9.11.05

Só Estou Bem Aonde Não Estou II

CRÓNICAS DE ERASMUS

O dia 20 de Fevereiro de 1993 marca o príncipio do fim... de quê? Da sanidade mental de qualquer pessoa que, como eu, aprecia (e muito) as suas duas a três horas de televisão diária. Nesse negro dia de 1993 nascia a TVI... Já tinhamos a SIC e os primeiros tempos dessa estação não tinham prometido muito (uns concursos manhosos e um ou outro filme). Era natural que a primeira emissão de um canal que se anunciava como predominantemente católico também não nos entusiasmasse muito... e menos entusiasmados ficámos com as primeiras aberrações transmitidas pelo dito canal ( uma tal de Olga era considerada amiga dos portugueses, vá-se lá saber porquê!).

Com o passar dos anos a coisa foi-se compondo... E compôs-se de tal maneira que, a certa altura, pus a hiótese de me reconverter ao catolicismo! Especialmente durante os breves meses em que os filmes da TVI passavam sem intervalo. Era quase maravilhoso (quase porque se um gajo não calculava bem as coisas corria o risco de ter que se levantar a meio do filme para ir buscr outro pacote de amendoins ou para ir à dispensa buscar mais uma garrafa de Coca-Cola)! Aquilo funcionava bem, havia uma harmonia entre os espectadores e os programadores como nunca antes tinha havido (excepto quando a RTP tinha os direitos sobre os europeus e os mundiais de futebol e transmitia todos os jogos – isso é que era empatia!). Mas como tudo o que é bom tem que ser fodido pela televisão (até fizeram uma série de televisão a partir do Tremors), começaram os intervalos. A príncipio, para a malta não desconfiar, era só um intervalo, não muito longo. Depois passou a dois menos longos. A terceira fase consistia em quatro intervalos (como popularizado pela RTP), todos com uma duração muito curta. E foram fazendo os seus reajustes até chegarem aos pornográficos intervalos que todos conhecemos.

Por certo já todos pensámos, pelo menos uma ou duas vezes, sobre o que é possível fazer durante um intervalo da TVI... Eu fartava-me de pensar! Até que um dia me cansei e passei à prática – fiz uma tradução de Horácio (não estou a gozar – aquilo no liceu era muito exigente)... A partir daí foi sempre a somar: composições de inglês, composições de francês, exercícios de informática e até cheguei a estudar para um teste de Expressão Dramática (parece mais sério do que dizer “estudei para teatro”) sobre máscaras (o tédio era total!). As coisas foram-se agravando até chegarem ao cumúlo de se poder fazer um jantar (e jantar) num só intervalo. Conheço pessoas que fizeram (ou estão a fazer) teses durante os intervalos da TVI. A coisa ficou tão séria ao ponto de, muitas vezes, me esquecer de que estou a ver, por exemplo, o Karaté Kid 4 (que toda a gente sabe ser a prequela do Million Dollar Baby). É claro que se pode perguntar: “porque é que o gajo não arranja TVcabo?” Primeiro porque quando estava no liceu não havia TVCabo. E em Lisboa não há Tvcabo na zona em que a minha casa está instalada, evidentemente! E mesmo que houvesse, que canal da cabo passa o Rambo II? Teria sempre que lidar com a TVI e com os seus intervalos. O ideal seria o sistema dos Morangos com Açucar: um relógio em contagem decrescente para o fim do intervalo. Assim, quando começasse um intervalo, o relógio poderia evoluir eloquentemente desde os 45 minutos até à contagem decrescente (entoada por toda a familia) dos últimos segundos... depois poder-se-ia exclamar em uníssono: “Ah! Afinal estávamos a ver o Sozinho em casa 3!” E naturalmente que alguém responderia: “Epá, ia jurar que era o 4!”

Na Irlanda a coisa funciona com intervalos de quinze em quinze minutos, geralmente bastante curtos. Não é o melhor sistema, especialmente para filmes, mas pelo menos sempre me vou lembrando do que estou a ver. O curioso aconteceu quando estava muito entretido a ver o True Lies e a meio do primeiro intervalo começa o telejornal. Não a síntese das notícias, não um compacto, mas o verdadeiro telejornal de três quartos de hora, com direito a resumos do campeonato inglês e tudo (do mal o menos!)... Isto não foi novidade para mim – a TVI já o tinha feito, embora nunca tivessem ido tão longe ao ponto de darem o Jornal da Noite num intervalo. Mas se a moda pega, em breve teremos a Manuela Moura Guedes a falar sob um relógio a fazer a lenta contagem decrescente para a segunda parte dos Morangos com Açucar, a famosa parte onde se podem ver duas cenas nunca vistas...

8.11.05

Pombalhada


Por defeito, gosto de animais. Mas cada vez me é mais difícil incluir os pombos em tão nobre categoria. Parece que agora até são imunes à gripe das aves. Pois, é natural, tendo em conta que são ratos, ainda que alados, parece-me bastante natural que o espirro de uma gaivota ou de uma arara não lhes faça grande mossa. Além disso, é óbvio que os pombos são imunes à gripe das aves. A sífilis também é imune ao escorbuto, por exemplo. É tudo pão do mesmo saco. Nunca vi uma doença infectada com outra doença. Logo, é claro que a gripe das aves passa ao lado dos pombos. Se calhar até se cumprimentam.

Mas fosse só isso que distingue os pombos de outras espécies animais! A sua destreza na arte de voar é de tal ordem que mais parece que as asas só lhe são apresentadas no exacto momento em que levantam voo. Portanto, quem vê um pombo a voar na sua direcção, na única forma que pelos vistos conseguem fazê-lo – destrambelhadamente, claro –, e pensa ‘oh, é óbvio que este pássaro com olhar lunático se vai desviar da minha cabeça’, comete um erro crasso. O efeito desse equívoco: levar com um pássaro nas trombas, e ainda por cima um que parece perder toda a penugem poluída que o reveste sempre que é desviado da sua caótica marcha. Além de ficar com a boca cheia de penas, ainda vai ficar com toda a gente a olhar de lado, porque, afinal de contas, vai parecer que, apesar de apessoado e de transportar uma mala de cabedal com papéis importantes lá dentro, estava a tentar comer um pombo em plena Rua Augusta. Só no tempo dos castelos é que isso de comer pombos vivos era socialmente aceite e até, em certa medida, incentivado. Agora já não. Os pulhas.

Depois, não se pode ir a comer uma merenda ou uma bucha que deixe migalhas. É que os pombos têm um radar qualquer para atacar qualquer resquício alimentar (sobretudo panificado) antes que atinja o chão. Isto pode parecer coisa pouca, mas experimentem ser alguém que viu o ‘Pássaros’ do Hitchcock quando era puto – tendo ficado deveras impressionado com a malvadez de centenas de pequenos bicos organizados –, e depois ver-se rodeado de milhares de pombos só porque deixou cair uma rodela de salpicão da sandes que enfardava. Não é o meu caso, mas tenho um amigo que entra em pânico com isto.

Além de bocados de comida que caiem das mãos ou das bocas de pessoas que merendam em andamento, e, claro, além de comerem aquele pão com três semanas que alguns velhos malucos insistem em oferecer, os pombos comem outras preciosidades. Não são rapazes esquisitos, e até eu, que já vi um porco comer um capacete, fico admirado com a variedade que caracteriza o regime alimentar destes columbídeos. Já vi um a penicar nos restos do Gambrinus – um dos poucos restaurantes em que o preço estipulado para uma malga de sopa chega para pagar 1/3 da minha renda –, para, segundos depois, ir sorver o vomitado de um bêbado que ainda por lá dormia. A refeição terminou com uma espécie de digestivo, bastante popular entre a pombalhada, chamado ‘beata de cigarro’. Aliás, se atentarmos na dieta destes fascinantes seres, a cor e a liquidez dos desperdícios com que, desde os céus, brindam pessoas de fato, estátuas e carros, já não parece tão inexplicável.

Em Lisboa, há mais pombos que pessoas. Poça, se calhar o número de pombos até ultrapassa a média diária de vezes que, no metro, se desvia o olhar da velhota que sofre em pé a implorar em silêncio pelo lugar que ocupamos sem dó nem piedade! Mas o que mais me intriga em relação a estas ratazanas dos céus é que, bem vistas as coisas, os pombos até acabam por ser o equivalente, em pássaro, daqueles gajos labregos das motas que, já com a tropa feita, iam à secundária meter-se com as raparigas giras da nossa escola. Também os pombos, apesar de serem uns maltrapilhos com penas cinzentas e pretas, acabam por sacar as pombas, que são imaculadas, brancas, bonitas e símbolo de uma carrada de coisas bondosas. São as gajas boas da passarada. É assim a vida.

31.10.05

Eu Fumo! Tu Não?!

Olá! Já por aqui se tem falado, escrito, acerca dos problemas que o tabaco acarreta, o GM está atento mas ainda não tem uma posição definida em relação ao tabagismo. O nosso colaborador M. que já fumou, escreveu o seguinte slogan para uma empresa tabaqueira: "Eu odeio-me, e quero morrer". Com este slogan levantou uma questão no cérebro deste vosso fumador activo. Então não é verdade que fumar está na realidade ligado ao progresso, que a humanidade tanto mira? Passo a explicar, cada vez que fumamos um cigarro americano, não estaremos a passar as seguintes mensagens: "Eu fumo, e a cada passa que inalo, estou na realidade a respirar o ar poluído que é apanágio desta sociedade industrializada". E mais: Não estarei a comprar tabaco americano, porque secretamente não estarei a torcer para o bom sucesso da globalização que está em marcha?!".
Eu fumo cigarros para desculpar aos bons U. S. of A. o facto de eles hipócritas nojentos não retficarem o protocolo de Kyoto, e prefiro o tabaco Americano ao negro embargado "livre" cubano, por uma questão de gosto. Mas assim que Cuba se democratizar, serão muitos os americanos a trocarem o seu "virginia" pelo charuto cubano. E assim é a globalização. Enfim isto seria o meu caso,não fosse em breve deixar de fumar os meus cigarros portugueses, no dia em que a fusão a frio for descoberta, e queimar combustiveis fosseis e derivados de plantas deixarem de ser uma realidade.

27.10.05

O Bicho Homem III

Neste espaço a negro com letras a branco, que não é mais que o universo ampliado 100.000 vezes (recente descoberta feita pelo panteão nacional) conto hoje a história do bicho homem III. Este é conto mais afastado do nosso sistema solar, uma história sobre um homem do caraças, com uma cabeça do caraças a viver num universo do caraças.
No verão de 04, trabalhei 'lá na França' fechado numa quinta durante dois meses, a apanhar maçãs. O único contacto com seres humanos acontecia ao fim-de-semana quando ia às compras no LIDL da vila mais próxima. Na quinta havia mais empregados, mas todos eles eram bichos homens com grande potêncial a figurar no estrelato deste blog. Estes bichos homens de nobres costumes e de gostos exóticos tinham um jeito de socializar que nunca percebi bem. Todos os dias havia discussão sobre um assunto qualquer e terminava sempre numa aposta a dinheiro, a quantia era sempre o ordenado de um mês. Como pode ser isso possivel, 30 vezes muito dinheiro dá muito mais dinheiro.
É uma experiência com um deles que vos conto. Raposo é alcunha, é português, vive na Bragança profunda- digo mais alta- e deve ter uns 50 anos. É careca ao meio e tem cabelo comprido dum lado puxado ao máximo para o outro. Veste normalmente uns calções de corrida “UMBRO”, com um pente na baínha, pronto a disparar e calça uns de chinelos de mini-mercado. A sua experiencia de trabalho é internacional, França, Canadá e Bragança. Foi dono de um Porche, falava muito e mal e bebia q.b., a sua paixão é a caça. Tinha as ideias mais estúpidas e incríveis que já ouvi.
Quando lá cheguei, desfiz as malas e fui à cozinha no rés-do chão, e vi pela primeira vez o Raposo. Um aperto de mão e começou a falar para mim. De seguida foi a um canto da cozinha onde havia uma televisão velha que não funcionava, afastou-a da parede, olhou duas vezes lá para trás, meteu lá a mão e apanhou qualquer coisa. Chegou-se ao pé de mim abriu e a na palma da mão estavam dois dentes. E disse-me assim: 'estes dois dentes ficaram-me aqui do ano passado, este ano vou leva-los'. Eu olhava-lhe para a boca e confirmava o facto, faltavam-lhe mesmo dois dentes no lado esquerdo.
Chamavam-lhe Raposo porquê? Porque trabalhava na apanha da maçã 'lá na França' com um marroquino e para o chatear dizia-lhe que comia carne de porco:' je mange cochon!' Um dia sabe-se lá porquê disse-lhe: 'je mange rapose!' Ou seja, eu como raposa.
Grande bicho homem este, sempre a desafiar a lógica universal das palavras e questionar a velha gramática...



As suas teorias mais conhecidas são as seguintes:

- o Canadá é mais perto do céu;
- o vinho aberto desenvapora;
- os cds estragam a vista (segundo a bruxa que foi falar à rádio Toronto);
- o líquido da louça é inflamavél;
- estragou os dentes a lavá-los;
- os cigarros de enrolar têm de enxugar antes de serem fumados;

Análise imagética de imagens analíticas


O cartaz de Carmona consegue ser mais profundo que a imaginação de um pedreiro quando, do alto do andaime ou do taipal da camioneta, vê uma rapariga a comer uma banana. É sabido, até porque há uma canção sobre isso e as canções temáticas são todas verídicas, que Lisboa é ora menina, ora moça. Na altura em que Carlos do Carmo cantava, e alguém lhe dava ouvidos, até era mais menina, porque era assim que terminava o verso, mas agora é de supor que já seja uma moça feita. Carmona sabia disso e resolveu recorrer à sua capacidade metafórica para erigir um cartaz vencedor. Passo a explicar: no cartaz de Carmona, está implícito que todos os presidentes de câmara anteriores são os homens que foram para a cama com Lisboa. Todos abusaram de Lisboa, esburacaram-na, alargaram-na muito para além do que era expectável, pagaram-lhe implantes de silicone quando havia outras prioridades, como comprar um aparelho para os dentes, uma mochila nova ou o passe 30 dias para o metro, enfim, foi chegar, usar, e quem viesse a seguir que limpasse aquilo tudo.

Mas ninguém limpava. Continuavam todos a usar e o espaço foi-se deteriorando a olhos vistos. Eis que chega Carmona com um conceito inovador: não ia para a cama com Lisboa, muito menos abusar dela, ia antes ajudá-la a sentir-se bonita e desejada outra vez. Seguindo esta lógica, torna-se óbvio por que raio arregaça as mangas o candidato, e, afinal, a que é que Lisboa ‘vai com ele’. O ‘isto’, portanto. Ora bem, em que categoria profissional é que um indivíduo recebe uma senhora com um afável sorriso, enquanto arregaça as mangas e, para efeitos de motivação e de modo a afastar algum desconforto que se possa instalar, diz ‘vamos a isto’? É simples, no cartaz de Carmona, ele é então o ginecologista que vai limpar a porcaria que os outros presidentes de câmara deixaram naquilo Lisboa tem de melhor, a sua ‘virtude’.

26.10.05

Inveja!

Pelos vistos, há gente por este mundo, com inveja
do nosso sucesso...



Ficamos a saber que também somos lidos na Escócia e que
alguém por aquelas bandas, tem uma alcunha... CROP!

Só Estou Bem Aonde Não Estou I


Crónicas de Erasmus


Estou a fazer o primeiro semestre do curso de Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Maynooth (para os mais fracos em Geografia, fica 20 km a norte de Dublin – norte é para cima, Dublin na República da Irlanda). As razões desta escolha não interessam – por enquanto... O que interessa nesta primeira crónica é que estou a viver num apartamento, no campus universitário (campus num texto em português não soa tão bem), com mais três pessoas: um romeno, uma francesa e uma alemã. O romeno e a francesa são casados – um com o outro – e a alemã é uma freak em fase de negação... Acaba por não ser tão mau quanto parece – há televisão com doze canais! O que me indigna, para além das comidas alemãs que parecem papa e dos bolos sem açucar da francesa, é o ódio de morte que o romeno tem aos irlandeses. No outro dia, quando cheguei a casa depois de ir a um pub ver o jogo de apuramento para o Mundial de Futebol de 2006 entre a Irlanda e a Suiça, deparo-me com o romeno que me pergunta qual tinha sido o resultado do jogo. Disse-lhe que a Irlanda tinha empatado e que não ia ao Mundial... O gajo fica todo contente e começa a chamar aos irlandeses isto e aquilo, fuck daqui, motherfucker dali, etc, etc. O gajo há quatro anos que vive na Irlanda, ganha uns cobres a cantar num coro de igreja em Dublin, casou com uma francesa que conheceu na Irlanda, arrastou a francesa para viver com ele na Irlanda obrigando-a a arranjar emprego e a deixar a familia: fez tudo isto com um profundo ódio à Irlanda e aos irlandeses... É claro que se podia pensar que, vindo um gajo da Roménia, é mais que natural que prefira ficar num país que detesta a voltar para um dos representantes do terceiro mundo europeu... mas não! Aparentemente, e pelo que ele me conta, tudo na Roménia é melhor! A comida, as bebidas (tanto a água como o vinho), as mulheres, os bares, os transportes públicos, os carros (quando eu me ri ele disse que era o preço que era melhor, não os carros propriamente ditos)... até a carta de condução é melhor (“vê lá”, diz-me ele em inglês quase sem sotaque, “que aqui na Irlanda as cartas de condução são em papel cor de rosa, dobradas em três!” – é claro que fiquei chocado! Nunca pensei que pudesse haver cartas de condução em papel!)... Ora, como queria ser amigo dele (ele também faz uns biscates na recepção do prédio e arranja lâmpadas de borla!), disse-lhe que ele tinha razão – “até no desporto são melhores" (embora a Roménia também não vá ao mundial)... Nesse momento a sua cara perdeu o sorriso, as lágrimas apareceram-lhe no canto dos olhos... Pensei que tinha posto os pés na poça, que não devia falar de futebol numa altura destas, mas ele sai-se com esta: “Pois somos, mas... infelizmente não há dinheiro para pagar à equipa de ginástica para ir ao Jogos Olímpicos...”

Estes Americanos são loucos



Chamar uma loja de calçado desportivo "The Athlete´s Foot" ou seja pé de atleta na língua do Gil Vicente, é de facto obra. É sim...mas nós gostamos, de humor cruel assim e queremos mais lojas assim. Aqui vão algumas sugestões nossas: The Mad Cow (A Vaca Louca) para um talho, Obesity (obesidade) para uma pastelaria, Fuck the ozon (f*** a camada ozono) para uma perfumaria e I hate myself and I want to die (odeio-me e quero morrer) para uma tabacaria.

24.10.05

Anti-Estilo XIV



Também sou daquelas pessoas que apesar de ter televisão por cabo, continua a não ver nada de jeito. Os filmes, as séries, os desenhos animados, e os bons eventos desportivos, simplesmente não passam pelos mais de 30 canais. Verdade seja dita... às vezes tenho direito a um episódio já visto de 'Seinfeld ' e até já me tornei já, um espectador assíduo da oficina das motas.
Um dos canais, nos quais também paro às vezes, depois de longos tempos de zapping, é a RTP Memória. Normalmente para ver um jogo da bola de há 20 anos, mas por vezes para ver também antigos programas de entretimento. Não por serem bons...não senhor, mas sim, por serem tão maus.
E quando vejo um programa do Júlio Isidro, vem-me sempre a mesma pergunta à mente: “Como é que foi possível que este homem se tenha tornado um dos mais famosos apresentadores do país!?”
Obviamente que naquela altura, o povo não tinha as capacidades mentais que tem agora, devido aos muitos anos de ditadura, à falta de escolaridade, à pobreza, aos 2 canais de televisão, que ainda por cima eram a preto e branco. Sim, estes factores poderão ter sido contributos para a carreira televisiva deste homem. Mas na verdade, até não foram, porque depois do 25 de Abril - depois do povo se ver livre do fascismo - o apresentador mais chato do mundo continuou a reinar por mais de 15 anos o meio televisivo.
Sejamos francos... ninguém no seu perfeito juízo, consegue ver de livre vontade o “Clube dos Amigos Disney” ou o "Regresso ao Passado".
E mais, o homem casou há poucos anos atrás, com uma mulher, 27 anos mais nova do que ele.
A minha teoria é que, o Júlio é um hipnotizador e dos bons.

23.10.05

Separados à Nascença



Inicio aqui uma variante desta rubrica, que intitulo de 'Agora que falas nisso, e assim ao longe, até são mais ou menos parecidos, não sei bem... eles já me parecem todos iguais de qualquer maneira'. Este caso que vos trago, não é mais do que um mero exemplo da enunciação do sujeito que protagoniza a História Ocidental (um indivíduo adulto, caucasiano e do sexo masculino) aquando a escrita dessa mesma História. Ou seja, uma visão do mundo assente no imperialismo, no machismo e na xenofobia, onde o facto de indivíduos de raça negra que usam gorros vermelhos, os torna praticamente iguais aos olhos de qualquer indivíduo bem apessoado ou de boas famílias.

Puto que faz de Saci Pererê- Não me dei ao trabalho de descobrir o nome dele, mas deve ser um daqueles miúdos 'pé-de-chinelo' que foi figurante na 'Cidade de Deus' e que um produtor da Rede Globo achou que ele até tinha talento, e que não era só para roubar. Além disso o elenco do "Sítio do Picapau Amarelo" já mudou montes des vezes e já não reconheço ninguém. Sei apenas que o actor que fez de Saci no nosso tempo, não só tem as duas pernas, como também vai agora entrar na série nova onde faz daquele velho do cachimbo. É para que vejam como as coisas são...

Kumba La Lá- É, para além de protagonista daquela música que os escuteiros insistentemente cantam em todo o lado e da qual os Guano Apes fizeram uma versão 'pesada', o auto-proclamado Presidente da República da Guiné-Bissau que há uns tempos atrás tinha sido destituído do seu cargo, devido a um golpe de estado militar. Antes isso que um golpe na cabeça... que por acaso até podia ser ocultado debaixo dum barrete vermelho... Hummm... dá que pensar, não dá?

Seu Jorge - Conhecido também como "Mané Galinha" (Knockout Ned em inglês) ou "Pélé dos Santos" (uma espécie de Jacques Costeau negro), os seus alter-egos cinematográficos, este 'estudioso intuitivo do samba' foi o vocalista dos Farofa Carioca, e estreou-se a solo com o disco "Samba Esporte Fino". Edita agora o seu segundo albúm, mas o que toda a gente gosta mesmo é das covers que ele fez do Bowie, para a 'trilha' sonora do "Life's Aquatics".

19.10.05

OCC

Tenho vergonha em dizer isto, mas tenho que admitir que gosto de ver o "Orange County Choppers", o reality show da oficina das motas. E o que é mais estranho, é que nunca gostei de motas, carros, máquinas e muito menos de oficinas. Já vi também o "Monster Garage" ou "Pimp my Ride", mas não chegam aos calcanhares da "OCC".
Às vezes a minha cara-metade chateia-me a cabeça e diz: 'Porque estamos a ver esta seca outra vez, tu nem gostas de motas...' Mas eu retorquia-lhe logo: 'Olha, vai entrar o sénior... ahahah.. ele está com ar de poucos amigos, o filho vai levar outra vez nas orelhas!'
Digo-lhe também sempre que é um programa de entretimento, mas que se aprende coisas novas também. Já mostraram o processo de cobrir uma mota com cobre e como se corta peças de metal com jacto de àgua.
Paul (senior) é o pai durão com grande bigode. Ele é o chefão e às vezes chateia-se com os seus funcionários (sobretudo com o Paul Jr.) quando há pouco tempo para a entrega ou quando a oficina não está limpa como devia. Paul Jr. é o filho do meio e o mestre-construtor das motas. É o mais talentoso da oficina e tenta muitas vezes coisas novas e originais, e como perde tempo com isso, muitas vezes luta contra o relógio. Mikey, é o filho mais novo, é forte e tem cabelos longos e atende os telefones. É o palhaço da oficina. Vinnie, é o fiel empregado e amigo da malta.
Há motoqueiros que andam a dizer que o programa é uma bela m****, coisa que eu sempre pensei deles. Só atrasados mentais é que se juntam anualmente aos milhares no Algarve para beber cerveja, ver striptease e andar de mota.
Para finalizar deixo aqui este pequeno dialogo entre Senior e Mikey:

Paul Sr: 'Is there anything we need from upstairs?'
Mikey: 'Yeah get me some vice grips, and a taco.'
Paul Sr: 'Don't push it Mikey, you're on thin ice already.'
Mikey: 'How 'bout a burrito? I'm hungry.'


Da direita para esquerda: Paul Sr., Mikey, Paul Jr. e um palhaço qualquer.

18.10.05

Ricardo Queijo



Como nunca falamos de música, pensei que talvez seria 'engraçado' falar-vos de música. Vou falar então de um senhor chamado Richard Cheese.
Richard Cheese e a sua banda, os "Lounge Against the Machine" (da qual fazem parte: Bobby Ricotta, Buddy Gouda, Gordon Brie); são uma banda de covers (versões) de Los Angeles. Nada de especial até aqui, mas o que é realmente estranho é a escolha das bandas das quais fazem versões. Rage Against The Machine, Dead Kennedys, Red Hot Chili Peppers, Beastie Boys, Nine Inch Nails, Nirvana, Van Halen, Britney Spears, Linkin Park, The White Stripes, Snoop Doggy Dogg, Metallica, entre outras, são trituradas pela 'máquina' em versões lounge ou como o Richard diz nas suas próprias palavras 'que receberam um tratamento Vegas'.
O último album dele, “Aperitif for Destruction”, até tem “The Girl Is Mine” do Michael Jackson e Paul McCartney cantado por ele e pelo malogrado cientista Stephen Hawking. Eu estava para meter esta pequena apresentação na rúbrica do Anti-Estilo, mas transformar uma cantiga da Alanis Morissette ou dos Guns ´n Roses em música audível é de facto ... estilo.

17.10.05

A Gloriosa Saga da T-Shirt GM (Pt.3)

Antes de começar, um bem-haja a “outro Telmo”, o porta-voz de tantos insatisfeitos com a inconstância da publicação da Saga. Problemas editoriais e estratégias de marketing adiaram a sua continuação.
Na verdade não, mas não se pode alegar preguiça todos os dias, que as pessoas deixam de acreditar.
Em consideração por toda essa turba enraivecida (“outro Telmo”), não vou pôr em acção o meu plano inicial que consistia em enumerar mais uma data de historietas inconsequentes para, sem que ninguém se viesse a aperceber, poder acabar a 3ª parte da Saga exactamente no mesmo sítio das partes anteriores. Táctica muito usada em certos desenhos animados como: Dragonball e Tsubasa, e que de certeza contribuiu para o enorme êxito destes.
Portanto, todo o paleio que eu tinha preparado sobre a figura nostálgica que foi Paneleiro Pires, o antigo vândalo oficial deste blog, tem de ficar para outra altura...

De volta à acção: Manuel Trancoso vem na minha direcção. Pergunto aos meus colegas o que fazer, mas não ouço resposta. Ao olhar em volta apercebo-me de que se tinham ocupado a enrolar cabos; olhar para o céu à espera de sol; ou a experimentar todos os toques do telemóvel.
Quando penso que não há possibilidade de fuga, MT passa por mim sem me dirigir a palavra. Nem um olhar; um relance; um “olá lindinho”.
Um “estás bom pá” de cortesia também tinha servido.
Se por um lado deveria dar-me por feliz, a verdade é que fiquei perturbado com a situação. O que é que os outros tipos tinham a mais do que eu?
Discretamente, sigo MT o resto do dia. A ida de MT à menina da maquilhagem para mais um retoque enche-me secretamente de esperança de ver surgir um homem novo que se aproveite da situação e que lhe belisque o rabo, ou que lhe massaje as mamas, como qualquer actor faria no seu lugar. Mas nada. Quanto muito lembro-me de ouvir um “Posso experimentar aquele baton?”
E foi precisamente depois de ouvir um “Será que o verde alface da camisa combina com o rosa choque das minhas botas da tropa?” que resolvi desistir desta investigação absurda e sair de mansinho da roulote guarda-roupa.

A partir daqui não consigo descrever exactamente o que se passou, devido à experiência traumática que vivi. Lembro-me de ter tropeçado nuns cabides e de tudo ter caído ao chão... MT, com cara de poucos amigos, a segurar-me pelo colarinho e a pedir-me explicações. Eu a mudar engenhosamente os papeis e a mostrar-me indignado.
Custa-me a crer, mas não é de descartar, que tenha dito qualquer coisa como “Não sou suficientemente bom para ti, é?”
Aqui, MT começa a chorar e, para grande choque meu e de todos os leitores deste blog,...

..a desabotoar a camisa!

Como é que eu consegui sobreviver a este momento sem ter recorrido a terapia, e consigo ainda hoje fazer uma vida saudável, é o que se vai explicar na 4ª e última (?) parte desta magnifica saga!

Fatti Sconosciuti VII















Vou falar-vos de mais um assunto de interesse geral e, ao mesmo tempo, continuar essa minha cruzada pelo bom gosto e bom senso.
Há dois dias atrás estava eu a ver um filme de Jean-Luc Godard, quando deparei com o seguinte problema: Qual a diferença entre o estado satori e o estado nirvana?
Consultei a enciclopédia e procurei na net, mas nada feito, não arranjava um esclarecimento para essa minha dúvida. Resolvi então mandar um mail para um site ligado ao budismo em Portugal. Recebi logo uma resposta no dia a seguir (imaginem só, se todos os funcionários públicos fossem budistas...).

"Olá Matias,
Boa pergunta... Não sei se é lícito comparar estas duas palavras ou conceitos, pois veêm de duas escolas/tradições budistas diferentes, a theravada, ou budismo primitivo, no caso do nirvana, e a zen japonesa, para o satori, com métodos e ênfases diferentes, e por isso não directamente comparáveis entre si.
No nosso caso, do budismo mahayana / vajrayana, referimo-nos a:
- libertação, como estado intermédio, como sendo a libertação do ciclo de existências através do reconhecimento da não existência de algo possamos chamar 'eu', como entidade autónoma e independente, libertando-nos assim de todos os sofrimentos;
- e, depois, ao objectivo final, à iluminação, com a completa realização da verdadeira natureza da mente e dos fenómenos, para benefício de todos os seres, eliminando assim os traços mais subtis de ignorâcia e atingindo a mais alta sabedoria e a omnisciência;
Comparando agora, libertação equivale ao nirvana, ou seja, extinção. Quanto ao termo satori, já o vi ser utilizado nos dois sentidos, como estado intermédio ou transitório, e como estado final, ou iluminação, ou estado de não-dualidade e de inseparabilidade de sujeito, acção e objecto.
Melhores cumprimentos,

L. B."


Sayonara e vá em paz, estimado leitor.

16.10.05

Fatti Sconosciuti VI

Depois de dois posts sobre gajas e outro sobre cabelos, está na altura de pegar outra vez no fio da cultura e da sabedoria. Mas antes de começar, gostava de mencionar que nem todos os Gémeos são do mesmo clube, nem todos gostam de futebol. Isso fica portanto, esclarecido.
Como esta noite assisti com muita alegria à bonita vitória do Benfica sobre o Porto, lembrei-me de vos falar sobre o significado do nome do treinador do SLB . O nome Koeman é um nome constituído por duas palavras, algo que é hábito nas línguas germânicas (o alemão, o inglês e neste caso, o holandês). “Koe ” e “man” ou seja, vaca e homem. Um koeman é um cowboy ou em português, um vaqueiro. Portanto, o nome do nosso amigo holandês, na língua de Camões é Ronaldo Vaqueiro.

14.10.05

A Deusa VII

Fergie é o nome desta deusa, enão me venham dizer que ela não é bela, que eu chamo o meu amigo Zézé Camarinha para o provar. João, eu pensei que o Pedro estivesse a falar da princesa, tal é a minha burrice. Nunca relacionei Fergie com a Deusa...
Burrices à parte, Fergie nasceu nos EUA em 1975, nos anos oitenta emprestou a voz a um personagem dos Peanuts, não sei qual, o Google não me disse. Em meados de noventas junta-se aos Black Eyed Peas. E competindo com cantoras como J-Lo e Kylie Minogue pelo estatuto de nobre Deusa, dei-lhe a numenclatura VII, antes das opositoras portanto. Stacy Fergusson, é o seu nome. Tem apenas 1,63, não sei as medidas... mas é a toda a prova uma mulher muito madura com uma voz sensual, e, para deleite dos leitores que não vão ao Google em busca de dirty pics, e que são casuais fica aqui uma foto, retrato fiel do bom gosto que nunca irá esmorecer neste blog. Tenho dito!!

Crimes Capilares III

Não é preciso encomendar nenhum estudo de mercado, muito menos esperar que inegáveis provas científicas brotem de tubos de ensaio e bicos de Bunsen. É mais que sabido que, para, no louco mundo dos eighties, se destacar pela exuberância capilar, era preciso roçar o paranormal, o sobrenatural, o extraterrestre, o absurdo absoluto, enfim, ostentar o ‘homem elefante’ dos penteados. Mike Score (um gajo com um nome destes, se jogasse à bola, fazia as delícias dos gajos que fazem as manchetes dos jornais desportivos, sempre ávidos de trocadilhos fáceis e parvos) era o vocalista dos ‘A Flock of Seagulls’, um dos poucos nomes de banda que também encaixa perfeitamente como resposta à pergunta ‘eh pá, quem é que me cagou o carro todo?’. Em inglês, claro. Sempre que penso em gaivotas, lembro-me da Mafalda Veiga. Não faço ideia porquê. Vai ser das primeiras coisas que vou tentar saber quando começar a ter terapia.

Apenas uma das músicas dos ‘A Flock of Seagulls’ se tornou famosa. Depois, caíram na há muito anunciada decadência. Ficaram os ‘gajos daquela música’. Os ‘gajos daquela música’ são as bandas ou os artistas que se vêem ultrapassados, em termos de popularidade, por uma das suas cantigas, e que depois, em concertos, são coagidos pela audiência a tocá-la vezes sem conta. Normalmente, acabam por ficar paranóicos e passam a andar pelas ruas de sobretudo, óculos escuros e um incontável número de tiques nervosos – que foi como eu vi o Fernando Girão, a murmurar o seu único hit, o ‘Aqui já não dá’. De entre os muitos ‘gajos daquela música’ que para aí há, mais dois exemplos, um nacional e outro internacional: o Mário Mata é o gajo do ‘Não há nada p’ra ninguém’ e os Europe são os gajos do ‘Final Countdown’. Tão simples como isto. Mas os ‘A Flock of Seagulls’, além de serem os gajos do ‘I ran (so far away)’, são também os ‘gajos que tinham um vocalista que tinha aquele penteado todo coiso, néra?’.


E é merecido que assim seja. O que o Mike Score fez com as suas grenhas é digno de figurar perpetuamente nos anais do mau gosto. Conseguiu combinar vários tipos de penteado num só. O chamado ‘risco ao lado desde a orelha’, há muito a opção do Marante, está presente e faz-se notar. A novidade reside na opção por dois riscos ‘ao lado desde a orelha’, abarcando-se, assim, quer o lado direito, quer o lado esquerdo, e formando uma espécie de acolhedor ninho para onde convergem dois dos opostos mais conhecidos da humanidade. Depois uma franja. Bem grande e ‘em cone’, afunilando-se para junto do nariz e boca. Uma bricolage capilar, e de receita até bastante simples. Erguido com muita laca, força de vontade q.b., nenhuma noção do ridículo e um, indispensável e sempre presente, sentido estético em coma profundo.

13.10.05

A Mais Dura III



ANGELINA JOLIE

Angelina Jolie Voight nasceu a 4 Junho (não me enganei, estou mesmo a falar dela e não do Tom Cruise) de 1975, na 'Cidade Californiana dos Anjos dos Seios de Silicone' (que aparece como 'Los Angeles' no Atlas só porque o outro nome era muito grande e não cabia). É filha do 'Cowboy da Meia-Noite' Jon Voight e da senhora da livraria, Marcheline Bertrand, que pelos vistos também era actriz, modelo e tal. A sensualidade de orquídea selvagem, deve vir-lhe da madrinha que é a Jacqueline Bisset.
Na infância sonhava ser agente funerária, mas ao ver uns episódios d´"Os Sete Palmos de Terra" percebeu que era profissão de gente feia e/ou maluca. E uma vez que ela apenas bonita e maluca decidiu seguir uma carreira de modelo aos catorze (quatorze para os leitores do norte) anos. Daí até aparecer em videoclips como "Out of Hell II: Picture Show" do MeatLoaf, vídeos do seu colega de liceu Lenny Kravitz, dos Rolling Stones e dos Lemonheads, foi um instantinho. Tornou-se Embaixadora (da) Boa (Vontade) das Nações Unidas, cargo que o nosso Tony Guterres também ambiciona ou detém, não sei bem como isso ficou.
O seu primeiro papel cinematográfico de relevo foi no filme "Cyborg 2", que é como sabemos um filme dum gajo duro, ao qual se seguiram "Hackers" no qual fazia de pirata informática boazona, "Gia" onde desempenhava o papel de uma modelo drogada boazona, "Girl, Interrupted" no qual se fazia passar por maluca boazona,"Gone in 60 seconds" onde representava a personagem de uma mecânica boazona, "Tomb Raider" no qual encarnava uma "Indiana Jones" boazona, "Original Sin" onde foi a boazona que o Banderas comia, "Alexander" no qual assumia a pele de uma boazona dos tempos antigos, e finalmente, "Mr. & Mrs. Smith" onde fazia de Mrs. Smith. Com todos estes papéis construiu uma imagem de dura, de vilã e de mocinha nada sonsa, mas também de amalucada e rebelde. E usou armas, deu porrada, conduziu carros depressa, saltou e deu piruetas.
Mas se é uma dura, também o é devido às suas imensas tatuagens, que deixariam muito motard envergonhado na concentração de Faro. Vamos lá então enumerá-las: tem um 'H' no pulso direito, que é para se lembrar que letra vem a seguir ao "G" e antes do "I"; Tem uma citação do Tenesse Williams que vai do seguinte modo "A prayer for the wild at heart, kept in cages", que é para dizer que lê livros; Tem uma janela azul no fundo das costas, porque é patrocinada pela Microsoft®; Tem o símbolo japonês da morte, emblemas ameríndios e uma cruz de Cristo, para que quando morrer, nenhuma divindade ficar lixada com ela; Tem também uma frase em Latim que diz "Quod me nutrit me destruit" entre a púbis e o estômago, que significa 'O que me nutre/alimenta, destrói-me' e é apenas para que saiba.
É também dura porque adoptou uns putos e deu-lhes uns nomes esquisitos, tendo por isso, que bater nas mães dos 'outros meninos lá do infantário que gozaram com o meu nome, mamã'.
Tal como o gato maltês, colecciona facas e fala francês. O que dá imenso jeito para entender o seu próprio nome e cortar queijo.
Casou-se com um dos gajos do "Hackers", e com um barbeiro chamado Billy Bob (que também é maluco) e agora anda a deixar-se comer pelo sonso do Brad Pitt (sim ele tem um), o que deixou a Jennifer muito triste e faz com que a 'Anjolie Jolina' não seja considerada "A Mais Dura". Paciência, olha...

10.10.05

A Análise Pós-Eleições

Logo depois de terem saído os resultados das eleições autárquicas, sentimos o dever patriótico a chamar por nós e juntamos-nos todos no quartel geral do GM para fazer um brainstorm (tempestade no cérebro).
Portugal é conhecido lá fora pela sua riqueza cultural, pela sua longa história, pelo seu simpático povo e pela sua eficácia em organizar eventos de grande envergadura. Portugal não pode ter essa sua imagem imaculável, manchada por Fatimas Felgueiras, Valentins Loureiros e Isaltinos Morais. Pensámos e discutimos pela noite dentro sobre o assunto, e de facto encontrámos uma solução para essa vergonha nacional.
Portugal oferecerá Oeiras, Felgueiras e Gondomar às suas antigas colónias. Esses territórios tornar-se-ão enclaves ultramarinos do terceiro mundo. Portugal já ocupou terras lá, agora eles podem ocupar cá.... é justo. Sabemos que a Fátima Felgueiras tem laços com o Brasil, que o major é ou foi cônsul honorário da Guiné-Bissau no Porto, e que Isaltino tem contas na Suíça (que é o passatempo preferido dos políticos do terceiro mundo), tudo isso irá facilitar a intregação.
Depois, se algum estrangeiro nos perguntar o que se passou nessas localidades no dia 9 de Outubro de 2005, nós vamos poder retorquir: “Isso não é Portugal, é sim, terceiro mundo e essa gente não tem culpa de ser assim.”
Países candidatos com maiores probabilidades de ganhar estes novos territórios, são aqueles onde os direitos do homem ainda são um mero mito. Só assim talvez, a burrice será vencida.

O missionário dá as boas-vindas ao povo Gondomarense

6.10.05

Separados à Nascença


Pela primeira vez, uns trigémeos e, talvez por isso, as parecenças
se esgotem no facto de serem ‘três
carecas com pêras grisalhas’.

Paulo Coelho – Escritor seca. Quando era novo, iluminado por ideais e manias, quis fundar a ‘sociedade alternativa’, uma utopia anárquica, no estado de Minas-Gerais. Por muito que eu tenha fé que qualquer coisa vinda de Minas-Gerais seja capaz de mudar o mundo, estava mais que visto que este era mais um movimento social destinado a, como todos os outros, terminar em suicídio colectivo à passagem de um qualquer meteorito. Mas a Polícia Militar achou melhor terminar aquilo o quanto antes e meter tudo na prisão a experimentar torturas novas. Depois, Paulo foi para a Holanda onde conheceu uma pessoa a quem apelidou de ‘J’ em vários livros posteriores. ‘J’ tornou-se no mestre de Paulo Coelho e fê-lo ver a luz, tornando-o num fiel devoto da fé cristã. É ordem natural das coisas. Hoje anarquista, amanhã beato. Em ambos os casos, sodomita compulsivamente abusado. Depois, é o que toda a gente sabe. Começa a escrever livros com títulos execráveis e conteúdos semelhantes em catadupa. Conquista fãs em todo o mundo, inclusive celebridades com uma assinalável craveira intelectual, como sejam Sharon Stone, Madonna e Will Smith. ‘My favourite Writer? Paul Rabbit’, costumam responder estas e outras estrelas a Mário Augusto.

Peter Gabriel – Músico inglês. Se está farto de ouvir o Phil Collins com as suas baladas melosas e que encheram os Hit Parade de 88 a 92, culpe este ‘Pedro Gabriel’. Essencialmente porque, se ele não tem deixado os Genesis, ainda hoje o Collins estava dissimulado, e sobretudo calado, atrás de uma bateria. Em meados dos anos 80, Pedro lança o ‘teledisco’ mais genial da história da música: o divinal e indestronável ‘Sledgehammer’. Mas nem isso o safa ou nos faz esquecer que é ele o culpado de o Phil Collins cantar. Sim, nem a genialidade do ‘Sledgehammer’ amaina a dor que se sente de cada vez que se ouve o ‘Groovy kind of love’ ou o ‘Another day in paradise’. Bem, Peter também andou com a Rosanna Arquette e com a Sinead O’Connor, e consta que, afinal, estar na cama com uma gaja que diga ‘pente um’ sempre que vai ao cabeleireiro, é mesmo assustador e perigoso, quanto mais não seja porque quem estiver a espreitar – e sim, está sempre alguém a espreitar – pode muito bem indagar desconfiado ‘oh, diacho, mas aquilo são dois homens?’. E depois cria-se um boato chato. Já agora, ‘Pedro Gabriel’ veio ao Rock in Rio Lisboa e, diz quem sabe, que tem andado com a sua t-shirt ‘Eu vou’ desde essa altura.

Billy Joel – É um cantor que usa muitos pianos, mas, ao contrário de outros, não é um gay obcecado com óculos, nem preto e cego, muito menos fez um solo interminável no ‘Light my fire’, não tendo também aparecido nu na Nova Gente com um chapéu de ‘cowboy’ ou casado com a Valentina Torres. A sua música mais célebre chama-se ‘Uptown girl’ e foi na rodagem do vídeo que conheceu uma mulher bem acima das suas das possibilidades e com quem viria a contrair matrimónio: Christie Brinkley, a sumptuosa assistente que ajuda Chuck Norris a vender aparelhos de ginástica madrugada adentro. Quando era gaiato, farto de ser enfiado no cacifo e de ser baptizado diariamente na sanita da escola, chegou a ter lições de boxe e iniciou mesmo uma carreira no mundo do pugilismo, mas um murro mais poderoso nas ventas, que acabou por lhe redesenhar o septo nasal, fê-lo virar-se para definitivamente para as cantorias. Alcoólico inveterado, mas vertebrado, Billy tem prejudicado bastante a sua carreira e, actualmente, é habitual vê-lo, perdido de bêbado, adormecer em cima do teclado do seu piano durante os espectáculos, criando um efeito sonoro mais ao menos semelhante àquele que se obtém quando alguém desmaia em cima do volante do carro.

Comunicado Oficial

Caros colegas gémeos e estimados leitores, desde ontem assumi publicamente a minha verdadeira natureza.
Este meu “outing ” custou, mas assumi a minha condição, porque não podia continuar a viver na ilusão muito mais tempo.
Não havia mais voltas a dar, não podia esconder mais essa minha faceta. Saí da minha concha e agora sou um homem livre e feliz.
Cortei o cabelo bem curto e as minhas entradas ficaram à vista.

4.10.05

Consultório do Dr. Malvado

Estimados leitores para inaugurar esta rubrica, apresento-vos o caso de Ricardo M. , que nos escreve do Barreiro e que nos apresenta um inquietante caso de obsessão maníaco compulsiva, ou como se diz na gíria e em algumas ramificações da Psicologia Clínica, uma grande pancada. Esta foi a carta que ele nos enviou:

"Caro Dr. Malvado como vai? Vai bonzinho? Há uma coisa que me tem vindo cada vez mais a apoquentar: os Clusters. Aqueles cereais dos anúncios com esquilos ladrões, sabe? É que acho aquilo muita bom, mas só aqueles coisinhos brancos, o resto é mais ao menos. E passa-se que sempre que como aquilo fico arreliado porque ao abrir a embalagem quase que não vejos os ditos coisinhos brancos, é só palha. E o que lhe pergunto é, como é que raio posso comer aquilo à vontade sabendo que como um a mistura homogénea, equilibrada e saborosa? Diga-me doutor... é que eu já ando doente só de pensar nisso. Jinhos!!!

Ricardo M. - Barreiro"

Caro Ricardo, o seu caso é bastante comum entre os jovens da sua idade, que depreendo ser a de um adolescente. Afinal, os homens feitos comem coirato ao piqueno-almoço, regado por uma boa pinga ou acompanhado de um mata-bicho.
A razão do seu problema é simples: uma vez que o cereal vem de camião dos armazéns do representante da marca, situados em Linda-a-Velha, para o estabelecimento comercial onde os adquire. A trepidação provocada pelas más condições dos pavimentos das nossas estradas nacionais faz com que o cluster desça e o restante cereal suba.
A solução para este flagelo passa por virar a caixa, embalagem ou pacote (o sítio onde preferir levar o cereal) e sacudir. Sacuda até mais não e terá o seu problema resolvido. Tenha em atenção que nesta equação, o factor amêndoas (uma das variantes do produto) cria também um desiquilíbrio. Mas neste caso o desiquilíbrio acontece já na taça da qual sorve o seu piqueno-almoço, e é compensado pelas leis do equilíbrio universal. Estas leis fazem o cluster boiar no leite, enquanto as amêndoas se afundam no mesmo, criando uma sequência de desgustação deveras interessante. Cluster, palha e amêndoas .
Um bem haja para si Ricardo, e um xi-coração para todos os outros nossos leitores. Fico a aguardar que enviem as vossas dúvidas e questões para a nossa morada de correspondência electrónica. Até para a semana!

A Gloriosa Saga da T-Shirt GM (Pt. 2)

Agora que foi publicado um post intermédio, posso, finalmente, dar sequência à saga da t-shirt GM (embora alguns de vós possam pensar que o meu atraso se deve ao facto de ser um preguiçoso reincidente sem a mínima ideia do que se poderia passar de excitante com este Manuel Trancoso. É Legítimo).

Convém, antes de mais, esclarecer quem é a personagem. Tive várias reclamações de fãs que não compreenderam o Manuel Trancoso: “Esse nome não me é estranho. É conhecido, não é?” ou “Não percebi a piada final porque não estou a par da vossa private joke que envolve o Manuel Trancoso.” entre muitas outras reclamações... (na verdade ficaram por aqui. Deve ter sido uma estratégia do “Pedro” e da “minha namorada” para evitarem dizer o quanto acharam o post idiota).

O MT não é famoso e nunca fora mencionado antes no blog GM. O post era mesmo apenas idiota.
Manuel Trancoso é só um nome fictício que me veio à cabeça na altura (ainda hoje não consigo perceber porquê) para falar de uma pessoa muito verdadeira: um actor gay.

Não é muito excitante, eu sei. Mas garanto-vos que tentei seguir os passos certos: “Tiago, pensa em excitante...” - e eis que me surgiram uns flashes ...Jessica Alba...trailer...Into the Blue.
“Agora pensa em Manuel Trancoso.” – aqui toda a minha inspiração foi por água abaixo e deu origem à 2ª parte que estão a ver. Melhor sorte para a próxima.

Bem, o Manuel Trancoso tinha andado a passear pelo décor no dia anterior (sim, no dia da “some idiot went to london and all i got was this lousy tshirt”) a meter-se com os técnicos. Chegava perto deles e, para meter conversa, o melhor que se conseguia lembrar era perguntar se eram do signo gémeos. Alguns eram, outros não eram, mas todos souberam contornar de mansinho as suas tácticas de aproximação (excepto um deles que ficou realmente admirado com os poderes de adivinhação de MT. Nada de mal aconteceu todavia, porque quando os colegas lhe explicaram o esquema, ainda foi a tempo de desmarcar o lanchinho combinado).

Não vos sei explicar porque não fui abordado no dia das investidas MT (continuo a achar que a “lousy tshirt” me favorecia), mas com a t-shirt GM passei a ser um alvo demasiado fácil.

Dia GM: Olho para o meu colega que me avisou sobre o MT, olho para a minha t-shirt GM e, quando ainda estou a perceber os apuros em que estou metido, eis que surge no meu campo de visão o próprio Manuel Trancoso. O que fazer?

Não percam a terceira e última parte da saga. Brevemente. Assim que houver um post intermédio. Ou, em caso de desespero, daqui a uns meses quando perceber finalmente como raio é que isto acaba.

3.10.05

Separados à Nascença



Nuno Melo
– Se não reconhece esta pessoa, talvez deve questionar por onde raio anda às terças-feiras à noite quando está a dar o programa ‘Parlamento’ no canal 2. Este gajo está sempre lá a falar, a brincar às discussões com outras pessoas de fato e com a Odete Santos. O Nuno tem exactamente o mesmo nome que aquele actor que fazia de filho na série ‘Camilo e filho’.E que depois entrou numa telenovela brasileira em que fazia de um taxista que estava sempre a bater num preto. O Nuno também é o líder parlamentar da bancada do PP. Falou bastante quando aquele barco das ‘mulheres nas ondas’ andava a fazer abortos ao largo da costa portuguesa. Não consigo imaginar um sítio mais seguro para fazer qualquer tipo de intervenção médica num corpo humano. Os barcos nem abanam nada. Assim de repente, melhor sítio, só mesmo um F-16. Ou uma bicicleta. Bem, Nuno Melo é um gajo igual ao Corey Feldman.

Corey Feldman – Se não reconhece esta pessoa, talvez deva questionar por onde raio andou durante os anos 80 (se foi na casa de Évora ou no apartamento da Avenida das Forças Armadas, peço desculpa por estar a obrigá-lo a remexer em assuntos tão delicados.) Corey Feldman, e se exceptuarmos o ‘E.T.’, o ‘Cocktail’ e o ‘História Interminável’, entrou em todos os filmes que davam ‘à tarde’ na televisão estatal. Quer dizer, uma vez, naquela coisa que tínhamos que votar no filme que queríamos ver, deu o ‘Fritz, o Gato’, um filme porno softcore de desenhos animados. Depois deste filme, nunca mais olhei para o Top Cat da mesma forma. O Corey, não tendo entrado em nenhum destes filmes, era a grande esperança do cinema da altura. Estava para o cinema norte-americano como a Maria Armanda estava para a música portuguesa, sendo que, então, os seus filmes eram a versão cinematográfica do melódico, e factual, ‘Eu vi um sapo’. De repente, Corey deixou de aparecer e o Macaulay Culkin assumiu o lugar de jovem Messias. Curiosamente, ambos os salvadores se cruzaram no recente julgamento do futurista Michael Jackson.

28.9.05

A Gloriosa Saga da T-Shirt GM (Pt. 1)

A t-shirt Gémeo Malvado já anda por aí a circular. Sei, por fonte segura, que as suas vendas já atingiram as duas dezenas. No entanto, quantos de entre os felizes compradores é que já tiveram coragem de a vestir no vosso dia-a-dia?
Eu já! (não importa se estava longe de casa e já não tinha mais nada para vestir)
E que tal foi? - perguntam vocês.
Obviamente que há uma história para contar. - respondo eu.
“O Gémeo Malvado!” Foi a frase que eu mais ouvi entre as pessoas que se cruzaram por mim nesse glorioso dia de trabalho. Olhavam para a t-shirt e repetiam letra por letra o que lá estava escrito. Não se pode dizer que seja muito original, mas é de louvar o esforço de comunicação e o aprofundamento de relações interpessoais.

Metanota: Especialmente quando no dia anterior a minha camiseta “some idiot went to london and all i got was this lousy tshirt” que o meu irmão me comprou tinha sido contemplada com uma total indiferença. Nem o Comics Sans em que foi escrita conseguiu suscitar uma risada que fosse. Foi triste (embora eu pessoalmente nunca estivesse estado tão cool)!

Resumindo, tudo corria bem. As pessoas aproximavam-se e mal começavam: “O Gémeo Mal...”, eu acabava: “...vado”.
Pessoa 1: “O Gémeo...”
Eu: “...Malvado”!
Pessoa 2: “O Gé...”
Eu:(não completei a frase e limitei-me a apontar-lhe os indicadores e a piscar-lhe o olho). E por aí a fora....
Até que houve alguém que olhou para a t-shirt e me disse: "Tem cuidado com o Manuel Trancoso!"
Mas quem é o Manuel Trancoso? – perguntam. Na altura eu também não sabia, mas estava prestes a descobrir...

Não percam, na segunda parte, a excitante* ligação entre Manuel Trancoso e a t-shirt GM. (*talvez possa estar a prometer demais)

27.9.05

O Bicho Homem II

Coincidência ou não, o Bicho Homem II, nasceu na mesma aldeia do primeiro e 'ò' muito me engano ou ‘anderam’ na mesma escola. Nessa época a professora e as disciplinas não mudavam todos os dias, e assim tiveram os mesmos livros e aprenderam as mesmas letras e números. Não me lembro qual dos dois tirou piores notas, mas isso agora também não interessa. Lembro-me é que este tinha uma mala com uma mancha verde que parecia uma tartaruga-ninja.
De seu nome Zé Branco, o nosso Bicho Homem, é profissional sem profissão certa e chefe de família sem família para alimentar. Faz de tudo, mas a sua paixão é a pintura onde gasta a maior parte do tempo. Não é de pintura artística, até duvido que perceba alguma coisa do assunto… (mas também para que é que a arte serve!?) É por excelência um pintor de exterior, de casas, de portões, de roupas, de tudo onde o rolo chegue e a tinta cole.
Pintar ao ar livre não é fácil e faz suar. Para além do duro trabalho tem outra sina, que é beber depois de despegar. Com os pneus da mota ou da bicicleta cheios, sai de casa de manhã e volta à noite, normalmente a pé. Volta cansado, traz problemas de visão, de equilíbrio e o depósito bem cheio de vinho ou água-ardente que é preciso queimar. Todo o caminho ralha com o relógio que não lhe dá o norte magnético. Afinal de contas regressar a pé não é assim tão mau, sempre poupa uns litros de gasolina e um par de calças.
Há alguns anos o Zé branco foi pintar a loja da mãe de um amigo meu. Trabalhava com os sobrinhos e o trabalho nesse dia correu como normalmente. Passados alguns meses estava esse meu conhecido e a sua mãe a fazer o jantar, quando vêm um homem a passear pela loja. Era quase noite e a loja já estava fechada. Foram ver quem era e o que queria… Era o Zé Branco, que na sua caminhada de regresso a casa, passou a ver a sua antiga pintura. Olhava para as paredes e dizia: “fui eu que pintei isto”, e continuava o seu discurso com uma série de verdades universais do mundo dos pintores.
Pelo que sei não foi caso único, mais algumas vezes o nosso pintor passou pela loja a ver o estado das paredes. E eu já fui à loja de esse meu inimigo e olhem que tá um trabalho bem feito sim senhor.


Foi este Senhor o inventor da assistência técnica pós-venda.

26.9.05

Estrela Brasileira

Este fim-de-semana vi no Continente do Colombo, a estrela Brasileira Maitê Proença numa sessão de autógrafos. Quando passei por ela com o meu cesto, ela olhou fixamente para mim.
A minha dúvida agora é, se isso foi por causa da minha aparência sensual ou pelo conteúdo do meu cesto.

O meu cesto continha:

- Duas garrafas de água com gás;
- 500g. de polvo congelado;
- Iogurtes com pedaços (promoção compra 1 leva 2);
- Costeletas de porco;
- Couves de Bruxelas;
- Um chouriço Alentejano;
- Manteiga de cabra (promoção compra 1 leva 2);
- Pão integral;


Não continha:

- O livro da Maitê.

25.9.05

A Mais Dura II



SALMA HAYEK

Salma Hayek-Jimenez nasceu no decorrer do mês de Setembro de 1967, numa terreola chamada Coatzacoalcos, no México. É filha de uma cantora de ópera e de um libanês qualquer chamado Hayek. A dureza vem-lhe do pai, porque como todos nós sabemos , essa gente só está bem a fazer mal.
Frequentou um colégio de freiras até aos dezassete anos, no Louisiana (todas as biografias na internet apontam como razão para tal, o facto dos pais quererem a melhor educação para ela), e depois foi estudar relações públicas para a faculdade, curso do qual desistiu para seguir a sonhada carreira de actriz (ou atriz, como na biografia brazuca que li).
Andou pelo teatro, fez umas novelas saboneteiras, fez uns papelitos nuns (que em inglês quer dizer freiras) filmezecos, e foi descoberta pelo Robert Rodriguez, nada de fantástico portanto.
O seu papel no "From Dusk Till Dawn", o de uma dançarina exótica, provocou a experiência mais bizarra que tive de um intervalo no cinema. Estávamos na primeira parte do filme que acaba com Salma a dançar de uma forma provocante - dez minutos de intervalo, pessoas a fumar e a dizer 'que porcaria de fime, uns gajos perdem-se no deserto e metade já foi', voltámos ao lugar, apagaram as luzes e começou a segunda parte - e ela que estava de costas, vira-se e afinal de contas é uma stripper zombie-vampírica do Inferno. E olhem, é assim a vida.
Sem dúvida que ser uma stripper zombie-vampírica do Inferno, contribui para o currículo de uma dura, mas só por si não basta. Vamos então encontrar a dureza de Salma, nos filmes "Desperado" e "Once upon a time in Mexico" onde interpreta o papel de "Carolina" uma gaja que tem mini-facas nas ligas, com as quais mata meio mundo e "entusiasma" a outra metade.
Fez uma catrefada de outros filmes, mas não há nada a assinalar até "Frida", onde apesar de ter apenas uma mega sobrancelha (e uma ferida e um calo), avia o Trosky e um pintor de muros gordo. Tudo bem, não os avia à porrada mas avia-os, e é isso que interessa.
Visto que a escolha dos "parceiros da vida" também define o perfil de dureza das gajas, passemos então a isso. Ela despachou o Clooney, mas no entanto não aviou o Matt Damon e o Ben Affleck quando fez aquele filme, o coiso. Não atirou o gajo dos "Friends" pela barragem abaixo, naquele filme da barragem (o desperdício de tal oportunidade fá-la perder o título de 'A Mais Dura').
No entanto, andou com aquele esquizofrénico neo-nazi, que também já foi padre, o Edward Norton. Agora anda com o "Hulk", o que é coisa de dura, pelo menos enquanto dura (e pronto, chegámos à punchline que como puderam ver não é grande coisa...).

21.9.05

Concursos do Mundo

Um país não é país enquanto não instituir um concurso para eleger o cão mais feio do ano’. É nesta trave mestra que os americanos baseiam toda a sua existência colectiva, e que cá em Portugal parece ter sido incompreensivelmente confundida com a máxima ‘um país não é país enquanto uma revista com nome de avó não instituir um concurso para eleger o bebé mais bonito’. Assim como assim, é sempre um Micael ou um Renato que ganha. Parece que o nome é que decide. E não percebo como é que se pode achar bonito um bebé com mais cabelo que o Tom Selleck. No meu tempo, os putos ainda tinham nomes decentes. Só havia Pedros, Joãos, Nunos, Ruis e Marcos. Quem tivesse um nome diferente, apanhava das boas, como o gordo no ‘Senhor das Moscas’.


Bem, seja como for, lá na América é com cães que se brinca e é a fealdade que se premeia. Sam é o nome da criatura da foto e foi o vencedor incontestado das últimas três edições do concurso que tem lugar algures na Califórnia profunda. Apesar de parecer que já cá anda há tanto tempo que é bem capaz de ter mijado na perna do Pavlov ou ter cortejado a primeira Lassie, Sam tem apenas 14 anos, estando então, e ignorando a teoria do ‘ah, li num livro que os anos dos cães equivalem a não sei quantos anos de pessoa’, na puberdade. Mesmo quem já tinha visto casos extremos de acne juvenil, não consegue deixar de ficar surpreendido. O que interessa é que, todos os anos, os donos de Sam podem dar largas ao orgulho que é criar um cão de maneira a que este pareça uma mistura entre zombie e o chefe dos Gremlins maus. Mas, infelizmente, e porque Sam padece de todas as doenças que existem, não por muito mais tempo. Dificilmente o vencedor unânime das últimas edições marcará presença no próximo ano. A verdade é que Sam merece todo e qualquer descanso eterno, e em breve poderá ir para o céu dos animais famosos, brincar com outros nomes incontornáveis do showbizz animal, como sejam o Tubarão, a Laika, o Flipper, o Rin Tin Tin, o Free Willy, a Lassie, o porquinho Babe ou o coelho d’Atracção Fatal.

Anormatomias III

Que o Tony é uma figura intrigante, isso toda gente sabe. Vende centenas de milhares discos de música foleira, esgota as maiores salas de espectáculos num piscar de olhos, e mais, 95% do seu público são mulheres. Verdade seja dita, a maior parte é saloia e muitas já de idade avançada... mas o que vêem estas senhoras todas no Tony, perguntam vocês?

Pois é, meus senhores e senhoras, eu sei o segredo do seu sucesso. É o penteado. Ninguém no mundo tem um penteado assim. A forma como ele esconde sorrateiramente as suas entradas, por baixo de cabelo, é única.
Mas porquê, pergunta o leitor? Eu digo-vos: para ter sucesso com as gajas. Não é preciso ser-se Freud ou Jung, para saber isso. As mulheres gostam de homens que escondem coisas. Há rapaziada que esconde a calvice, uns a barriginha, alguns a existência de uma amante e outros o seu ódio a sogra.
Por isso, já sabem, se quiserem engate peçam ao vosso barbeiro um corte à la Carreira. Claro que se arranjarem um Porsche Carrera, melhor ainda...


Grão a grão mudam-se as vontades

Seria de esperar que a minha primeira contribuição fosse alguma história maluca sobre campónios bêbedos que partilham a intimidade com cabras, mas infelizmente não tive tempo suficiente para perceber se os locals que eu conheci reuniam todos estes requisitos.


Sendo assim passo ao segundo tema óbvio: a origem e raison d’être de alguns porvérbios portugueses (na verdade só vou falar de um, que nem é bem português, mas resolvi deixar o tema em aberto, pois nunca se sabe...).

Como é sabido existem muitos provérbios equivalentes em sentido, ainda que muitas vezes não nas palavras usadas, entre o português e o inglês. Não interessa se chove a potes, ou se cães e gatos caiem do céu, o que importa é que ficamos logo a saber que, no minimo saimos de casa de impermeável e guarda-chuva, e no máximo procuramos o celeiro com abrigo anti-tornados mais próximo (excepto talvez em Nova Orleães).

Ao surfar pela internet deparei-me com o correspondente inglês do nosso provérbio “A excepção que confirma a regra”. E talvez por confirmar a regra, este é homónimo na utilização de palavras, mas não no seu sentido. Na verdade, em “the exception that proves the rule”, o verbo to prove é usado não no sentido de confirmar, mas no de pôr em cheque a regra, testá-la.

O que se depreende daqui é que graças a mais uma má tradução (já não bastava o “Rushmore” chamar-se “Gostam Todos da Mesma”), um povo inteiro andou, enganadamente, durante anos e anos (não sei quantos, mas imagino que tenham sido muitos), a usar um provérbio que não tem sentido rigorosamente nenhum. Nicles.

Pela parte que me toca, vou já começar a memorizar o menos surpreendente; o menos bonitinho; mas contudo mais certinho: “não há regra sem excepção”.


'Não há regra sem confirmação... não. Não há regra que confirme a excepção... merda!'

O Consultório do Dr. Malvado

Caros leitores permitam-me que me apresente, eu sou Dr. Malvado e criei esta nova rubrica com o intuito de responder aos seus maiores anseios, medos e dúvidas. Disponibilizo-me a elucidá-lo quanto a questões de dinheiro, carreira, amor, saúde, higiene, vestuário, jogos de sorte e azar, sonhos, feitiços, karma, milagres, chamuças, mau-olhados, vodoo, kizomba, búzios, óleos e ungentos váriados, electromagnetismo psíquico, tarot, raspadinhas, depilação a cera, estudos sociais, e todos os outros mistérios do universo que o têm, ou o irão atormentar num futuro próximo.
O meu currículo fala por mim, já li todos os livros de trás para a frente e sei tudo acerca de qualquer coisa, daquilo que é falado na televisão, rádio, internet e revistas. Sou formado por diversas universidades de renome mundial e desenvolvi variadas e diversas experiências de alto gabarito pseudo-científico em ambos os lados da cortina de ferro e do Muro de Berlim.
Não hesite em escrever-me. Irá ver publicadas as suas questões, assim como as respostas para as mesmas. Eu posso ajudá-lo!
Envie as suas questões para o meu consultório, através da seguinte morada de e-mail: ogemeomalvado@hotmail.com . Disponha sempre e até breve! Continue a acreditar num futuro, antes que seja tarde...

Os meus poemas preferidos II

Depois de um mês a trabalhar no meio do campo, volto para a boa e velha rotina diária em Lisboa.
Da imprevisibilidade do meu dia-a-dia na Azambuja volto para o conforto de um local de trabalho fixo onde tenho finalmente tempo para escrever o meu querido diário online... (também se pode ler: voltei a ser o inútil que passa o tempo sentado ao computador, e que tem como única saída refugiar-se num mundo virtual onde lê vezes sem contas as mesmas teorias inconsequentes, e que se sente imensamente feliz quando se apercebe de alguma actualização-a-passo-de-caracol).

Enfim, é bom estar de volta!

16.9.05

Anormatomias II



Eu acho que o Carmona Rodrigues tem o estofo e experiência para ser um bom presidente da Câmara de Lisboa. A cara dele tem tantos buracos como as ruas da capital. Verdade seja dita...

15.9.05

Só Falta Levar Com o Chicote!

Durante a minha odisseia diária à procura de trabalho, (se me quiserem contactar/contratar, peço-vos gentilmente para visitar este blog) deparei no seguinte anúncio:

DESENHADOR DE ARTE FINALISTA:

HABILITAÇÕES ESCOLARES MÍNIMAS: 12ºano
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: Pretende-se designs graficos para trabalhar em sistemas informaticos graficos e que possuam conhecimentos de impressão.
OUTROS CONHECIMENTOS
:Todos os programs como Corel, Poewerpoint, Photoshop e outros.

CONTRATO:
Permanente

SALÁRIO
: 400 Euros

REGALIAS
: O vencimento é uma referencia, poderá ser superior.

LOCAL DE TRABALHO:
Seixo

Isto de facto é um mundo cão: ser "design grafico", saber trabalhar em "sistemas informaticos graficos" e também em "corel, poewerpoint, photoshop e outros", possuir conhecimentos de impressão, ter que viajar até Seixo, trabalhar para um patrão que nem se quer tem a 4º classe e só ganhar 400 euros? Estamos em Portugal ou na Ucrânia?














Por favor, ajudem-nos e venham-nos salvar deste capitalismo selvagem!

13.9.05

Separados à Nascença



'The Rock' - artista de cinema que fez a sua iniciação na escola do 'restling'. E não venham cá com histórias de que eles não sabem representar, porque davam uma sova em representação ao pessoal de teatro. Sobretudo ao do teatro 'moderno'.

Paul Anka - Começou a cantarolar ainda era um moço novo, mas agora vive uma crise de meia-idade e à conta disso editou recentemente um albúm de covers swing de músicas do rock (obviamente de rock do moderno, daquele que os gadelhudos gostam). Mesmo assim não consegue ser tão fixe como o do Pat Boone.

Anormatomias I



Vamos começar hoje a nossa nova rubrica intitulada 'Anormatomias'. E porque que não começar com uma figura que anda muito na ribalta, o Prof. José Maria Carrilho?

Antes de tudo quero dizer que o Gémeo Malvado não tem conotação política. Brevemente também falaremos das anormatomias do António Vitorino, Jorge Sampaio, José Sócrates, Mário e João Soares.
No outro dia, estava a seguir atentamente um debate entre Carrilho e outro tipo do qual não me recordo o nome, quando descobri o seguinte: o professor tem nem mais, nem menos, dois lóbulos. Isso chamou logo a minha atenção (perdi o resto desse interessante debate) e gostaria de saber mais sobre este anomalia. Alguém sabe mais? Tive há muitos anos atrás, um professor (de religião e moral) que tinha uma orelha parecida, e isso graças ao cão que lhe mordeu quando era ainda criança.
De qualquer forma, ter dois lóbulos poderá ser a chave para ter sucesso com mulheres 30 anos mais novas... qui sait?



Não sei porquê, mas as pernas longas da sua senhora também me chamaram a atenção. Deve ser outra Anormatomia...

12.9.05

Anti-Estilo XII

Para ser membro dos "Bon Jovi" é preciso muito, mas mesmo muito estilo, pois conseguir dar mais nas vistas que os pelos do peito do Jon é obra. Quem o faz é o Tico, Tico Torres.

Dizem que os bateristas são burros, mas este não é, não senhor! Este até tem uma linha de roupa para crianças: 'Rock Star Baby line' e esteve casado com miss Wonderbra, Eva Herzigova. O nosso Tico sabe mexer nas "baguetes" e sabe mexer em outras coisas.
Não entendo porque é que a sua banda não se chama "The Ticos" em vez de "Bon Jovi", se ele é (tem) o membro mais influente.



P.S. - Ontem eu e o Pedro vimos na televisão um Tico Torres português. Qual não foi o nosso espanto?


8.9.05

Calgon, ou o auge publicitário

O mundo da publicidade é enigmático, mas há já muito tempo que nos provou a existência de anúncios que, pura e simplesmente, não perdem eficácia. Como bem sabem, a Calgon usa o mesmo anúncio desde que existe televisão. Só muda, e mesmo assim, apenas ligeiramente, quando o técnico de máquinas de lavar morre e é preciso usar outro, actualizando nomes e anos de experiência na virtuosa área do calcário acumulado. Sempre achei fascinante que o técnico fosse apresentado como portador de várias décadas de experiência. Quarenta e tal anos, às vezes. Realmente, há quatro décadas atrás, arranjar máquinas de lavar em Portugal devia ser tão proveitoso em termos financeiros como ser ginecologista no Irão, mas tudo bem, aquilo passa por credível. Há sempre uma dona de casa desesperada que deixou uma peça qualquer – que parece arrancada de um grelhador ou de um instrumento de tortura Nazi que envolve choques eléctricos – ficar cheia de calcário. O técnico passa-lhe uma descasca, como se a máquina fosse dele e a dona de casa lhe devesse explicações, e recomenda-lhe, quase sob a forma de ultimato, Calgon, produto do qual, por acaso, até tem uma embalagem naquele preciso momento. Mais que pagar um qualquer arranjo futuro da máquina, o que assusta o telespectador neste momento é, sem sombra de dúvidas, o mais que provável raspanete do especialista ancião. Depois vem o jingle: ‘Prolongue a vida da sua máquina...’ [pequena pausa que eleva absurdamente os níveis de excitação do telespectador, levando-o mesmo a exclamar ‘Com o quê? Com o quê, por Deus!? ‘] ‘(…) com Calgon!’. Há alívio na mente do telespectador e o produto marcará presença no próximo carrinho de supermercado.



Calgon é ainda recomendado pelas principais máquinas como o produto ideal para prolongar a vida da sua máquina. Porque é isso que as principais marcas de máquinas de lavar querem: elas querem, realmente, que a sua máquina dure 900 anos e você nunca mais tenha que comprar outra. Não é o lucro que as move, por isso recomendam Calgon. Para que você nunca mais tenha que comprar outra máquina. Gente simpática, estas principais máquinas de lavar roupa.

3.9.05

A Mais Dura I

Pois é caro amigos, aqui estou eu de volta com mais uma rubrica acerca de dureza, sendo desta vez no feminino. Recentemente descobri que os seres humanos que não são dotados de pénis à nascença, afinal também têm os seus momentos duros. Se repararmos bem, um parto é lixado que se farta, dormir com homens também não deve ser pêra doce, ou até mesmo a depilação a cera quente seria capaz de pôr muito menino da mamã a chorar para aí.
Calculo que muitos dos nossos leitores (sobretudo os do bigode) estejam a pensar "As gajas!? Mas são todas umas medricas, umas tótós e umas sonsas!". Pois é meus amigos, mas aí é que está o busílis da questão. Tal como diz o povo : "Livra-te de boi sonso que de boi bravo me livrarei"- podem parecer mas não o são... são fortes e manipuladoras e... e.. é melhor não me adiantar muito mais... O que interessa é que muitas vezes são destemidas e coisas dessas.
Tal como fiz anteriormente, irei analisar esta propriedade da dureza olhando para o mundo do cinema, escolhendo dez candidatas e elegendo apenas uma, não duas nem três, mas sim apenas uma vencedora do título de "A Mais Dura".
É importante deixar claro que os critérios desta rubrica, serão ligeiramente diferentes da versão masculina, uma vez que seria impossível encontrar uma actriz que não tivesse feito um filme daqueles "sensíveis" ou que não tivesse levado da boca de um colega seu (não é seu, é dela).

Legenda*

DEMI MOORE

Demetria Gene Guynes, nasceu a 11 de Novembro de 1962, na cidade de Roswell (sim naquela dos extraterrestres adolescentes) no estado do Novo México. Como seria de esperar, teve uma infância lixada. O pai deixou a mãe ainda grávida, que casou com um bebâdo violento e suicida, que fez a pobre miúda sair de casa nos seus sweet sixteen. É o costume....
Foi trabalhar com pin up (seja lá isto o que for...) e aos dezoito casou com o baterista Freddy Moore, que participou na série "Happy Days". Com ele compôs esta música intitulada "It´s not a Rumor" e escreveu a respectiva "lírica".
Em 1982, entrou para o elenco de "General Hospital" e participou no filme "St. Elmo´s Fire". Por esta altura andava a dar forte na "buída" e na coca, mas sendo uma mulher forte tratou-se numa semana (talvez a clásula do contracto referente a estes hábitos, que o estúdio a obrigou a assinar tenha ajudado). Foi também nesta altura que Demi começou a fazer operações plásticas de recauchutagem em diversos sítios, como por exemplo L.A. e Suíça. Depois, e como toda a gente sabe, lá se casou com o Bruce Willis, e foi aqui que ganhou créditos enquanto dura, visto que as duras também se definem pela escolha dos seus parceiros sexuais.
Demi entrou para a tropa no filme "A Few Good Men" e após uma "Indecent Proposal " com um "Striptease" lá pelo meio, prestou provas para as forças especiais em "G.I. Jane" que para quem não sabe é uma espécie de "Oficial e Cavalheiro" para machonas, e no qual ela é mais bad ass (nunca no sentido literal do termo) do que um batalhão de homens.
Obviamente que não pode ser considerada "A mais Dura", pois entrou em filmes como o do ceramista fantasma que dançava, onde contracenava com o Patrick Swayze e aquele filme dos Anjos não sei quê, que se for como o filme de anjos da Meg Ryan, é uma valente porcaria. Outra razão para não merecer o título, é o facto de namorar com o mariconço do Ashton Kutcher, pois fosse uma dura a sério dava-lhe mas era um enxerto de porrada até ele perder a mania.

*Se eu fosse o Tiago, teria feito a seguinte legenda: "Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Are you talkin' to me? Then who the h*ll else are you talkin' to? Are you talkin' to me? Well I'm the only one here. Who do you think you're talking to? Oh yeah? Huh? Ok"