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2.7.06

A Mais Dura VII



GRACE JONES

Grace Mendoza nasceu no ano da graça de 1952, na localidade de Kingston, na Jamaica. Diz que tem um irmão gémeo chamado Bishop Noel Jones, não sei. O seu pai era um pregador, uma espécie de carpinteiro especializado em pregar, que um dia decidiu que levaria a sua família para Syracuse em Nova Iorque e que não se falava mais nisso. Lá, Grace estudou teatro universitário e usou o seu metro e oitenta de altura e o seu aspecto exótico para se tornar modelo numa agência de -por mais estranho que possa parecer- modelos.

Nessa altura, nos idos finais dos anos setenta, andou pela Europa a trabalhar como modelo e quando regressava a casa era sempre vista a dar um pé de dança nos clubes nocturnos, vulgas bôites. O seu estilo de vida vadio chamou a atenção da Island Records que a levou a assinar um contrato musical que originou muitos êxitos, como o tema "I Need Man", causador dum furor imediato na comunidade homossexual e que lhe valeu o título de "Queen of the Gay Discos".

As suas performances eram de cariz arrojado, nas quais envergava vestes ousadas e fazia-se acompanhar por strippers masculinos e leões daqueles mesmo a sério, e ocasionalmente, de leopardos. Obviamente que a cocaína que consumia então era em parte responsável por todo este circo, assim como pela detenção de Grace na Jamaica por posse de drogas. Um outro facto que contribuíu para o mediatismo de Grace foi o ataque desta ao jornalista britânico Russel Harty, que no seu programa de televisão virou as costas a Grace Jones para falar com os outro convidados (que pena ela ainda não ter sido convidada para os pastéis de nata, só para aviar no gordo da boina).

Para além da sua carreira musical, Grace direccionou o seu talento para o cinema, o que a levou a participar no filme de 1984, "Conan the Destroyer", onde interpretou o papel de "Zula" ao lado do nosso amigo Arnolas. No ano seguinte, o mesmo em que figura no "Playboy Video Magazine vol.8", participa em "A View to Kill", mais um título da série Bond, no qual fez de Bond Girl/ vilã e contracenou com o seu futuro marido e antigo guarda-costas Dolph Lundgren (também conhecido como o "Russo do Rocky V ou IV"). Em "Vamp" (1986), faz de "chefa" de vampiros que frequentam um bar de motoqueiros e que atacam pobres estudantes universitárias indefesas (sim, tal como acontece nas queimas das fitas um pouco por toda a parte). Em 1987, contracena com os músicos-actores Joe Strummer e Courtney Love no western cómico "Straight to Hell" e com actores a sério como Jodie Foster, Ellen Barkin, Isabella Rosselini, Martin Sheen e o diabo em pessoa, Gabriel Byrne, no filme "Siesta" onde faz o papel de "Conchita".

Passam-se uns anos, grava uns discos e tal, e volta ao cinema pela mão de Eddie Murphy, em "Boomerang" (1993) onde faz dela mesma mas com outro nome. Entra num sci-fi manhoso intitulado "Cyber Bandits" em 1995, e ao lado de Hulk Hogan na comédia ridícula "McCinsey's Island" de 1998. Para acabar a década em grande, participa em "Palmer´s Pick Up" outra comédia ridícula na qual figuram personagens absurdas como uma drag queen, um ex-presidiário gay, uma maníaca das armas, e uma celebridade de tv, que juntos tentam libertar satã no virar do século.

Enfim... a década de noventa foi a desgraça para Grace, que revelara um futuro promissor enquanto durona nos anos 80, mas que não conseguiu manter-se à altura das expectativas. Foi também nos anos noventa que Grace, ao passar por Portugal engatou o Carlos Sampaio, que é aquela anta narcisística a quem alguns chamam "modelo". Caraças pá! Só por isto merecia a desqualificação...


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7.5.06

A Mais Dura VI



SHARON STONE

Nascida em 1958 em Meadville, uma pequena cidade da Pennsylvania, era filha dum operário fabril e de uma construtora de casas. Percebe-se logo quem é que usava calças lá em casa. Sharon sempre foi uma rapariga jeitosa e esperta, e como os homens – e algumas mulheres- não se medem aos palmos, as suas medidas em polegadas são 36B-25-35-154. Sendo que, infelizmente, 154 corresponde ao Q.I. e o 36B ao busto.

Aos quinze anos entrou na Universidade Estatal da Pennsylvania e não saiu de lá enquanto não lhe deram um diploma em escrita criativa e belas-artes. Mas como a arte e os livros não enchem a barriga a ninguém, foi trabalhar aos 17 anos para uma casa de hamburgers da cadeia que o doninha anuncia na rádio e na tv. Com essa mesma idade ganhou o concurso de Miss Pennsylvania. Daí rumou para Nova Iorque e foi bater à porta da agência de modelos da mãe do vocalista dos Strokes, a Ford, e passou a figurar numa série de anúncios e reclamos a produtos de renome internacional.

Como todos nós sabemos, tudo na vida tem uma ordem natural: as lagartas transformam-se em borboletas, os futebolistas passam a treinadores, e as modelos tornam-se actrizes. E assim, seguindo as leis da natureza, Sharon entrou para o mundo do cinema, representando o árduo papel de “menina bonita no comboio” no file Stardust Memories (1980) de Woody Allen, realizador que já tinha lançado um outro grande vulto feminino do cinema de acção num outro filme seu. De seguida, protagonizou um filme horrível (horror movie) de Wes Craven, intitulado “Deadly Blessing” (1981). Quatro anos depois entrou n’ “As Minas de Salomão”, o único filme que conheço que inclui uma fuga nesse magnífico meio de transporte que é o caldeirão. Por essa altura, casou-se com o produtor do "MacGyver”.

Não conseguido o papel da Glenn Close n’ “A Atracção Fatal”, acabou por fazer o “Academia de Polícia 4”, o que não foi mau de todo, pois deu inicio ao seu currículo de dura, uma vez que fica sempre bem fazer de polícia quando se quer fazer carreira na dureza. "Òsdepois" o seu status de durona subiu em flecha, pois fez de mulher do Steven Seagal em “Above the Law” e de mulher do Arnold Schwarzenegger em “Total Recall”, realizado por Paul Verhoven, o génio por detrás de êxitos como “Robocop”, “Starship Troopers” e de “Showgirls”.
Mas o grande golpe de mestre de Verhoven foi o descruzar de pernas de Stone, em “Instinto Fatal”. Ainda tentaram fazer a acrobacia de novo, mas esqueceram-se que Sharon estava sentada na cadeira “à americana”- que para quem não sabe consiste em sentarmo-nos numa cadeira ao contrário, ficando as costas da mesma viradas para a frente - o que fez com que o filme se tornasse num fracasso. Diz que Sharon já planeia realizar "Instinto Fatal 3 - Ressurection", em Inglaterra.

Em 1994, Sharon viola Stallone num chuveiro, no filme “O Especialista”, e no ano a seguir fez a versão feminina de Trinitá em “The Quick and the Dead” e de mulher drogada e maluca do De Niro num “Casino”. Ganhou um globo de ouro - daqueles como os da SIC, mas melhores - quando fez a versão feminina de Sean Penn no “Dead Man Walking”, no filme “Last Dance”. Em “Antz”, um filme da animação 3D de 1998, ela fez a voz da Formiga Rabiga.

Em “Gloria” (1999), Stone anda à porrada com uns mafiosos e aprende a falar italiano. Por esta altura era já sem dúvida alguma, uma dura de respeito, mas faltava-lhe fazer uma coisa que os duros fazem frequentemente: comer gajas. Daí o filme “If These Walls Could Talk 2” ( 2001) ter caído que nem ginjas, pois Sharon faz o papel duma lésbica. Mas como Deus castiga estas coisas do “contra-natura”, enviou-lhe um raio, ou sei lá o quê, que lhe provocou uma aneurisma cerebral. Isso explica que desde então não tenha feito nada de especial, sendo “Broken Flowers” (2005), o filme mais representativo desse “não fazer nada de especial”.

É pena mas é assim… a vida. Sharon Stone seria uma forte candidata ao título d’ “A Mais Dura” – e note-se que até uma cicatriz no pescoço tem, como facilmente se pode verificar na sessão fotográfica para a Playboy- se não fossem estes senãos: Sharon é asmática, diabética e defensora dos direitos gays. E se isto não são sinais de fraqueza meus amigos, então já nem sei o que vos diga...

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22.1.06

A Mais Dura V



SIGOURNEY WEAVER

Susan Alexandra Weaver nasceu a 8 de Outubro de 1949, em Nova Iorque. Dia que , para além de ser um feriado qualquer por cá, é também o dia de aniversário do Matt Dammon, um conhecido contínuo que percebe de contas de matemática.
Seu pai,
Sylvester "Pat" Weaver Jr. foi presidente da estação NBC durante um par de anos e inventou os talk-shows de sofá e secretária, onde as pessoas conversam e têm sempre canecas de café, por serem demasiado impacientes para esperarem pelo "intervalo do café".
A sua mãe Elizabeth Inglis, além de inglesa como o próprio nome indica, era uma actriz que abandonou a carreira pela vida familiar. Tem ainda um irmão com o nome parecido com um tipo de vírus informático, Trajan, e acerca do qual eu não sei absolutamente nada.

Aos 14 anos, decidiu mudar o seu nome para Sigourney, porque andava a ler um livro em que uma das personagens também se chamava assim. Advirto desde já os pais e futuros pais para um dos mais graves riscos que a leitura tem, sobretudo a de livros de literatura, nas cabeças dos mais novos que ainda não têm pensar de gente: A leitura provoca ideias!
Sigourney frequentou uma escola de teatro, mas o seu 1,85m de altura fez com que ficasse sempre com papéis de prostituta ou de velha. Não percebo o que raio tem a altura a haver com isto, mas é o que está escrito no IMDB. Eu cá acho que também há prostitutas baixas... quanto muito ela poderá parecer um travesti, ou um drag-queen, visto que tem altura de homem.

Como todas as actrizes de quem eu já aqui falei, estreou-se numa "ópera de sabão" intitulada "Madman" de 1976. Mas o seu primeiro papel de relevo, foi em 1978, em que fez de "acompanhante dum gajo à porta do cinema" no filme "Annie Hall" de Woody Allen, e que teve a fantástica duração de seis segundos. Deve ter percebido que não seria em comédias pseudo-intelectuais que estava o seu futuro, e logo no ano seguinte dedicou-se à matança bicharada do espaço no filme "Alien" de Ridley Scott.
Foi graças à cena em que despe a roupa de astronauta que ganhou o 81º lugar na classificação das actrizes mais sexys do cinema e um lugar cativo no imaginário libidinoso dos fans de ficção científica. O monstro deste filme foi criado pelo artista alemão RH Gigher, que também fez retratos da Debbie Harry na altura em que ela ainda era jeitosa.

Os filmes que se seguiram foram "Ghostbusters" e "Aliens", de novo com muita bicharada . Esta sequela foi dirigida por James Cameron que abandonou o projecto de "Rambo II", mas que no entanto aproveitou o guião que já tinha, substituíndo o nome "Rambo" por "Ripley" e os vietnamitas por "aliens".
Em 1988, Weaver decide trocar o fato de macaco que usara em "Alien" por uma roupa do Coronel Tapioca e ir para "Bruna" morar com gorilas. Caso não saibam, os gorilas nesse filme eram bonecos robotizados, uma espécie híbridos de macaco Adrinano com um androide do "Alien". Ainda no mesmo ano, fez de "gaja que partiu a perna" num filme com a Mellanie Griffith e foi convidada a dar continuidade à sua personagem na sequela de "Ghostbusters" , antes dos produtores se terem apercebido que aquilo dava era uns bons desenhos animados.

David Fincher realizou o segundo melhor filme da saga "Alien", no qual Sigourney Weaver volta à personagem "Ellen Ripley". Desta a acção do filme desenrola-se na prisão para onde enviaram o grupo de "skinheads" que mataram o Carlos (o cabo-verdiano assassinado no Bairro Alto) e no qual "Ripley" faz justiça ao adjectivo "dura", pois salta para dentro dum balde de fundição, com muita mais pinta do que o Arnie no "Terminator 2". Afinal de contas um mergulho para a morte em estilo livre é mais impressionante do que descer agarrado a umas correntes a fazer um "fixe".

Participou ainda, numa série de filmes onde teve a oportunidade de torturar o "Ganhdi" e mostrar que tem mais caparro que o John Hurt, ser a primeira-dama dos E.U.A e brincar à branca-de-neve.
Susana Alexandra protagonizou também o último (?) filme da série "Alien", realizado pelo gajo do "Amélie", fazendo-se acompanhar dum "Milli Vanilli", do "Hellboy" que era também o atrasado do "Nome da Rosa", um anão paraplégico, o "Eddie" dos Iron Maiden e de uma miúda que rouba nas lojas de confecções e pronto-a-vestir.

De facto, Sigourney Weaver em tudo para ser "A Mais Dura", é alta, tem caparro, maneja armas e explode com coisas, pilota naves e até nem sequer fez muitos filmes "sensíveis". Só tem um problema: tem medo de andar de elevador. Como raio é que se faria um "Die Hard" com ela?

4.12.05

A Mais Dura IV



LINDA HAMILTON

Linda Carrol Hamilton nasceu no dia 26 de Setembro de 1956, na cidade Salisbury (onde se localizam os montes onde o músico Pedro Gabriel vai buscar montes de inspiração), nos Estados Unidos da América. Seis minutos depois de vir ao mundo, veio uma outra criança idêntica a ela, a quem chamaram Leslie.
O pai, que era um general não-sei-quê, morreu num acidente de viação quando elas tinham 5 anos. A mãe, essa meretriz voltou-se a casar, desta com o xerife lá do burgo.
Aos 16 anos, Linda rapou o cabelo (onde é que já ouvi isto?) , cortou as pestanas e engordou, só para se diferenciar da irmã, que era uma chefe de claque do liceu.
Apesar de ter começado a sua carreira de actriz muito cedo, Linda nunca a encarou como profissão com futuro, e em vez disso aspirava (não literalmente) tornar-se arqueóloga ou bombeira. Chegou até a trabalhar como guarda do jardim zoológico, numas férias de Verão.
Na universidade, o professor de teatro disse-lhe que nunca ganharia a vida como actriz, mas depois de se mudar para Nova Iorque e ter estudado no Instituto Lee Strasberg, começou a vingar no mundo do showbizz. Logo, seu manager sacou-lhe a massa, o cacau e o guito e ela viu-se à nora para pagar a prestação da casa de Malibu. Ela não teve com meias medidas e meteu-se na droga, que como toda a gente sabe, é a solução para todos os problemas imobiliários e do reumático.
Depois de ter aparecido na ópera de sabão "Search for Tomorrow", consegui um papel (de dura) num filme de James Cameron intitulado "Terminator", ao lado do duro Arnie. Chegou mesmo a torcer um tornozelo de tanto correr nesse filme.
Seguiram-se uns filmes todos thriller horror sci-fi e coiso, tais como o remake de "Children of the Corn" (1984), "Black Moon Rising" e "King Kong Lives" (ambos de 1986), e ainda a popular série de TV "Beauty and the Beast" (de 1987 a 1990). Em 1991, participou na melhor sequela de sempre, "Terminator 2 - Judgment Day", filme onde prova constatemente que merece esta nomeação de dura. A sua irmã - que por essa altura era enfermeira de profissão- também participou neste filme, onde fez de reflexo da "Sarah Connor" e até mesmo de "Sarah Connor ao longe". Em 1995, Linda fez uma audição para o papel de Capt. Kathryn Janeway no filme "Star Trek: Voyager", mas não o conseguiu.
Linda casou-se várias vezes, a última das quais com o supracitado James Cameron, mas o seu casamente afundou-se quando descobriu que ele mantinha um caso com uma actriz de "Titanic". Talvez por isso tenho recusado o papel em "Terminator 3: The rise of the Machines", onde o seu ex-marido era produtor e ia mandar nela, o que não era grande ideia depois de ela ter-lhe sacado 50 milhões do bom e do belo com o divórcio.
Mas afinal o que faz Linda Hamilton uma verdadeira dura? Isto é, para além do caparro, das armas e da porrada, hã? Pois bem, uma dura tem que ter o seu quê de loucura e Linda nesse aspecto ganha muitos pontos, pois sofre de desordem bipolar há mais de vinte anos. Diz que agora anda a tratar-se, não sei...

13.10.05

A Mais Dura III



ANGELINA JOLIE

Angelina Jolie Voight nasceu a 4 Junho (não me enganei, estou mesmo a falar dela e não do Tom Cruise) de 1975, na 'Cidade Californiana dos Anjos dos Seios de Silicone' (que aparece como 'Los Angeles' no Atlas só porque o outro nome era muito grande e não cabia). É filha do 'Cowboy da Meia-Noite' Jon Voight e da senhora da livraria, Marcheline Bertrand, que pelos vistos também era actriz, modelo e tal. A sensualidade de orquídea selvagem, deve vir-lhe da madrinha que é a Jacqueline Bisset.
Na infância sonhava ser agente funerária, mas ao ver uns episódios d´"Os Sete Palmos de Terra" percebeu que era profissão de gente feia e/ou maluca. E uma vez que ela apenas bonita e maluca decidiu seguir uma carreira de modelo aos catorze (quatorze para os leitores do norte) anos. Daí até aparecer em videoclips como "Out of Hell II: Picture Show" do MeatLoaf, vídeos do seu colega de liceu Lenny Kravitz, dos Rolling Stones e dos Lemonheads, foi um instantinho. Tornou-se Embaixadora (da) Boa (Vontade) das Nações Unidas, cargo que o nosso Tony Guterres também ambiciona ou detém, não sei bem como isso ficou.
O seu primeiro papel cinematográfico de relevo foi no filme "Cyborg 2", que é como sabemos um filme dum gajo duro, ao qual se seguiram "Hackers" no qual fazia de pirata informática boazona, "Gia" onde desempenhava o papel de uma modelo drogada boazona, "Girl, Interrupted" no qual se fazia passar por maluca boazona,"Gone in 60 seconds" onde representava a personagem de uma mecânica boazona, "Tomb Raider" no qual encarnava uma "Indiana Jones" boazona, "Original Sin" onde foi a boazona que o Banderas comia, "Alexander" no qual assumia a pele de uma boazona dos tempos antigos, e finalmente, "Mr. & Mrs. Smith" onde fazia de Mrs. Smith. Com todos estes papéis construiu uma imagem de dura, de vilã e de mocinha nada sonsa, mas também de amalucada e rebelde. E usou armas, deu porrada, conduziu carros depressa, saltou e deu piruetas.
Mas se é uma dura, também o é devido às suas imensas tatuagens, que deixariam muito motard envergonhado na concentração de Faro. Vamos lá então enumerá-las: tem um 'H' no pulso direito, que é para se lembrar que letra vem a seguir ao "G" e antes do "I"; Tem uma citação do Tenesse Williams que vai do seguinte modo "A prayer for the wild at heart, kept in cages", que é para dizer que lê livros; Tem uma janela azul no fundo das costas, porque é patrocinada pela Microsoft®; Tem o símbolo japonês da morte, emblemas ameríndios e uma cruz de Cristo, para que quando morrer, nenhuma divindade ficar lixada com ela; Tem também uma frase em Latim que diz "Quod me nutrit me destruit" entre a púbis e o estômago, que significa 'O que me nutre/alimenta, destrói-me' e é apenas para que saiba.
É também dura porque adoptou uns putos e deu-lhes uns nomes esquisitos, tendo por isso, que bater nas mães dos 'outros meninos lá do infantário que gozaram com o meu nome, mamã'.
Tal como o gato maltês, colecciona facas e fala francês. O que dá imenso jeito para entender o seu próprio nome e cortar queijo.
Casou-se com um dos gajos do "Hackers", e com um barbeiro chamado Billy Bob (que também é maluco) e agora anda a deixar-se comer pelo sonso do Brad Pitt (sim ele tem um), o que deixou a Jennifer muito triste e faz com que a 'Anjolie Jolina' não seja considerada "A Mais Dura". Paciência, olha...

25.9.05

A Mais Dura II



SALMA HAYEK

Salma Hayek-Jimenez nasceu no decorrer do mês de Setembro de 1967, numa terreola chamada Coatzacoalcos, no México. É filha de uma cantora de ópera e de um libanês qualquer chamado Hayek. A dureza vem-lhe do pai, porque como todos nós sabemos , essa gente só está bem a fazer mal.
Frequentou um colégio de freiras até aos dezassete anos, no Louisiana (todas as biografias na internet apontam como razão para tal, o facto dos pais quererem a melhor educação para ela), e depois foi estudar relações públicas para a faculdade, curso do qual desistiu para seguir a sonhada carreira de actriz (ou atriz, como na biografia brazuca que li).
Andou pelo teatro, fez umas novelas saboneteiras, fez uns papelitos nuns (que em inglês quer dizer freiras) filmezecos, e foi descoberta pelo Robert Rodriguez, nada de fantástico portanto.
O seu papel no "From Dusk Till Dawn", o de uma dançarina exótica, provocou a experiência mais bizarra que tive de um intervalo no cinema. Estávamos na primeira parte do filme que acaba com Salma a dançar de uma forma provocante - dez minutos de intervalo, pessoas a fumar e a dizer 'que porcaria de fime, uns gajos perdem-se no deserto e metade já foi', voltámos ao lugar, apagaram as luzes e começou a segunda parte - e ela que estava de costas, vira-se e afinal de contas é uma stripper zombie-vampírica do Inferno. E olhem, é assim a vida.
Sem dúvida que ser uma stripper zombie-vampírica do Inferno, contribui para o currículo de uma dura, mas só por si não basta. Vamos então encontrar a dureza de Salma, nos filmes "Desperado" e "Once upon a time in Mexico" onde interpreta o papel de "Carolina" uma gaja que tem mini-facas nas ligas, com as quais mata meio mundo e "entusiasma" a outra metade.
Fez uma catrefada de outros filmes, mas não há nada a assinalar até "Frida", onde apesar de ter apenas uma mega sobrancelha (e uma ferida e um calo), avia o Trosky e um pintor de muros gordo. Tudo bem, não os avia à porrada mas avia-os, e é isso que interessa.
Visto que a escolha dos "parceiros da vida" também define o perfil de dureza das gajas, passemos então a isso. Ela despachou o Clooney, mas no entanto não aviou o Matt Damon e o Ben Affleck quando fez aquele filme, o coiso. Não atirou o gajo dos "Friends" pela barragem abaixo, naquele filme da barragem (o desperdício de tal oportunidade fá-la perder o título de 'A Mais Dura').
No entanto, andou com aquele esquizofrénico neo-nazi, que também já foi padre, o Edward Norton. Agora anda com o "Hulk", o que é coisa de dura, pelo menos enquanto dura (e pronto, chegámos à punchline que como puderam ver não é grande coisa...).

3.9.05

A Mais Dura I

Pois é caro amigos, aqui estou eu de volta com mais uma rubrica acerca de dureza, sendo desta vez no feminino. Recentemente descobri que os seres humanos que não são dotados de pénis à nascença, afinal também têm os seus momentos duros. Se repararmos bem, um parto é lixado que se farta, dormir com homens também não deve ser pêra doce, ou até mesmo a depilação a cera quente seria capaz de pôr muito menino da mamã a chorar para aí.
Calculo que muitos dos nossos leitores (sobretudo os do bigode) estejam a pensar "As gajas!? Mas são todas umas medricas, umas tótós e umas sonsas!". Pois é meus amigos, mas aí é que está o busílis da questão. Tal como diz o povo : "Livra-te de boi sonso que de boi bravo me livrarei"- podem parecer mas não o são... são fortes e manipuladoras e... e.. é melhor não me adiantar muito mais... O que interessa é que muitas vezes são destemidas e coisas dessas.
Tal como fiz anteriormente, irei analisar esta propriedade da dureza olhando para o mundo do cinema, escolhendo dez candidatas e elegendo apenas uma, não duas nem três, mas sim apenas uma vencedora do título de "A Mais Dura".
É importante deixar claro que os critérios desta rubrica, serão ligeiramente diferentes da versão masculina, uma vez que seria impossível encontrar uma actriz que não tivesse feito um filme daqueles "sensíveis" ou que não tivesse levado da boca de um colega seu (não é seu, é dela).

Legenda*

DEMI MOORE

Demetria Gene Guynes, nasceu a 11 de Novembro de 1962, na cidade de Roswell (sim naquela dos extraterrestres adolescentes) no estado do Novo México. Como seria de esperar, teve uma infância lixada. O pai deixou a mãe ainda grávida, que casou com um bebâdo violento e suicida, que fez a pobre miúda sair de casa nos seus sweet sixteen. É o costume....
Foi trabalhar com pin up (seja lá isto o que for...) e aos dezoito casou com o baterista Freddy Moore, que participou na série "Happy Days". Com ele compôs esta música intitulada "It´s not a Rumor" e escreveu a respectiva "lírica".
Em 1982, entrou para o elenco de "General Hospital" e participou no filme "St. Elmo´s Fire". Por esta altura andava a dar forte na "buída" e na coca, mas sendo uma mulher forte tratou-se numa semana (talvez a clásula do contracto referente a estes hábitos, que o estúdio a obrigou a assinar tenha ajudado). Foi também nesta altura que Demi começou a fazer operações plásticas de recauchutagem em diversos sítios, como por exemplo L.A. e Suíça. Depois, e como toda a gente sabe, lá se casou com o Bruce Willis, e foi aqui que ganhou créditos enquanto dura, visto que as duras também se definem pela escolha dos seus parceiros sexuais.
Demi entrou para a tropa no filme "A Few Good Men" e após uma "Indecent Proposal " com um "Striptease" lá pelo meio, prestou provas para as forças especiais em "G.I. Jane" que para quem não sabe é uma espécie de "Oficial e Cavalheiro" para machonas, e no qual ela é mais bad ass (nunca no sentido literal do termo) do que um batalhão de homens.
Obviamente que não pode ser considerada "A mais Dura", pois entrou em filmes como o do ceramista fantasma que dançava, onde contracenava com o Patrick Swayze e aquele filme dos Anjos não sei quê, que se for como o filme de anjos da Meg Ryan, é uma valente porcaria. Outra razão para não merecer o título, é o facto de namorar com o mariconço do Ashton Kutcher, pois fosse uma dura a sério dava-lhe mas era um enxerto de porrada até ele perder a mania.

*Se eu fosse o Tiago, teria feito a seguinte legenda: "Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Then who the h*ll else are you talkin' to? Are you talkin' to me? Well I'm the only one here. Who do you think you're talking to? Oh yeah? Huh? Ok"