida agora é, se isso foi por causa da minha aparência sensual ou pelo conteúdo do meu cesto.

O meu cesto continha:

- Duas garrafas de água com gás;
- 500g. de polvo congelado;
- Iogurtes com pedaços (promoção compra 1 leva 2);
- Costeletas de porco;
- Couves de Bruxelas;
- Um chouriço Alentejano;
- Manteiga de cabra (promoção compra 1 leva 2);
- Pão integral;


Não continha:

- O livro da Maitê.

25.9.05

A Mais Dura II



SALMA HAYEK

Salma Hayek-Jimenez nasceu no decorrer do mês de Setembro de 1967, numa terreola chamada Coatzacoalcos, no México. É filha de uma cantora de ópera e de um libanês qualquer chamado Hayek. A dureza vem-lhe do pai, porque como todos nós sabemos , essa gente só está bem a fazer mal.
Frequentou um colégio de freiras até aos dezassete anos, no Louisiana (todas as biografias na internet apontam como razão para tal, o facto dos pais quererem a melhor educação para ela), e depois foi estudar relações públicas para a faculdade, curso do qual desistiu para seguir a sonhada carreira de actriz (ou atriz, como na biografia brazuca que li).
Andou pelo teatro, fez umas novelas saboneteiras, fez uns papelitos nuns (que em inglês quer dizer freiras) filmezecos, e foi descoberta pelo Robert Rodriguez, nada de fantástico portanto.
O seu papel no "From Dusk Till Dawn", o de uma dançarina exótica, provocou a experiência mais bizarra que tive de um intervalo no cinema. Estávamos na primeira parte do filme que acaba com Salma a dançar de uma forma provocante - dez minutos de intervalo, pessoas a fumar e a dizer 'que porcaria de fime, uns gajos perdem-se no deserto e metade já foi', voltámos ao lugar, apagaram as luzes e começou a segunda parte - e ela que estava de costas, vira-se e afinal de contas é uma stripper zombie-vampírica do Inferno. E olhem, é assim a vida.
Sem dúvida que ser uma stripper zombie-vampírica do Inferno, contribui para o currículo de uma dura, mas só por si não basta. Vamos então encontrar a dureza de Salma, nos filmes "Desperado" e "Once upon a time in Mexico" onde interpreta o papel de "Carolina" uma gaja que tem mini-facas nas ligas, com as quais mata meio mundo e "entusiasma" a outra metade.
Fez uma catrefada de outros filmes, mas não há nada a assinalar até "Frida", onde apesar de ter apenas uma mega sobrancelha (e uma ferida e um calo), avia o Trosky e um pintor de muros gordo. Tudo bem, não os avia à porrada mas avia-os, e é isso que interessa.
Visto que a escolha dos "parceiros da vida" também define o perfil de dureza das gajas, passemos então a isso. Ela despachou o Clooney, mas no entanto não aviou o Matt Damon e o Ben Affleck quando fez aquele filme, o coiso. Não atirou o gajo dos "Friends" pela barragem abaixo, naquele filme da barragem (o desperdício de tal oportunidade fá-la perder o título de 'A Mais Dura').
No entanto, andou com aquele esquizofrénico neo-nazi, que também já foi padre, o Edward Norton. Agora anda com o "Hulk", o que é coisa de dura, pelo menos enquanto dura (e pronto, chegámos à punchline que como puderam ver não é grande coisa...).

21.9.05

Anormatomias III

Que o Tony é uma figura intrigante, isso toda gente sabe. Vende centenas de milhares discos de música foleira, esgota as maiores salas de espectáculos num piscar de olhos, e mais, 95% do seu público são mulheres. Verdade seja dita, a maior parte é saloia e muitas já de idade avançada... mas o que vêem estas senhoras todas no Tony, perguntam vocês?

Pois é, meus senhores e senhoras, eu sei o segredo do seu sucesso. É o penteado. Ninguém no mundo tem um penteado assim. A forma como ele esconde sorrateiramente as suas entradas, por baixo de cabelo, é única.
Mas porquê, pergunta o leitor? Eu digo-vos: para ter sucesso com as gajas. Não é preciso ser-se Freud ou Jung, para saber isso. As mulheres gostam de homens que escondem coisas. Há rapaziada que esconde a calvice, uns a barriginha, alguns a existência de uma amante e outros o seu ódio a sogra.
Por isso, já sabem, se quiserem engate peçam ao vosso barbeiro um corte à la Carreira. Claro que se arranjarem um Porsche Carrera, melhor ainda...


16.9.05

Anormatomias II



Eu acho que o Carmona Rodrigues tem o estofo e experiência para ser um bom presidente da Câmara de Lisboa. A cara dele tem tantos buracos como as ruas da capital. Verdade seja dita...

13.9.05

Anormatomias I



Vamos começar hoje a nossa nova rubrica intitulada 'Anormatomias'. E porque que não começar com uma figura que anda muito na ribalta, o Prof. José Maria Carrilho?

Antes de tudo quero dizer que o Gémeo Malvado não tem conotação política. Brevemente também falaremos das anormatomias do António Vitorino, Jorge Sampaio, José Sócrates, Mário e João Soares.
No outro dia, estava a seguir atentamente um debate entre Carrilho e outro tipo do qual não me recordo o nome, quando descobri o seguinte: o professor tem nem mais, nem menos, dois lóbulos. Isso chamou logo a minha atenção (perdi o resto desse interessante debate) e gostaria de saber mais sobre este anomalia. Alguém sabe mais? Tive há muitos anos atrás, um professor (de religião e moral) que tinha uma orelha parecida, e isso graças ao cão que lhe mordeu quando era ainda criança.
De qualquer forma, ter dois lóbulos poderá ser a chave para ter sucesso com mulheres 30 anos mais novas... qui sait?



Não sei porquê, mas as pernas longas da sua senhora também me chamaram a atenção. Deve ser outra Anormatomia...

3.9.05

A Mais Dura I

Pois é caro amigos, aqui estou eu de volta com mais uma rubrica acerca de dureza, sendo desta vez no feminino. Recentemente descobri que os seres humanos que não são dotados de pénis à nascença, afinal também têm os seus momentos duros. Se repararmos bem, um parto é lixado que se farta, dormir com homens também não deve ser pêra doce, ou até mesmo a depilação a cera quente seria capaz de pôr muito menino da mamã a chorar para aí.
Calculo que muitos dos nossos leitores (sobretudo os do bigode) estejam a pensar "As gajas!? Mas são todas umas medricas, umas tótós e umas sonsas!". Pois é meus amigos, mas aí é que está o busílis da questão. Tal como diz o povo : "Livra-te de boi sonso que de boi bravo me livrarei"- podem parecer mas não o são... são fortes e manipuladoras e... e.. é melhor não me adiantar muito mais... O que interessa é que muitas vezes são destemidas e coisas dessas.
Tal como fiz anteriormente, irei analisar esta propriedade da dureza olhando para o mundo do cinema, escolhendo dez candidatas e elegendo apenas uma, não duas nem três, mas sim apenas uma vencedora do título de "A Mais Dura".
É importante deixar claro que os critérios desta rubrica, serão ligeiramente diferentes da versão masculina, uma vez que seria impossível encontrar uma actriz que não tivesse feito um filme daqueles "sensíveis" ou que não tivesse levado da boca de um colega seu (não é seu, é dela).

Legenda*

DEMI MOORE

Demetria Gene Guynes, nasceu a 11 de Novembro de 1962, na cidade de Roswell (sim naquela dos extraterrestres adolescentes) no estado do Novo México. Como seria de esperar, teve uma infância lixada. O pai deixou a mãe ainda grávida, que casou com um bebâdo violento e suicida, que fez a pobre miúda sair de casa nos seus sweet sixteen. É o costume....
Foi trabalhar com pin up (seja lá isto o que for...) e aos dezoito casou com o baterista Freddy Moore, que participou na série "Happy Days". Com ele compôs esta música intitulada "It´s not a Rumor" e escreveu a respectiva "lírica".
Em 1982, entrou para o elenco de "General Hospital" e participou no filme "St. Elmo´s Fire". Por esta altura andava a dar forte na "buída" e na coca, mas sendo uma mulher forte tratou-se numa semana (talvez a clásula do contracto referente a estes hábitos, que o estúdio a obrigou a assinar tenha ajudado). Foi também nesta altura que Demi começou a fazer operações plásticas de recauchutagem em diversos sítios, como por exemplo L.A. e Suíça. Depois, e como toda a gente sabe, lá se casou com o Bruce Willis, e foi aqui que ganhou créditos enquanto dura, visto que as duras também se definem pela escolha dos seus parceiros sexuais.
Demi entrou para a tropa no filme "A Few Good Men" e após uma "Indecent Proposal " com um "Striptease" lá pelo meio, prestou provas para as forças especiais em "G.I. Jane" que para quem não sabe é uma espécie de "Oficial e Cavalheiro" para machonas, e no qual ela é mais bad ass (nunca no sentido literal do termo) do que um batalhão de homens.
Obviamente que não pode ser considerada "A mais Dura", pois entrou em filmes como o do ceramista fantasma que dançava, onde contracenava com o Patrick Swayze e aquele filme dos Anjos não sei quê, que se for como o filme de anjos da Meg Ryan, é uma valente porcaria. Outra razão para não merecer o título, é o facto de namorar com o mariconço do Ashton Kutcher, pois fosse uma dura a sério dava-lhe mas era um enxerto de porrada até ele perder a mania.

*Se eu fosse o Tiago, teria feito a seguinte legenda: "Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Then who the h*ll else are you talkin' to? Are you talkin' to me? Well I'm the only one here. Who do you think you're talking to? Oh yeah? Huh? Ok"

26.8.05

A Melhor Foto de Sempre!

Ao depararmo-nos com esta foto do baptizado do afilhado do Marco Paulo num blog alheio, eu e meu primo Pedro não pudémos deixar de fazer uma análise detalhada da mesma. Os aspectos que destacámos são factos irrefutáveis ou pura e mera especulação. A sonata literária que se segue, foi escrita a quatro mãos e dois teclados, sendo que um deles é um teclado multimédia e o outro um teclado de "méque".



- A Valentina Torres estava claramente a comer e faltou à chamada. Por isso é que agora é gorda e, pior que isso, não está presente na melhor foto de sempre. Bem feita!

- António Sala e Amiga Olga estão presentes porque apareciam em todos os baptizados como representantes da Rádio Renascença, certificando-se que os rituais litúrgicos da Igreja Católica eram seguidos à risca. E para comer bolo.

- O António Sala parece o Joker. Nunca conseguiu deixar de ter a expressão idiota que usava no "Palavra puxa palavra" sempre que um concorrente acertava;

- Sobrou tanto tecido do vestido da Cândida - afinal, a rapariga era franzina - que ainda deu para fazer as calças do Marco Paulo e do José Malhoa;

- O Fernando Pereira, como se percebe pela indumentária, tinha ido vender umas apólices de seguros, mas acabou por ficar para uma fatia de bolo e para contar histórias inventadas sobre aquela vez que encheu salas em Nova Iorque a cantar o "Simply the best";

- Armando Gama e José Cid não vão com a cara um do outro. Contextualizando este meu sentimento, e voltando um pouco atrás, relembro-os que é consensual que o gesto de meter a mão no ombro de outro homem no momento em que se tira uma fotografia, além de não ser uma exteriorização de qualquer impulso homossexual, é perfeitamente comum. Então, a única razão que explica o facto de, quer o Nando, quer o Zé, terem ido colocar as suas manápulas nos ombros de pessoas demasiado longe para o gesto poder ser considerado natural, é o ódio que sempre os separou desde que a discussão "quem é fica melhor por detrás de um piano de cauda" eclodiu na praça pública;

- O Armando Gama tem a camisa abotoada até ao queixo porque não tem pêlos no peito e não queria ser excluído daquela parte em que os homens fazem uma roda para contar anedotas porcas e aventuras nos bastidores dos seus concertos;

- É tão certo a braguilha da Cândida Branca Flor ser a única com botões como haver fantásticas correspondências emparelhadas ao nível dos penteados masculinos: Jorge Fernando e Armando Gama optam pelo look "risco ao meio" que Carlos Cruz, apresentando o 1,2,3, tornara quase obrigatório entre os portadores de cabelo escuro liso; António Sala e José Cid preferem o "risco ao lado partindo da esquerda"; e Marco Paulo e José Malhoa decidiram alinhar pela farta grenha de caracóis. Só Fernando Pereira não encontra companheiro para o seu look "Estaline", mas a culpa é do Eládio Clímaco que não apareceu;

- O Fernando Pereira tem um objecto branco e desfocado na mão, que desconfiamos ser um hamster amestrado ou uma pomba branca, uma vez que como é sabido, a segunda melhor habilidade do Fernando a seguir à imitação de vozes, é fazer truques de magia;

- O supracitado, Carlos Cruz não estava presente neste ajuntamento de estrelas, também conhecido como constelação, pois tinha ido ver duma casa para alugar em Elvas;

- O Jorge Fernando e o José Malhoa foram os únicos suficientemente bravos, para aceitar o desafio do José Cid. O desafio consistia em enfrentar o flash da câmara fotográfica sem óculos de sol (tal como o próprio Cid fizera anteriormente), o que nos meados dos anos oitenta podia provocar cegueira total ou parcial. No momento da foto, Jorge Fernando dizia ao Malhoa: "Força pá, vais ver que é só o Zé Cid a reinar cá ca gente...";

- A pose estranha do Sala, só pode ser explicada por uma das seguintes razões: ou é um robô e montaram-lhe mal as pernas, ou pisou excrementos de cão e está a tentar limpar o sapato à saia da Cândida Branca Flor. Assim também se explica porque raio ela está de saia arregaçada;

- Gostaríamos também de chamar a atenção para as incríveis semelhanças do Marco Paulo com o Michael Knight. Aliás, só sabemos que é ele porque quem os clonou teve o cuidado de lhe fazer umas dobras nas baínhas das calças, de forma a conseguir distingui-los;

- Outra ausência sentida, é a de Luís Pereira de Sousa, que devido a razões profissionais (um directo a partir de uma qualquer praia ventosa) se viu impossibilitado de vir a esta festa, enviando assim o seu stand in (aquele senhor careca à direita na foto);

- Uma outra coisa nos causa espécie. Aquele senhora e aquele miúdo que olham fixamente para o rabo do José Malhoa. Terá ele sentado-se em cima de uma fatia de bolo? Estariam as calças descosidas? Guardaria ele a carteira no bolso de trás? As possibilibidades são imensas, mas a verdade essa, só poderá ser encontrada na mente daquele garoto (porque à velhota já deve ter dado uma macacoa qualquer);

- Mas o que não conseguimos mesmo perceber, quer devido à falta de evidências, quer devido às diferentes e verosímeis possibilidades, é o seguinte: Quem é que raio cantou nesta festa de baptizado?

3.7.05

O Canadá



O Canadá é um país estranho. Lá nada é normal e de lá não vem ninguém que seja normal.
O Canadá inventou um refrigerante, que apesar de ser líquido, chama-se "Canada Dry". Há uma parcela de território que claramente deveria ser deles, mas que pertence aos Estados Unidos. Têm a polícia montada. Falam françês, tendo uma alternativa decente (ao contrário dos franceses). Têm uma folha de cannabis na bandeira, e receitam-na aos doentes em estado terminal. Se fosse um país de jeito, teria lobbys instituídos que não permitiriam semelhantes coisas. Afinal de contas, não esqueçamos que o Canadá é a terra natal dos seguintes indivíduos:

- Donal Sutherland, o actor omni-presente em todos os filmes.
- Celine Dion é feia e canta mal as suas músicas foleiras.
- Pamela Anderson, que tirando o silicone americano não sobra muito.
- Alanis Morrisette, que tem uma boca gigante.
- A gaja do "24" que passa o tempo a chorar.
- Bryan Adams, que tem afinidades epidérmicas com o Seal, e que viveu em Cascais.
- Cronenberg que faz filmes fixes, mas esquisitos .
- Marshall Mcluan, que afinal de contas não era um xerife mas um escritor.
- Tom Green, que pôs a cabeça duma vaca dentro da cama dos pais, enquantos estes dormiam.
- Paul Anka, que apesar de ser gay, cantava acerca duma miúda de 16 anos.
- "Crash Test Dummies" que após terem lançado o 2º albúm, o vocalista morreu num acidente de automóvel.
- Neve Campbell, que se chama neve e sopa.
- James Cameron, que depois de ter afundado um navio, ficou com a mania que é o Costeau.
- Michael J. Fox, que passou directamente da adolescência para a 3ª idade.
- Nelly Furtado, que ainda não percebi se é parvinha ou tá queimada da coca.
- Avril Lavigne, que além de pita punk, tem 1,20 m e tal como o Michael J. Fox, nunca será adulta.
-Mike Myers e Leslie Nielsen, ambos ganham a vida a fazerem-se de parvos.
-Bredan Fraser, que é outro que também fez filmes com macacos.
- Keannu Reeves, que nem é preciso dizer nada.
- Jennifer Tilly, quem souber quem ela é, saberá certamente a razão pela qual não é normal.
- Shania Twain, que trocou o Canadá neutro pela Suíça neutra.
- Neil Young, que além de um genial cantor/compositor, é velho e veste-se mal.
- Leonard Cohen, que além de um genial cantor/compositor, é velho e veste-se bem.
-Richard Dean Anderson, que tem um canivete suíço comprado naquela visita que fez à Shania Twain na Suíça, usando um portal interdimensional.

E a jeito de conclusão, lanço-vos um desafio. Conseguem apontar uma coisa boa ou normal, que venha do Canadá?

13.6.05

Bacon vs Sutherland

O recente comentário sobre o Donald Sutherland num post mais abaixo força-me a partilhar convosco esta epifania.
Vi num livro que o Leandro estava a ler, da Sarah Vowell, que nos EUA existe uma teoria/jogo de que o Kevin Bacon se pode relacionar com qualquer outro actor de Hollywood.
Isso fez-me lembrar a teoria do Pedro de que o Donald Sutherland entra em todos os filmes que dão na televisão.
Palavra puxa palavra e chegámos ao jogo de que qualquer pessoa na Terra está relacionada com qualquer outra através de seis graus de conhecimento. Ao contrário do do Donald Sutherland, este jogo também é conhecido na América e chama-se Six Degrees of Separation.
O Leandro lembra-se imediatamente dum filme com esse nome e sobre esse jogo. E depois de um momento em que tentávamos chegar ao Papa, ou ao Steven Spielberg, lembra-se de algo que nos dá um arrepio na espinha. O "Six Degrees of Separation" tem o Will Smith e o omnipresente Donald Sutherland!
Freaky.


Kevin, o meu jogo português bate o teu jogo americano anytime!

2.6.05

O Mais Duro X



STEVEN SEAGAL

Bem, e chegámos ao último nomeado para o título d´"O Mais Duro" do cinema. Foi uma luta renhida, mas de facto "in the end it can be only one". Estêvão Gaivota (dirijo-me a ele usando o nome inicialmente escolhido pelo seu pai, que se perdeu na dislexia do notário) é o vencedor! E porquê? Porque é um duro sem uma única falha. É mestre de artes marciais, é o melhor e maior parte-ossos da indústria, é especialista em todo o tipo de armas e veículos, come sempre a gaja, limpa o sebo a todos os maus e nunca morre, nem sequer aleija-se ou suja-se! Se algum idiota tiver a infeliz ideia de sujá-lo, o Steven torce-lhe o pescoço. Mai nada!
Além disso ele tem estilo. Ora então vejamos: tem um rabo-de-cavalo, usa camisa à homem (não há cá nada de lycras). Parece um verdadeiro senhor! Nunca sorri, pois duro que é duro... E também nunca se despenteia, ao contrário dos outros candidatos, que fizeram filmes onde apareceram todos andrajosos e com pinta de gandulos. Um duro tem de saber ter estilo, vejam a máfia por exemplo, aprumadíssimos como deve ser.
Quanto à sua carreira no cinema, nem vale estender-me por aí além, são só bons exemplos. Devo referir que já trabalhou com Michael Caine, e só lamento que não lhe tenha partido a boca toda. Mas se quiserem saber mais sobre o percurso deste duro cliquem aqui (e não aqui).
Até na vida real é um duro, pois está envolvido com a CIA, em programas de segurança de vários chefes de estado mundiais e operações secretas, sobre as quais não sei nada. Que mais posso dizer? Palavras para quê? Um silêncio vale por mil palavras, mil palavras custam bué nos anúncios de jornal, e se uma imagem vale por mil palavras, logo um silêncio vale o mesmo que uma imagem. Uma imagem num banco de imagens pode valer noventa contos, e por aí adiante.
E é assim que dou esta rubrica por terminada. I´ll be back! Hasta la baby, vista!