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9.3.06

Impossible is nothing!

Há muita gente que pensa que ser um anão nas Filipinas é lixado. Há também gente que pensa que ser um anão filipino com um corte de cabelo à Richard Clayderman moreno é ainda mais lixado. E quase toda a gente considera que ser um anão nas Filipinas e querer ser protagonista de filmes de acção é uma verdadeira utopia, assim um bocadinho como achar que, após a ingestão 78% do nosso peso em álcool, copular com a Céline Dion já poderá assumir formas de um acto minimamente prazenteiro. Não assume. Seja como for, Weng Weng é prova viva que não tem que ser obrigatoriamente lixado ser um anão filipino. E que essa existência, a de anão filipino, não é automaticamente significado de ostracismo da industria cinematográfica dos filmes de acção sem qualquer tipo de orçamento.

Com 84 centímetros de altura, o mirrado filipino berrou pela primeira vez em 1952, junto aos campos de arroz onde a mãe trabalhava, na pitoresca cidade de Davao. Terá dado início à sua frutuosa aventura na sétima arte com a entrada no lubrificado mundo da pornografia, ou seja, começou como toda a gente, que isto de ser pequenino não garante passagem de etapas de formação artística. A sua grande oportunidade – de deixar de ter cavalos, hermafroditas e manequins de látex como companheiros de cena, entenda-se – surge em 1979, ano em que é convidado para dar vida ao Agente 00, em “For Your Height Only”, o qual veio a encarnar uma segunda vez em 1982, em “The Impossible Kid”. E, efectivamente, foi na pele de 00, um agente letal e perspicaz, mas também um homem de emoções e com o dinamismo sexual de um martelo pneumático, que Weng viveu o seu zénite cinematográfico. Sinceramente, ainda não existem palavras para classificar estes dois filmes, sobretudo o primeiro, onde, por exemplo, um chapéu-de-chuva amarelo chega a ser usado, com o maior dos à-vontades, tal e qual como se fosse uma AK-47, para, mais tarde, já ser usado por Weng Weng, qual Mary Poppins, como pára-quedas. Por isso, o melhor mesmo é deixar em aberto a possibilidade de se apreciar um pequeno trailler.

Importa é focar a moral que se retira de tudo isto. Weng Weng soube esperar. Esperou pela sua oportunidade. Não quis ser engolido pela voragem de papéis padrão que a máquina do cinema consagrou aos anões. Não se rendeu aos chamamentos para vestir um fato de E.T., de Alf, ou de um dos robots gay da Guerra das Estrelas. Nem para fazer de Toy na Ilha da Fantasia ou de Oompa Loompa naquele filme sobre o Michael Jackson se fosse dono de uma fábrica de chocolates. Esperou, isso sim!, pelo seu sonho. Esperou que o chamassem para fazer de James Bond filipino! Porque é para agredir outros homens com pontapés no escroto, usar metralhadoras e comer gajas que se escolhe a profissão de actor, caraças!

Também é verídico que Weng teve a sorte de nascer num país tão liberal como as Filipinas. Infelizmente, Portugal, como em muitas outras áreas, ainda está uns bons furos abaixo daquele país asiático, que, por exemplo, detém o actual recorde mundial de crianças encarceradas e o de maior número de crianças a lavar os dentes ao mesmo tempo. E é particularmente triste perceber que, enquanto por lá, os anões podem vingar como protagonistas de filmes de acção, por cá, o único anão actor está condenado a imitar o Gato Fedorento mais alto num anúncio a um crédito bancário e a ir, de vez em quando, ao Herman falar duma peça de teatro que ninguém vai ver. Ninguém pensa nele para saltar de Renaults 5 em chamas, nem para ganhar uma luta em tronco nu ao Joaquim d’Almeida, e muito menos para chafurdar no mamaçal da Alexandra Lencastre. Porque é que tem que ser assim? Não tem, caro único actor anão em Portugal! Não tem…

16.1.06

May Day! May Day!

Como ficaria o lendário guitarista dos Queen, Brian May, se trocasse os seus caracóis à Luís XIV pelo penteado, do não menos mítico, Garcia Perreira?

14.10.05

Crimes Capilares III

Não é preciso encomendar nenhum estudo de mercado, muito menos esperar que inegáveis provas científicas brotem de tubos de ensaio e bicos de Bunsen. É mais que sabido que, para, no louco mundo dos eighties, se destacar pela exuberância capilar, era preciso roçar o paranormal, o sobrenatural, o extraterrestre, o absurdo absoluto, enfim, ostentar o ‘homem elefante’ dos penteados. Mike Score (um gajo com um nome destes, se jogasse à bola, fazia as delícias dos gajos que fazem as manchetes dos jornais desportivos, sempre ávidos de trocadilhos fáceis e parvos) era o vocalista dos ‘A Flock of Seagulls’, um dos poucos nomes de banda que também encaixa perfeitamente como resposta à pergunta ‘eh pá, quem é que me cagou o carro todo?’. Em inglês, claro. Sempre que penso em gaivotas, lembro-me da Mafalda Veiga. Não faço ideia porquê. Vai ser das primeiras coisas que vou tentar saber quando começar a ter terapia.

Apenas uma das músicas dos ‘A Flock of Seagulls’ se tornou famosa. Depois, caíram na há muito anunciada decadência. Ficaram os ‘gajos daquela música’. Os ‘gajos daquela música’ são as bandas ou os artistas que se vêem ultrapassados, em termos de popularidade, por uma das suas cantigas, e que depois, em concertos, são coagidos pela audiência a tocá-la vezes sem conta. Normalmente, acabam por ficar paranóicos e passam a andar pelas ruas de sobretudo, óculos escuros e um incontável número de tiques nervosos – que foi como eu vi o Fernando Girão, a murmurar o seu único hit, o ‘Aqui já não dá’. De entre os muitos ‘gajos daquela música’ que para aí há, mais dois exemplos, um nacional e outro internacional: o Mário Mata é o gajo do ‘Não há nada p’ra ninguém’ e os Europe são os gajos do ‘Final Countdown’. Tão simples como isto. Mas os ‘A Flock of Seagulls’, além de serem os gajos do ‘I ran (so far away)’, são também os ‘gajos que tinham um vocalista que tinha aquele penteado todo coiso, néra?’.


E é merecido que assim seja. O que o Mike Score fez com as suas grenhas é digno de figurar perpetuamente nos anais do mau gosto. Conseguiu combinar vários tipos de penteado num só. O chamado ‘risco ao lado desde a orelha’, há muito a opção do Marante, está presente e faz-se notar. A novidade reside na opção por dois riscos ‘ao lado desde a orelha’, abarcando-se, assim, quer o lado direito, quer o lado esquerdo, e formando uma espécie de acolhedor ninho para onde convergem dois dos opostos mais conhecidos da humanidade. Depois uma franja. Bem grande e ‘em cone’, afunilando-se para junto do nariz e boca. Uma bricolage capilar, e de receita até bastante simples. Erguido com muita laca, força de vontade q.b., nenhuma noção do ridículo e um, indispensável e sempre presente, sentido estético em coma profundo.

6.10.05

Comunicado Oficial

Caros colegas gémeos e estimados leitores, desde ontem assumi publicamente a minha verdadeira natureza.
Este meu “outing ” custou, mas assumi a minha condição, porque não podia continuar a viver na ilusão muito mais tempo.
Não havia mais voltas a dar, não podia esconder mais essa minha faceta. Saí da minha concha e agora sou um homem livre e feliz.
Cortei o cabelo bem curto e as minhas entradas ficaram à vista.

12.9.05

Anti-Estilo XII

Para ser membro dos "Bon Jovi" é preciso muito, mas mesmo muito estilo, pois conseguir dar mais nas vistas que os pelos do peito do Jon é obra. Quem o faz é o Tico, Tico Torres.

Dizem que os bateristas são burros, mas este não é, não senhor! Este até tem uma linha de roupa para crianças: 'Rock Star Baby line' e esteve casado com miss Wonderbra, Eva Herzigova. O nosso Tico sabe mexer nas "baguetes" e sabe mexer em outras coisas.
Não entendo porque é que a sua banda não se chama "The Ticos" em vez de "Bon Jovi", se ele é (tem) o membro mais influente.



P.S. - Ontem eu e o Pedro vimos na televisão um Tico Torres português. Qual não foi o nosso espanto?


30.8.05

Anti-Estilo XI

Há homens que são o anti-estilo em pessoa e o Yanni é um deles.
Depois de acabar os estudos, fui trabalhar para uma terra no fim do mundo e o dono do estabelecimento perguntou-me logo no primeiro dia se conhecia Yanni. Eu não conhecia e fiquei a conhecer, porque o pouco tempo que fiquei lá, ouvi o disco mais de 50 vezes. Não há dúvida, de que um Grego que tem sucesso em Oliveira de Frades, pode considerar-se uma estrela mundial. Como é que a sua música chegou lá, não sei... continua a ser um mistério para mim, já que os postes de telegrafia foram lá colocados há pouco tempo.
Voltando ao artista, começou a sua careira em bandas de rock de 2º categoria nos States. Uma chamada Chameleon foi aquela que teve algum sucesso nos estados de Minnesota, Iowa, Wisconsin, Illinois e South Dakota (em Portugal, o equivalente seria Minho e Trás dos Montes). Um dia viu o sucesso do compatriota Vangelis, largou o rock (esse dia continua a ser um feriado estatal em Minnesota) e meteu-se na cena do New Age.
Alguns tempos depois, reparou no Jean Michel Jarre à tocar ao pé da torre Eiffel, o muro de China e as pirâmides no Egipto.... e o Yanni foi fazer a mesma cena ao pé da Acrópole em 1993.
Ou seja, o nosso amigo Grego pegou em cenas que outros já tinham feito. Como chegou então ao ponto de obter sucesso até em Oliveira de Frades?

A resposta é simples: ter este aspecto.

O que também poderá ter ajudado, foi ter andado com uma velha múmia chamada Linda Evans. Sabemos de fonte segura, que desde então é gay.

26.7.05

Camisete GM



Este fim de semana, foi produzida uma serie limitada de t-shirts Gémeo Malvado. Impressos à mão por um velho artesão português (trabalho infantil no terceiro mundo não é a nossa onda). Falta referir também que, o textil é de altissima qualidade e que tem selo de garantia GM. Se quiser sucesso já sabe: sapatos Gucci, calças Dolce e Gabbana e .... camisete GM!

24.6.05

Anti-Estilo XI

Há uns tempos atrás, falei-vos do grande símbolo nacional que é o bigode português. Um outro símbolo a não menosprezar é a unha grande do dedo mindinho. Durante gerações o culto da unhaca floresceu nas terras lusitanas e é com pena no coração que constato que está a desaparecer.
Aquilo era uma afirmação, de que se pertencia à elite que não praticava trabalhos laborais, ou seja, que não sujava as mãos a trabalhar. Por isso, desempregados deixai crescer as vossas unhas! Mais, com a quantidade de cotonetes que se poupava usando a uninha nos ouvidos sujos, andar com unha comprida, era ser ecologista muito antes da Greenpeace, World Wide Fund, Quercus e outras organizações.
Por isso, digo a estes skins e outros palhaçitos, que andavam a protestar no Martim Moniz - só porque meia milena de larápios de cor assaltou uma praiazita em Carcavelos- e que lutam pelo orgulho nacional que se está a perder, que quando esticarem o braço direito para frente, que seja com uma unha bem cumprida!


Proponho pintar o Bush ou o Pinta da Costa na unha, a quem tiver muita comichão na zona das virilhas.

13.6.05

Anti-Estilo X



Calvície é um termo simples que serve para designar a alopecia androgenética, um problema que afecta maioritariamente o sexo masculino e para o qual não existem soluções naturais definitivas.
Em média, em 25% dos homens as manifestações tornam-se evidentes por volta dos 30 anos de idade, apesar de o processo se desencadear mais cedo, na adolescência. Aos 60 anos, dois terços começam a desenvolver a calvície ou já são calvos.
Se há tanta gente que fica careca, porque então, continua-se a insistir na ridicula mania de deixar uns fiozinhos de cabelo no couro, para tentar esconder algo que toda gente pode ver. É vergonha ser calvo? Sir Winston Churchill, Michael Stipe dos REM, Telly Savalas, Michael Jordan, Bruce Willis, Sean Connery, Billy Corgan dos Smashing Pumpkins, Yul Brynner, Sigourney Weaver e o marido da Celine Dion entre muitas outras grandes figuras, são ou foram carecas.

6.6.05

Sandálias as minhas Calígulas Romanas

Estava a passear as minhas sandálias numa esplêndida e oportuna esplanada com um vento suão a soprar na minha nuca e cabelo. Quando uma amiga da minha mãe que estava connosco disse que as sandálias são muitas giras. A minha mãe referiu-se a um deficiente e afirmou que ele é que teria direito a usá-las. Raios, como são que as minhas sandálias nazarenas de pescador não me assentam?! Não te lembras por acaso de um certo Judeu pescador de Homens que as usava?! Os seus discípulos serão eles por acaso deficientes?! Eu com as minhas sandálias sinto o prazer oculto de ser um cidadão romano com as suas calígulas. Deixem-me em paz com as minhas sandálias que eu corto as unhas dos pés todos os meses e esfrego os meus calos com pedra pomes. Se ainda estivesse a usar meiinha pé-de-gesso com as minhas caligulas. Mas não, halas não se pode ser um conquistador latino nos dias que correm!!! Ainda tenho o meu tabaco - sinto-me um cowboy não me tirem isso! :)

2.6.05

Os Direitos do Homem



Há uns anos atrás, durante um dia de intenso calor, lembrei-me de ir para às aulas com uma t-shirt de basket. O professor não gostou e mandou-me embora. O que estranhei, visto que a sala de aula estava repleto de ombros e de pernas desnudados. Sim, eram do gostoso sexo feminino. Umas semanas depois tentei a minha sorte com umas havaianas e desta vez tinha realmente uma boa desculpa. Tenho uns pés delicados que não gostam do calor, mas nada feito, o velho educador também não aceitou essa justificação. Eu gosto de frescura... qual é o problema!? Não tenho esse direito? Estamos no ano 2005, as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, podem se candidatar aos mesmos empregos (infelizmente continua a ser na prática muitas vezes mais difícil para elas), podem fazer carreira militar, depois da criança nascer os maridos podem tirar licenças de parto, os homossexuais em muitos países (evoluídos) podem casar-se e em alguns podem até adoptar filhos, alguns desses países até têm o direito ao aborto e à eutanásia.... enfim, tão evoluídos que estamos a ficar. E eu apenas gostava ir de kilt para o trabalho e não posso... porquê?

22.5.05

Anti-Estilo IX



O Festival de Eurovisão é um símbolo do Anti-Estilo, e como doses excessivos de A.-E. são nocivas para a saude, já não vejo esta palhaçada há décadas. Mas ontem o nosso estimado leitor Diego V. disse-me para ver, e em particular a participação da Suécia. “Suécia?!?” pensei eu, “dai só vêm coisas boas: moveis de design, Mats Magnusson, Jonas Thern, Stefan Schwarz, Abba, Ingmar Bergman, gajas boas, etc...o que terão estes vikings malucos se lembrado agora....” Pude constatar que estes suecos são realmente doidos.
“WIG WAM!?!”, pensei eu, “Mas o que é isso??? É legal abusar de drogas duras na Suécia???”. Depois de ter passado o efeito surpresa, com os anos que tenho de Stilologia desmistiquei facilmente esta participação Sueca.
1 – Já vimos isso o ano passado com os Darkness (quem é que eles querem enganar?)
2 - Wig Wam, o nome, é muito parecido com a da antiga banda do George Michael.
3 - Ainda não ouvi a música, mas deve ser de certeza uma bela m****a.
4 – Já agora aproveito, para dizer também que os moveis da Ikea são bonitos, mas que a qualidade podia ser melhor.
5 – Qual foi o pais pioneiro em mandar palhaçadas para a Eurovisão? Pois é...Portugal! (Sobre isto vós falarei num futuro espisódio)
P.S. Os tipos afinal são de Noruega...Suécia, Noruega, Escandinávia, isto vai dar tudo ao mesmo, vikings de um raio!

9.5.05

Anti-Estilo VIII



Às vezes falo com os meus leitores, não tenho manias de vedetismo, e tal aconteceu no sábado passado. Numa conversa agradável acompanhado por algumas taças de vinho de um bom ano, contei ao Diogo V., um leitor assíduo de o G.M., que o próximo Anti-Estilo ia ser sobre o Fernando Girão. Qual não foi o meu espanto, quando ouvi o seguinte: “Não faças isso! Fernando Girão tem estilo”. É triste ter de ouvir isso.
Também dizia ele, que o António Manuel Ribeiro dos UHF tinha estilo. Como pode alguém que parece ter um nível de inteligência satisfatória dizer tais barbaridades? Para o Diogo V. se calhar, o mundo não é redondo. Cá está mais um exemplo de como o estado Português gasta mal o dinheiro na educação.
Enfim...vamos falar então do Fernando Girão (o careca mais cabeludo de Portugal segue numa outra altura), o tipo é Anti-Estilo porquê?
- Anda com cabelo comprido há mais de meio século (os anos 60 já foram há muito tempo);
- Tem a mania de ser índio (nós só gostamos dos índios dos filmes de John Wayne);
- Descobriu que tinha uma filha de 25 anos há pouco tempo;
- Disse-o para Portugal inteiro num programa da SIC, que pouco tempo depois, deixou de existir;
- A musica dele, é má....muita má;
- E como alguem dizia, ele canta ou pede esmola?
Como podem ver, o Girão é Anti-Estilo com distinção.

27.4.05

Anti-Estilo VI



Recebi através do Correio do Mal, algumas sugestões para a rubrica do Anti-Estilo, pelas quais agradeço muito aos nossos estimados leitores.
Esta semana falar-vos-ei de um orgulho nacional, ou seja o bigode. O bigode é e não é, ao mesmo tempo, anti-estilo. Difícil? Pois bem, eu explico. Se um Português tem bigode é estilo, agora se for um Francês é anti-estilo. Parece-vos idiota, não é?
Imaginem então um Escocês de saia... é normal, até banal, mas agora um Português de saia já não é nada comum.
E é com um nó no coração que podemos verificar diariamente na rua, no metro e no autocarro que este símbolo nacional está a desaparecer. O bigode que até é um dos símbolos da liberdade, pois nunca vi o Salazar, nem o Caetano de bigode durante os 50 anos do Estado Novo. Por isso digo-vos: o bigode e o Português unidos, jamais serão vencidos!

P.S. Para iniciar a campanha para salvaguardar o bigode português, pedimos ao leitor para pegar numa foto de um luso famoso e que lhe acrescenta um bigode...os melhores serão publicados aqui.

14.4.05

Anti-Estilo V



Todos os anos é sempre o mesmo filme, milhares de forasteiros invadem a nossa querida pátria e somos obrigados a assistir a essa coisa horrenda. O povo português que deu cultura a mais de metade deste globo tem de levar anualmente com este espectáculo bárbaro. É o anti-estilo em massa, é o verdadeiro peúgacausto!
Nós quando vamos lá para fora, nunca ousaremos fazer isso. Quando caminhamos pelas ruas de Paris, Londres, Nova Iorque ou Tóquio; temos dignidade e respeitamos a casa do outro.
Por isso, faço um apelo a um gesto de sacrifício aos muitos compatriotas que estão espalhados por este mundo fora. Vamos combater o inimigo com as suas próprias armas. Português que estais em Cartum, Catmandu ou Reiquejavique, português de primeira, segunda ou quinta geração; lembra-te do teu glorioso passado e heróicos antepassados; veste as meiinhas brancas e calça as sandálias! A nossa hora de vingança chegou....meia por meia, sandália por sandália!

9.4.05

O número que marcou não está atribuído

Hoje, quando estava a caminho do trabalho, vi uns jovens a passar na rua com telemóveis de última geração presos num cordão ao pescoço.
É só. Ao contrário do que estão à espera não vou dizer o que penso desta moda ou destes jovens. É que eles podem tentar descobrir-me e oferecer-me porrada.
Bem, quer dizer... Humm, tchau.

8.4.05

Anti-Estilo IV



Alguém se queixou de que só havia fotos de homens neste blogue. No caso da rúbrica Anti-Estilo, posso dizer que é um facto científico provado que há sobretudo homens com anti-estilo (83,265 %), daí que nesta rúbrica só apareceram figuras do sexo masculino. Como, aqui na redacção do G.M. somos boas pessoas, fomos vasculhar no fundo do nosso baú e descobrimos uma fêmea com anti-estilo: Nana Mouskouri.
É realmente um verdadeiro enigma para nós (adeptos de carnes jeitosas, tipo J.Lo, Destiny´s Child ou Lucy Liu) como esta mulher vendeu milhões de discos por esse mundo fora. Deve saber cantar, só pode ser isso.
Muitas vezes descrita como a Barbara Streisand europeia, esta senhora nasceu na ilha de Creta (compatriota do Demis!). O seu primeiro single chamava-se "Weiße Rosen aus Athen” (Rosas Brancas de Atenas em Alemão!) e desde então foi só sucessos. Participou em 1962 no festival de Eurovisão pela Luxemburgo e continua a dar 100 concertos por ano. É embaixatriz da boa-vontade (Julio Iglesias também é), da UNICEF e foi deputada grega no parlamento Europeio de 1994-1999, onde, aliás, o seu comportamento consistentemente anti-gay decepcionou muitos dos seus muitos fãs gay e lésbicas.
A Nana conservadora? Quem diria...

1.4.05

Anti-Estilo III

Antes de tudo gostava de referir, que ter anti-estilo, não significa necessariamente ser mau. Ora vejamos o eleito desta semana, o senhor Demis Rousos. Este nosso grego preferido, vendeu milhares e milhares de albúns, o que por si já é uma proeza. Agora fazê-lo, sempre vestido de túnica, com 70 kg de gordura a mais, com longos cabelos e barba preta sebosos e com voz de chorão, é sem dúvida obra. O Demis é bom.
Alguns factos interessantes sobre este deus grego vivo:
- Lançou discos em inglês, francês, alemão, italiano e espanhol.
- É grande amigo de Vangelis e canta na banda sonora do Blade Runner.
- Numa dada altura tinha 4 discos nos lugares cimeiros do top inglês (desde então os ingleses nunca mais foram os mesmos).
- Em 1985, Demis foi mantido prisioneiro em Beirute por 5 dias, depois do seu avião ter sido sequestrado.
- Publicou uma autobiografia entitulado "A Question of Weight". O livro foca sobretudo como o Demis perdeu 45 kg (chegou a pesar 160), mas inclui também vários fotos invulgares (o Demis cruxificado!) como tem também varias opinões pessoais sobre temas como o amor, o sexo e ....a comida.
- Em 1993 gravou um disco que continha um rap (!).

24.3.05

Anti-Estilo II



É verdade, os novos coqueluches da música britânica também entraram no campo do anti-estilo.
Não é só por causa da música, que é, diga-se de passagem, má. Já ouvimos milhentas bandas com este tipo de som: pianozeco mais bateria mais um chorão a cantar por cima. Aqui na redacção do Gémeo Malvado, quando queremos ouvir um disco à sério com piano, metemos o “Goodbye Yellow Brick Road” do Elton John a rodar.
Descobrimos numa foto tirada na primeira (e provavelmente última) vêz que os Keane vieram ao nosso pais, que o vocalista Tom Chaplin (que nome de vagabundo!) compra as suas pulseiras na H&M. Uns mêses atrás também comprei uma lá, não para cantar, mas para jogar tenis e custam 2€50! Leram bem: 2€50!!! Isso é gozar com as milhares de pessoas que desembolsaram cada um, 25 broas ou mais para ver estes gajos ao vivo. Uma figura mediática que ganha tanto papel devia ter no minimo a dignidade de andar com umas pulseirinhas Gucci, St. Laurent ou Channel.
Por isso Tom, se gostas de segurar o micro, muda de pulseira!

17.3.05

O Anti-Estilo

Golfe, golfinhos, Delfins… antes de tudo gostava de dar, uma palavrinha sobre essa famosa banda de Cascais. Eles merecem uma grande salva de palmas... tanto disco excrementoso e ainda na estrada! Não é para todos!
E é aqui que vamos encontrar o primeiro eleito da nossa rubrica: o senhor anti-estilo. O baixista não o é... este até tem algum estilo, lembro-me de o ter visto num teledisco o tempo todo, com galochas, o que achei mesmo muito cool. Sempre me pareceu que este tipo, estava apenas nesta palhaçada pelo dinheiro, e não nos podemos esquecer, que vem dele a única coisa positiva que os Delfins ofereceram a música Portuguesa: o baixo na “Canção de Engate” versão Delfins.
Também não é o baterista, porque não sei quem é ele, e muito menos como ele é (isto provavelmente por estar sempre escondido atrás da bateria).
Podia ser o vocalista, mas não o é. Se o nome “Miguel Angelo” e a carecada escondida são sem dúvida, marcas inconfundíveis de anti-estilo, lá ele trás de vez em quando uns óculos ou uns ténis engraçados.
Pois é, caro leitor, já deve ter calculado, que o Sr. anti-estilo desta semana é o guitarrista, o grande Fernando Cunha (obrigado Google pelo nome). Alguém pode me dizer há quanto tempo, é que este senhor anda com uma boina virada ao contrário em cima dos seus longos cabelos? No estúdio, na neve, na praia da Copacabana, em qualquer concerto, e em qualquer lugar, lá está ele com o estupido boné na cabeça. Massacrar os seus fãs (estes também... enfim) tantos anos com esta palhaçada é sem duvida obra! Parabéns ao nosso Sr. anti-estilo desta semana!


Aqui podemos observar o sr. anti-estilo em toda a sua glória. (3º à esquerda)