20.2.06

Separados à Nascença



Aldous Huxley – Escritor inglês, tornou-se mundialmente famoso com um seu livro que relata a vida na Inglaterra do século XXVI, e em que as personagens principais são Bernard Marx, um anão, e John, um selvagem instruído. Nada de Chewbaccas, sabres de luz e lado negro da força, portanto. Cego a sério, e não “política e ideologicamente cego”, durante grande parte da sua vida, Huxley, ao contrário do seu gémeo – Luis Delgado, viciado no PSD –, era viciado num partido bem mais simpático, coerente e popular, o LSD. Tinha mais de 1,90 metros, o que, para alguém que nasceu ainda no século XIX, é como ter 3, 25 metros agora, e era amigo de copos do Charlot, embora às vezes se chateassem quando Huxley alugava um filme do Buster Keaton em vez do “Tempos Modernos” ou do “Luzes da Cidade”. Acabou por perecer no mesmo dia que o JFK e que o C.S. Lewis, por isso, azar do caraças, a notícia da sua morte nem deve ter dado no Telejornal. Se calhar, nem a família soube no próprio dia, o que é sempre um chatice. Finalmente, refira-se que marca animada presença na capa do “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles, juntamente com mais de sessenta pessoas inteligentes dos livros e das coisas difíceis e assim, tendo sido ainda a um poema seu que aquela banda do Val Kilmer foi buscar o nome.

Luís Delgado – Afirma-se jornalista, mas é, com certeza, mais conhecido pelas suas opiniões absurdas e acentuado fanatismo por Santana Lopes e Bush, características que brilham em todo o seu esplendor ao serviço do DN, numa pequena coluna de delírios pessoais. Basicamente, queria ser um Nuno Rogeiro politicamente faccioso, mas Nuno, e respectivo penacho a fazer lembrar o Rod Stewart dos tempos áureos, só há um e mais nenhum. Além disso, Delgado é “não sei quê” importante na Agência Lusa e na Lusomundo Media, portanto deve andar sempre de fato e ter uma pasta com papéis importantes para assinar. Aqui há tempos, teve uma pequena disputa com o Eduardo Cintra Torres (a quem chegou a aconselhar o internamento num hospital psiquiátrico), facto que, em termos de dinâmica de duelo, é equivalente a assistir a um jogo de futebol entre dois árbitros. Tomar partido é impossível e o que queremos mesmo é que percam os dois e que se aleijem a sério.

4 comentários:

Tiago disse...

O poema é do william blake. Agora é verdade que o Aldous Huxley também tem um livro, posterior, com esse nome sobre efeitos alucingénicos. E não sei a qual dos dois é que o Val Kilmer foi buscar o nome, mas sempre tinha ouvido falar no poema, o que põe o William Blake na linha da frente.

António A. Antunes disse...

ora bem, quanta cultura cabe aqui?

João disse...

O tiago só sabe estas coisas porque a sua masculinidade é pequena...

Pedro disse...

O Val Kilmer foi buscar o nome ao livro do Aldous. Ele diz isso mesmo no final do “Profissão: Duro”. Seja como for, podes pôr os homens que quiseres na linha de frente. Isso é lá contigo.