26.12.07

Um adeus até sempre!

Estimados leitores,

Durante mais de três anos tive o privilégio de poder compartilhar aqui convosco alguns textinhos meus. Alguns bons, outros nem por isso. Ainda hoje coloquei aqui mais um a vossa disposição. Havia planos para mais…para muito mais, mas não foi isso que o destino quis. Com uma dor no peito e uma pequena lágrima no canto do olho despeço-me. O fascismo mais uma vez venceu.
Agora vou partir.

Um abraço e até para sempre!

Mais de 102000 visitantes!!!

Mais de 102000 visitantes!! É obra! O GM está de parabéns! Ainda mais, quando não se publicou rigorosamente nada nos últimos dois meses. É verdade…não foi por não ter vontade, mas como alguns já sabem certos elementos mudaram-se para a concorrência.
E eu, o único não vendido, o último dos últimos Gémeos Malvados; estive de viagem (e tinha também perdido a minha palavra passe).
Mas o hiato chegou ao fim, estimados leitores! Fica aqui a promessa desde já, que vou pegar em breve outra vez na caneta, perdão, teclado.
Para já vou meter aqui a minha listinha com os melhores álbuns do ano 2007.

1. Radiohead – In Rainbows
2. Ricardo Villalobos – Fabric 36
3. Apparat - Walls
4. PJ Harvey - White Chalk
5. Justice - +
6. LCD Soundsystem – Sound of Silver
7. The White Stripes - Icky Thum
8. Queens Of The Stone Age: Era Vulgaris
9. Tinariwen - Aman Iman: Water Is Life
10. Wu – Tang Clan – 8 Diagrams

Um péssimo ano de música diga-se de passagem. Além de que o reino de Timbaland dura, dura e dura; notou-se uma tendência que vem crescendo para pegar em velhos êxitos e cantar simplesmente por cima. Aconteceu com musiquinhas de Bowie, Depeche Mode, Michael Jackson e vai agora acontecer o mesmo com uma dos Boards of Canada. Sim, estimados leitores, é verdade; a irmã da Beijionse ou lá como se escreve o nome da moça, resolveu massacrar uma obra dos Board. Há tanta bosta por ai para gemer por cima, mas não...há que destruir o que é bom. Onde está o Al Gore agora?
Enfim, o futuro não é de facto risonho para os amantes de música. Vamos lá ver se pelos menos o nosso Benfica se consagra campeão.



15.10.07

O cozido é rei

Mudei de casa há dois anos. De próximo do Bairro Alto para outro lugar dentro de Lisboa e posso dizer que foi para melhor. Mas depois de dois anos, ainda havia uma falha: não tinha descoberto ainda um bom restaurante no bairro. Falha gravíssima!
Ontem fui outra vez a procura e por fim, a minha odisseia chegou ao bom porto. É um restaurantezinho pacato com preços normais e com gente bem simpática a servir. A sentar-me na mesa deparei logo com um majestoso Molotov na prateleira. Isso é bom sinal! Também tinha algo para dizer sobre este monumento das sobremesas Portuguesas, mas não posso divagar, ficará para uma outra vez, meus amigos. Porque ao abrir a ementa, salto-me logo para a vista o cozido. Para quem é apreciador do cozido, sabe bem qual é a sensação de alegria de fazer essa descoberta. O cozido é como um tipo de droga. Logo a primeira vez ficamos agarrados, sabe sempre bem e houve sempre um cozido melhor do que aquela que estamos a comer no momento (mas não sabemos quando e onde foi). E dá aquele sentimento de pura felicidade no fim. Caramba, agora que estou a falar nisso…apetecia-me já uma meia-dose.
Por norma meia-doses em restaurantes ou tasquinhas de jeito, dão para dar de comer a uma família de Eritreia uma semana inteira. E é assim que deve ser, um estabelecimento que a tem consciência que tem um bom cozido, deve ter orgulho nisso e mostrar o como tal no seu plenitude. Qual bacalhau, qual carapuça…o cozido, caros amigos, é o rei incontestável da cozinha Portuguesa. Até no Natal devia se mas é, manjar cozido.
Para acabar: alguns dias atrás tive mais uma vez uma conversa com um amigo meu, que é um feroz adepto do vegetarismo e que tenta sempre convencer-me ser me para a sua "religião".
Amigo: "Devias experimentar pá"
Mat: "Não conseguiria..."
Amigo: "Agora já há tudo feito à base de tofu ou soja: hambúrgueres, pizzas, almôndegas..."
Mat:"Mas eu nem como essas coisas feitas a partir de carne! E cozido? Há cozido vegetal?!"
Amigo:"Claro que não. Isso é impossível"
Mat:"Então como é que tu achas que eu podia ser vegetariano?"

7.10.07

Forma Estranha

Parte 1. As vezes tenho a ideia que não pertenço a este mundo. Ontem resolvi ver um programa de televisão em que famílias tinham de cantar. Chamava-se Família Superstar ou qualquer coisa manhosa assim. Não foi propriamente a minha escolha, mas sim de um elemento da minha família que gosta ver dessas coisas com música.
Como gosto de pegar no microfone de vez em quando para cantar karaoke e como já não via um programa popularucho há imenso tempo, resolvi contemplar também. Qual foi o meu espanto quando descobri que apenas conhecia uma música dos 5 ou 6 apresentadas. Só reconhecia a “Have I told you lately” do Van Morrison e nem se quer era a versão original. Era a de Rod Stewart, que para mim é um dos anticristos da música popular. Prefiro dez vezes mais ouvir um peido seco do que o som que sai da garaganta do velho Escocês. Exepção feita claro para “Do ya think I´m sexy.” Tema que também gosto de cantarolar por baixo do chuveiro.
De uma outra canção conhecia a autora, Sara Tavares, mas dela só conheço "Pássaros do Sul" e não a música que iam executar. Está visto, terei que ler mais revistas cor-de-rosa no futuro para estar a par da cultura das massas.
Parte 2. Por acaso até li, na semana passada algumas revistas cor-de-rosa. Fiz isso enquanto estava na sala de espera do oftalmologista. E numa dessas leituras deparei com algo muito estranho. Uma das meninas de prazer que esteve na festa nocturna do Cristiano e do Nani há poucas semanas disse numa entrevista que o último tinha um membro de forma estranha. Ora essa…

9.9.07

Material Escolar













Cada um diverte-se a sua maneira. Eu a escrever textinhos aqui para o blogue e o Cristiano com mulheres de aluguer às tantas da noite. Não há problema nisso, alias até a própria mãe do Nani disse que faz bem a saúde estar com mulheres (sempre pensei que ser homossexual não podia ser tão saudável).
Agora o que me faz alguma impressão é que o Cristiano aparece em determinados artigos escolares. Não sou de longe uma pessoa conservadora ou alguém que sobrestima o moral, mas achei estranho que uma figura dessas aparece nas capinhas dos cadernos dos miúdos. Porque não por também o Tomás Taveira em artigos escolares? É um arquitecto de sucesso e orgias também é com ele. Fica aqui então a sugestão.

27.8.07

Ícones Gay


Começou tudo com o S. Sebastião. Tinha um belo físico desnudado e uma lança a penetrar-lhe o corpo. Requisitos que lhe serviam para se tornar o primeiro ícone gay. Sebastian também é o nome do ajudante do primeiro ministro do Little Britain. Por outro lado, Maria Antonieta foi uma das primeiras ícones lésbicas. Não percebi bem porquê, mas se calhar tem a ver com a sua decapitação.
Vamos passar aos tempos modernos. Judy Garland tornou-se um símbolo graças ao filme "O Feiticeiro de Oz", onde faz de miuda irritante neste musical aberrante. Ficou tão famosa no mundo gay, que nos anos 50 se perguntava para saber se alguém o era ou não: "Is he a friend of Dorothy?"
Cá vai uma lista com ícones. Alguns são bastantes óbvios, outros nem por isso:

Julie Andrews, Lucille Ball, Shirley Bassey, Kate Bush, Mariah Carey, Cher, Joan Collins, Joan Crawford, Bette Davis, Ellen DeGeneres, Marlene Dietrich, Cary Grant, Rock Hudson, Paris Hilton, Elton John, K. D. Lang, Cyndi Lauper, Amanda Lear, Liberace, Madonna, Freddie Mercury, George Michael, Bette Midler, Liza Minnelli, Kylie Minogue, Marilyn Monroe, Dolly Parton, Miss Piggy, Debbie Reynolds, Jimmy Somerville, Barbra Streisand, Donna Summer, Superman, Elizabeth Taylor, Martina Navratilova, Amália Rodrigues, David Beckham, Billie Jean King, Cristiano Ronaldo

Agora junta-se a esta extensa lista, nem mais, nem menos, que o presidente da Federação Russa. Quem diria...mas é mesmo verdade. E logo depois de ter sido tirada esta foto enquanto estava a passar férias nas montanhas de Sibéria. A olhar para o torso do Vlad podemos verificar que faz muito exercício no ginásio e também depilação. Além disso estava na companhia de alguém que nunca enganou ninguém, a saber o príncipe Alberto de Mónaco. Eu não tenho gaydar, mas cheira-me aqui a Brokeback Mountain, caros amigos.

22.8.07

Entrevistas



Em primeiro lugar quero-me desculpar, estimados leitores, por causa da minha longa ausência aqui. Como alguns já sabem, tenho andado a procura de um novo emprego. É verdade, este vosso escritor humilde, é afinal também um ser mortal que precisa de ganhar o seu para poder pagar as contas correntes e não só..
Vou ser franco: gosto de entrevistas. Se houvesse a possibilidade de ser entrevistado profissional não desdenharia essa possibilidade. É porreiro, ficamos a conhecer gente e empresas novas, e no fundo, uma entrevista é uma pequena performance.
Para já vamos todos pimpões para lá, barba feita, aftershave, cabelo penteadinho, camisa limpa, às vezes fato e sapatos engraxados.
Eu se fosse empresário, mandava vir os candidatos na sua roupa preferida, dava para aprender bastante mais sobre o candidato; mas enfim não sou empresário.
Depois há também as partes difíceis: temos que ouvir os monólogos sobre o que a empresa faz e os seus objectivos, sem piscar muito os olhos ou bocejar. Nestes monólogos tento sempre dizer um “sim” de 5 em 5 segundos, só para mostrar que estou atento. É verdade, é muito chato, mas é um teste a nossa capacidade de resistência.
Há quem diga que o futebol é um espectáculo inútil, mas isso é mentira: eu tiro lições para a vida d´A Bola, meus senhores e senhoras. Uma das frases chave nas minhas entrevistas é sempre “prometo trabalhar muito”.
Fundamental também, caros amigos, é meter uma piada no meio, eventualmente dois se há capacidade para tal. Quebra o gelo, e ficamos com o rótulo de candidato poreiraço. Se o entrevistador deixa escapar que é natural de uma determinada localidade, agarrem essa oportunidade com unhas e dentes para criar laços. Ainda ontem dizia-me um que era natural de Mirandela, Trás-os-Montes. Contei-lhe que tinha família afastada lá, que era a zona mais bonita de Portugal e que as alheiras de Mirandela são as melhores do mundo.
O ponto auge de uma entrevista é sempre quando nós pedem quanto estamos a pensar auferir. Ou seja quando se chega a essência da nossa visita. É difícil essa, estimados leitores, mas a minha táctica aqui é o ataque! Eu retorquia com a pergunta quanto estão os senhores a pensar em pagar. Eu quando não tem uma proposta pronta, digo o que estou a ganhar nesse momento, um valor sempre superior ao que ganho na realidade. Claro, que não vou sair por menos.
O que é bom sempre é finalizar a conversa com uma pergunta inteligente. Para isso é sempre bom, ler qualquer coisa sobre a dita empresa na net antes de ir para entrevista.
Essencial também: meter uma pastilha na boca mesmo antes de entrar. Para ter um hálito fresco e para poder oportunamente, sem ninguém ver, mastigar para aliviar o stress. Não nós podemos esquecer que o entrevistador também é um ser humano, e levar com mau hálito nunca é bom.

20.8.07

A legendária lenda d´O Gémeo Malvado III

- “Xisa Oaoj! Não aguento esse cheiro ao bedum aqui, até parece que uma manada de brontossauros andou a defecar aqui...”
(nota do autor: o bedum dos brontossauros cheirava muito mal devido ao tamanho.)
O Oaoj corou...
- “Fostes tu, meu badalhoco?” perguntou o seu irmão com revolta”
- “Eu comi uma feijoada ao almoço, mas isso não quer dizer nada, já que temos o aparelho digestivo em comum.
- “O que? Não quer dizer nada?! Eu não aguento mais isso...” e o Ordep começou as cabeçadas com o seu irmão. E este respondeu-lhe da mesma forma.
Andaram as cabeçadas dois dias e duas noites, até que o Oaoj faleceu. O Ordep era de facto melhor cabeceador, tinha jogada nas camadas juvenis do Sporting.
Deixou de ter irmão, mas em contrapartida tinha ganho a sua liberdade.

Quando os vizinhos lhe perguntaram porque é que o seu irmão andava tão calado, o Ordep retorquia que ele tinha mordido a língua com muita força e que ficou sem ela.
Uma desculpa manhosa porque o corpo do seu irmão começou a apodrecer e a deitar um cheiro nauseabundo. Inventou então uma outra...que o irmão tinha apanhado lepra. A lepra, estimados leitores, apanhava-se nesses dias como hoje em dia se apanha uma constipação. Há obviamente diferenças: quando se tem constipação e se tosse saem alguns micróbios, com a lepra saem algumas partes do corpo.
Mas como o corpo do irmão, que estava pendurado ao seu próprio corpo, estava a apodrecer; partes do corpo do Ordep também começaram a ganhar bolor e a cair.
Lentamente e aos bocados o corpo dele estava também a ficar sem vida. Um dia, caiu lhe mesmo a cabeça e o gémeo malvado deixou de estar entre os vivos.
Aqui não acaba esta legendária lenda, porque não se sabe como, a hostilidade entre irmãos gémeos veio para ficar. Os milhares de gémeos do reino inteiro começaram a pancadaria.
Até que um dia chegou ao país, no seu cavalo branco com asas, um semideus de nome Tam. Perguntou a um dos populares ou que se passava no pequeno reinado.
- “Diz-me, caro ferreiro, porque é que toda gente anda a cabeçada?”
- “Estamos fartos de ter os nossos irmãos gémeos aprisionados ao nosso corpo e de os ter que aturar, ò nobre semideus” respondeu-lhe o ferreiro que tinha a cara coberto de sangue e miolos.

O meio deus lançou então um feitiço poderoso e separou todos os gémeos de todo o mundo. Desde então nunca mais houve gémeos siamêses na terra, ou quase nunca; porque o semideus Tam tinha passado a rasquinha na disciplina de feitiços na escola dos semideuses.

Pode acontecer ou já talvez aconteceu, estimado leitor, que encontra uma pessoa em tudo muita parecida consigo. Fica então a saber que, se não tivesse havido o feitiço do glorioso Tam, talvez essa pessoa poderia ter sido o seu irmão gémeo siamês. Dá que pensar, não?

FIM

24.7.07

Livros de Bolso


Sempre fui um leitor assíduo do "Diario de Notícias", mas desde que houve mudanças há uns tempos atrás cortei relações. Gosto de um matutino com muita leitura e pouca fotografia. Ao fim ao cabo é para ler e não para ver as fotos que compro o jornal. “O Público”, além de ser do Belmiro Azevedo, ainda peca mais nesse sentido. Caramba pá, se quero ver fotos leio o “Dica”. Além disso, o "DN" fez desaparecer sem mais nem menos o melhor suplemento que havia no mercado, a saber o “DNA”. Que saudades! Quem foi o mentecapto que se lembrou de acabar com esta guia cultural dirigido pelo mítico Nuno Galopim. Já agora...onde estará ele agora? A viver do subsidio de desemprego e a ouvir bootlegs dos Duran Duran, da sua banda preferida? Não sabemos.
O "DNA" deixa de existir, mas por outro lado "O Público" insiste naquela aberração que é "O Inimigo Público". Xiça! Mais valia meter publicidade de chamadas eróticas naquelas páginas, porque a piada era a mesma. Digo-vos caros amigos, essa gente dos jornais não sabe o que leitor quer.
Antigamente comprava um jornal diariamente, mas isso é passado. Agora é às vezes, e quando compro, escolho-o pela capa mais chamativa ou pelos brindes. E é aqui que o DN teve agora uma bela iniciativa. A publicação de Joaquim Oliveira lembrou-se de oferecer no próximo mês 24 livros de bolsos ao freguês. E para nós, um livro de bolso dá sempre jeito e ainda mais quando é de graça. "A colecção livros de bolso DN é uma delícia de verão para devorar até o fim", anunciam eles. Muito bem, vamos ver então a lista:

O Cão dos Baskervilles de Arthur Conan Doyle
O Senhor da Charneca de Ruth Rendell
O Inferno de Dante
A Máquina do Tempo de H.G. Wells
O Profeta de Kahlil Gibran
Boneca de Luxo de Truman Capote
Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett
Cartas de Inglaterra de Eça de Queirós
Os Europeus de Henry James
Narrativa de A.G. Pym de Edgar Allan Poe
O Último Adeus de Honoré de Balzac
O Caso dos Gémeos Desconhecidos de Ellery Queen
Daisy Miller de Henry James
O Pequeno Herói de Fiodor Dostoievsky
O Caso do Colar Desaparecido de S.S. Van Dine
Washington Square de Henry James
Estalagem das Duas Bruxas de Joseph Conrad
Cidade Escaldante de Chester Himes
A Dama de Espadas de Alexandre Puskine
Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
Assassínio do Parque de Ellery Queen
Persuasão de Jane Austen
Dom Casmurro de Machado de Assis
Morte na Universidade de Ellery Queen

Tenho que assumir que há aqui alguns nomes que desconheço. Como Ellery Queen e S.S. Van Dine, que me pareçem autores de policiais. O que de facto é óptima leitura para as ferias. Agora que Dante, Gibran, Assis, Dostoievsky, Poe, Garrett, Conrad e Balzac são leituras de verão é algo duvidoso. Mas esses fiquem bem lá na prateleira da sala para impressionar os meus convidados. É uma pena que as lombadas não são douradas ou prateadas...

15.7.07

Separados à Nascença



David Lee Roth e Ney Matogrosso

Dois cantores. Dois amantes de lycra. Dois habitantes do continente Americano. Dois homens com indícios de calvice. Um é gay assumido, o outro ainda nao saiu do armário. Se os Van Halen não conseguem que o David volte, poderão sempre pedir ao Ney .

11.7.07

A Mão Que Treme I

Olá, bem vindos a esta rubrica com bonecos, é muito parecido com o que o meu colega Matias faz no seu Blogurte . Deixo-vos um desenho feito por uma mão que treme:"Morrissey poderia ter ido ao Eurofestival."

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7.7.07

Deusa IX

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Anya Major

Uma Inglesa conhecida por ter participado no anúncio televisivo "1984" da Apple. Realizado por Ridley Scott, ela figurava, como uma atleta que derruba o sistema. O desporto é assim transfigurado, numa mensagem de esperança e paz.
Em 1985 participou no videoclip do Elton John "Nikita", aí vestia um belo sobretudo e um chapéu russo de Zebelina. Humm Quentinho, já sei vamos tirar-lhe as roupas.
Depois desta pausa para a imaginação, ponderamos o porquê de um homosexual como o Elton John escolher uma mulher para sua musa.
Em 1997, morreu a princesa Diana, e a canção "Candle in the Wind" trouxe Anya para o esquecimento.
Em 2000, a Apple anunciou a morte de Anya, mas parece que isso não era verdade.
Fica lembrada neste post, num blog underground que se quer garrido, daí a foto ser uma capa de um disco de Anya.

30.6.07

Lost in Transladation V



Elton John - Sacrifice*

Eltão João - Sacrifícios

It's a human sign
É um sinal humano
When things go wrong
Quando as coisas saem errado
When the scent of her lingers
Quando o cheiro dela persiste
And temptation's strong
A tentação é forte

Into the boundary
No limite
Of each married man
De cada homem casado
Sweet deceit comes calling
Vem a doce decepção e te chama
And negativity lands
Para as terras do "negativismo"

Cold cold heart
Coração frio, frio
Hard done by you
Duro feito você
Some things look better baby
Algumas coisas se vêem melhor, querida
Just passing through
Há uma passagem aqui

And it's no sacrifice
E não é nenhum sacrifício
Just a simple word
Só uma simples palavra
It's two hearts living
São dois corações vivendo
In two separate worlds
Em dois mundos separados

But it's no sacrifice
Mas não é nenhum sacrifício
No sacrifice
Nenhum sacrifício
It's no sacrifice at all
Não é nenhum sacrifício tudo isso,

Mutual misunderstanding
Engano mútuo
After the fact
Depois dos fatos
Sensitivity builds a prison
A sensibilidade construiu uma prisão
In the final act
No ato final

We lose direction
Nós perdemos a direção
No stone unturned
Não retornamos as pedras
No tears to damn you
Nenhuma lágrima para te condenar
When jealousy burns
Somente queimaduras de ciúmes

Cold, cold heart
Coração frio, frio
Hard done by you
Duro feito você
Some things look better baby
Algumas coisas se vêem melhor, querida
Just passing through
Há uma passagem aqui

* Esta tradução de lírica musical é da inteira responsabilidade da Rádio CLube de Campo Belo AM - 930 Khz

28.6.07

Playlist Açúcar



Rolling Stones - Brown Sugar
Esta canção fala-me directamente ao estômago - só uns génios como estes senhores para colocarem no imaginário mundial o açúcar mascavado; embora goste muito de todos os tipos de açúcar em geral, o mascavado é, sem margem para dúvidas o meu predilecto.

The Rubettes - Sugar Baby Love
Este tema é dedicado ao meu recente filho. O nome diz tudo: açúcar bébé amor. É que o fulano ama coisas com açúcar. Um verdadeiro hino a todos os que amam o açúcar. Ah! e se repararem bem, tem sinos e tudo como prova irrefutável da proveniência divina do açúcar.

Deff Leppard - Pour Some Sugar On Me
Sim! Ponham-me açúcar em cima. Ou então de uma modelo avantajada e desnuda, que eu vou lá buscá-lo.

Liam Lynch - Sugar Walkin'
Bom... uma vez vi um grão de açúcar a andar sozinho pelo chão, mas quando fui a ver melhor, era uma formiga que o carregava. foi daquelas alturas nas quais um tipo pensa que finalmente enlouqueceu de vez. ou que afinal talvez não fossem aspirinas.

The Guess Who - No Sugar Tonight
Esta foi uma vez em que fui a uma pastelaria, já de noite, e já não tinham bolo nenhum. Nunca mais lá fui.

Pam Tillis - Shake the Sugar Tree
...era bom era, que o açúcar proveniesse das árvores...era bom era. Hum... srá que cairía de maduro? Se acontecesse, não era nada aconselhável estar em baixo de uma açúcareira, ou ainda pensavam que eu tinha caspa.

Fall Out Boy - Sugar We're Going Down Swinging
Já me havia esquecido que no verão passado deixei cair um gelado na piscina; e era um daqueles com 4 ou 5 bolas. ah! swinging....percebi swiming...chiça! era um comentário tão bom. Enfim!

James Blunt - Sugar Coated Love
Esta não percebi... amor com um casaco de açúcar? Açúcar encasacado em amor?...não ...não entendo, isto é muito à frente.

The Tony Danza Tap Dance Extravaganza - God Ain't Got No Use for No 180lb Bag of Sugar
Correcto. Para que precisará Deus de tanto açúcar? Podias dar-mo, pá. Sabes a quanto está o açúcar hoje em dia?

The Temptations - Sugar Pie, Honey Bunch
Outra que não percebo... hum... tarte de açúcar com um monte de mel em cima... será bom? "Bunch" é um monte de, não é? Ou será um anglo-saxónico a dizer "lunch" enquanto come? Ora aí está mais uma coisa que nunca saberei.

26.6.07

Separados à Nascença



Adolfo Hitler - Pois é, descobri agora mesmo que o seu segundo nome era Luís. Facto que pelos vistos conseguiu evitar presença em qualquer compêndio de História. Pois bem, Adolfo era um rapaz austríaco imaginativo e prendado a nível das artes e ofícios. No entanto, como a sua carreira de pintor não o levou longe, experimentou ser ditador em part-time. Não demorou muito até aos seres votantes alemães acharem que giro era ele fazer a coisa a tempo inteiro. Dizem que matou seis milhões de judeus, mas tal como daquelas vez em que tentou fazer um bolo, desculpou-se com o facto de não saber regular bem o seu novo forno a gás. Popularizou um estilo discursivo, que ficou conhecido entre os entendidos como o estilo bué chateado. Tinha um bigode à Charlot e andava metida com a gaja da fábrica de electrodomésticos.

Giovanni Trapattoni - Italiano canhoto que jogava à bola na defensiva. A mãe afirma que sempre gostou muito de massa, mas no fundo era porque não havia mais nada para comer. Foi seleccionador em Itália e treinador do Benfica, tendo dado muita alegria a seis milhões, que pelos vistos é um número significativo para esta malta que se zanga muito com as coisas e que fala alto só naquela. Diz no Wikipédia que fartou-se de beber Redbulls ali na terra do Adolfo Luís. E pronto, tá feito!

19.6.07

Quando o Vinho Entra, o Juízo Sai.

Numa recente entrevista, Jô Bernardo afirmou que (meio) copinho à refeição, faz bem ao coração. Com isto só veio provar que, fora as acções, já tem tudo o que é preciso para presidir um grande clube como o Benfica.

14.6.07

Já Dizia o Povo


Já que se está para aqui a falar de marcas de carros, devo confessar que a minha preferida sempre foi a FIAT. Afinal de contas, foi a única que até agora conseguiu entrar nesse poço sem fundo que é a cultura popular, tomando a forma de um provérbio. Ou será que nunca ouviram dizer "FIAT na virgem e não corras"?

Tridedeta

O talento para a fotografia, de Matias não tem palavras para o descrever. Aqui uma foto de um Tridedeta, tirada pelo nosso colega Mat. Observem o momento, em que os três dedos do rapaz, se descolam da sua mão. Deixando-o para sempre condenado, a pedir menos de oito imperiais, por linguagem gestual.


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13.6.07

A Praia

Nunca, mas nunca gostei do mar. Sal, areia, vento, e sol; não são os ingredientes para eu passar bem um dia ou uma tarde. Algumas praias até têm animais perigosas na água, como tubarões ou medusas. Na água até encontrei uma vez, não que fosse um animal perigoso, mas lembrei-me disso agora, um penso higiénico a boiar ao pé de mim quando tinha acabado de dar o meu primeiro mergulho no mar Mediterrâneo. Vem-me agora à memória também, de ter ido em miúdo com os escuteiros à costa e ter ficado danado porque as deliciosas sandes que a minha mãe me tinha preparado, tinham ficado cheias de areia. Se há coisa desagradavel, é mastigar uma sandes com areia lá dentro.

No meu tempo de miudagem, não se falava nessas coisas de cancros das peles, a malta ficava a torrar o dia todo de baixo do sol. Já na altura pensava, que pequeno visionário que eu era, que isso não podia fazer bem. Eu nadava sempre com t-shirt para não me queimar e também porque achava que tinha mais pinta.

Quando tinha aí uns quatro anos, os meus pais deram-me um barquinho insuflável. Um dia os meus pais adormeceram, e de repente eu fiquei no meio do vasto oceano. Fiquei tão longe que só via uns pontinhos a mexerem-se. Felizmente fui salvo pelos nadadores salvadores, porque caso contrário meu estimado leitor, este texto que você está a ler nunca teria existido ou estaria escrito em Inglês, ou pior do que isso em Brasileiro, dependendo da corrente do golfo que eu tivesse apanhado.

Mas o pior de tudo, nisto das praias, é ter que ver corpos nús. Não me interpretem mal, não sou membro da Opus Dei ou Muçulmano ortodoxo. Não tenho nada contra corpos nus; apenas penso que, como nem toda gente tem o físico de uma mulher esbelta, as pessoas não podem andar por aí sem mais nem menos desnudado.



Há amigos que me dizem para simplesmente não olhar, mas eu quando vejo algo que não é comum, ainda preciso de olhar mais. É uma maldita mania minha, que já me meteu em situações bem embaraçossas. Lembro-me de ter trabalhado uns tempos com um tipo ao qual faltavam três dedos numa mão e que mesmo assim trabalhava comum teclado. Sempre que precisava de falar com ele, fixava atentamente essa sua arte de manuesar o teclado. E juro, palavra de escuteiro, que não o fazia por maldade. Apenas não consigo desviar o meu olhar de coisas diferentes. Não sei bem porquê.

Agora na praia, são os gajos com pelos nas costas e correntes ao pescoço que chamam a minha atenção; e asvelhotas com varizes também. Não havia necessidade de eu ter que ver isso. Porque não fecham essa gente à chave, em vez de me obrigarem a ficar em casa?

6.6.07

Lost in Transladation IV



Deep Purple - Smoke on the water

Borbulha Funda - Fumar e beber água ardente

We all came out to montreux,
Fomos todos à base de Monte Real,
On the lake geneva shoreline.
para andarmos de certeza na linha.
To make records with a mobile,
fizémos gravações com o telemóvel,
We didnt have much time.
pouco tempo a gente tinha.
Frank zappa and the mothers,
o Franclim Zundapp e a mãe,
Were at the best place around.
ficaram com o melhor que a base tem.
But some stupid with a flare gun,
mas um cigano com uma pistola-isqueiro,
Burned the place to the ground.
queimou o sítio inteiro.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.

They burned down the gambling house,
Ardeu a casa das gambas,
It died with an awful sound.
e diz que lá morreu um a grunhir.
Funky claude was running in and out,
O Cláudio larilas correu de pernas bambas,
Pulling kids out the ground.
empurrou os cachopos ao fugir.
When it all was over,
lá mais para o fim,
We had to find another place.
fomos a uma imobiliária.
But swiss time was running out,
O meu swatch tava sem pilha,
It seemed that we would lose the race.
e vimos um preto que parecia ter malária.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.

We ended up at the grand hotel,
Acábamos por dormir numa pensão,
It was empty cold and bare.
que era fria, mas tinha bar.
But with the rolling truck stones thing just outside,
Atirámos pedras a uma camião,
Making our music there.
que tinha uma cançoneta a tocar.

With a few red lights and a few old beds,
Dormimos com umas madalenas velhas,
We make a place to sweat.
que até nos fizeram suar.
No matter what we get out of this,
Não interessa qunato levaram,
I know well never forget.
pois delas para sempre me irei lembrar.

Smoke on the water, fire in the sky
Fumar e beber água ardente, faz lume até ao céu.