22.2.06

É Como Quem Segue em Frente, mas Corta à Direita



Caros leitores, julgo que é claro desde o início, que o nosso objectivo aqui no Gémeo Malvado é dominar o mundo. A estratégia escolhida passa obviamente por controlar a internet sendo que a melhor forma de consegui-lo é fazer com que toda e qualquer palavra, ou expressão, que seja escrita num motor de busca tenha como resultado uma indexação cimeira deste nosso blog.
Daí até ao controlo absoluto desta autoestrada onde se surfa e navega, é um caminho que já se faz bem a pé.
Assim que detivermos o poder, obviamento que desligaremos esta rede que só tem trazido malefícios à vida moderna, e voltaremos a restituir a pacatez com que se vivia antes, mais especificamente nos tempos "do antigamente".
Mais um passo foi dado no sentido de atingir o nosso objectivo, visto que se analisarmos a seguinte listagem, iremos deparar-nos com novas àreas de expansão, que vão desde a cultura, pornografia, moda, ciência, passando ainda pelos negócios, engenharia, criatividade, e que vão até às personalidades e vida social. Afectámos também elementos de vários quadrantes e classes sociais, faixas etárias, raças, credos, e ideais políticos.
Agradeçemos desde já a todos os que têm contibuído para a boa fortuna deste ambicioso empreendimento e esperamos que um dia todos respeitem e compreendam a significância história deste nosso pequeno contibuto para a Humanidade.

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21.2.06

5.999.999

Acabou! De agora para frente não vou ligar mais ao futebol. E não é só por causa da terceira derrota consecutiva do Benfica com uma equipa de segunda categoria. É sobretudo por causa da magia, que para mim, se foi embora.
Havia amigos que me perguntavam o porquê de eu gostar tanto de futebol. Eu retorquia-lhes sempre que futebol era o jogo mais bonito do mundo, que era um misto de desporto com ballet.
Mas essa ideia de beleza desmoronou-se, já não há dribles à la Maradona, remates longos à la Cantona, visão de jogo como o Cruyff tinha ou grandes defesas como o Preud´Homme fazia. É tudo planeado, o contra-ataque, já não há jogadores que tem amor à camisola e o adepto passou para segundo plano e os patrocinadores são reis.
Por causa disso tudo, deixei de ter interesse pela modalidade há algum tempo (até há 2 semanas atrás, pensava que o Pinigol ainda jogava pelo Sporting) e dedico o meu tempo que antes era para o futebol a outras coisas. Não quero ser moralista, mas ouvir um bom disco, ver um filme interessante, ler um livro emocionante, degustar um belo vinho, elaborar um osso bucco ou falar com uma bela mulher, são coisas que trazem muito mais alegria a vida que uma vitória efémera de um jogo de futebol.
Enquanto o Benfica estava a jogar este sábado, ouvi este disco: "Ballad of the Broken Seas" de Isobel Campbell & Mark Lanegan; e posso dizer que é um disco ganhador e que já entrou na minha lista dos melhores de 2006.

20.2.06

Separados à Nascença



Aldous Huxley – Escritor inglês, tornou-se mundialmente famoso com um seu livro que relata a vida na Inglaterra do século XXVI, e em que as personagens principais são Bernard Marx, um anão, e John, um selvagem instruído. Nada de Chewbaccas, sabres de luz e lado negro da força, portanto. Cego a sério, e não “política e ideologicamente cego”, durante grande parte da sua vida, Huxley, ao contrário do seu gémeo – Luis Delgado, viciado no PSD –, era viciado num partido bem mais simpático, coerente e popular, o LSD. Tinha mais de 1,90 metros, o que, para alguém que nasceu ainda no século XIX, é como ter 3, 25 metros agora, e era amigo de copos do Charlot, embora às vezes se chateassem quando Huxley alugava um filme do Buster Keaton em vez do “Tempos Modernos” ou do “Luzes da Cidade”. Acabou por perecer no mesmo dia que o JFK e que o C.S. Lewis, por isso, azar do caraças, a notícia da sua morte nem deve ter dado no Telejornal. Se calhar, nem a família soube no próprio dia, o que é sempre um chatice. Finalmente, refira-se que marca animada presença na capa do “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles, juntamente com mais de sessenta pessoas inteligentes dos livros e das coisas difíceis e assim, tendo sido ainda a um poema seu que aquela banda do Val Kilmer foi buscar o nome.

Luís Delgado – Afirma-se jornalista, mas é, com certeza, mais conhecido pelas suas opiniões absurdas e acentuado fanatismo por Santana Lopes e Bush, características que brilham em todo o seu esplendor ao serviço do DN, numa pequena coluna de delírios pessoais. Basicamente, queria ser um Nuno Rogeiro politicamente faccioso, mas Nuno, e respectivo penacho a fazer lembrar o Rod Stewart dos tempos áureos, só há um e mais nenhum. Além disso, Delgado é “não sei quê” importante na Agência Lusa e na Lusomundo Media, portanto deve andar sempre de fato e ter uma pasta com papéis importantes para assinar. Aqui há tempos, teve uma pequena disputa com o Eduardo Cintra Torres (a quem chegou a aconselhar o internamento num hospital psiquiátrico), facto que, em termos de dinâmica de duelo, é equivalente a assistir a um jogo de futebol entre dois árbitros. Tomar partido é impossível e o que queremos mesmo é que percam os dois e que se aleijem a sério.

17.2.06

Dúvidas existenciais e a Selecção Nacional

O grande problema desta nossa existência é ter de dividir o mundo com imbecilóides. Eles é na escola, no emprego, na rua, na televisão, no Médio Oriente… há sempre mentecaptos por todo lado. Com a idade vamos-nos apercebendo que o número é cada vez mais elevado do que aquilo que pensávamos. Mas também vamos nós habituando a essa realidade.
No entanto, existem excepções, como no outro dia em que li que a Selecção Nacional vai fazer o estágio de preparação para o Mundial em Évora. O artigo rezava assim:

Évora já trabalha para a Selecção

Iniciaram-se ontem as terraplanagens na Herdade da Silveirinha, local onde vai ser construído o complexo desportivo do Lusitano de Évora e que servirá para receber o estágio da Selecção Nacional, em Maio vindouro. Quase cinco anos depois, Morais Santos, presidente do emblema eborense, não cabia em si de contentamento. "É o fim de um sonho e o início da realidade. E a felicidade é maior ainda na medida em que ao nosso complexo desportivo estará associado ao estágio da Selecção Nacional. Muitos pensavam que o nosso projecto seria inconcebível e, depois de travadas muitas lutas e guerras, já perceberam que estávamos lúcidos e que o início das terraplanagens significa um processo irreversível, com ou sem Selecção", advogou. Com a entrada das máquinas em acção, o presidente do clube alentejano acredita que tudo estará pronto a tempo e horas. "Temos um compromisso com a Federação Portuguesa de Futebol e acreditamos que o campo relvado, as bancadas, os balneários, a vedação exterior e respectivas acessibilidades estarão prontas até 30 de Abril", assegurou, para finalizar: "A partir de agora o trabalho não mais voltará a parar até porque o tempo urge.

in "O Jogo"


Depois de ler isto, fiquei confuso e com as seguintes dúvidas:

1. Um complexo desportivo para uma equipa da paróquia, não tem as mesmas condições que um para a selecção nacional (digo eu) e construir isso tudo em tempo recorde, vai sair bem mais caro do que se fosse num prazo normal.

2. Será que Évora é a localidade portuguesa que tem o terreno e condições climatéricas mais parecidos com a Alemanha?

3. Haverá falta de espaços no resto do país para a equipa das "quinas" poder treinar?

4. Não foi há menos, de 4 anos que neste país foram construídos sete estádios e remodelados outros três; e três dos quais já se transformaram em elefantes brancos?

5. Porque é que a selecção não pode fazer o estágio simplesmente outra vez, no centro de treino do Sporting, onde já trabalhou, e de onde se atingiram bons resultados (final do Euro)?

6. Será verdade que Portugal já tem hospitais, escolas e lares de terceira idade, ao nível médio da comunidade europeia e que por isso já pode esbanjar dinheiro em outras coisas menos importantes?

7. Se a resposta a ùltima pergunta for negativa, então onde estãoo Francisco Louça e o resto da malta que tanto gosta de levantar a voz contra tudo e mais alguma coisa?

Para finalizar, gostava de referir que há um grande ponto a favor para que se realize o estágio em Alcochete. No Freeport existe um restaurante de fastfood alemão, onde sauerkraut e salsichas de vários tipos não faltam na ementa.


Por enquanto, o campo ainda está ocupado por outros atletas e não pela Selecção Nacional.

14.2.06

Gémeos Musicais



Xutos e Pontapés - Para Ti Maria (1988)
Ouvi esta música ainda nos meus tempos de petiz. Na altura, de Bragança a Lisboa eram 9 horas de distância, mas agora já não. A não ser que viajemos num expresso da rodoviária Nacional.
Obviamente que aos nove anos eu não sabia o que a palavra 'amiúde' significava, logo achava que o que o Tim dizia era: "Hei-de ter um avião, para lá ir mais a miúda". A música fala-nos dum comboio azarado, de drogas e/ou masturbação - "Dei comigo agarrado ao ponteiro mais pequeno"-, mas também dum amor que nunca mais chega, para que possam ir para a pouca-vergonha num celeiro -"E tu de certeza à espera, rebolando-te no feno".
Apesar de consagrados no nosso país, os Xutos estão a pensar mudar o seu nome para "The Comendators", de forma a entrarem no mercado estrangeiro.

Pearl Jam - Down (2002)
Esta banda que veio da terra onde o Tom Hanks sofria de insónias, Seatlle, e é também uma das minhas preferidas. Esta música é um lado B de um single e reapareceu na colectânea de raridades intitulada "Lost Dogs".
Não percebo se se trata de um plágio ou de apenas uma mera coincidência, mas é um facto que a comunidade de emigrantes portugueses nos Estados Unidos é vasta, e que certamente que a Little Portugal Newark Radio já tocou Xutos diversas vezes. Certo é que esta música também fala dum comboio -"You can't be neutral on a moving train".

11.2.06

Ai Timor





Não se percebe. A começar pelo “Represas” (em 1993), passando, por exemplo, pelo penteado (datação impossível), ou pelo “Luís Represas ao vivo no CCB” (em 1996), e terminando no “Fora de mão” (em 2003), o que não faltam para aí são razões para já se ter prendido esse indivíduo. E, de certa forma, a possibilidade de vê-lo enjaulado por razões que em nada se relacionam com estes aterradores crimes contra a humanidade, é um bocadinho como quando o Al Capone foi preso por fugir aos impostos. Não é a mesma coisa. Assim, mesmo que acabe na prisão, vai sempre parecer que se safou.

8.2.06

A Deusa VIII

Olá meninos e meninas. Doravante, não vou demorar mais tempo a apresentar-vos essas Deusas que co-habitam nesta bela pérola de azul, que nós chamamos Terra.
A nação Lusitana tem razões para estar exultante, as Deusas nacionais são as mais apreciadas. O meu objectivo é não me esquecer de nenhuma nacionalidade e dar-vos Deusas de todos os cantos desta esfera (pois é a terra não é chata, porque será que continuamos a utilizar esta expressão).
Sem mais demoras babem-se para a Soraia Chaves. Esta Deusa tem 1,74 m de altura e pesa 56 Kgs. A idade ela não revela, por isso se o leitor estiver informado comente e deixe aqui a idade de Soraia Chaves.

7.2.06

É Como Quem Segue em Frente, mas Corta à Direita


Desde que instalámos o nosso novo contador e relatório de estatísticas, já podemos ver mais facilmente que tipo de fauna frequenta este nosso estaminé. Eu pensava que era só gente erudita, cosmopolita e tal, mas pelos visto nem por isso. Também temos provincianos, saloios, meninos da mamã, malta com a 4ª classe e gajas.
Aquilo lá diz que uns têm mac "porque são giros", outros têm Windows porque tava em promoção no hipermercado e outros até têm Linux para parecer que percebem de computadores "à séria".
Dá também para ver que navegador os nossos visitantes utilizam. Uns usam o Internet Explorer porque é o que vem, achando que a única forma de aceder à internet é carregando num "e" azul, outros porque são mais espertos usam a Raposa de Fogo, que apesar do seu nome índio, funciona melhor e tal, e há ainda os que acham que navegadores são os gajos como o Vasco da Gama. Esses vêm cá menos vezes.
Diz ainda que temos gente vinda de todo o lado, é do estrangeiro (que é um país que fica lá fora), da França, Inglaterra, América, Bélgica (devem ser os amiguinhos do Matias), Finlândia, Suécia, Itália, Porto, Brasil, Luxemburgo, Madrid, Barcelona, e até mesmo aqui da nossa vizinã Espanha.
Os links feitos para cá são todos de blogs, uns famosos e outros nem por isso, blogs esses que consultei um por um, e posso garantir que não são grande espingarda. Nem mesmos os das pessoas que aqui escrevem.
No entanto, há pessoas que não vão aos blogs com links, há as que não sabem adicionar moradas ao menu dos favoritos, e há ainda as que não sabem decorar moradas com mais do que oito caracteres ou com palavras estrangeiras. Essas têm de usar os motores de busca.
Mas o que escrever nesses malfadados motores de busca para encontrar o Gémeo Malvado? É simples! Usem uma das seguintes expressões que foram previamente testadas e que garantem resultados com 100% de eficácia:

-sopa de urso
-pauzinhos japoneses hashi
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-bolos sem açucar receitas
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-quem realizou o primeiro comboio
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-letra música que tenha jéssica raça negra
-tico mia na sala
-quero ter os soundtracks do terminator sem pagar nada
-correio de domingo paginas centrais
-toques motas
-biografia de michel preud´homme
-dois mil e seis
-máquina 0 cabelo
-fotografias do camião de luta livre o batista
-the party at kitty and stud's
-o que vai acontecer nos morangos com açucar
-regime alimentar do pombo
-gigher
-medidas fergie
-vinte anos josé cid lyric
-logo da occ
-cabine portátil
-trapezista tarzan
-matracas karaté
-sait de prostituta

6.2.06

Jack Kerouac

O Jack Kerouac fala-nos no seu livro “Big Sur”, como ele e um amigo chegaram a conclusão que usar papel higiénico não é tão higiénico como lavar mesmo com água. Fez uma cruzada contra esse costume e conseguiu convencer as pessoas do seu meio de amizade e provavelmente alguns dos seus leitores. É de facto interessante este ponto de vista do Kerouac, mas há mais coisas estranhas no que toca a higiene humana.
Alguém consegue explicar-me, por exemplo, o porquê da maior parte das pessoas tomar o banho de manhã e não à noite? Andamos o dia todo em sítios onde há fumos, odores e substâncias pegajosas, para não falar nos próprios suores, e depois deita-se com aquilo tudo por baixo dos lençóis. Brrrr…repugnante, não?
Eu não, tanto no Inverno como no Verão, tomo banho à noite. Chego a casa e dirijo-me automaticamente à casa de banho. É quase como se fosse um ritual.

“Clean
The cleanest I've been
An end to the tears
And the in-between years
And the troubles I've seen
Now that I'm clean
You know what I mean
I've broken my fall
Put an end to it all
I've changed my routine
Now I'm clean Sometimes”


Excerto da música "Clean" dos Depeche Mode

31.1.06

GMI - Gémeo Malvado Investiga


Muito estranho. Isto. Muito estranho. Tenho uma veia de detective, que lateja veementemente sempre que tenho o azar de ver aquele cenoura do CSI com tiradas de canastrão como “Well, it looks like the shoe is on the other foot now, isn't it?”, enquanto olha para o infinito. Mesmo antes do genérico, ele, o cenoura, diz sempre uma coisa qualquer em modo canastrão.

Bem, um japonês morreu em Bucareste, devido a um ferimento numa das pernas, depois de se ter arrastado trinta metros, e, consta, fê-lo apenas a tempo de balbuciar “cão” e “ambulância”. O que eu aprendi, das vezes que vi o CSI, mas sobretudo, das inúmeras vezes que vi o “Crime, disse ela”, foi que se deve começar uma investigação questionando insistentemente – feito parvinho mesmo – o óbvio. Vamos partir do princípio que o Honda falou em inglês e que é a coisa mais normal do mundo, numa capital europeia, um oriental arrastar-se durante uns bons metros até se esvair em sangue. Posto isto, e atentado nos parcos dados disponíveis:

- Se o japonês tivesse balbuciado “Drácula” e “Nadia Comaneci”, as conclusões seriam que um japonês foi fatalmente mordido pelo “Drácula” numa das pernas e pediu para lhe chamarem a “Nadia Comaneci”? Ou vice-versa? Onde é que estava a Nadia Comaneci quando este japonês foi mordido por um suposto cão? E será apenas uma coincidência que Bucareste, local do homicídio, fique a apenas 175 quilómetros de Sighisoara, a cidade natal do Conde Drácula?

- Não podia muito bem ser um japonês dread e estar a tentar dizer “Call an ambulance, dog!”? Eles, os dreads, tratam as pessoas por “dog”, que eu já vi em filmes e telediscos de “booty shaking”. Nesse caso, a hipótese “foi um cão que lhe mordeu na perna” ficaria completamente arredada.

- Porque é que não foi uma ambulância que atropelou o japonês que andava a passear o cão? Ou um cão a guiar uma ambulância que o atropelou? Ou uma ambulância que ia para o veterinário com um cão aleijado ou doente na maca? Porque é que não foi ele, o nipónico, que caiu de uma ambulância, quando esta se desviou abruptamente de um cão? Sendo apenas duas palavras, há uma variedade de hipóteses credíveis que, quer-me parecer, nem chegaram a ser consideradas.

- E como é que sabem que o cão era vadio? Se ele só disse “cão”, como é que sabem que o animal não tinha coleira? Até podia ser a Lassie. A Lassie era um cão vadio? Por falar nisso, onde é que estava à Lassie à hora da ocorrência?

- E a máquina fotográfica do japonês? À velocidade que essa gente tira fotos, de certeza que, revelando-se o rolo, dá para ver o que se passou quase como se fosse um filme experimental. Daqueles europeus que ganham prémios e tudo.

Veredicto GMI: é, de facto, um caso sinuoso. Porém, e não havendo resposta para as pertinentes interrogações acima dispostas, essas, as interrogações, tiveram o condão de encarrilar na minha mente uma resolução inequívoca. Logo para começar, afaste-se a hipótese “cão”. Tratou-se, declaradamente, de um homicídio perpetuado por um homem, e não um cão. Só um homem poderia conhecer a anatomia humana de modo a atingir o sinistrado numa zona crítica. Aliás, nesse sentido, terá sido quase de certeza um médico. Sendo um médico, será alguém que seja também invisual ou ávido praticante de caça – porque, invisuais e caçadores, são indivíduos mais associados à imagem do canídeo, o que, em absoluta medida, justifica o facto do perecido ter balbuciado “cão”. Sendo que se tratou de um crime numa zona urbana, vamos partir do princípio que foi um invisual, e não um caçador. Ora bem, tratando-se de um médico invisual, a ambulância também está explicada: é o meio de transporte dos médicos. Consumada a agressão, o médico invisual ter-se-á colocado em fuga na ambulância, não sem antes, e porque não vê a ponta dum corno, ter atropelado e arrastado o japonês durante, claro, trinta metros. Resta apurar o motivo. Todavia, perante argumentos tão sólidos, o apuro da motivação é claramente secundário.

A vossa localidade é capital de quê?

Li há pouco tempo que Lisboa além de ser capital de Portugal, é capital Atlântico. Pensei logo se era realmente a única capital situada a margem do Oceano Atlântico. Reykjavík não fica ao pé do Atlântico? E Dakar? Nouakchott? Paramaribo ou Buenos Aires não o são? Não?
Bem, mas fiquem a saber que Lisboa não é a única capital em Portugal. Ora vejamos:


Almeirim - Capital da Sopa de Pedra
Armamar - Capital da Maçã
Barcelos - Capital dos Pitos*
Braga - Capital do Barroco
Bombarral - Capital da Pêra Rocha
Caldas da Rainha - Capital da Cerâmica
Campo Maior - Capital do Café
Cantanhede - Capital da Merda*
Cartaxo - Capital do Vinho
Celorico da Beira - Capital do Queijo da Serra
Coimbra - Capital do Saber Português
Entroncamento - Capital do Comboio
Faro - Capital da (in)Cultura de 2005*
Felgueiras - Capital do Calçado e do Ferrari*
Fundão - Capital da Cereja
Golegã - Capital do Cavalo
Gondomar - Capital do Apito Dourado*
Horta - Capital do Iatismo
Lisboa – Capital de Portugal e Capital Atlântico
Leiria - Capital das Brisas do Lis*
Lousã - Capital do Papel e do Livro
Marinha Grande - Capital do Vidro
Marvão - Capital da Castanha
Mirando do Corvo – Capital Nacional da Chanfana
Mealhada - Capital do Leitão
Mirandela - Capital da Alheira
Montemor-o-Velho - Capital do Arroz
Montijo - Capital do Porco
Moura - Capital do Azeite
Óbidos - Capital do Chocolate
Olhão - Capital do Marisco
Paços de Ferreira - Capital do Móvel
Penacova - Capital da Lampreia
Ponte de Lima - Capital do Vinho Verde
Portimão - Capital da Sardinha
Rogil - Capital da Batata-doce
S. Braz de Alportel - Capital da Cortiça
São João da Madeira - Capital do Calçado*
Santarém - Capital do Gótico
Setúbal - Capital da Caldeirada e do Choco Frito*
Valpaços - Capital do Folar
Vila Nova de Poiares – Capital Universal da Chanfana
Vila Pouca de Aguiar - Capital do Granito
Vila Viçosa - Capital do Mármore
Vinhais - Capital do Fumeiro
Valongo - Capital do Whisky (pelo menos é para o presidente da câmara, que mama uma garrafa por dia!)*

* sugestões dos leitores

Falta muita cidade, vila e aldeia que ainda não é capital. E isso não é justo! Por isso, estimado leitor, se tiver propostas… envie-nos um email. Eu já pensei em alguns exemplo tais como: Guimarães que devia ser a Capital do Berço; Vila Nova de Gaia: Capital do Vinho do Porto; Fátima: Capital das Aparições; e Barrancos: Capital das Touradas Permitidas.


Rua principal da gloriosa capital universal da chanfana, Vila Nova de Poiares.

26.1.06

Intervalo para Publicidade

Venha de lá então essa gripe das aves, que já temos remédio!

25.1.06

Eis o vosso país!

Ontem telefonei para um instituto estatal, porque precisava de algumas informações. Aqui fica o diálogo:

Secretária: “Bom dia, com posso ser útil?”
Mat le Bon: “Bom dia, há algum tempo participei num concurso do vosso instituto e gostava de saber como isso ficou…”
Secretária: “Como houve enganos no passado, não podemos dar informações através do telefone, mas todos os resultados dos concursos são afixados aqui no edifício…”
Mat le Bon: “OK, mas eu vivo em Lisboa e é me impossível dirigir-me a Viseu apenas para ver isso”
Secretária: “E não pode pedir a alguém conhecido aqui em Viseu para vir cá ver isso?”
Mat le Bon: “Eu não conheço ninguém em Viseu…”
Secretária: “Então se calhar vai ter que passar mesmo aqui…”
Mat le Bon: “Que chatice! …e não posso encontrar os resultados na vossa página de internet?”
Secretária:“Provavelmente sim...”
Mat le Bon: “Bom, então vou tentar isso…obrigado e um bom dia!”
Secretária: “De nada!”

Fui ver o site e não havia lá nada.


P.S.- Le Bon não é o meu apelido verdadeiro.

22.1.06

A Mais Dura V



SIGOURNEY WEAVER

Susan Alexandra Weaver nasceu a 8 de Outubro de 1949, em Nova Iorque. Dia que , para além de ser um feriado qualquer por cá, é também o dia de aniversário do Matt Dammon, um conhecido contínuo que percebe de contas de matemática.
Seu pai,
Sylvester "Pat" Weaver Jr. foi presidente da estação NBC durante um par de anos e inventou os talk-shows de sofá e secretária, onde as pessoas conversam e têm sempre canecas de café, por serem demasiado impacientes para esperarem pelo "intervalo do café".
A sua mãe Elizabeth Inglis, além de inglesa como o próprio nome indica, era uma actriz que abandonou a carreira pela vida familiar. Tem ainda um irmão com o nome parecido com um tipo de vírus informático, Trajan, e acerca do qual eu não sei absolutamente nada.

Aos 14 anos, decidiu mudar o seu nome para Sigourney, porque andava a ler um livro em que uma das personagens também se chamava assim. Advirto desde já os pais e futuros pais para um dos mais graves riscos que a leitura tem, sobretudo a de livros de literatura, nas cabeças dos mais novos que ainda não têm pensar de gente: A leitura provoca ideias!
Sigourney frequentou uma escola de teatro, mas o seu 1,85m de altura fez com que ficasse sempre com papéis de prostituta ou de velha. Não percebo o que raio tem a altura a haver com isto, mas é o que está escrito no IMDB. Eu cá acho que também há prostitutas baixas... quanto muito ela poderá parecer um travesti, ou um drag-queen, visto que tem altura de homem.

Como todas as actrizes de quem eu já aqui falei, estreou-se numa "ópera de sabão" intitulada "Madman" de 1976. Mas o seu primeiro papel de relevo, foi em 1978, em que fez de "acompanhante dum gajo à porta do cinema" no filme "Annie Hall" de Woody Allen, e que teve a fantástica duração de seis segundos. Deve ter percebido que não seria em comédias pseudo-intelectuais que estava o seu futuro, e logo no ano seguinte dedicou-se à matança bicharada do espaço no filme "Alien" de Ridley Scott.
Foi graças à cena em que despe a roupa de astronauta que ganhou o 81º lugar na classificação das actrizes mais sexys do cinema e um lugar cativo no imaginário libidinoso dos fans de ficção científica. O monstro deste filme foi criado pelo artista alemão RH Gigher, que também fez retratos da Debbie Harry na altura em que ela ainda era jeitosa.

Os filmes que se seguiram foram "Ghostbusters" e "Aliens", de novo com muita bicharada . Esta sequela foi dirigida por James Cameron que abandonou o projecto de "Rambo II", mas que no entanto aproveitou o guião que já tinha, substituíndo o nome "Rambo" por "Ripley" e os vietnamitas por "aliens".
Em 1988, Weaver decide trocar o fato de macaco que usara em "Alien" por uma roupa do Coronel Tapioca e ir para "Bruna" morar com gorilas. Caso não saibam, os gorilas nesse filme eram bonecos robotizados, uma espécie híbridos de macaco Adrinano com um androide do "Alien". Ainda no mesmo ano, fez de "gaja que partiu a perna" num filme com a Mellanie Griffith e foi convidada a dar continuidade à sua personagem na sequela de "Ghostbusters" , antes dos produtores se terem apercebido que aquilo dava era uns bons desenhos animados.

David Fincher realizou o segundo melhor filme da saga "Alien", no qual Sigourney Weaver volta à personagem "Ellen Ripley". Desta a acção do filme desenrola-se na prisão para onde enviaram o grupo de "skinheads" que mataram o Carlos (o cabo-verdiano assassinado no Bairro Alto) e no qual "Ripley" faz justiça ao adjectivo "dura", pois salta para dentro dum balde de fundição, com muita mais pinta do que o Arnie no "Terminator 2". Afinal de contas um mergulho para a morte em estilo livre é mais impressionante do que descer agarrado a umas correntes a fazer um "fixe".

Participou ainda, numa série de filmes onde teve a oportunidade de torturar o "Ganhdi" e mostrar que tem mais caparro que o John Hurt, ser a primeira-dama dos E.U.A e brincar à branca-de-neve.
Susana Alexandra protagonizou também o último (?) filme da série "Alien", realizado pelo gajo do "Amélie", fazendo-se acompanhar dum "Milli Vanilli", do "Hellboy" que era também o atrasado do "Nome da Rosa", um anão paraplégico, o "Eddie" dos Iron Maiden e de uma miúda que rouba nas lojas de confecções e pronto-a-vestir.

De facto, Sigourney Weaver em tudo para ser "A Mais Dura", é alta, tem caparro, maneja armas e explode com coisas, pilota naves e até nem sequer fez muitos filmes "sensíveis". Só tem um problema: tem medo de andar de elevador. Como raio é que se faria um "Die Hard" com ela?

16.1.06

May Day! May Day!

Como ficaria o lendário guitarista dos Queen, Brian May, se trocasse os seus caracóis à Luís XIV pelo penteado, do não menos mítico, Garcia Perreira?

13.1.06

Recordar 2005


O Pior Àlbum - Now 62 “Now that’s what I call music! Vol 62” Este é apenas o último dos 3 álbuns “Now” lançados este ano (60/61/62). Mais musica, mais cor, mais volume, mais brilho.

O Pior Livro - "Harry Potter e o Príncipe Misterioso". No quinto livro desta série, continua a luta pelo Bem. Nesta história os maus tornam-se cada vez mais maus e os bons cada vez mais bons. Brevemente novo livro; Harry Potter e a Azeitona Mágica”.

O Pior Filme - Ben e Loury Got Married, para quem gosta de ver cerimónias de casamento por esse mundo fora, sejam eles quem forem. Este serviço também está disponível na sua loja FotoBrinde da Caranguejeira. (oferta de poster e terço grande em madeira).

A Pior Personalidade - Empate entre Fernando Rocha e G. W. Bush. Um o rei das anedotas, o outro o rei do mundo. Descubra as sete diferenças.

O Pior Evento - Concentração motard em Góis. Mais um ano de muitas reuniões motards, esta em especial continua a crescer de ano para ano. Brevemente no G.M. a rubrica, “O melhor logo de grupo motard”.

O Pior Programa TV - "Malucos do Riso". Felizmente continua, 2005 foi mais um ano de afirmação do programa que nos deixa bem dispostos.

O pior Blog – Empate técnico entre o Blog do Manel e o Blog da Maria.

10.1.06

O Saldal

Todos sabemos que Portugal está a passar por tempos difíceis. A economia não anda, há muito desemprego, a classe média está a desaparecer, o FCP está em primeiro lugar, os salários são baixos… enfim, há uma crise que teima em não desaparecer.
Uma das soluções para este problema é a instauração de um novo feriado: o “Saldal”.
Basicamente é a festa de Natal, mas festejado um mês depois do Natal, e com muitas vantagens para os Portugueses. Vejamos:

- Em primeiro lugar, podemos comprar prendas, comes e bebes à preços baixos. Isso é bom para as nossas carteirinhas.

- Damos de volta ao Natal o seu cariz religioso original e deixamos todo o lado comercial para o Saldal, logo a Igreja ficará contente e dará a bênção.

- Para o estado é bom também porque quem quer ir a Missa do Galo tira o dia do Natal, quem quer festejar o Saldal tira um outro dia, ou seja, o país não pára em nenhum desses dias. E como se sabe, não parar é bom para a economia nacional.

Até já existe uma música para o Saldal!

No Saldal pela manhã
Ouvem-se as maquinas a registar
E há uma grande alegria, no ar

Refrão:
A todos um Bom Saldal
A todos um Bom Saldal
Que seja um Bom Saldal, para todos vós
Que seja um Bom Saldal, para todos vós

Nesta manhã de Saldal
Há em muito centro comercial
Milhões de pessoas neste verdadeiro festival

Refrão:
A todos um Bom Saldal
A todos um Bom Saldal
Que seja um Bom Saldal, para todos vós
Que seja um Bom Saldal, para todos vós

Vamos aos saldos para fazer compras
Vamos pagar com Multibanco ou com notas
Uma camisa, um cachecol ou umas lindas botas

Refrão:
A todos um Bom Saldal
A todos um Bom Saldal
Que seja um Bom Saldal, para todos vós
Que seja um Bom Saldal, para todos vós

Obrigado senhor Azevedo
por esta chouriça a metade do preço
até nós esquecemos que há tanto desemprego

Refrão:
A todos um Bom Saldal
A todos um Bom Saldal
Que seja um Bom Saldal, para todos vós
Que seja um Bom Saldal, para todos vós

Queremos lá saber da dívida externa
Da inflação ou de quem governa
Era bom se este Saldal fosse eterna.

Refrão:
A todos um Bom Saldal
A todos um Bom Saldal
Que seja um Bom Saldal, para todos vós
Que seja um Bom Saldal, para todos vós

Separados à Nascença












Soup Nazi – Embora com uma passagem fugaz por aquele programa de variedades e entretenimento, foi uma das personagens mais marcantes de “Seinfeld”. Apelidado de “Nazi das Sopas”, pela forma autoritária, organizada e psicótica como comercializava o afamado caldo, este senhor acaba por apresentar uma figura mais próxima de Estaline, o adorado soviético, do que de Hitler, esse visionário germânico. Assim como assim, ficou mesmo o Nazi das Sopas e o seu emblemático “No soup for you!” ainda hoje é repetido em muitos pontos do globo. Sobretudo em África.

Sacadura Cabral – Foi um oficial da Marinha Portuguesa e, diz quem viu e quem com ele partilhou uma vida votada ao mar e ao encarceramento naval com centenas de outros homens durante meses a fio, que era capaz de criar as mais espantosas coreografias para a canção “In the Navy” da sodomítica banda “Village People”. Todavia, deixou-se de brincar aos barcos e acabou por se tornar famoso quando, junto com Gago Coutinho, seu companheiro de sempre, realizou a primeira travessia área do Atlântico Sul, num miserável avião sem casa de banho e ávidas hospedeiras (sim, a frequência de voos faz maravilhas pela libido das senhoras). Partiram de Lisboa e, mais de dois meses depois, chegaram ao Recife. Claro, atrasadíssimos para uma reunião e sem um monte de papelada importante que acabou por se espalhar ao longo do Atlântico.

5.1.06

Pequenos prazeres II

Algo que me dá imenso prazer, é durante o almoço e jantar (sobretudo quando a conversa dos nossos companheiros da mesa é chata), ler os rótulos dos produtos que estão expostos na mesa.
Qual não foi o meu espanto no outro dia, quando descobri que o molho da salada que tinha adquirido numa cadeia alemã…era de origem Romena!
De Roménia sei pouco…Ceaucescu, Bucareste, Transilvania, Dracula, Hagi…e pronto, mais nada. Mesmo sabendo pouco desse mundo desconhecido, tenho no meu frigorifico um salad dresser de lá. Coisa fascinante, não?
Pensei dar o nome de “labelspotting” a este passatempo radical e desafio os nossos estimados leitores, a compartilhar as suas novas descobertas.
Uma vez, há muitos anos, descobri que uma lata de corned beef lá em casa, vinha da Etiópia. E isto na altura do Live Aid! Esse dia foi de facto, um dia glorioso para o labelspotting!

3.1.06

Concursos do Mundo II

A Finlândia é um país. Deve ser dos países mais aborrecidos do planeta, mas não deixa, só por isso, de o ser, um país. Apesar deste preconceito, nada tenho contra a Finlândia e, até hoje, só conheci um nativo lá dessa gentalha. Sempre que o via na cantina, a encher a mula, aproximava-me e dizia “Are you finish?”, ao que ele, a princípio solícito e simpático, anuía com um “yes” entoado de forma medieval, ainda que nada ameaçadora e com uma dentição decente. Resposta dada, e eu, acto contínuo, retirava-lhe o tabuleiro. Porque ele já tinha acabado. A verdade é que sempre quis usufruir das potencialidades do facto de o vocábulo inglês para “finlandês” e “acabado” ser, foneticamente, tal e qual. O que fiquei a saber foi que, ao contrário do que por aí se diz, os nórdicos não têm assim tanta paciência como isso.


Bem, serve isto para introduzir o facto de haver um concurso na Finlândia que, em termos de estupidez, chega aos calcanhares da piada com que eu massacrava, diariamente, aquele pobre “Finnish”. Enquadrando historicamente isto tudo, parece que aqui há coisa de centenas e centenas de anos, os nativos de um território – que equivale exactamente à actual Finlândia – tinham o nobre costume de privar as aldeias vizinhas das jovens parideiras. E sim, parece que este nobre acto (actualmente apelidado de rapto e mais que provável violação) deu origem a um dos concursos mais fascinantes do planeta: o carregamento de mulher.

Em poucas palavras, pede-se a um senhor que carregue a sua patroa durante um sinuoso percurso que inclui zonas de água, lama e alcatrão, e que atinge a astronómica cifra de 250 metros. E é só isto. Carregar a patroa no melhor tempo possível. Quer dizer, bem vistas as coisas, carregador e carga não têm, obrigatoriamente, de partilhar o leito, pede-se, contudo, que a senhora tenha já completado 17 primaveras e que atinja o peso mínimo de 49 quilos. Caso fique aquém desta segunda marca mínima, ser-lhe-ão anexados pesos até que alcance a mesma. Devem pô-los, aos pesos, no rabo, que é para onde eles irão, mais dia, menos dia.

Os prémios? Sobretudo, o peso da senhora em cerveja, mas também uma bastante secundária cabine portátil de sauna. Nos últimos anos, os estónios revolucionaram a modalidade, elevando a sua táctica de carregamento – o carregamento estónio – ao patamar de táctica “Mourinho” deste nobre desporto. Este, o carregamento estónio, consiste no seguinte: a senhora fica com as coxas encaixadas no cachaço do senhor, mas na posição oposta à esperada, pelo menos em termos de qualquer funcionalidade sexual. Mas não é esta táctica, que revolucionou conceptualmente todo o jogo, que mais me fascina nisto tudo. É que este jogo, mais que qualquer outro, é uma autêntica metáfora da vida moderna. Assim, tal como, no jogo, o homem tem que atravessar superfícies complicadas, há na vida momentos de dificuldade, em que é preciso considerável esforço e estofo. Como se isso não bastasse já, o homem, na vida e no jogo, ainda o faz com uma mulher às costas, que sustenta e protege. Além disso, essa mesma mulher, na vida e no jogo, é um peso que os pode impedir de chegar a cerveja. Finalmente, para completar o ramalhete, na vida, como no jogo, quanto mais pesa a mulher, mais cerveja o homem bebe. É a mais precisa metáfora da existência moderna.

30.12.05

Dois Mil e Seis, Schmois Mil e Seis!

Por estes dias é costume fazer-se uma retrospecção do ano que passou.
Geralmente sinto-me sempre insatisfeito pelos planos que deixei por concretizar e muitas vezes de consciência pesada por ter arranjado todas as desculpas possíveis para não os concretizar.
A conclusão a que chego é que funciono essencialmente por reacção, o que é o cúmulo da passividade, sobretudo quando julgo que muito do que faço, faço-o por gosto.

Tenho duas facetas dentro de mim, uma mais lúcida mas incapaz de agir; e outra menos lúcida mas também incapaz de agir.
O grandioso esquema que aplico a mim próprio para me mover é, usando a sageza do Tiago mais lúcido (T+L), preparar armadilhas ao Tiago menos lúcido (T-L).

Para acordar de manhã, o T+L da noite anterior põe o alarme do telemóvel para uma hora madrugadora e esconde-o num recanto do quarto, para que, na manhã seguinte o T-L se veja obrigado a levantar e a procurá-lo.

Para fazer a cama de lavado (quando dormir nos mesmos lençóis se torna insustentável), o T+L tira-os de manhã da cama, para que à noite, o T-L estafado de um dia de trabalho, seja obrigado a pôr lençóis novos se quer ir dormir (obviamente que dormir sem lençóis é uma hipótese, mas gosto de acreditar que fui evoluindo ao longo dos anos).

Para ler os livros que se vão acumulando na prateleira, o T+L já não pega no jornal “Metro” antes de ir trabalhar. Assim, quando o T-L está aborrecido dentro do metro, não tem outro remédio se não ler o livro surgido misteriosamente no bolso do seu casaco (posto lá adivinhem por quem).

Para começar a trabalhar logo de manhã, O T+L deixa a porta do gabinete aberta. O T-L sente-se assim menos confortável, pressionado pelas pessoas que passam no corredor, e dedica-se ao trabalho.
É claro que quando os dois Tiagos estão próximos, as armadilhas nem sempre funcionam. Algumas vezes, o T-L levanta-se para fechar a porta. A Internet consegue assim mais um visitante e o T+L uma pequena derrota.

Com muita tristeza minha, continuar a enumerar o resto do meu dia só iria fundamentar ainda mais a minha teoria. (Quem é que me pôs uma sandes de queijo no outro bolso do casaco? Eu tinha pensado num bolo com creme para esta tarde...)
Por mais deficiente que este método-da-reacção seja, tem conseguido guiar-me a vida toda. Há, inclusivamente, pessoas que me levam a sério.
No entanto, em alguns momentos hum... mais lúcidos, sinto que fico aquém do que gostaria, e o ano que passou não foi excepção.

Provavelmente, em relação aos planos deixados por concretizar, o ano de 2006 continuará igual se não tomar uma de duas atitudes:
a) Ou realmente ganho força de vontade de, mesmo com poucas horas livres por dia, trabalhar para mim e evoluir naquilo que gosto;
b) Ou então só me resta esperar que o Tiago mais lúcido se lembre finalmente de uma armadilha irrepreensivelmente genial para me obrigar a trabalhar.

Espero aliás que ele esteja a pensar nisso enquanto eu dou a última vista de olhos às contratações no Record Online.

Example

29.12.05

As Coisas Piores Deste Ano!

Àlbum - empate técnico entre todos os discos da editora som livre (não quero ser processado).

Livro - empate técnico entre qualquer livro de anedotas.

Filme - empate técnico entre qualquer filme pornográfico.

Programa de TV- empate técnico entre qualquer programa do canal Vivir.

Personalidade- "Lello Minsk", que teima em achar que se dará bem no trono presidencial, ele até pode ser eleito, é elegível, mas a gente gosta mais dele naquelas canções. Pena não teres editado nenhum disco este ano pá.

Evento - Manifestações em França ex aqueo com o arrastão em Carcavelos.

Blog - qualquer um que tenha anedotas.

28.12.05

O Nojoso de 2005


Álbum: Qualquer um que inclua a pior canção desde “She’s in Fashion” dos Suede: "You’re Beautiful" do James Blunt. A letra é péssima, com versos ao nível da magnitude que atingiram os míticos “Don't be fooled by the rocks that i got/ I’m still/I’m still/ Jenny from the block/ used to have little now i have a lot/ no matter where I go I know where I came from (from the Bronx)” de J. Lo. A parte do “it’s true” é das coisas mais revoltantes que já ouvi.

Livro: "Como tornar-se num jogador decisivo" de (que ridículo…) Simão Sabrosa. Tive indeciso entre este e um outro em que o asqueroso jogador ensinava as pessoas a marcar livres directos. Pode não parecer, à partida, mas dá um jeito do caraças para conseguir aquele aumento lá no serviço. Bem, acabei por escolher o “Como tornar-se um jogador decisivo” porque, na apresentação do mesmo, Simão envergava um smoking de ganga.

Filme: Os traillers do "Adriana" e do "Um Tiro no Escuro". O primeiro porque tinha o pior actor de todos os tempos que, embora dizendo apenas “Adriana, não sei o que anda aqui a fazer, mas um homem não é de ferro”, chegava para provar como algumas pessoas deviam ter nascido vegetais. O segundo porque tinha o Joaquim d’Almeida a dizer “Shhh… faz ó ó” para um pobre bebé.

Programa de TV: Não é bem um programa, mas um subprograma: "Crónica Policial" do SIC dez horas. Demora meia dúzia de minutos e, basicamente, é a Fátima Lopes a ouvir a opinião de dois especialistas em assuntos da polícia e casos, que levam uma macheia de papéis que nunca têm tempo de ler ou sequer consultar. Uma espécie de jornal “O Crime” em versão televisiva e “a despachar porque vai começar o jornal da uma não tarda nada”. Tem um genérico minúsculo com sirenes.

Personalidade: O "namorado, agora marido, do Elton John". Porque, palavra de honra, alguma vez a frase “Sou casado com o Elton John” será levada a sério? Eu não quero viver nesse mundo. E também não quero saber qual deles é o “Rocket Man” e a “Nikita”.

Evento: As "cheias em Nova Orleães". Fez-me lembrar o Waterworld, o filme que acabou com o sofrimento que era a carreira do Kevin Costner. O mais triste é saber que o faltou ao Kevin foi sobretudo timing. Sejamos francos: alguém tinha ido ver o Schindler’s List em 1910? Ora bem…

Blog: "Retrato Global". Essencialmente, porque é de um gajo que trata as pessoas por você e não concorda com algumas das escolhas aqui da malta para piores do ano. Acho isto inconcebível. Chegue-se à frente, caro colega. Conte lá à gente que pontos do post anterior o revoltaram.

27.12.05

O Worst de Dois Mil e Five.



Álbum:
DZRT ao vivo no Coliseu. É mesmo muito mau! Fica assim provado que estes fantásticos músicos só funcionam bem em estúdio, tal como os Beatles.

Livro: o último do Dan Brown, seja ele qual for...

Filme: O Crime do Padre Amaro. Porque tem algumas partes onde a Soraia Chaves está vestida.

Programa de TV: Aquele o TVI, que dá no canal 4. A única coisa boa é que tem o volume alto, o que é ideal para fingir que estamos em casa na passagem de ano, para não sermos assaltados.

Personalidade: O Mário Soares, porque está gagá e vai fazer com que o Cavaco ganhe as presidenciais.

Evento: Prémios MTV em Lisboa. Porque “é como se faz lá fora”.

Blog: Trocadilhos do Quotidiano. Onde é que raio está a piada? A sério! Digam-me...

20.12.05

Os Melhores Albuns de 2005

Não posso dizer que sou um fanático de música popular. Nos últimos tempos, tem me dado muito mais prazer escutar a “Missa Solemnis” de Beethoven ou o “Blue Train” de John Coltrane, do que por exemplo o ultimo dos Gorillaz. Este ano, foi para mim sobretudo o ano, em que descobri o genial “The Köln Concert” do Keith Jarret. No entanto consigo sempre arranjar um espaçozinho para musiquinhas mais popularuchas. Aqui vai, como foi pedido por alguns estimados leitores, a minha lista dos melhores albuns de música dita pop/rock de 2005:

Antony & the Johnsons: I Am a Bird Now
LCD Soundsystem: LCD Soundsystem
Isolée: We Are Monster
Dominik Eulberg: Kreucht & Fleucht
Spinvis: Dagen van Gras, Dagen van Stro
Boards of Canada: The Campfire Headphase
The Fall: Fall Heads Roll
Jackson & His Computer Band: Smash
Tiefschwarz: Eat Books
Bob Dylan: No Direction Home (The Soundtrack)

19.12.05

Separados à Nascença











Calmeque: general dos Olmeque e personagem da popular série de televisão "Cité d’or"
Pierluigi Collina: arbitro italiano e figura VIP

16.12.05

Pequenos Prazeres

Cof! Cof! Como gosto de tossir baixinho quando passo por alguém que esteja a fumar. Fumei 10 anos e sei que é muito irritante. Podem chamar-me hipócrita, mas não vejo as coisas dessa forma. Gosto apenas de ser irritante uma vez por dia.



14.12.05

"Sou Eu!"



Há muito tempo que me intrigam as coisas que as pessoas dizem quando tocam à campaínha e alguém pergunta: "Quem é?".
Os carteiros respondem sempre "É o correio!", quando deveriam dizer que é o carteiro, visto que as cartas não falam. Os miúdos da publicidade usam a mesma lógica, porque se dissessem que eram "o Ruben do 10ºF que distribui publicidade para ver se consegue comprar uma scooter", duvido que alguém lhes abrisse a porta. O homem do gás diz que "é o homem do gás", o que chega perfeitamente, pois ninguém quer saber o nome dum homem que anda no negócio de levar bilhas. As testemunhas de Jeová não dizem nada e apenas esperam que Deus lhes conceda uma oportunidade de espalhar a Sua palavra. Já os ladrões e os agarrados não podem dizer "É um ladrão e/ou agarrado", logo dizem que são uma das pessoas que referi anteriormente.
Mas a resposta mais genial de todas é o clássico "Sou eu!". Toda a gente já a usou, e é uma resposta que prima não só pela sua sinceridade, mas também pela sua eficácia quanto à questão de abrir portas. As hipóteses que existem para além desta, não são nada de jeito. Há o dizer o nome na terceira pessoa "É o Não-sei-quantos", que nos faz soar a um egocêntrico que fala de si como uma entidade superior. Também há a versão da auto-afirmação, em que se diz "Sou o Não-sei-quantos", e que faz lembrar os maluquinhos deprimidos que sairam há pouco do hospício e que ouvem cassetes de auto-ajuda enquanto vão a caminho do consultório do seu terapeuta.
Dentro do "sou eu" existem duas principais variantes: o "Sou eu, abre a porta!" e o "Sou eu, o Não-sei-quantos!". A primeira tem de ser dita no tom autoritário e/ou agressivo, e intensifica a eficácia da abertura da porta. A segunda é bem mais sincera, e tem como objectivo refrescar memórias, enfatizar afectos, ou até mesmo abrir a porta.
É claro que os intercomunicadores com vídeo andam a lixar esta inofensiva prática. Já nem o "Pão por Deus" no dia de Todos-os-Santos com o seu "Ò tia dá bolinho, ou leva no focinho..." (o treat or trick lusitano) é a mesma coisa com essas modernices. Só nos resta mesmo tocar nas campaínhas e fugir. Nenhuma tecnologia nos irá destruir essa bela tradição de entertenimento infanto-juvenil. Valha-nos isso! Valha-nos isso!

6.12.05

Os Piores Àlbuns de 2005

How to dismantle an atomic bomb – U2
Andam a copiar as próprias musicas.
X&Y - Coldplay
Já não há pachorra para ouvir estes chorões.
Back to bedlam - James Blunt
Para falar em chorões...cá está outro. Nunca oiço rádio e mesmo assim sei que alguém é beautiful... aarrghhh!
Don't Believe The Truth - Oasis
Começou tudo tão bem com Definitely Maybe , desde então foi sempre a descer.
A Bigger Bang - The Rolling Stones
Estes gajos não deviam já estar num lar de terceira idade?
Hotel - Moby
O Moby encontrou a formula de sucesso, toca a repetir até exaustão.
The Understanding - Roÿksopp
Estes Noruegueses fazem um disco genial e depois fazem isto? Como conseguiram?
Confessions on a Dance Floor - Madonna
O proximo êxito de Madonna vai ter como base um sample dos Bee Gees.
The Future Embrace - Billy Corgan
E não é que este album é mesmo um embaraço?
Bleed Like Me - Garbage
Desde vez conseguiram fazer mesmo jus ao seu nome.
Supernature - Goldfrapp
É triste dizer, mas de facto os Goldfrapp só tiveram capacidades para fazer um album de jeito: Felt Mountain.
Jamiroquai - Dynamite
Been there done that!
Jagged Little Pill Acoustic - Alanis Morissette
A moça da boca gigante está longe dos tempos das vendas astronómicas, por isso lembrou-se de fazer um unplugged do disco que vendeu mais. Este ano também fez uma versão de uma música de Seal. Ela tem ideias criativas, mais não para a sua música.
New Order - Waiting for the Sirens' Call
Não havia necessidade…depois do esplendido “Get Ready!” era melhor ficar calado em vez de fazer isso.
Nine Inch Nails - With Teeth
Tal como os New Order, o mesmo para ti, Trent!

Música portuguesa não oiço, a não ser de vez em quando Carlos Paredes, Mão Morta, António Variações e o Zeca. Sei que os Xutos não lançaram disco....ainda bem.


















Há 2 anos atrás, houve muita gente que pensava , que o concerto em Coimbra seria a última oportunidade para poder ver os Stones. Enganaram-se, porque em 2006, cá estarão eles de volta para dar um concerto no Estadio do Dragão. Ainda não é desta que vou, mas, qui sait, talvez um dia acompanhado pelos meus netos...

4.12.05

A Mais Dura IV



LINDA HAMILTON

Linda Carrol Hamilton nasceu no dia 26 de Setembro de 1956, na cidade Salisbury (onde se localizam os montes onde o músico Pedro Gabriel vai buscar montes de inspiração), nos Estados Unidos da América. Seis minutos depois de vir ao mundo, veio uma outra criança idêntica a ela, a quem chamaram Leslie.
O pai, que era um general não-sei-quê, morreu num acidente de viação quando elas tinham 5 anos. A mãe, essa meretriz voltou-se a casar, desta com o xerife lá do burgo.
Aos 16 anos, Linda rapou o cabelo (onde é que já ouvi isto?) , cortou as pestanas e engordou, só para se diferenciar da irmã, que era uma chefe de claque do liceu.
Apesar de ter começado a sua carreira de actriz muito cedo, Linda nunca a encarou como profissão com futuro, e em vez disso aspirava (não literalmente) tornar-se arqueóloga ou bombeira. Chegou até a trabalhar como guarda do jardim zoológico, numas férias de Verão.
Na universidade, o professor de teatro disse-lhe que nunca ganharia a vida como actriz, mas depois de se mudar para Nova Iorque e ter estudado no Instituto Lee Strasberg, começou a vingar no mundo do showbizz. Logo, seu manager sacou-lhe a massa, o cacau e o guito e ela viu-se à nora para pagar a prestação da casa de Malibu. Ela não teve com meias medidas e meteu-se na droga, que como toda a gente sabe, é a solução para todos os problemas imobiliários e do reumático.
Depois de ter aparecido na ópera de sabão "Search for Tomorrow", consegui um papel (de dura) num filme de James Cameron intitulado "Terminator", ao lado do duro Arnie. Chegou mesmo a torcer um tornozelo de tanto correr nesse filme.
Seguiram-se uns filmes todos thriller horror sci-fi e coiso, tais como o remake de "Children of the Corn" (1984), "Black Moon Rising" e "King Kong Lives" (ambos de 1986), e ainda a popular série de TV "Beauty and the Beast" (de 1987 a 1990). Em 1991, participou na melhor sequela de sempre, "Terminator 2 - Judgment Day", filme onde prova constatemente que merece esta nomeação de dura. A sua irmã - que por essa altura era enfermeira de profissão- também participou neste filme, onde fez de reflexo da "Sarah Connor" e até mesmo de "Sarah Connor ao longe". Em 1995, Linda fez uma audição para o papel de Capt. Kathryn Janeway no filme "Star Trek: Voyager", mas não o conseguiu.
Linda casou-se várias vezes, a última das quais com o supracitado James Cameron, mas o seu casamente afundou-se quando descobriu que ele mantinha um caso com uma actriz de "Titanic". Talvez por isso tenho recusado o papel em "Terminator 3: The rise of the Machines", onde o seu ex-marido era produtor e ia mandar nela, o que não era grande ideia depois de ela ter-lhe sacado 50 milhões do bom e do belo com o divórcio.
Mas afinal o que faz Linda Hamilton uma verdadeira dura? Isto é, para além do caparro, das armas e da porrada, hã? Pois bem, uma dura tem que ter o seu quê de loucura e Linda nesse aspecto ganha muitos pontos, pois sofre de desordem bipolar há mais de vinte anos. Diz que agora anda a tratar-se, não sei...

Separados à Nascença











Ben Affleck - Actor, ainda não ganhou nenhum oscar, mas apalpou o rabo da J.Lo.
Robert Smith (The Cure) - Músico, podia ir para uma reforma antecipada, mas não quer.

29.11.05

O pequeno submarino morreu

Eu e um companheiro da estrada de longa data, participamos no concurso do Oceanário. O prémio que se podia ganhar eram 5.000 euros.
Há 2 anos atrás houve uma iniciativa parecida pelo Sporting Clube de Portugal. Queriam uma mascote, baseada no leão obviamente, para o merchandising dos putos.
Não sou Sportinguista, não, mas para ganhar umas boas coroas, sou capaz de vender a alma ao diabo. Fiz alguns esboços, mas sentia que seria um esforço inútil. Ao fim ao cabo o Sporting é um clube com algum prestígio e com alguns bons milhares adeptos. Logo, nunca na vida teria hipóteses, pensava eu, de ganhar aquilo. Qual não foi o meu espanto, quando vi a mascote que tinha ganho. A malta da Alvalade tem um gosto duvidoso (Alvalade XXI), mas tão mau não podia ser. Falta de concorrentes parecia me a explicação mais lógica.
Quando soube que ia haver um concurso pelo Oceanário, senti que era uma oportunidade a não perder. Nada podia falhar desta vez e ofereci sociedade ao Govic, um designer que trata o grafismo por tu. Tínhamos pouco tempo, apenas um mês e tivemos alguns contratempos.
Houve 138 propostas. Portugal é além do país dos descobrimentos, do Vinho de Porto, do fado, das sardinhas e dos elefantes brancos; a pátria dos criadores de mascotes. É bom saber que, quando tudo estiver nas mãos dos Espanhóis e em cada esquina houver uma loja Chinesa, sempre vamos poder exportar mascotes para este mundo fora.
Bom, mas voltando ao Subi…o pequeno nem ficou entre os 43 melhores mascotes, logo não estará presente na exibição das melhores propostas. Eu disse ao meu sócio, que não devíamos desistir: o Van Gogh também nunca vendeu uma só pintura na vida e olha agora...
A verdade é que, o Subi nunca será utilizado para nada.
O pequeno submarino morreu na praia.

25.11.05

Have a nice rest, Best

O mítico jogador e bebedor George Best deixou nós hoje.
Jogou com a camisola de Manchester United entre 1963 e 1974, e ganhou com esta equipa a liga inglesa em 65 e em 67 e a Taças dos campeões europeus em 1968. Foi jogador Europeu do ano e Jogador do ano pela Associação de Escritores de Futebol no mesmo ano.
Para os diabos Vermelhos marcou 466 jogos, 178 golos. Números de facto incríveis, sabendo que ele normalmente jogava lateral e não como ponta de lança.
Pena foi que o Best nasceu em Belfast. Como a selecção de Irlanda do Norte sempre foi uma selecção fraquinho, nunca pisou o relvado de um só Mundial.
George Best foi de certa maneira um David Beckham avant la lettre. Com o seu longo cabelo e barba, muitas vezes foi apelido de quinto “Beatle”. De facto viveu como uma estrela de rock. Andava num Jaguar branco, era dono de vários pronto-a-vestir e de um nightclub; e erá idolatrado pelo sexo fraco (no seu auge, recebia 1.000 cartas por semana). Mas também deu cabo da sua própria carreira de futebol, bebeu até morrer, andou imensas vezes em lutas nos bares e com a policia, teve vários acidentes por conduzir embriagado, passou algumas vezes pela cadeia, entrou por 2 vezes em falência, and last but not least, batia nas suas esposas e namoradas. Mesmo depois do transplante de fígado continuou a beber 6 litros de vinho por dia, mesmo depois de os médicos dizer que isso lhe ia ser fatal. "In 1969 I gave up women and alcohol - it was the worst 20 minutes of my life", disse uma vez.
Como único britânico, figura na lista onde também constam outras figuras míticas tais como: Di Stéfano, Pelé, Cruijff, Platini, Eusebio, Puskas, Maradona, Beckenbauer e Eusebio.
George Best jogou muitos jogos mágicos, mas para os conhecedores o seu maior jogo foi contra o Benfica no Estádio da Luz. Nesse dia o Benfica perdeu, mas os 75.000 adeptos tiveram a sorte de poder assistir a maior actuação de sempre de uma lenda de futebol.
Thank you George.

Separados à Nascença



George Best - Futebolista, que nos deixou e foi para o relvado do céu!
Terence Stamp - Actor, que por não saber da sua afinidade com Best, surge diante desta foto, com uma camisa de ganga clarinha.

22.11.05

O Mito do Pai Natal Desvendado II

A televisão Holandesa transmite anualmente com meios impressionantes (até se utiliza helicópteros) a chegada do São Nicolau e os seus ajudantes ao país. Ele vem todos os anos, por esta altura, de Espanha (onde é a sua casa) com o seu barco a vapor e ancora num porto sempre diferente. Vestido com seu fato de bispo a rigor, ele entra na cidade num cavalo branco, acompanhado por polícias motorizados e uma orquestra filarmónica. Nas ruas, onde estão milhares de pessoas à sua espera, ele prossegue até a câmara municipal onde será recebido pelo presidente.
Durante o mês de Novembro por toda a Holanda e na metade de Bélgica onde se fala também Neerlandês, há desfiles do São Nicolau. O Santo Homem e os seus ajudantes, os Zwarte Pieten, (trad. Pedros Pretos) não se cansam e visitam, durante esse período; escolas, hospitais, lojas e mesmo casas. As padarias fazem bolos e pastéis típicos, que as crianças saboreiam juntamente com leite com chocolate quente. Nesta altura, as crianças também põem o sapato ao pé da lareira com a sua lista de pedidos e uma cenoura ou um cubinho de açúcar para o cavalo do Santo. As vezes durante esse período, ai podem encontrar no dia seguinte bolachinhas com açúcar, moedas de chocolate ou mesmo letras de chocolate. Toda a gente anseia por doces e não por carvão ou sal, como também pode acontecer se alguém se portou mal. Há também uma imensidão de cantigas, que são cantadas com muito fervor quando o Santo Nicolau visita um lugar. O seu ajudante traz consigo um grande livro, que o bispo consulta para saber mais sobre cada criança (obviamente os pormenores sobre cada criança forma anteriormente dados pelos pais ou professores).
O grande dia é o 6 de Dezembro, nesse dia as crianças encontram as prendas ao pé da lareira e as escolas organizam uma festa. Há gente que não gosta da figura do Zwarte Piet, porque vêem nisso uma certa forma de escravatura. A lenda não diz bem, se é um homem de origem Africana ou se ficou escuro de descer e subir chaminés. O facto é que são sempre pessoas brancas com a cara pintada de preto que interpretam esta personagem.
Como em qualquer lado neste mundo, a cultura Americana está a tentar vencer a tradicional. Também nos Países Baixos, o Pai Natal começou a fazer a sua ofensiva. Mas tanto na Holanda, como na Bélgica há comités que lutam arduamente contra isso, para tentar salvaguardar o Nicolau. Yankee, go home!


"Zie ginds komt de stoomboot uit Spanje weer aan.
Hij brengt ons Sint Nicolaas; ik zie hem al staan.
Hoe huppelt zijn paardje het dek op en neer,
hoe waaien de wimpels al heen en al weer.
Zijn knecht staat te lachen en roept ons reeds toe.
Wie zoet is, krijgt lekkers, wie stout is, de roe.
O lieve Sint Nicolaas, och kom ook bij mij
en rijd toch niet stilletjes ons huisje voorbij."

18.11.05

A Gloriosa Chaga da T-Shirt GM (Pt.4)

Muitos leitores ter-se-ão questionado porque é que o Tiago nunca mais apareceu para contar o final da saga da T-Shirt GM. A resposta poderá ser encontrada no capítulo final da mesma saga, que passo a narrar a partir deste neste momento.
Estava então Tiago a espiar Manuel Trancoso, na sala de provas, quando tropeçou e tudo à sua volta caíu. Ao ser apanhado por MT, Tiago pergunta-lhe "Não sou suficientemente bom para ti, é?". MT desabotoa a camisa verde alface, despe as calças, tira as botas da tropa cor-de-rosa choque, sem nunca tirar os seus olhos de Tiago que entretanto desmaiara e caíra no chão.
Dezoito horas depois, Tiago foi encontado por dois caçadores, a deambular no meio de um terreno baldio no meio de nenhures, e para o espanto dos mesmos tinha apenas vestida a sua fiel T-Shirt GM e parecia meio apanhado das costas.
E é assim a vida, o Tiago nunca mais falou com ninguém e vive fechado em casa, sonhando com dias melhores.

"Foi este meu bóbi que encontrou o rapazola, com a camiseta abonecada, e é claro que eu e aqui o meu amigo Zé Sarrabulho fomos a ver dele, e 'tratámezeo' logo" . - Declarou Tó Fintas, um dos caçadores que encontrou Tiago.

O Meu Livro

Um dos meus objectivos de vida mais imediato é escrever um livro. Depois, como é da praxe, será ter uma árvore e plantar um filho. E já há muito que decidi a temática do referido livro. Basicamente, será um exaustivo compêndio que abarcará uma parafernália de palavras, expressões (tanto em português, como em estrangeiro), e até alguns numerais, que, quando inseridas no Google, na secção imagens, nos permitem dar de caras com um par de mamas. Independentemente da palavra ou expressão que se encontre neste meu projecto de manual, para o qual tenho vindo exaustivamente a recolher material, é garantido que, na primeira página, encontrarão umas mamas.

Não se assegura que as ditas sejam do agrado de todo e qualquer leitor. Existirão uns exemplares grotescamente fartos e outros absurdamente mirrados. E, embora uma linha orientadora religiosamente predefinida vá tornar o livro sobretudo num harmonioso apanhado de palavras e expressões que permitem a visualização de seios variando do volume médio até ao grotescamente farto, haverá também uma ampla secção que fará as delícias desse estranho ser que é o homem que gosta mais de ameixas que de melões. Como é óbvio, também não se assegura que os ditos exemplares estejam ‘ao léu’, mas posso adiantar que, mesmo neste quadrante, se registarão algumas surpresas.

Acredito, sinceramente, que o sucesso de vendas seja suficiente para, junto de uma qualquer editora, justificar o lançamento de outros dois livros que tenho em agenda: ainda dentro da mesma dinâmica, um dedicado a rabos, e um outro consagrado àquilo que os anglo-saxões conhecem como ‘camel toe’. E, assim espero, esta minha celebração da tríade mágica que alguns identificam como CCM, será uma realidade. Só para aguçar os apetites, e fazendo então a primeira acção de promoção a este meu futuro livro, despeço-me com algumas das muitas palavras/expressões que poderão encontrar no dito manual, e que, então, mais não fazem que expor mamas no Google, secção de imagens:

Chosen One, Doll, Saldos, Cão, Omertá, Soares, 360, Careca, Inferno, Ketchup, Charlie Sheen, Pinheiro, Quem é?, Salazar, Xiça, Cigarro, ‘Vêze-o?’ (Nota do Autor: que é como algumas pessoas dizem ‘vê-lo?’), Xexé, Agora Não Posso, Martelo, Bola ao ar, Coerência.

17.11.05

O Mundo Civilizado

Mandei no outro dia, uma carta de solicitação espontânea por e-mail. Assim, sem mais nem menos, ofereci-me para trabalhar para uma empresa. Tal como milhares de outras pessoas neste país, ando há já algum tempo a procura de um emprego melhor (leia-se mais bem pago.) Já devo ter mandado pelo menos uns 1000 currículos desde que deixei de estudar e posso afirmar que já tenho uma vasta experiência nessa matéria. Como tal, não estava a espera de resposta, porque era para uma empresa de um ramo do qual não tenho conhecimentos nenhuns. Quem é que se dá o trabalho de responder à solicitações espontâneas? Pareçe-me mais fácil neste pais ganhar o euro milhões….
Qual não foi o meu espanto quando no dia a seguir, logo de manhã, já tinha um e-mail na minha caixa de correio electrónico. Obviamente não era para me oferecer trabalho, milagres só em Fátima, mas tinha uma pequena nota de agradecimento e de apoio.
Comoveu-me. Essa enorme multinacional deu-se ao trabalho de me agradecer a mim, um meia-leca qualquer num pequeno país chamado Portugal. Mas porquê?
Porque a dita empresa não era nacional, mas sim estrangeira. Pelos vistos lá fora, as pessoas que se esforçam a procurar trabalho (já gastei uma pequena fortuna em papel, tinta, selos e CD´s) são tratados como seres humanos.
O que é preciso, é uma cruzada de empresas lá do norte contra esses bárbaros infiéis que há por cá. Mostrar-lhes e ensinar-lhes as boas maneiras do mundo civilizado. Como vitalizar a economia Portuguesa, criando novos postos de emprego também seria uma boa lição!

"Vinde nobres estrangeiros! Pela A1 é sempre a descer, não há que enganar!"

11.11.05

Grande Concurso de Natal GM

O espírito natalício contaminou a redacção do GM, e por isso, resolvemos organizar um grande concurso onde se pode ganhar, - nem mais, nem menos- uma fantástica camisete (leia-se t-shirt) GM!
Pensámos que faria sentido, Portugal livrar-se do Pai Natal e optar, orgulhosamente, por uma verdadeira figura Portuguesa.
Para participarem, têm de enviar-nos o nome de uma figura e a lenda que está por trás. Já tivemos algumas ideias aqui na redacção, que vamos dar como exemplo:
- D. Sebastião, o menino-rei que na eterna procura do caminho para o seu país passa pelas casas das pessoas e oferece cabeças de mouros aos meninos que se portaram bem, e nevoeiro ao que se portaram mal. É um messianismo ligado ao espírito do Natal.
- Cavaco: vai até ao congresso da Figueira no seu citro BX, fazer a rodagem e distribui prendas às crianças, compradas com subsídios da C.E.E. É também um messianismo ligado ao espírito do Natal.
- Soares: esbanja o dinheiro do contrabando de pedras valiosas, oferecendo prendas aos meninos que dizem que ele "ainda é fixe". Sabe andar de elefante.
- Salazar: não dá nada, mas leve os meninos maus em passeios a Peniche e ao Ultramar.
- Sá Carneiro: vem de avião trazer prendas aos meninos pobres de Camarate, directamente nas suas chaminés.
P.S.: Podem enviar propostas até o dia 30, que serão depois, votadas aqui no GM, numa eleição online. Bom trabalho!

9.11.05

O Mito do Pai Natal Desvendado I

Se em Portugal e nos Estados Unidos há o Pai Natal, em outros países há outras figuras natalícias. Como por exemplo, na Itália onde temos a tradição de "la Befana". A lenda de “La Befana” conta-nos o seguinte. Os três reis (Belchior, Baltasar e Gaspar) estavam a seguir a estrela que lhes ia indicar a Santa Criança. Cansados bateram à porta de uma pequena cabana, onde uma velhota lhes abriu a porta e lhes deu algo refrescante para beber.
Contaram a velhota sobre a sua missão e perguntaram-lhe se queria vir também. Ela retorquio que estava cansada e que tinha demasiado afazeres. Depois dos três reis terem partido, ela teve uma epifania, ou seja uma visão, do menino Jesus (epifania é outro nome da festa do dia 6 de Janeiro, a dos três reis). Teve remorsos por não ter ido com os reis, juntou umas prendas e resolveu procurar a criança. Até hoje continua a procura e como tal, passa em todas as casa onde há crianças.
O nome dela, “La Befana”, vem da palavra grega epiphaneia (manifestação, revelação) e passado muitos tempo, perdeu-se o “f” e o “i”.
É uma tradição muita antiga e que já existe, pelo menos, desde o século XIII. Na noite do 5 para o 6 de Janeiro, as crianças penduram meias, deixam uma tangerina e um copo de vinho ao pé da lareira para “La Befana”, que voa na sua vassoura. No dia a seguir, a bruxa deixou ao lado do copo vazio, a casca da tangerina. A criançada que se portou bem encontrará na meia, doces, e aqueles que se portaram mal: carvão, alho ou cebola.
Sabe-se também, que "La Befana" quando era nova, era uma tipa bem jeitosa. Ainda nos nossos dias, há homens que dizem: “Comia agora uma bela bifana!”


La Befana vien di notte
con le scarpe tutte rotte
col cappello alla roman
viva viva la Befana!