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19.6.07

Quando o Vinho Entra, o Juízo Sai.

Numa recente entrevista, Jô Bernardo afirmou que (meio) copinho à refeição, faz bem ao coração. Com isto só veio provar que, fora as acções, já tem tudo o que é preciso para presidir um grande clube como o Benfica.

31.5.06

Mascotes aos magotes

Há, neste mundo, muitas coisas que são intrinsecamente asininas. Cães ou flamingos de louça à escala real. Camisolas para animais. Bicicletas tandem. Balões de ar quente. Papagaios e a arte de os empinar na praia ou onde quer que seja. Fogo de artificio. A palavra piquenique e tudo aquilo que representa. Fruta cristalizada. Bolsos em pijamas. Salsa, o condimento. Salsa, a dança. Salsa, a marca de calças. Mimos e qualquer espécie de malabarismo de rua. Telediscos em que, apesar de haver só um vocalista, todos os restantes elementos do grupo acompanham a letra com sincronização labial e sentimento. Palitos de champanhe. Roletas nos matraquilhos. Dança do limbo. Corridas de sacos. Animais empalhados, sobretudo cabeças de alce. Aqueles cães com uma textura meio aveludada que abanam a cabeça na parte de trás dos carros. Tudo parvoíces. É certo que umas são mais que outras, mas a verdade é que o mundo seria um melhor lugar sem estas coisas. Presença obrigatória, quando se fala no absurdo número de coisas que, a bem dizer, não serve para nada e são estúpidas, é a das mascotes. Olha, aqui está uma e tudo.


A criatura da foto é o Goleo. Título que decorre da extraordinária fusão entre o vocábolo “Golo”, que, óbvio, remete para o único desporto que encanta o mundo, e “Leo”, o “Manel” dos leões, ou seja, o nome mais comum entre os imperais predadores que governam as selvas desde sempre. O Goleo é a mascote do campeonato do mundo. A sua companheira chama-se Pille (alemão para pílula) e, como se pode ver, tem boca de quem parece ter acabado de comer um mamífero vivo e olhos que, se os fitarmos durante tempo demais, nos hipnotizam para fazermos o trabalho sujo desta criatura esférica. Já o Goleo, tem cara de parvo. Tira fotos com a boca aberta. Nem parece o leão que dizem ser. Parece uma mistura de leão com um tapete, um urso, o Rui Bandeira e aquele bicho d’A História Interminável. Aquele que voava e tinha umas narinas enormes. Usa camisola e chuteiras, mas, onde deveria ter uns calções, está ao léu. Além disso, é esquizofrénico. Tanto oferece flores à Pille, como lhe dá joelhadas, pontapés e cabeçadas. Raios, pá! Eu tive uma camisola do Naranjito e um porta-chaves do Pique. Além disso, sou do Sporting. Este Goleo e a sua partenaire não passam de uma desconsideração desumana. Desde o Subi que uma mascote não dava azo a tanta revolta. Seus pulhas!

25.5.06

O Gémeo Malvado apoia oficialmente:



A selecção de Angola no mundial de 2006, assim como as selecções de todos os outros países que tenham uma catana - ou qualquer outro tipo de arma - nas suas bandeiras. Também apoiamos, mas não oficialmente, as selecções Reader´s Digest durante o referido campeonato.

23.5.06

O Circo Voltou à Cidade

Mal tinha pus os pés em terra, no aeroporto da Portela, regressado de umas bem merecidas férias, pude logo avistar que o circo tinha voltado a cidade... perdão… país. Sim estimados leitores, começou o triste espectáculo nacional da adoração da bola. Bandeirinhas com as cores nacionais e imagens dos jogadores da equipa das quinas por todo o lado. Já não é a religião, mas sim a bola, que é o ópio do povo.
As pessoas tornam-se de livre vontade meras marionetas do jogo de marketing como se pude ver no outro dia. Uma empresa qualquer organizou a mega-acção e juntou milhares de mulheres para fazer a bandeira mais bonita (será que os adeptos gays também acham isso?) do mundo. Uma acção só para mentecaptos de certeza, mentecaptas aliás, e me faz lembrar as acções de propaganda dos tempos do Estado Novo. Se fosse para arranjar malta, para uma simples acção humanitária, nem um centésimo do número dos participantes se arranjava.
É o inicio de um mês de nonsense. O país está totalmente perdido na cauda da Europa: o desemprego continua a subir em flecha, as empresas fogem para outros países, os hospitais e as escolas são de um nível de terceiro mundo, os idosos recebem reformas miseráveis, há cada vez mais criminosos nas ruas, etc., etc., mas por um mês inteiro, vamos esquecer isso tudo graças à divinal bola.
Quem é que vai pensar agora nos idosos que estão na lista de espera para serem operados há 3 anos? Nós é que não… vamos mas é pendurar bandeirinhas em tudo quanto é sítio, porque os 11 milionários que vão defender as cores nacionais no relvado, esses sim, precisam de sentir o nosso apoio.
Bem-vindo a narcose nacional!

13.3.06

Streaker por 7 dias

O nosso colega gémeo, Pedro, comunicou-nos na semana passada que, se o Sport Lisboa e Benfica chegar a uma final da liga europeia, vai andar uma semana nu. Foi um comunicado que nos estranhou, porque sendo ele simpatizante do Sporting Clube de Portugal, nós não imaginávamos que o homem era capaz de tal proeza por uma causa que não é sua. Será patriotismo ou será sadomasoquismo? Não sabemos, mas temos a certeza que vai causar sensação e estranheza no metropolitano, habitualmente tão cinzento e negro.
Força Pedro, o povo está contigo!


O Pedro já está a treinar pelas ruas de Lisboa, mas incognito, dai os óculos de sol.

21.2.06

5.999.999

Acabou! De agora para frente não vou ligar mais ao futebol. E não é só por causa da terceira derrota consecutiva do Benfica com uma equipa de segunda categoria. É sobretudo por causa da magia, que para mim, se foi embora.
Havia amigos que me perguntavam o porquê de eu gostar tanto de futebol. Eu retorquia-lhes sempre que futebol era o jogo mais bonito do mundo, que era um misto de desporto com ballet.
Mas essa ideia de beleza desmoronou-se, já não há dribles à la Maradona, remates longos à la Cantona, visão de jogo como o Cruyff tinha ou grandes defesas como o Preud´Homme fazia. É tudo planeado, o contra-ataque, já não há jogadores que tem amor à camisola e o adepto passou para segundo plano e os patrocinadores são reis.
Por causa disso tudo, deixei de ter interesse pela modalidade há algum tempo (até há 2 semanas atrás, pensava que o Pinigol ainda jogava pelo Sporting) e dedico o meu tempo que antes era para o futebol a outras coisas. Não quero ser moralista, mas ouvir um bom disco, ver um filme interessante, ler um livro emocionante, degustar um belo vinho, elaborar um osso bucco ou falar com uma bela mulher, são coisas que trazem muito mais alegria a vida que uma vitória efémera de um jogo de futebol.
Enquanto o Benfica estava a jogar este sábado, ouvi este disco: "Ballad of the Broken Seas" de Isobel Campbell & Mark Lanegan; e posso dizer que é um disco ganhador e que já entrou na minha lista dos melhores de 2006.

17.2.06

Dúvidas existenciais e a Selecção Nacional

O grande problema desta nossa existência é ter de dividir o mundo com imbecilóides. Eles é na escola, no emprego, na rua, na televisão, no Médio Oriente… há sempre mentecaptos por todo lado. Com a idade vamos-nos apercebendo que o número é cada vez mais elevado do que aquilo que pensávamos. Mas também vamos nós habituando a essa realidade.
No entanto, existem excepções, como no outro dia em que li que a Selecção Nacional vai fazer o estágio de preparação para o Mundial em Évora. O artigo rezava assim:

Évora já trabalha para a Selecção

Iniciaram-se ontem as terraplanagens na Herdade da Silveirinha, local onde vai ser construído o complexo desportivo do Lusitano de Évora e que servirá para receber o estágio da Selecção Nacional, em Maio vindouro. Quase cinco anos depois, Morais Santos, presidente do emblema eborense, não cabia em si de contentamento. "É o fim de um sonho e o início da realidade. E a felicidade é maior ainda na medida em que ao nosso complexo desportivo estará associado ao estágio da Selecção Nacional. Muitos pensavam que o nosso projecto seria inconcebível e, depois de travadas muitas lutas e guerras, já perceberam que estávamos lúcidos e que o início das terraplanagens significa um processo irreversível, com ou sem Selecção", advogou. Com a entrada das máquinas em acção, o presidente do clube alentejano acredita que tudo estará pronto a tempo e horas. "Temos um compromisso com a Federação Portuguesa de Futebol e acreditamos que o campo relvado, as bancadas, os balneários, a vedação exterior e respectivas acessibilidades estarão prontas até 30 de Abril", assegurou, para finalizar: "A partir de agora o trabalho não mais voltará a parar até porque o tempo urge.

in "O Jogo"


Depois de ler isto, fiquei confuso e com as seguintes dúvidas:

1. Um complexo desportivo para uma equipa da paróquia, não tem as mesmas condições que um para a selecção nacional (digo eu) e construir isso tudo em tempo recorde, vai sair bem mais caro do que se fosse num prazo normal.

2. Será que Évora é a localidade portuguesa que tem o terreno e condições climatéricas mais parecidos com a Alemanha?

3. Haverá falta de espaços no resto do país para a equipa das "quinas" poder treinar?

4. Não foi há menos, de 4 anos que neste país foram construídos sete estádios e remodelados outros três; e três dos quais já se transformaram em elefantes brancos?

5. Porque é que a selecção não pode fazer o estágio simplesmente outra vez, no centro de treino do Sporting, onde já trabalhou, e de onde se atingiram bons resultados (final do Euro)?

6. Será verdade que Portugal já tem hospitais, escolas e lares de terceira idade, ao nível médio da comunidade europeia e que por isso já pode esbanjar dinheiro em outras coisas menos importantes?

7. Se a resposta a ùltima pergunta for negativa, então onde estãoo Francisco Louça e o resto da malta que tanto gosta de levantar a voz contra tudo e mais alguma coisa?

Para finalizar, gostava de referir que há um grande ponto a favor para que se realize o estágio em Alcochete. No Freeport existe um restaurante de fastfood alemão, onde sauerkraut e salsichas de vários tipos não faltam na ementa.


Por enquanto, o campo ainda está ocupado por outros atletas e não pela Selecção Nacional.

25.11.05

Have a nice rest, Best

O mítico jogador e bebedor George Best deixou nós hoje.
Jogou com a camisola de Manchester United entre 1963 e 1974, e ganhou com esta equipa a liga inglesa em 65 e em 67 e a Taças dos campeões europeus em 1968. Foi jogador Europeu do ano e Jogador do ano pela Associação de Escritores de Futebol no mesmo ano.
Para os diabos Vermelhos marcou 466 jogos, 178 golos. Números de facto incríveis, sabendo que ele normalmente jogava lateral e não como ponta de lança.
Pena foi que o Best nasceu em Belfast. Como a selecção de Irlanda do Norte sempre foi uma selecção fraquinho, nunca pisou o relvado de um só Mundial.
George Best foi de certa maneira um David Beckham avant la lettre. Com o seu longo cabelo e barba, muitas vezes foi apelido de quinto “Beatle”. De facto viveu como uma estrela de rock. Andava num Jaguar branco, era dono de vários pronto-a-vestir e de um nightclub; e erá idolatrado pelo sexo fraco (no seu auge, recebia 1.000 cartas por semana). Mas também deu cabo da sua própria carreira de futebol, bebeu até morrer, andou imensas vezes em lutas nos bares e com a policia, teve vários acidentes por conduzir embriagado, passou algumas vezes pela cadeia, entrou por 2 vezes em falência, and last but not least, batia nas suas esposas e namoradas. Mesmo depois do transplante de fígado continuou a beber 6 litros de vinho por dia, mesmo depois de os médicos dizer que isso lhe ia ser fatal. "In 1969 I gave up women and alcohol - it was the worst 20 minutes of my life", disse uma vez.
Como único britânico, figura na lista onde também constam outras figuras míticas tais como: Di Stéfano, Pelé, Cruijff, Platini, Eusebio, Puskas, Maradona, Beckenbauer e Eusebio.
George Best jogou muitos jogos mágicos, mas para os conhecedores o seu maior jogo foi contra o Benfica no Estádio da Luz. Nesse dia o Benfica perdeu, mas os 75.000 adeptos tiveram a sorte de poder assistir a maior actuação de sempre de uma lenda de futebol.
Thank you George.

27.5.05

O Mais Durão XV



O mais durão definitivo deste blog é, sem dúvida alguma, um ícone para o futebol Português... considerado por muitos uma Pantera Negra, Eusébio da Silva Ferreira, com uma idade a rondar os sessenta e um corpinho invejável envolto numa delicada Licra (Lycra), é o nosso durão de serviço.
Se tivesse pistolas, um lencinho ao pescoço e um chapéu de couboi (cowboy) era (seria) tb (também) um ícone para nós em termos de moda. Não esquecer as botas com esporas.
Acho que falo por todos quando digo: Força Black Continent - África.
Que venham mais pérolas negras, para corromper(!?) a alma Lusa.

28.4.05

Football Trivia



Quando era pequeno o meu pai dizia-me: "Se te perguntarem de que clube és, dizes que és do Benfica como o teu pai.". E era o que eu fazia! Sem nunca ter pago cotas, ouvido relatos ou visto jogos, eu era do Benfica! (Não tenho a certeza que de facto isto aconteceu, podendo apenas ser uma memória construída)
No recreio da escola, nunca tive grande vontade de jogar à bola, mas como precisavam de mim para fazer número, e sob coacção, lá dava uns pontapés na bola e em quem estivesse com ela. Depressa perceberam que eu não era capaz de correr e chutar ao mesmo tempo, daí a minha mudança de posição. Passei a ser guarda-redes, o que era óptimo, pois não tinha de correr nem chutar muito. A minha função era simplesmente desviar-me dos pujantes remates, e assim assegurar a minha integridade física e a popularidade do autor do remate. Geralmente o autor destes remates era um repetente burro, com uns anos a mais do que todos nós, e que era o rei do recreio, mandando assim nos jogos e no árbito (era portanto, uma espécie de Pinto da Costa).
Outro factor que contribuíu para a minha aversão ao futebol, foi o canal dois (lembro aos mais jovens, que nos anos oitenta apenas existiam dois canais. Sim dois!). Eu nunca consegui sintonizar bem o canal dois, ou seja, vi sempre o "Agora Escolha", "Os Soldados da Fortuna" (é aqui que se nota o generation gap, "Esquadrão Classe A" para os pirralhos), o "Bocas", e o "Tom Sawyer"com ruído e chuva televisiva. E que tem isto a ver com futebol? Pois bem, só quando havia "jogo" é o meu pai subia ao telhado e ajustava a antena (sim crianças, usavam-se antenas), para que o canal dois se visse bem. E como ao sintonizar bem o canal dois, o canal um ficava mal, lá ia o meu pai por a antena no sítio, quando acabava o jogo.
Mas o dia em que deixei de gostar de futebol, foi aquele em que o Veloso falhou uma grande penalidade (não sei se é assim que se denomina a coisa) na taça dos campeões europeus (ou algo assim do género) nos meados dos anos oitenta (também não sei precisar a data). Eu tinha feito uma bandeira do Benfica e tudo. Mas de nada me valeu... senti o amargo sabor da derrota a invadir-me as entranhas. Queimei a bandeira e nunca mais vi futebol. Quero dizer... nunca mais vi futebol, voluntariamente.
O futebol invadiu a minha vida de novo, nas aulas de educação física, no secundário. E foi um suplício! As mentes dos professores de educação física, não estão preparadas para aceitar o facto que existem rapazes que não gostam de futebol, e que não são "daqueles". Resultado, fui jogar para uma equipa de raparigas. Lá era bom jogador, e até marquei um golo! Mas foi anulado, porque eu estava "fora de jogo". Como achei que isso queria dizer que eu estava expulso, fui-me embora.
Há ainda outra coisa que me irrita solenemente. Aquelas pessoas que não são adeptos do jogo, mas quando a selecção joga, vibram como se não houvesse amanhã. Deixem-me dizer que odeioessa gente , mais do que tudo. Pior do que gostar ou não de futebol, pertencer ou não a um clube, é ser apenas da selecção.
Por vezes penso no que seria a minha vida hoje, se o Veloso tivesse marcado. Seria eu um daqueles apoiantes da selecção? Ou então um adepto ferrenho do Benfica? Ou teria eu um penteado à Beckam? Seja qual for a hipótese, obrigado Veloso!

27.4.05

Anti-Estilo VI



Recebi através do Correio do Mal, algumas sugestões para a rubrica do Anti-Estilo, pelas quais agradeço muito aos nossos estimados leitores.
Esta semana falar-vos-ei de um orgulho nacional, ou seja o bigode. O bigode é e não é, ao mesmo tempo, anti-estilo. Difícil? Pois bem, eu explico. Se um Português tem bigode é estilo, agora se for um Francês é anti-estilo. Parece-vos idiota, não é?
Imaginem então um Escocês de saia... é normal, até banal, mas agora um Português de saia já não é nada comum.
E é com um nó no coração que podemos verificar diariamente na rua, no metro e no autocarro que este símbolo nacional está a desaparecer. O bigode que até é um dos símbolos da liberdade, pois nunca vi o Salazar, nem o Caetano de bigode durante os 50 anos do Estado Novo. Por isso digo-vos: o bigode e o Português unidos, jamais serão vencidos!

P.S. Para iniciar a campanha para salvaguardar o bigode português, pedimos ao leitor para pegar numa foto de um luso famoso e que lhe acrescenta um bigode...os melhores serão publicados aqui.

16.3.05

Golfe

Chegou-me às mãos uma carta da autoria do senhor Silvio Alves, praticante amador de golfe e um verdadeiro gentleman, que nos relata uma situação que gostaria de ver comentada, e que passo a citar:


"Prezados senhores,
Depois de muitos anos a jogar golfe, foi confrontado com uma situação extremamente desagradável e constrangedora. Passo a explicar: Numa bela tarde de 2ª feira, dia 06 de Maio, iniciei uma partida de golfe acompanhado por um casal amigo de origem Belga (ele Hcp 18 e ela Hcp 16), que vieram a Portugal participar numa reunião cientifica.
Até ao buraco 3, tudo bem e todos muito bem dispostos, altura em que ao preparar a 2ª pancada, começamos a ouvir "gritos" provenientes do Tee do buraco 3, como a insinuar jogo lento . Mas ao tentar perceber o que se passava, realizamos que se tratava de um "jogador sozinho" tentando forçar a passagem!!! Sabendo nós que um jogador que está só, não tem qualquer prioridade num campo de golfe, sendo assim, continuamos a jogar (até porque não se tratava de jogo lento ou bola perdida, apenas uma formação de 3 jogadores realizando um jogo normal).
No buraco 4 - par 3 - Quando aguardávamos a realização da pancada da nossa parceira (com 2 belas pancadas e bolas no green), eis que surge intempestivamente junto ao Tee das senhoras um "senhor" com ar arrogante e tentando novamente ultrapassar a nossa formação. A nossa parceira realizou a sua pancada bastante incomodada com a situação.
É evidente que numa situação cordial e amigável esta passagem seria de imediato autorizada como tenho feito sempre que isto acontece. Mas, dada a atitude pouco simpática do tal "senhor" a ultrapassagem NÃO FOI AUTORIZADA, caminhamos para o fairway a caminho do green.
Para nossa SURPRESA e ESPANTO demos conta que o tal "senhor" tinha realizado a sua pancada e a bola acabara de passar sobre as nossas cabeças indo cair na parte posterior do green!!! Espantados e chocados com tal atitude, aguardamos a presença do mesmo junto ao green e demonstramos toda a nossa indignação em relação à sua atitude.Como podem imaginar, o diálogo foi bastante desagradável e muito pouco simpático.
Quando indagado sobre a razão de tal atitude, MENTIU dizendo que o meu amigo tinha autorizado a sua passagem... Quem com um mínimo de lucidez autoriza a passagem e imediatamente se mete a caminho de um green, sobretudo tratando-se de um par 3 ???
Neste momento já apresentei uma reclamação à Direcção do meu clube e aguardo uma resposta. No entanto gostaria de saber qual a vossa opinião sobre o acontecimento e qual a atitude que deveria tomar para que tal não voltasse a acontecer. "
Ao supraciatado senhor, tenho os seguintes conselhos a dar:
  1. Não diga que joga golfe à segunda-feira, porque isso é gozar com os que trabalham.
  2. Não utilize a expressão casal amigo, por certas e determinadas razões.
  3. Invente uma desculpa melhor do que "reunião científica" para jogar golfe.
  4. Um cavalheiro não faz referência à "pancada" da sua parceira "com 2 belas pancadas e bolas no green". Não é de bom tom.
  5. Intempestivamente é um advébio de modo, que por razões óbvias, não se aplica à terminologia dum desporto como o golfe.
  6. A situação que descreveu, aconteceu fora do "fairway", logo as regras de "fairplay" não são válidas.
  7. Tem de considerar a possibilidade do "senhor" que refere, ser leiloeiro e ter intepretado algum tique de mão do seu parceiro como um sinal de autorização.
  8. Não sejas queixinhas, aprenda a resolver as situações da vida à homem!
  9. Para a próxima vez que se deparar com uma situação semelhante, bata com uma luva no seu opositor , desafiando-o para um duelo. Ele terá o direito de escolher o caddie padrinho e o número do taco a usar como arma.
  10. A melhor atitude a tomar, de modo a evitar que tal situação volte a acontecer é DEIXAR DE JOGAR GOLFE!